Palavras de Joanna de Ângelis...


OBSTINAÇÃO CRISTÃ

A tua obstinação pelo ideal do bem surpreende a muitos, que a consideram loucura.

Os amigos têm dificuldade de compreender-te, supondo ser o teu esforço uma busca sub-reptícia de promoção pessoal ou perseguição a interesses de procedência mundana.

Censuram-te a firmeza, que lhes parece fanatismo, e assacam calúnias contra ti esperando esmorecer-te o ânimo.

São também crentes nos postulados que te arrebatam, mas os têm como um suporte para determinadas ocasiões, um compromisso que, às vezes, se as circunstâncias são pouco favoráveis, pode ser postergado como secundário.

Não se interessam para que o próximo conheça o que a eles faz felizes, quiçá, porque ainda não se identificaram, realmente, com o conteúdo da fé.

Vivem no mundo, nos mesmos padrões profanos, distraídos, periodicamente chamados à razão pela dor, que olvidam logo passa o problema afligente.

São simpáticos quando necessitam e soberbos quando procurados.

Hábeis no falar e no agir, transitam livremente nas diversas áreas, nas quais se acomodam, sem definição.

Dizem-se liberais, tolerantes.

A fé, porém, é um compromisso para com a vida.

Muitos crentes, no entanto, vivem uma fé sem compromisso.

Como tens consciência de que ressurgirás do túmulo conforme és, acautela-te, desde já, mantendo coerência entre o que crês e o que fazes, o que pretendes e o que encontrarás.

A morte é uma desveladora de realidades, em cujo umbral se acabam as ilusões, ressurgindo a vida em plenitude.

Vive hoje, portanto, conforme anelas prosseguir depois.

A imprevidência gasta agora, para lamentar mais tarde, enquanto a sabedoria aplica hoje, para o rendimento no futuro.

Afatiga-te, sem queixas, na ação do bem, ao tempo em que outros se exaurem no transitório jogo da imediata satisfação.

Sempre te faz bem, o bem que fazes.

O que atiras fora te faltará, mas o que aplicas se multiplicará.

O cristão vale pelos investimentos de amor e abnegação de que se utiliza.

Como o tempo inevitavelmente passa, ele te coroará de paz ou arrependimento, de acordo com o uso que dele faças.

Torna-te, desse modo, um realizador incansável.

Quando procurado, ajuda, orienta, sem enfado, e, quando não sejas solicitado, esparze o esclarecimento como semeador que atira pólen e sementes por onde passa e onde se encontra, consciente dos resultados abençoados que advirão mais tarde.

Não te imponhas, porém, transpondo a linha do equilíbrio que estabelece o respeito às demais criaturas e suas crenças. Todavia, por motivo nenhum, se te faças omisso.

Canta com o verbo e o coração, a mente e a ação, o teu hino cristão de amor e luz, tornando-te ouvido, assim despertando os que jazem no letargo da acomodação ou anestesiados pelos vapores tóxicos da ignorância.

pelo Espírito Joanna de Ângelis - Psicografia de Divaldo P. Franco - do Livro Seara do Bem.

Tempo de amolar o machado...

Conta-se que um jovem lenhador ficara impressionado com a eficácia e rapidez com que um velho e experiente lenhador da região onde morava, cortava e empilhava madeiras das árvores que cortava.

O jovem o admirava, e o seu desejo permanente era de, um dia, tornar-se tão bom, senão melhor, que aquele homem, no ofício de cortar madeira.

Certo dia, o rapaz resolveu procurar o velho lenhador, no propósito de aprender com quem mais sabia.

Enfim ele poderia tornar-se o melhor lenhador que aquela cidade já tinha ouvido falar.

Passados apenas alguns dias daquele aprendizado, o jovem resolvera que já sabia tudo, e que aquele senhor não era tão bom assim quanto falavam.

Impetuoso, afrontou o velho lenhador, desafiando-o para uma disputa: em um dia de trabalho, quem cortaria mais árvores.

O experiente lenhador aceitou, sabendo que seria uma oportunidade para dar uma lição ao jovem arrogante.

Lá se foram os dois decidir quem seria o melhor.

De um lado, o jovem, forte, robusto e incansável, mantinha-se firme, cortando as suas árvores sem parar.

Do outro, o velho lenhador, desenvolvendo o seu trabalho, silencioso, tranqüilo, também firme e sem demonstrar nenhum cansaço.

Num dado momento, o jovem olhou para trás a fim de ver como estava o velho lenhador, e qual não foi a sua surpresa, ao vê-lo sentado.

O jovem sorriu e pensou: Além de velho e cansado, está ficando tolo. Por acaso não sabe ele que estamos numa disputa?

Assim, ele prosseguiu cortando lenha sem parar, sem descansar um minuto.

Ao final do tempo estabelecido, encontraram-se os dois, e os representantes da comissão julgadora foram efetuar a contagem e medição.

Para a admiração de todos, foi constatado que o velho havia cortado quase duas vezes mais árvores que o jovem desafiante.

Este, espantado e irritado, ao mesmo tempo, indagou-lhe qual o segredo para cortar tantas árvores, se, uma ou duas vezes que parara para olhar, o vira sentado e tranqüilo.

Ele, ao contrário, não havia parado ou descansado nenhuma vez.

O velho, sabiamente, lhe respondeu:

Todas as vezes que você me via assentado, eu não estava simplesmente parado, descansando. Eu estava amolando o meu machado!


Reflitamos sobre o ensino trazido pelo conto.

Obviamente, com um machado mais afiado, o poder de corte do velho lenhador era muito superior ao do jovem.

Este, embora mais vigoroso na força, certamente não percebeu que, com o tempo, seu machado perdia o fio, e com isso perdia a eficácia.

Quando chegamos em determinadas épocas de nossas vidas, como o fim de mais um ano de trabalho, de esforço, de empreendimento, esta lição pode ser muito bem aplicada.

É tempo de amolar o machado!

Embora achemos que não possamos parar, que tempo é dinheiro, que vamos ficar para trás, perceberemos, na prática, que se não pararmos para amolar o machado, de tempos em tempos, não conseguiremos êxito.

Amolar o machado não é apenas descansar o corpo, é também refletir, avaliar, limpar a mente e reorganizar o nosso íntimo.

Amolar o machado é raciocinar, usar da inteligência para descobrir se estamos usando nossas forças da melhor forma possível.

Assim, guardemos algum tempo para essas práticas realmente necessárias, e veremos, mais tarde, que nosso machado poderá cortar as árvores com muito mais eficiência.



Redação do Momento Espírita com base em conto da obra S.O.S. Dinâmica de grupo, de Albigenor e Rose Militão. ed. Qualitymark.br /> Em 27.02.2008.

Perguntas e Respostas...


COMPORTAMENTO

Pergunta: Como devemos agir para não “pecarmos” por omissão ou intromissão, não sendo nem comodista e nem inconvenientes a ponto de interferirmos no livre-arbítrio das pessoas?
Emmanuel - Com o livre-arbítrio, o espírito enfrenta as lutas, provas e experiências da vida material e espiritual, respondendo com a responsabilidade pelos atos que pratica, no contexto da Lei de Causa e Efeito. Ora, vemos assim no livre-arbítrio um bem intocável que não merece interferências, porque Deus permite que os espíritos tenham liberdade de pensar e, consequentemente, de agir.
Desta forma, o melhor conselho que se pode dar é agir em consonância com os ditames do Senhor e ter presente que todos os espíritos tendem para a perfeição.

COSTUMES

Pergunta: As crenças e costumes variam muito ao redor do mundo. Coisas que para nós são consideradas negativas (como é o caso de traição conjugal), para indígenas e esquimós são vistas cm outros olhos. O mal está na intenção ou na ação?
Emmanuel - As crenças e costumes variam no tempo e no espaço de acordo com o grau evolutivo da sociedade a que pertencem. Houve uma época em que a escravidão era considerada normal, assim como, atualmente, há países desenvolvidos economicamente que consideram legítimo o aborto e pena de morte.
De uma maneira geral, as nossas imperfeições independem do nosso grau de evolução intelectual. Contudo, o conhecimento pode nos auxiliar a diferenciar o que é moralmente correto, do quer não é. Neste caso, como em todos os outros, o mal está em não se repelir uma intenção que se sabe que é moralmente incorreta.
O espírito verdadeiramente evoluído, nem sequer cogita do mal. Chegaremos a este nível, afastando as más intenções que surjam no nosso espírito, para que, além de não se tornaram nunca ações concretas, este gênero de pensamentos enfraqueça até desaparecer por completo. Convém lembrar que este exercício é individual e que não se deva nunca impor normas de conduta a outras pessoas ou povos, pois a cada nível evolutivo corresponde um padrão de conduta adequado. O verdadeiro ensinamento é o exemplo.

BRASIL (I)

Pergunta: Com relação à situação do Brasil, em termos gerais, em que a Espiritualidade Maior pode instruir-nos a respeito?
Emmanuel - Estamos, hoje, em meio a uma crise moral de grandes proporções, o que de modo geral ampliaria os problemas cotidianos de uma nação qualquer, assim como se faz conosco. A conscientização de nossa condição de co-responsáveis por tudo que se passa ao nosso redor é o que deve prevalecer. Passamos por um momento de revisão de conceitos morais e éticos e, nesse momento, o esforço de cada membro da nossa sociedade deve estar orientado no sentido de melhor cumprir os deveres e obrigações de cidadão, com muita disciplina, vontade de melhora geral, trabalho e muita, mas muita, oração. O pensamento cristão deve prevalecer sempre.

BRASIL (II)

Pergunta: Se os Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário fossem dirigidos por pessoas espíritas e evoluídas, teríamos um país melhor?
Emmanuel - Não se trata de somente termos dirigentes espíritas, se tivéssemos dirigentes mais evoluídos certamente já teríamos hoje um país melhor. Entretanto, não se pode esquecer que uma nação não é formada apenas de dirigentes, existe em número maior o povo. E nosso povo, como um todo, precisa realmente buscar sua evolução moral e intelectual a fim de construir uma nação mais fraterna e cristã por excelência.

BRASIL (III)

Pergunta: O Brasil continua sendo o “Coração do mundo e Pátria do Evangelho?” E atualmente, no Brasil, existe algum espírito superior que possa levar o país ao desenvolvimento global?
Emmanuel - Essa denominação foi dada ao Brasil por Jesus e não lhe será tirada. Espíritos de escol têm reencarnado em todas as partes, no seio de todos os povos, para o progresso geral.
O Brasil não está desprovido dessas almas. Cabe a cada um de nós o aperfeiçoamento íntimo, que é a obrigação primeira de todo espírito encarnado e, juntos, fazendo de nossos corações e lares recantos de paz, terão um país de grandes realizações.

CONDIÇÕES DO PLANETA - I

Pergunta: O que a Doutrina Espírita pode dizer a respeito do fim dos tempos, isto é, como ocorrerá a transformação do planeta em planeta de provas e expiações para o de regeneração?
Emmanuel - Através da busca da espiritualização, superação das dores e construção de uma nova sociedade, a humanidade caminha para a regeneração das consciências. Trabalho e amor ao próximo com Jesus, este é o caminho.

Nota: Emmanuel afirma que a Terra será um mundo regenerado por volta de 2057. Cabe, a cada um, longa e árdua tarefa de ascensão.

CONDIÇÕES DO PLANETA (II)

Pergunta: Qual a classificação do Planeta Terra na Hierarquia Universal? É verdade que a humanidade se encontra ainda no estágio animal e não hominal?
Emmanuel - Planeta de Prova e Expiação. Segundo Allan Kardec, a Terra deixará de ser um mundo de dor, de provas e de expiações, para ser um mundo de Regeneração, de reequilíbrio, de felicidade. Encontramo-nos em processo de evolução.
Encarnado no corpo do homem, o espírito lhe traz o princípio intelectual e moral que o torna superior aos animais. Purificando-se, o espírito se liberta pouco a pouco da influência da matéria. Sob essa influência aproxima-se do bruto, mas não deixa de pertencer ao reino hominal. Isento dela, elevar-se-á à sua verdadeira destinação, ou seja, a de espírito puro.

VÍCIOS (I)

Pergunta: Com relação às drogas: tive tudo, carro, casa, família e dinheiro durante 20 anos; conheci todos os tipos de vida no submundo do crime, mas não gostava. Um dia, após consumir 20 g de cocaína, resolvi parar. Hoje, sou viúvo, falido e separado da família. Luto, mas é difícil. O que o plano espiritual quer, se faço tudo com honestidade?
Emmanuel - Vinte anos de desequilíbrios íntimos, naturalmente, provocaram as perdas que o irmão hoje lamenta. Quando não usamos com sabedoria os talentos que nos são concedidos, eles escapam por entre nossos dedos, como areia.
Sendo hoje honesto você não só possibilita que o auxílio espiritual o ampare e fortifique para futuras realizações, como reajusta suas energias psíquicas, guardando as amargas lições, como indeléveis lembranças.
Jesus disse: “Das ovelhas de meu Pai, nenhuma se perderá...” Ele certamente o abençoa, para recomeçar do que parece nada, mas é o primeiro degrau da alma perfeita que você um dia será...
Muita paz!

VÍCIOS (II)

Pergunta: Qual a amizade espiritual que une pessoas que fumam, bebem, usam drogas e fazem mau uso do sexo?
Emmanuel - Na verdade, não é o tipo de amizade que une irmãos que se comprazem no erro ou no vício. É o padrão vibratório que os une, seus pensamentos sempre se encontram voltados para as práticas equivocadas a que se entregam. À vontade que alimenta o vício, a ansiedade pelo prazer desmesurado, faz com que essas pessoas se busquem naturalmente. Isso funciona da mesma forma com que o imã atraí a lima de ferro.

DIVULGAÇÃO DA DOUTRINA ESPÍRITA

Pergunta: Como a Doutrina vê o Espiritismo na forma com que vem sendo abordada nas novelas?
Emmanuel - Esperamos que os meios de comunicação possam tratar as noções de vida espiritual conforme ela o é; buscando esclarecer, verdadeiramente, o grande número de espectadores quanto à realidade das influências dos chamados “mortos” nas nossas vidas terrenas e sobre a continuação da vida após a morte do corpo físico.

PRECONCEITO CONTRA OS ESPÍRITAS (I)

Pergunta: Como melhorar a convivência com as pessoas que acreditam que o Espiritismo é um erro, quando o livre-arbítrio não é respeitado dentro de casa, onde o pai segue um caminho e, por se considerar mais experiente, não aceita a religião escolhida pelos filhos?
Emmanuel - Devemos receber o preconceito contra o Espiritismo com a maior naturalidade e respeito cristão. É aí que ele cresce e se agiganta. A propósito, a grandeza do uso de livre-arbítrio depende do esforço próprio e do grau de evolução ou adiantamento do espírito.
Não adianta lutar contra o pai que não aceita a religião escolhida pelo filho. Nesse caso, ore por ele, pedindo compreensão. Essa, no nosso entender, é a melhor maneira para manter a harmonia da família.

PRECONCEITO CONTRA OS ESPÍRITAS (II)

Pergunta: Por que, quando falamos que somos espíritas, as pessoas de outras religiões se afastam?
Emmanuel - O preconceito ainda existe em relação ao Espiritismo. E devemos estar preparados para sermos tolerantes. O importante perante Deus é o convencimento da escolha da nossa religião, não importando qual.
Nesse particular, diremos que todos os caminhos levam a Deus, se entendermos que somos felizes e conscientes no respeito ao próximo e na prática da caridade.

UMBANDA

Pergunta: Quem são os “pretos-velhos”, “exus” e “pombas-giras” que incorporam na Umbanda? Se são espíritos de luz, por que há necessidade de cigarro, cachaça e sons barulhentos?
Emmanuel - Para espíritos de luz, ou seja, espíritos superiores e puros, não existem necessidades materiais. Os espíritos que trabalham nos terreiros, em sua grande maioria, são aqueles que ainda guardam grandes necessidades das sensações terrenas e por isso usam os médiuns para absorve-las; quando não têm, fazem-no através dos despachos. São, na classificação da Doutrina Espírita, chamados de espíritos mais simples.
É claro que existem aqueles outros que, mesmo tendo condição moral mais elevada, manifestam-se nos terreiros de Umbanda, guardando os procedimentos ali adotados.

CANDOMBLÉ

Pergunta: Qual a diferença entre as entidades de luz da Doutrina Kardecista e os orixás do Candomblé, que são reverenciados em seus templos com bons pratos, roupas tradicionais e músicas? Isso não seria prendê-los ao materialismo?
Emmanuel - Primeiro; devemos esclarecer que a Doutrina não é Kardecista e sim dos Espíritos. Allan Kardec foi o codificador dessa Doutrina, ou seja, através de método científico, reuniu e compilou, com a ajuda de vários médiuns, as informações que hoje conhecemos editadas nos livros básicos da Doutrina Espírita.
Quanto à diferença entre “entidades de luz”, ou seja, espíritos de luz e os orixás do Candomblé; esta reside no fato de que os espíritos de luz encontram-se em elevada condição de evolução moral, estando, portanto, livres das sensações materiais.
Sem dúvida que as oferendas que recebem os “orixás” os prendem à matéria.

(Do livro “Plantão De Respostas “ – Francisco Cândido Xavier, Pinga Fogo)

Emmanuel conosco...


PAZ INDESTRUTÍVEL


Na Terra, muitas vezes, terás o coração cercado:

de adversários gratuitos;
de críticas indébitas;
de acusações sem sentido;
de pensamentos contraditórios;
de pedras da incompreensão;
de espinhos do sarcasmo;
de ataques e desentendimentos;
de complicações que não fizeste;
de tentações e problemas;
de processos obsessivos;

Entretanto, guarda a serenidade e prossegue agindo na extensão do bem, porque, resguardando a consciência tranqüila, terás nos recessos da própria alma a paz de Cristo e que ninguém destruirá.


(De “Ceifa de Luz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel)

"Olhai os Lírios do Campo"...



"Preciso de óleo" disse um homem.Então plantou uma muda de oliveira. "Senhor", pediu ele, ela precisa de chuva, para que suas raízes possam beber e propiciar seu crescimento, "Mande chuva branda que não amachuque". E o Senhor mandou-lhe chuvas brandas. "Senhor", pediu novamente, "minha planta precisa de sol, não muito forte que a abrase".E o sol brilhou dourando as nuvenzinhas chuvosas. "Agora, preciso de neve para que minha oliveira ganhe robustez", pediu novamente, e a neve caiu sobre a planta. No entanto, ao acordar no dia seguinte encontrou a plantinha morta. Então o homem foi a outro e contou-lhe sua experiência. "Eu também plantei uma oliveira", disse o outro, "e veja como está viçosa", mostrou."Eu confiei minha planta ao Deus que a criou. Ele que a fez sabe do que ela precisa, melhor que homens como eu, não impus condições, não estabeleci meios ou maneiras, apenas pedi: manda o que ela precisa, chuva, sol, vento, neve, Tu o fizestes e Tu sabes. Nós, como os lírios dos campos crescemos, quer no sol, quer na chuva, e muito mais que os lírios,Deus nos tem amor, e trabalha para quem nele espera, acredite na vida, alguém está cuidando de você, mesmo que não saibamos exatamente o que pedir, se houver amor em nossos corações, receberemos o sol e a chuva na hora certa. Deus cuida de mim,Bem mais que dos Lírios,Me ensina a viver,MinhaFortaleza.... Faze em mim, conforme a tua vontade!!! Um convite especial para a sua vida!!!

(autor desconhecido)

Fale de seus sentimentos...

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlceras, dores lombares, dor na coluna.

Com o tempo, a repressão dos sentimentos degenera até as células.

Então, vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.

O diálogo, a fala, a palavra são poderosos remédios; excelentes são as terapias.

Terapeutas, psicanalistas, psicoterapeutas fazem este trabalho.

Se não quiser adoecer, tome uma decisão.

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia.

A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões.

A história humana é feita de decisões.

Para decidir, é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros.

As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de doenças de pele.

Se não quiser adoecer, busque soluções.

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.

Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo.

Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe.

Somos o que pensamos. o pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer, não viva de aparências.

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer se mostrar perfeito, bonzinho etc, está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro.

Nada pior para a saúde do que viver de aparências.

Se não quiser adoecer, aceitese.

A rejeição de si próprio, a ausência de autoestima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos.

Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável.

Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores.

Aceitarse, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer, não viva sempre triste.

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa.

A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.

O bom humor nos salva das mãos do doutor.

Alegria, positivismo é saúde; é terapia.
(Autor desconhecido)

Mensagens em Imagens...


"Amizade"


Resgates e reencarnação...


KAILIS

CIENTISTAS RUSSOS ESTUDAM FENOMENAL GAROTO ÍNDIGO

Há anos os espíritas dizem que a Terra está recebendo espíritos muito atrasados para que eles tenham uma última chance de se redimir e continuar junto dos seus.

Também dizem que muitos espíritos mais evoluídos deverão reencarnar para ajudar na transição.

A Terra passará por um grande cataclismo, onde os seres humanos morrerão em massa.

Isso porque a Terra deixará de ser um orbe de expiação como é hoje para se tornar um orbe de regeneração; nela só poderão permanecer os espíritos que conseguirem passar neste estágio.

O garoto fenômeno intelectual e paranormal, chamado Boriska, tem como mãe Nadezhda, uma dermatologista de uma clínica pública russa e se graduou no Instituto Médico de Volgograd por volta de 1991. O pai dele é um funcionário público aposentado.

Os cientistas russos assumem publicamente suas pesquisas sobre espiritualismo abordando a reencarnação reconhecida cientificamente e a existência de vida extraterrestre.

Eis o texto completo, traduzido de uma das reportagens do PRAVDA, assinada pelo jornalista e cientista Gennady Belimov: Em 11 de Janeiro de 1996, uma criança incomum nasceu na cidade de Volzhsky, na região de Volgograd, Rússia. Sua mãe, Nadezhda Kipriyanovich, descreve O trabalho de parto: "Foi muito rápido e não
senti nenhuma dor. Quando me mostraram o bebê, ele me olhava fixamente com seus grandes olhos castanhos. Como médica, eu sei que não é habitual entre naciturnos esse olhar concentrado. Exceto esse fato ele parecia um bebê normal."

Quando saiu da maternidade, de volta ao lar, Nadezhda começou a perceber que o menino, chamado Boris, tinha um comportamento singular:
raramente chorava e nunca solicitava qualquer alimento. Ele crescia como as outras crianças, mas começou a falar frases inteiras aos oito meses. Com um ano e meio, lia jornais. Os pais deram a ele um jogo de peças para montar figuras e ele começou a elaborar peças geométricas combinando diferentes partes com precisão. "Eu tinha a
impressão de que nós éramos como aliens para ele, aliens com os quais ele
estava tentando se comunicar" - disse a mãe de Boris ou Boriska, como
é chamado pela família.

Boriska começou a desenhar figuras que, à primeira vista, eram abstrações nas quais se misturavam tons de azul e violeta. Quando psicólogos examinaram os desenhos, disseram que o garoto estava, provavelmente, tentando representar a aura das pessoas que via ao seu redor. Aos três anos, Boris começou a conversar com seus pais
sobre o Universo. Ele sabia nomear todos os planetas do Sistema Solar e
seus respectivos satélites. Ele falava também nomes e número de Galáxias. Isso pareceu assustador e a mãe pensou que seu filho estava fantasiando; por isso, resolveu conferir se aqueles nomes realmente existiam. Consultou livros de astronomia e ficou chocada ao constatar que Boris, de fato, sabia muito sobre aquela ciência.

Os rumores sobre o "menino-astrô nomo" espalharam-se rapidamente na
cidade. Boriska tornou-se uma celebridade local e as pessoas começaram a visitá-lo para ouvi-lo falar sobre civilizações extraterrestres, sobre a existência de antigas raças humanas cujos indivíduos mediam três metros de altura, sobre o futuro do planeta em função de mudanças climáticas. Todos ouviam aquelas coisas com grande interesse embora não acreditassem nas histórias.

Os pais decidiram batizar o filho, cogitando que talvez fosse uma questão espiritual pois acreditavam que havia algo errado com Boris. Mas o fenômeno não cessou: Boriska começou a falar às pessoas sobre seus "pecados". Um dia, na rua, abordou um rapaz e admoestou-o por usar drogas; falava com certos homens para parar de bater em suas mulheres; prevenia pessoas sobre a iminência de problemas e
doenças.

O menino sofre com o conhecimento prévio de desastres naturais ou sociais: durante a crise do Beslan, recusou-se a ir à escola enquanto durou o ataque. Quando perguntaram a ele o que sentia sobre o assunto respondeu que era como se algo queimasse dentro dele. "Eu sabia que o caso todo teria um final terrível" - disse Boriska.

Sobre o futuro do planeta, ele adverte que a Terra passará por duas situações muito perigosas nos anos de 2009 e 2013, com a ocorrência de catástrofes relacionadas à água.


Especialistas dos Instituto de Estudos do Magnetismo Terrestre e Ondas de Rádio da Academia Russa de Ciências (Institute of Earth Magnetism and Radio-waves of the Russian Academy of Sciences) fotografaram a aura de Boriska que mostrou-se forte, nítida de modo incomum. O professor Vladislav Lugovenko analisa: "Ele apresenta um
espectograma laranja, O que significa que é uma pessoa alegre, positiva, com um intelecto muito poderoso. Existe uma teoria de que o cérebro humano possui dois tipos
básicos de memória: a memória de trabalho (consciente, voluntária) e a memória
remota. Uma das habilidades do cérebro é salvar informações sobre a experiência, sejam emoções ou pensamentos, em uma dimensão que transcende o indivíduo. Essas informações são capturadas por um singular campo informacional que faz parte do Universo. Poucas pessoas são capazes de acessar informações contidas nesse campo."

Ainda segundo Lugovenko, é possível medir as faculdades extra-sensoriais das pessoas com o auxílio de equipamentos especiais e através de procedimentos muito simples. Cientistas de todo o mundo têm-se se empenhado na pesquisa desses fenômenos a fim de revelar o mistério destas crianças extraordinárias, como o garoto Boris.
Um dado interessante é que nos últimos 20 anos, bebês dotados de habilidades
incomuns têm nascido em todos os continentes.

Os especialistas chamam estas crianças de "indigo children"ou"crianças azuis", possivelmente uma referência ao avatar indiano Khrisna (figura ao lado) que, segundo a lenda, era azul. "Boriska é uma dessas crianças. Aparentemente, as "crianças azuis" tem a missão especial de promover mudanças em nosso planeta. Muitas delas têm as espirais do DNA notavelmente perfeitas o que lhes confere uma inacreditável
resistência do sistema imunológico capaz de neutralizar a ação do vírus da AIDS. Eu tenho encontrado crianças assim na China, Índia, Vietnam entre outros lugares e estou certo de esta geração mudará o futuro da nossa civilização.

Enquanto as agências espaciais tentam encontrar sinais de vida
no planeta Marte, Boriska, aos nove anos, relata aos seus parentes e amigos tudo o que sabe sobre a civilização marciana, informações que ele recorda de uma vida passada. Um jornalista russo entrevistourecentemente o menino sobre sua experiência como habitante de Marte:

ENTREVISTADOR - Boriska, você realmente viveu em Marte como dizem as pessoas da vizinhança?
BORISKA - Sim, eu vivi, é verdade. Eu tinha 14 ou 15 anos. Os marcianos faziam guerra todo o tempo e eu tinha de participar daquilo. Eu podia viajar no tempo e no espaço, podia voar em naves espaciais e também pude observar a vida no planeta Terra. As naves marcianas são muito complexas e podem se deslocar pelo Universo.
ENTREVISTADOR - Existe vida em Marte atualmente?
BORISKA - Sim, existe, mas o planeta perdeu sua atmosfera há muitos anos atrás como resultado de uma catástrofe global. O povo marciano ainda vive em cidade nos subterrâneos. Eles respiram gás carbônico.
ENTREVISTADOR - Qual é a aparência dos marcianos?
BORISKA - Eles são muito altos, uma altura média de sete metros. Eles possuem capacidades inacreditáveis. Boriska fala de Marte mas também tem lembranças de suas observações sobre Terra naquela existência passada: ele foi testemunha da destruição da lendária civilização da Lemúria, "a maior catástrofe que já aconteceu neste planeta. Um continente gigante foi engolido por terríveis tempestades oceânicas.
Eu tinha um amigo lemuriano que morreu na minha frente esmagado por uma rocha. Não pude fazer nada. Nós estamos destinados a nos reencontrar em algum momento desta vida." Sobre o Egito, Boriska diz que existe um conhecimento precioso oculto sob uma pirâmide que ainda não foi descoberta: "A vida vai mudar quando a Esfinge for
aberta. A Esfinge tem um mecanismo que aciona uma abertura secreta. O mecanismo
está atrás da orelha."

Quanto ao aumento de nascimentos de crianças especialmente dotadas, o garoto informa que isto é decorrência do fato de que "chegou a época" propícia para que elas venham à Terra porque o "renascimento do planeta se aproxima... Eles estão nascendo e estarão preparados para ajudar as pessoas... Amar seus inimigos, essa é a Lei.

Você sabe porque o lemurianos pereceram? Porque eles não investiram no desenvolvimento espiritual e mergulharam nas práticas da Magia desconsiderando esta Lei.

O amor é a verdadeira mágica!". Boris encerrou a entrevista dizendo:
Kailis, e o entrevistador perguntou:
ENTREVISTADOR - O que você disse?
BORISKA - Eu disse Olá. Essa é a língua do meu planeta.

Emmanuel conosco...

ESCALADA

A pedra perguntou ao martelo que a espancava: - Por que me quebras assim? O martelo não respondeu, contudo, em breve tempo, o bloco burilado se fez destaque na base de formoso edifício.

O minério indagou do forno superaquecido que o transmutava: - Dize a razão pela qual me enlouqueces de sofrimento? O forno silenciou, no entanto, depois de alguns dias, apareceu na condição de aço em alto preço.

O tronco argumentou com a lâmina que o serrava: - Por que me atormentas? A lâmina permaneceu muda, mas, após algumas semanas, o tronco dividido em folhas diversas, era a estrutura principal de um barco importante.

O barro interrogou ao molde que o constringia: - Por que me oprimes tanto? O molde não formulou resposta alguma, entretanto, além de algum tempo surgiu na loja por vaso raro.

O Homem igualmente, vezes sem conta, interpela Deus: - Senhor, porque me martirizas e me afliges? Deus, porém, não responde.

Acontece que o espírito humano dispõe de livre arbítrio para aceitar ou não a dor que o aperfeiçoa.

Enquanto recalcitra contra as leis do progresso e do aprimoramento próprio, sofre e deblatera, indefinidamente; no entanto, quando se decide a obedecer aos princípios que lhe controlam a escalada para a Grandeza Suprema do Universo, chega sempre o dia no qual vem, a saber, os prodígios de sabedoria e amor, luz e beleza em que Deus o transformará.

Não passes indiferente, diante da dor.

Onde encontres qualquer fagulha de discórdia, auxilia a Extingui-la nas fontes de paciência e da tolerância.


pelo Espírito Meimei - Fonte: Livro Palavras Do Coração – Psicografia: Francisco Cândido Xavier.

Feliz Aniversário...



Hoje completamos um ano de Blog. Felicidades para todos nós que estamos envolvidos com os trabalhos de Jesus.

Lembrando sempre: "Qual a melhor religião?" - "aquela que forma homens de bem!"

Vençamos os nossos preconceitos, principalmente aqueles que estão arraigados em nosso mais íntimo pensamento.

Ser espírita não traz a nínguém a salvação ou a paz; somente nossos sentimentos, pensamentos e atitudes no bem do próximo e da vida nos trará a tão sonhada felicidade.

O Sorriso de Marcela...


Marcela, a bebê anencéfala que, segundo a medicina tradicional, deveria estar morta há muito tempo, completa hoje um ano, dois meses e vinte e cinco dias de VIDA. Para a felicidade de sua mãe e família, que a definem como sendo "uma benção de Deus.

Leiam abaixo algumas reportagens sobre a pequena lutadora, símbolo de vida e de determinação, mas principalmente, da bondade divina que a todos nós ilumina com novas e eternas chances de aprendizado.


A menina Marcela, anencéfala de Patrocínio Paulista, nascida a 20/11/2006 desafia aqueles que afirmam que uma criança com anencefalia não sobrevive mais que alguns minutos ou horas.

Marcela, ao contrário do que afirma a repórter da revista Veja, reage ao toque da mãe. Com sua mãozinha, ela agarra os dedos de sua mãe. Ela se assusta com o som de alguma coisa que cai, reage à luz dos refletores trazidos pelos fotógrafos, grita de dor quando sente cólica, fica triste, faz beicinho, chora. Quando não gosta de um alimento, ela cospe, não engole. Reconhece a voz da mãe. “Quando sou eu que falo com ela, ela fica quietinha”. Diz Dona Cacilda sua mãe.

Com cerca de 12 quilos e 62 centímetros, Marcela, é uma menina gordinha. Alimenta-se não só de leite NAN 2 , mas também das papinhas que a mãe prepara. Por exemplo: arroz, feijão e carne batidos no liquidificador.

A mãe se surpreende com ela a cada minuto que passa. “Ela está aprendendo até a conversar comigo. Ela fala ‘é...’, ‘mã...’.

Mas a reação mais impressionante de Marcela é o sorriso.

Ela não apenas ri muito, mas chega a dar gargalhadas quando a mãe lhe faz cócegas. O riso – privilégio da espécie humana – não está ausente em Marcela, que é humana como qualquer um de nós.

Pode um anencéfalo ter consciência? Devido a um fenômeno chamado neuroplasticidade, os neurônios são capazes de assumir funções de células vizinhas que foram lesadas. No anencéfalo, o córtex cerebral está ausente, mas está presente o tronco cerebral e o cerebelo. Referindo-se ao anencéfalo, assim se pronuncia o Comitê Nacional para a Bioética do governo italiano: ... a neuroplasticidade do tronco poderia ser suficiente para garantir ao anencéfalo, pelo menos, nas formas menos graves, uma certa primitiva possibilidade de consciência”. E prossegue com esta importante conclusão:

“Deveria, portanto, ser rejeitado o argumento de que o anencéfalo, enquanto privado dos hemisférios cerebrais, não está em condições, por definição, de ter consciência e provar sofrimentos”. Em 08 de setembro de 2004, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou uma Resolução que permitia arrancar os órgãos de recém-nascidos anencéfalos para fins de transplante mesmo antes de eles estarem mortos, ou seja, com o tronco cerebral ainda funcionando! (grifo nosso)”.

Essa resolução confirmou o Parecer n. 24, de 9 de maio de 2003, do conselheiro Marco Antonio Becker, que trazia a seguinte recomendação: “uma vez autorizado formalmente pelos pais, o médico poderá proceder ao transplante de órgãos do anencéfalo após a sua expulsão ou retirada do útero materno, dada a incompatibilidade vital que o ente apresenta, por não possuir a parte nobre e vital do cérebro, tratando-se de processo irreversível, mesmo que o tronco cerebral esteja temporariamente funcionante (grifo nosso)”.

Essa MONSTRUOSIDADE foi revogada pela Portaria n. 487, de 2 de março de 2007, do Ministro da Saúde José Agenor Álvares da Silva. Segundo essa portaria, “a retirada de órgãos e/ou tecidos de neonato anencéfalo para fins de transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de parada cardíaca irreversível” (art. 1°). Ou seja, será necessário que o coração pare definitivamente de bater, para só depois iniciar a remoção de órgãos. Essa portaria, graças a Deus, reconhece o “status” de ente humano vivo do bebê anencéfalo. Fica assim mais difícil para os Ministros do Supremo Tribunal Federal acatar o pedido da Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54 (ADPF 54), de liberar o aborto de anencéfalos. Mais difícil ainda enquanto a menina Marcela estiver viva e dando gargalhadas...

“EU ME SINTO PRIVILEGIADA POR DEUS TER-ME ESCOLHIDO PARA CUIDAR DE UM ANJINHO COMO MARCELA”

Deus nos manda seus recados por vias que fogem ao entendimento humano.

CAMINHOS - O desafio de Marcela
Orlando Mello

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Perto de completar um ano, na próxima terça, Marcela de Jesus Galante Ferreira é um bebê gordinho que ouve, sorri, reage à luz, senta-se normalmente, emite sons --"gú", "dá", "mã"-- e tenta ficar em pé. Mas a menina está longe de ser um bebê normal.

A pediatra Márcia Beani, que a acompanha desde o nascimento, afirma que a menina é anencéfala devido à ausência total de cérebro, que foi confirmada por exame de ressonância magnética feito na última terça-feira. Especialistas em neurologia, no entanto, questionam o diagnóstico de anencefalia devido às atividades do bebê, embora não tenham examinado a criança. Por outro lado, grupos religiosos usam o caso de Marcela como símbolo anti-aborto, já que a Justiça permite a prática quando é diagnosticada a anencefalia.

Normalmente, bebês nesse estado morrem poucas horas após nascer. A lavradora Cacilda Galante Ferreira sabia disso, mas manteve a gravidez.

Segundo a pediatra, a ressonância magnética mostrou que Marcela tem todo o conduto auditivo formado e perfeito.

Apesar de toda a polêmica envolvendo o bebê, a pediatra reafirma que o caso de Marcela é comprovadamente uma anencefalia. "Marcela é anencéfala. O diagnóstico nunca mudou", ressalta.

Acima do peso

A evolução de Marcela surpreende médicos e a família. No início, a bebê teve três resfriados, convulsão e febre e chegou a receber uma transfusão para combater a anemia. Hoje, está "gorda": pesa em torno de 12 kg, acima do esperado para um bebê de sua idade.

"Olha só as dobrinhas do braço, ó o meu barrigão", brinca Cacilda, com a filha sentada na cama. A todo momento a menina se mexe e ergue o corpo para ficar em pé.

Por causa do sobrepeso, a médica diminuiu a quantidade de leite e papinha de legumes batida, introduzidos por uma sonda. Mas parte da papinha é dada na colher. Desde que teve alta do hospital, em abril, a família tenta fazer com que Marcela leve uma vida normal. Hoje, depende cada vez menos do capacete de oxigênio: fica até 12 horas fora do aparelho.

JULIANA COISSI
da Folha Ribeirão, em Patrocínio Paulista

Lembrando Bezerra ...

TÓPICOS DO AUXÍLIO ESPIRITUAL


I
Irmãos Devotados, amigos espirituais então cooperando na Vida Maior em benefício de nossa paz!

Confiemos nas Bênçãos Divina.

II
Prossigamos no caminho da elevação, buscando sempre a bênção e o amparo de Jesus. Os Benfeitores da Vida Maior cooperarão em favor de todos nós.

III
Amigos espirituais de sempre auxiliam-nos na manutenção das forças de nossa fé para o êxito nos testes de calma e serenidade, paciência e compreensão a que tenhamos sido chamados.

Com fé viva em Deus e em nós mesmos, sigamos adiante, hoje e sempre.

IV
Abençoemos e amemos sempre! Diversos Amigos do Plano Maior tem fortalecido as nossas energias para a superação das dificuldades no capitulo da compreensão integral da nossa necessidade de aceitação das experiências indispensáveis da vida.

Todos os nossos pensamentos de paz e esperança alcançam os entes queridos à distância, e estejamos na certeza de que não há semente de amor sem germinação no solo do tempo. Que o Senhor nos fortaleça e dirija.

V
Nossos irmãos em provação prosseguem com a assistência de vários amigos no estudo e na solução de vários problemas de suas lutas redentoras.

VI
Cada noite, consagremos um trecho do tempo às nossas preces particulares, sempre que possível à mesma hora, porquanto, assim, receberemos mais amplo auxílio espiritual à renovação das próprias forças.

O caminho é, por vezes, escuro e pedregoso, mas Jesus vence as trevas e os obstáculos, orientando-nos na jornada.

Guardemos os nossos sentimentos na confiança segura em Deus.

VII
Confiemos na bênção do Senhor que nos sustenta na travessia das provas necessárias.

Estamos, nós, os amigos do outro plano da Vida, a postos, e confiamos no amparo de Jesus, em benefício de todos.

Que o Senhor nos sustente e fortaleça!

VIII
Quando possível, simplifique as preocupações e ajude-se através da serenidade que lhe facultará a sustentação do refazimento físico.

Cada noite, faça o culto rápido da oração e medite os nossos princípios espíritas. Receberá nessas ocasiões a cooperação mais direta dos Benfeitores que lhe assistem os passos.

IX
Nossos queridos companheiros da esfera física prosseguem sob o amparo espiritual de que necessitam, dentro de todas as possibilidades espirituais de auxílio ao nosso alcance.


Do livro Apelos Cristãos. Espírito Bezerra de Menezes. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

De pobres e de ricos ...

A maioria dos seres humanos deseja ser rico. Dinheiro representa privilégios, prazeres, poder. É um sonho generalizado que atinge quase todo mundo.


Quem é pobre deseja melhorar de vida. Quem já é rico almeja ser milionário. E o milionário? Esse também quer mais! Quer ter bilhões.

O doente acredita que o dinheiro vai lhe dar acesso a tratamento vip. Quem está saudável sonha com viagens, jantares em restaurantes sofisticados.

Anônimos querem a riqueza para se tornar celebridades.

Até os idealistas, sonhadores e santos querem dinheiro. Uns sonham em melhorar o Mundo, outros planejam construir hospitais e abrigos.

Todos acreditam que usarão acertadamente os recursos para o bem geral.

Há até quem ridicularize o provérbio popular que afirma que o dinheiro não traz felicidade. Com um sorriso irônico, sempre há quem desdenhe a sabedoria coletiva e contraponha:

Dinheiro pode até não trazer felicidade, mas ajuda um bocado.

Mas há alguns aspectos da vida que não estão acessíveis à influência do dinheiro. Aliás, o poder do dinheiro refere-se exclusivamente a coisas compráveis.

Naquelas coisas sutis – que são de domínio exclusivo da Divindade – o dinheiro é inútil. Ele não pode tornar mais belos os filhos dos ricos.

Nem a maior fortuna do Mundo compra consolo para a mãe que perde o filho. E, por mais nobre que seja, quem pode garantir que terá amor verdadeiro?


Sábias são as palavras de Jesus: Quem de vós poderá acrescentar um palmo à sua altura?

A natureza nos limita: quem pode viver sem ar? Ou sem comida, ou água? Quem pode evitar a morte, a velhice ou o sofrimento, por mais dinheiro que tenha acumulado?

São os limites impostos por Deus e que nos servem de advertência sobre a igualdade que reina sobre nós. Afinal, estamos submetidos às mesmas regras de nascimento, vida e morte.

Ricos e pobres, todos nascemos dependentes, enrugados, pequeninos. Nenhum filho de milionário nasceu com dentes ou pronunciando as palavras.

Mesmo que o berço seja de ouro, crianças ricas também estão sujeitas às mesmas limitações que atingem a infância pobre.

E assim crescemos – mendigos e milionários – contemplando o mesmo sol, tendo a mesma lua como testemunha silenciosa de nossas vidas.

Chuva, frio, calor nos atingem igualmente, sem aumentar ou diminuir perante a quantidade de dinheiro que carregamos.

E mesmo a morte, um dia chegará para todos. Encontrará alguns em nobres leitos, cobertos por lençóis finíssimos.

A outros surpreenderá em casas paupérrimas, solitários e maltrapilhos. Mas ela virá para todos.

O preço do caixão, a imponência do túmulo serão então apenas diferenças externas. No interior das sepulturas, a lei da decomposição do corpo físico alcançará aos corpos de magnatas e pobrezinhos.

Passadas algumas décadas, se misturados os esqueletos de ricos e pobres, quem poderá dizer quais daqueles brancos ossos era dono de mais dinheiro?

Após a morte do corpo, Deus nos pedirá contas somente do amor que nutrimos, do bem que espalhamos, da ética que cultivamos e da paz que construímos.

O dinheiro? Ah, o dinheiro ficará nos cofres do Mundo, utilizado por outros administradores temporários.


Pense nisso!


Redação do Momento Espírita
Em 13.02.2008.

Emmanuel conosco...

Teu Livro


A existência na terra
é um livro que estás escrevendo.
Cada dia é uma página.
Cada hora é uma afirmação de tua personalidade,
através das pessoas e
das situações que te buscam.


Não menosprezes o ensejo
de criar uma epopéia de amor
em torno de teu nome.
As boas obras são frases de luz
que endereças à humanidade inteira.


Em cada resposta aos outros,
em cada gesto para com os semelhantes,
em cada manifestação dos teus pontos de vista
e em cada demonstração de tua alma,
grafas com tinta perene, a história de tua passagem.


Nas impressões que produzes,
ergue-se o livro dos teus testemunhos.
A morte é a grande colecionadora que recolherá
as folhas esparsas de tua biografia,
gravada por ti mesmo, nas vidas que te rodeiam.
Não desprezes, assim, a companhia da indulgência,
através da senda que o Senhor te deu a trilhar.


Faze uma área de amor ao redor do próprio coração,
porque só o amor é suficientemente forte e sábio
para orientar-te a escritura individual,
convertendo-a em compêndio de auxílio e esperança
para quantos te seguem os passos.


Vive, pois, com Amor, na intimidade do coração,
não te afastes dele em tuas ações de cada dia
e o livro de tua vida converter-se-á num poema
de felicidade e num tesouro de bênçãos.


Emmanuel
psicografado por Franscisco C.Xavier

Palavras de Joanna de Ângelis...

A PONTE

Ei-los na retaguarda. Não puderam acompanhar o ritmo que a renovação impunha.

Enquanto os Sábios Mensageiros, à maneira de narradores de histórias, falavam das construções celestes, eles se detinham extasiados. Compraziam-se na expectativa de fáceis triunfos, antevendo-se coroados de êxitos nas lutas do caminho comum, sem qualquer esforço nobre.

Supunham que o Espiritismo fosse apenas uma Doutrina Consoladora, cujo mister se resumisse na coleta de náufragos morais e mendigos, para os alentar, enxugando-lhes as lágrimas sem qualquer compromisso de os estimular para o trabalho e o sacrifício.

Esqueceram-se de que a morte física não é o fim.

Olvidaram que além do sepulcro não há repouso nem paraíso, senão para quem converteu a própria paz em paz para os outros e dirigiu a felicidade pessoal para a felicidade de todos.

A morte não apresenta soluções definitivas para problemas que a reencarnação não solveu.

A Terra, por isso mesmo, é o grande campo de realizações, aguardando a dedicação dos lidadores da esperança, do bem e da verdade.

ninguém a deixará livremente, mantendo compromissos com a retaguarda.

Os que ficaram atrás, preferiram o céu fantasioso da ilusão.

Fizeram-se apologistas do heroísmo de mão beijada e pretendem a glória de um trabalho apanagiado por padrinhos terrenos, passageiros detentores do prestígio social e político.

Deixaram à margem os problemas gigantes que defrontarão mais tarde, complicados e insolváveis.

Tentaram o recuo à hora do avanço e se detiveram a distância.

Não os incrimines nem os lamentes.

São almas fracas, incapazes de uma resistência maior.

A vida, a grande mestra, com mãos de mãe devotada e gentil, conduzí-los-á de retorno à realidade, da qual ninguém foge impunemente.

Segue adiante, porém.

Esquece a fantasia das narrativas atraentes e enfrenta o campo que se desdobra convidativo.

Aqui, concede a benção de uma fonte e o deserto se converterá em jardim.

Ali, remove o charco, e o pântano se transformará em horta dadivosa.

Acolá, afasta as pedras, e a estrada surgirá oferecendo fácil acesso.

E faze o bem em toda a parte, com as mãos e o coração, orando e esclarecendo, a fim de que o trabalho da verdade fulgure em teus braços como estrelas luminescentes em forma de mãos.


E, ligado aos Espíritos da Luz, construirás, com o suor e o esforço incessante, enquanto na carne, a ponte sobre o abismo, pela qual atravessarás, em breve, formoso e deslumbrado, em busca dos amores felizes que te aguardam, jubilosos, “do outro lado”.


pelo Espírito Joanna de Ângelis - Página recebida pelo médium Divaldo P. Franco, na noite de 21-6-61, em Salvador - Bahia.

Espiritismo e Materialismo......


Conta-se que o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes orientava, no Rio, uma reunião de estudos espíritas, com a palavra livre para todos os circunstantes, quando, após comentários diversos, perguntou se mais alguém desejava expressar-se nos temas da noite.

Foi então que renomado materialista, seu amigo pessoal, lhe dirigiu veemente provocação:

- Bezerra, continuo ateu e, não somente por meus colegas mas também por mim, venho convidá-lo a debate público, a fim provarmos a inexpugnabilidade de Materialismo contra as pretensões do Espiritismo. E previno a você que o Materialismo já levantou extensa lista de médiuns fraudulentos; de chamados sensitivos que reconheceram os seus próprios enganos e desertaram das fileiras espíritas; dos que largaram em tempo o suposto desenvolvimento das forças psíquicas e fizeram declarações, quanto às mentiras piedosas de que se viram envoltos; dos ilusionistas que operam em nome de poderes imaginários da mente; e, com essa relação, apresentaremos outro rol de nomes que o Materialismo já reuniu, os nomes dos experimentadores que demostraram a inexistência da comunicação com os mortos; dos sábios que não puderam verificar as factícias ocorrências da mediunidade; dos observadores desencantados de qualquer testemunho da sobrevivência; e dos estud iosos ludibriados por vasta súcia de espertalhões... Esperamos que você e os espíritas aceitem o repto.

Bezerra concentrou-se em preces, alguns instantes, e, em seguida, respondeu, aliando energia e brandura:

- Aceitamos o desafio, mas tragam também ao debate aqueles que o Materialismo tenha soerguido moralmente no mundo; os malfeitores que ele tenha regenerado para a dignidade humana; os infelizes aos quais haja devolvido o ânimo de viver; os doentes da alma que tenha arrebatado às fronteiras da loucura; as vítimas de tentações escabrosas que haja restituído à paz do coração; as mulheres infortunadas que terá arrancado ao desequilíbrio; os irmãos desditosos de quem a morte roubou os entes mais caros, a a cujo sentimento enregelado na dor terá estendido o calor da esperança; as viúvas e os órfãos, cujas eneergias terá escorado para os caluniados aos quais terá ensinado o perdão das afrontas; os que foram prejudicados por atos de selvageria social mascarados de legalidade, a quem haverá proporcionado sustentação para que olvidem os ultrajes recebidos; os acusados injustamente, de cujo espírito rebelado terá subtraído o fel da revolta, sub stituindo-o pelo bálsamo da tolerância; os companheiros da Humanidade que vieram do berço cegos ou utilados, enfermos ou paralíticos, aos quais terá tranquilizado com princípios de justiça, para que aceitem pacificamente o quinhão de lágrimas que o mundo lhes reservou; os pais incompreendidos a quem deu força e compreensão para abençoarem os filhos ingratos e os filhos abandonados por aqueles mesmos que lhes deram a existência, aos quais auxiliou para continuarem honrando e amando os pais insensíveis que os atiraram em desprezo e desvalimento; os tristes que haja imunizado contra o suicídio; os que foram perseguidos sem causa aparente, cujo pranto terá enxugado nas longas noites de solidão e vigília, afastando-os da vingança e da criminalidade; os caídos de toda as procedências, a cujo martírio tenha ofertado apoio para que se levantem...

Nesse ponto da resposta, o velho lidador fêz uma pausa, limpou as lágrimas que lhe deslizavam no rosto e terminou:

- Ah! meu amigo, meu amigo!... Se vocês puderem trazer um só dos desventurados do mundo, a quem o Materialismo terá dado socorro moral para que se liberte do cipoal do sofrimento, nós, os espíritas, aceitaremos o repto.

Profundo silêncio caiu na pequena assembléia, e, porque o autor da proposição baixasse a cabeça, Bezerra, em prece comovente, agradeceu a Deus as bênçãos da fé e encerrou a sessão.

Livro Estante da Vida – Pelo Espírito “Irmão X” - Psicografia Francisco C. Xavier.

Detalhes da ingratidão......

Conta-se que em Londres vivia um funcionário da limpeza pública
chamado Mollygruber.

Idoso, era estimado por todos pelos valores morais que cultivava.

Uma manhã, quando recolhia o lixo do parque onde trabalhava, viu que um
menino se debatia desesperadamente nas águas do lago. Logo percebeu que
o garoto estava se afogando.

Pessoas se aglomeravam, assistindo curiosos, barulhentos, sem nada fazer
em auxílio à criança.

O velho trabalhador, embora com suas dores reumáticas, se atirou na água
gelada. Com dificuldade, trouxe o menino são e salvo, de volta às
margens do lago.

Dada sua saúde precária, caiu desmaiado ali mesmo. A ambulância foi
chamada e ele foi levado ao hospital.

Seu feito logo ganhou as páginas dos jornais.


Enquanto isso, a mãe do menino que fora salvo, chegou ao local e começou
a examinar o filho, totalmente transtornada.

Em dado momento, olhou para a cabeça do menino e notou a falta do boné
que ela dera de presente a ele, naquele dia.

Começou a gritar e a reclamar, dizendo que o velho roubara o bonezinho
do seu filho.

E exigia que trouxessem de volta o boné. Como ninguém lhe atendesse o
desejo, por totalmente descabido, ela foi até o hospital.

Nem se dera conta de que a vida de seu filho, o bem mais precioso, fora
preservada. Que, graças a Deus, ele estava bem porque fora retirado da
água, antes de ficar enregelado.

Não. O que ela queria era o bonezinho do garoto.

Chegando ao hospital, exigiu ver o velho que realizara o furto. Tanto
gritou e fez escândalo, que o médico de plantão, indignado, lhe
disse:

Se a senhora não deixar o nosso herói descansar e se recuperar em paz,
eu chamo a polícia para prendê-la.

Com o choque, a mulher se calou e foi para casa.

No dia seguinte, o idoso trabalhador morreu. Os moradores da região,
onde ele vinha servindo com retidão, há anos, inundaram o parque de
flores e de letreiros com mensagens de gratidão.

Era a sincera homenagem a quem doou a própria vida para salvar uma
criança desconhecida.

Por vezes, esquecemos de ser gratos a dádivas que nos são ofertadas.

Em vez de lembrarmos das alegrias que nos chegam, dos amigos que nos
brindam com sua presença, lembramos somente da maldade com que fomos
alcançados em algum momento.

Assim, um amigo nos oferece seu carinho e atenção por anos. Certo dia,
em que ele não está bem, e nos dirige uma palavra infeliz, de
imediato o descartamos de nossa convivência.

E, dali por diante, a todos os que encontrarmos, diremos da nossa mágoa,
da agressão que recebemos, da má educação do ex-amigo.

Contudo, nos dias de felicidade e bem querer, não ficamos alardeando
tudo o que aquela pessoa nos ofereceu.

Esquecemos de que passou a noite conosco, no hospital, quando nos
acidentamos e nossos familiares estavam distantes.

Olvidamos que nos estendeu a carteira farta, nos dias das nossas
necessidades, nunca pedindo pagamento dos dispêndios que teve conosco.

Não recordamos dos dias de alegria das férias compartilhadas, dos
passeios realizados, dos momentos em que nos alimentou a alma com a
sua alegria e disposição.

Pensamos somente no ato infeliz de um dia, de um instante.

Pensemos um pouco se, ante as bênçãos que nos chegam, não estamos agindo
como aquela equivocada mãe.

Pensemos...

Da redação do momento espírita

QUANDO OS ANOS DOBRAM......

Eu recordo, falava a senhora, no círculo de amigas, como eu era. Impetuosa, falava sem pensar. Dizia o que me vinha à cabeça e achava que era dona do mundo.

Caprichosa, queria as coisas do meu jeito e gritava, e exigia, sem parar.

Meticulosa, atinha-me a mínimos detalhes. Arrumava o quadro que estivesse um milímetro torto na parede, arrumava o enfeite sobre a mesa.

Entrava em casa e meus olhos procuravam algo que estivesse fora do lugar, para eu ter o prazer de colocar no lugar. E reclamar de quem não o colocara exatamente como eu desejava.

Meu armário de roupas era impecável. Todas as roupas alinhadas, divididas por estação, por cores.

Eu podia procurar uma roupa no escuro e a encontrar. Mas, ai de quem ousasse mexer no armário.

Eu tinha a capacidade de saber se alguém sequer abrira o armário. E era motivo para uma grande discussão.

Tinha os livros em uma grande biblioteca. Separados por autor. Por assunto. Tudo em absoluta ordem alfabética, para facilitar a busca.

Naturalmente, ninguém podia tocar nos livros a não ser que eu apanhasse a obra e a entregasse em mãos.

E as recomendações eram inúmeras. “Cuidado com a capa. Não amasse. Lave bem as mãos antes de abrir o livro.”

Sim, eu era assim. Nada do que qualquer pessoa fizesse era suficientemente bom para mim.

Eu fazia a limpeza da casa, porque ninguém fazia como eu. E consumia as horas em ordenar, alinhar, agrupar, ajustar. Para tudo ficar sempre impecável. Um brinco.

O tempo passou. E descobri que eu estava errada em muitas coisas.

Quando minha irmã partiu, bruscamente, levada por um acidente de carro, senti o coração despedaçar.

Então, olhando a casa vazia da sua presença, me perguntei de que valia tudo estar em ordem, impecável?

Eu daria tudo para que ela estivesse ali, e entrasse e bagunçasse os meus livros, a minha louça, as minhas coisas.

Queria vê-la abrir meu armário e escolher uma roupa para vestir, retirando da ordem tanta coisa que estava ali, parada, sem uso.

Depois, partiu meu irmão, minha mãe. Um a um, eles se foram.

E, a cada partida, eu fui descobrindo que o bom é se ter a casa para as pessoas entrarem e se sentirem bem. Viverem, sem serem sufocadas.

Descobri que mais importante do que tudo, aquelas presenças agora ausentes é que davam mesmo sentido à minha vida.

E, então, eu mudei.

Ainda gosto, sim, das coisas arrumadas, em ordem. Mas, sem exageros.

Meus sobrinhos entram em minha casa e brincam. E pulam, sentindo-se à vontade.

Sento-me com eles no chão para folhear os livros, ler histórias, olhar gravuras.

E enquanto lemos, comemos pipoca, chocolate. Tomamos suco.

Como é bom saborear histórias com alguém ávido de curiosidade. Mesmo que tenha os dedinhos sujos de chocolate ou engordurados pela pipoca.

Meu armário de roupas já não anda tão intocável assim. As sobrinhas adoram procurar algo diferente para usar. Nem que seja para o baile à fantasia com suas amigas.

Aprendi a aceitar o trabalho alheio e respeitá-lo, agradecendo.

As horas que passaria encerando, limpando, lustrando, lavando, eu dedico às crianças, aos jovens, aos meus amores.

Sim, eu mudei muito. A vida me ensinou.

Pena que eu tenha precisado receber tantos recados de perdas, para poder aprender.

Poderia ter sido muito mais feliz, desde há muito tempo.

Agradeço a Deus, no entanto, ter acordado a tempo de ainda desfrutar muitas alegrias, na Terra.

Sinceramente espero que ninguém precise passar por isso para aprender.



Redação do Momento Espírita.

Palestras Espíritas...



Alteridade

O tratamento das doenças e o espiritismo...

1 - O Espiritismo pode contribuir para o tratamento das doenças?
Emmanuel - A doutrina Espírita, expressando o Cristianismo Redivivo, não apenas descortina os panoramas radiantes da imortalidade, ante o grande futuro, mas é igualmente luz para o homem, a clarear-lhe o caminho; desse modo, desempenha função específica no tratamento das doenças que fustigam a Humanidade, por ensinar a medicina da alma, em bases no amor construtivo e reedificante.
Nas trilhas da experiência terrestre, realmente, a cada trecho, surpreendemos desequilíbrios, a se exprimirem por enfermidades individuais ou coletivas.

2 - Existe uma patologia da alma?
Emmanuel - Mágoas, ressentimentos, desesperos, atritos e irritações entretecem crises do pensamento, estabelecendo lesões mentais que culminam em processos patológicos, no corpo e na alma, quando não se convertem, de pronto, em pábulo da loucura ou em sombra da morte.

3 - Por que acontece assim?
Emmanuel - Isso acontece porque milhões de criaturas, repostas no lar, recapitulam amargosas e graves experiências, junto àqueles que atormentaram outrora ou que outrora lhes foram implacáveis verdugos; metamorfoseados em companheiros que, às vezes, trazem o nome de pais e figuram-se adversários intransigentes; responderam por filhos e mais se assemelham a duros algozes dos corações afetuosos que lhes deram o tesouro do berço; carregam a certidão de esposos e parecem forçados, em algemas duplas na pedreira do sofrimento; fazem-se conhecidos por titulares da parentela e exibem-se, à feição de carrascos tranqüilos.

4 - Como classificar o reduto doméstico, onde se reúnem sob os mesmos interesses e sob o mesmo sangue os inimigos de existências passadas?
Emmanuel - Do ponto de vista mental,os adversários do pretérito, reencarnados no presente, expandem entre si tamanha carga vibratória de crueldade e rebeldia, que transfiguram o ninho familiar em furna, minado por miríades de raios destrutivos de azedume e aversão.

5 - Qual o papel dos princípios espíritas diante dos conflitos familiares?
Emmanuel - Diante dos conflitos familiares, surgem os princípios espíritas por medicação providencial.

6 - Qual o ponto fundamental do socorro espírita nos males de origem doméstica?
Emmanuel - Claramente, na educação individual e, evidenciando a reencarnação, destaca o impositivo da tolerância mútua, por terapêutica espiritual imediata, a fim de que os pontos nevrálgicos do indivíduo ou do grupo sejam definitivamente sanados.

7 - Como classificam a Doutrina Espírita as pessoas difíceis da convivência ou da consangüinidade?
Emmanuel - A Doutrina Espírita, proclamando o entendimento fraterno por medida inalienável, perante os ajustes precisos, cataloga os irmãos transviados na ficha dos enfermos carecentes de compaixão e socorro.

8 - Como funcionam os ensinamentos espíritas na cura dos males que infelicitam as criaturas humanas?
Emmanuel - Os ensinamentos espíritas, despertando a mente para a necessidade do trabalho e do estudo espontâneo, preparam a criatura em qualquer situação, para a obra do aperfeiçoamento próprio e desvelando a continuidade da vida, para lá da morte, patenteiam ao raciocínio de cada um que a individualidade não encontrará, além-túmulo, qualquer prerrogativa e sim a felicidade ou o infortúnio que construiu para si mesma, através daquilo que fez aos semelhantes.

9 - A caridade pode auxiliar nas curas dos males humanos?
Emmanuel - Fácil verificar, assim, que a Doutrina Espírita encerra a filosofia do pensamento reto, por agente preservativo da saúde moral, e consubstancia a religião natural do bem, cujas manifestações definem a caridade por terapêutica de alívio e correção de todos os males que afligem a existência.

10 - Em que fórmulas essenciais se baseiam a terapêutica espírita?
Emmanuel - Com os ensinamentos espíritas aprendemos que os atos de bondade, ainda os mais apagados e pequeninos, são plantações de alegrias eternas e que o perdão incondicional das ofensas é a fórmula santificante para supressão da dor e renovação do destino.

11 - Quais são os medicamentos do espírito?
Emmanuel - Nas atividades espíritas, colhemos do magnetismo sublimados benefícios imediatos, seja no clima do passe, sob o influxo da oração, ou no culto sistemático do Evangelho no lar, por intermédio dos quais, benfeitores e amigos desencarnados nos reequilibram as forças, através da inspiração elevada, apaziguando-nos os pensamentos, ou se valem de recursos mediúnicos esparsos no ambiente, a fim de nos propiciarem socorro à alma aflita ou às energias exaustas.
Se abraçastes, pois, a Doutrina Espírita, perlustra-lhes os ensinos e compreenderás que a humildade e a benevolência, o serviço e a abnegação, a paciência e a esperança, a solidariedade e o otimismo são medicamentos do Espírito, transformando lutas em lições e dificuldades em bênçãos, porque no fundo de cada esclarecimento e de cada mensagem consoladora, que te fluem da inspiração, ouvirás a palavra do Cristo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. EMMANUEL (Do livro “Leis Do Amor”, Francisco Cândido Xavier E Waldo Vieira)

Sabedoria em gotas...

Não reclame.

Reclamar vira hábito. Embota as qualidades que você tem.
Tolhe a sua grandeza de espírito e impede o aparecimento da sua paz.

Quando você reclama é como se estivesse dizendo para Deus
que não aceita a vida ou a lição que Ele lhe dá.

Reajuste, pois, o seu pensamento e evite a reclamação.
Ante o que não gosta, silencie e reflita.

Aceite a vida.

A reclamação aprofunda a insatisfação.

Lourival Lopes
Extraído de "Sementes de felicidade"

Esopo e a Língua...

Esopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia.

Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente:

- Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está à venda no mercado.

- Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa?

- Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra.

Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho.

Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se.

- Meu amo, não vos enganei, retrucou Esopo.

- A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir.

- Pela língua os ensinos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos.

- Acaso podeis negar essas verdades, meu amo?

- Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo.

- É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda terra.

Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro.

Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta:

- Por que vos admirais de minha escolha?

- Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios.

- Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido.

- Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social.

- Acaso podeis refutar o que digo? Indagou Esopo.

Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade.

Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da antigüidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo.

***

Clareia e adoça tua palavra, para que o teu verbo não acuse nem fira, ainda mesmo na hora da consagração da verdade.

Fala pouco. Pensa muito.

Sobretudo, faze o bem. A palavra sem ação, não esclarece a ninguém.



Equipe de Redação do Momento Espírita com base em fábula de Esopo.

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