Presença de André Luiz...


BRANDURA

Insignificante é o pingo d'água, todavia, com o tempo, traça um caminho no
corpo duro da pedra.


Humilde é a semente, entretantanto, germina com firmeza e prodruz a espiga
que enriquece o celeiro.
Frágil é a flor, contudo, resiste à ventania garantindo a colheita farta.
Minúscula é a formiga, mas edifica, à força de perseverança, complicadas
cidades subterrâneas.
Submissa é a argila, no entanto, com o auxílio do oleiro, transforma-se em
vaso precioso.


Branda é a veste física, que um simples alfinete atravessa, todavia,
suporta vicissitudes incontáveis e sustenta o templo do espírito em
aprendizado, por dezenas de lustros, repletos de necessidades e
padecimentos morais.
O verdadeiro progresso precinde da violência. Tudo é serenidade e sequência
na evolução.


Aprendamos com a natureza e adotemos a brandura por diretriz de nossas
realizações para a vida mais alta, mas não a brandura que se acomoda com a
inércia, com a pertubação e com o mal e sim aquela que se baseia na
paciência construtiva, que trabalha incessantemente e persiste no melhor a
fazer, ultrapassando os obstáculos que a ignorância lhe atira à estrada e
superando os percalços da luta, a sustentar-se no serviço que não esmorece
e na presença fiel que confia, sem desânimo, na vitória final do bem.

Pelo Espírito de André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier - Livro:Caridade

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