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Páginas do cotidiano:
livro da vida.

Estamos no início de um novo ano e começando, assim uma nova página do livro da nossa existência. Convém porém, perguntarmo-nos o que iremos registrar nesta nova folha em branco.
Certamente, reprisamos na nossa mente a página que fechamos com o registro de nossas ações no ano de 2006, mas ela não ficou na prateleira do esquecimento, pois as nossas ações de qualquer ordem respingarão no ano que se inicia, na nova página que iremos escrever.
Mas como poderemos apagar os registros que não contribuíram para a nossa ascendência espiritual? Apagamos com a borracha do esquecimento? Lamentarmo-nos, infelicitando-nos e tornando infelizes os que convivem conosco? Ficarmos engessados na amargura, no pessimismo e na inércia?
Nem sempre a borracha apaga. Muitas vezes ela deixa marcas e borrões que sinalizam a ausência da prudência. Também não é necessário mudarmos a caligrafia, porque seja qual for a letra que escolhermos, ela será a nossa marca registrada.
Candidatemo-nos ao trabalho na reconstrução de uma nova Era. O Espiritismo nos desponta em 2007 com 150 anos na edificação de um mundo melhor. Ele é a base que sustenta a pirâmide existencial das criaturas na edificação de um novo mundo e convida o homem a chegar ao topo da pirâmide existencial, investindo em realizações positivas, fundamentais no Evangelho de Jesus.

Escrevamos nas páginas do livro das nossas vidas as nossas propostas de reconciliação conosco, pois assim será mais fácil envolvermos o nosso próximo no hálito da bondade, do amor e da concórdia. Registremos as nossas ações sem os borrões feios da intolerância, lembrando que Jesus nos tolera e nos oferece sempre o brilho do seu olhar misericordioso, convidando-nos a caminhar com Ele.
Os luzeiros do mundo são quimeras que entorpecem os sentidos e paralisam a alma enquanto a luz divina é carta de alforria para as almas cansadas dos devaneios.
Urge, portanto, lembrarmos que cada um é o responsável pelas páginas do livro da nossa vida, um livro que nossos companheiros de jornada possam abrir com doçura e emoção.
Vamos, portanto, dedicar o nosso livro a Jesus, para que Ele possa lê-lo e, quem sabe, reafirmar para nós:”Vinde a mim benditos de meu pai, pois tive sede e me deste de beber, tive fome e me deste de comer, estive nu e me vestistes...”
Jesus é a porta, e nós temos a chave que é o seu Evangelho. Não coloquemos, porém, esta chave no chaveiro do egoísmo, que aprisiona o homem nos labirintos das enfermidades da alma.

Maria Inês Feijó Machado Tavares Psicóloga do Nedeq-UFPE, presidente do Núcleo Espírita Investigadores da Luz NEIL.
Matéria retirada do Jornal do Commercio dia 25/02/2007.

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