O Mestre da Vida...


(...) O Mestre era sempre delicado com todas as pessoas, inclusive com
seus opositores, mas em algumas oportunidades criticou com contundência a
hipocresia humana. Disse que os mestres da lei judáica seriam drasticamente
julgados, pois atavam pesados fardos para as pessoas carregarem, mas eles
nem com um dedo o suportavam. (Mt 23:4)


Quantas vezes não somos rígidos como os fariseus, exigindo das pessoas o
que elas não conseguem suportar e nem o que nós mesmos conseguimos
realizar. Exigimos calma dos outros, mas nós somos impacientes, irritadiços
e agressivos. Pedimos tolerância, mas nós somos implacáveis, excessivamente
críticos e intolerantes. Queremos que todos sejam estritamentes
verdadeiros, mas nós simulamos nossos comportamentos, disfarçamos nossos
sentimentos. Desejamos que os outros valorizem o interior, mas somos
consumidos pela estética social.


Temos de reconhecer que às vezes damos excessiva atenção à estética social,
ao que as pessoas pensam e falam de nós, mas não nos preocupamos com aquilo
que corrói nossa alma. Podemos não prejudicar a outros com nosso
'farisaísmo', mas nos autodestruímos por não intervirmos em nosso mundo,
por não sermos capazes de fazer uma faxina em nossos pensamentos negativos: inveja, ciúme, ódio, orgulho, arrogância, autopiedade.

Autor: Augusto Cury
Trecho extraído do Livro:
Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida.

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