A dor do abandono...


Queridos amigos,

Acredito que a maioria de vocês tenha conhecimento de um pequeno trabalho que realizamos junto a um abrigo de idosos na cidade de Palmares-PE, onde cerca de 40 idosos recebem o cuidado e o carinho de 05 irmãs e alguns funcionários.


Durante o tempo que convivemos com estes seres humanos aprendemos um pouco sobre o valor que tem pequenos detalhes em nossas vidas, que na maioria das vezes nos passam desapercebidos e somente verificamos a sua falta quando não mais estão acontecendo à nossa volta.

Um sorriso, um abraço, a simples presença de alguém, uma pessoa para comentar a novela, uma discussão porque não arrumou o quarto, a mão na mão, o beijo na hora de dormir... tantas coisas triviais do nosso dia-a-dia que quase sempre são ausentes nos dias destas pessoas e fazem enorme falta em seus corações.


Muitas vezes temos a oportunidade de conviver com alguém que tenha estas necessidades em nossa própria casa e não percebemos. Quando foi a última vez que você sentou com sua mãe ou sua avó para pegar na mão dela e dizer: Puxa, mas que dia lindo... sabia que eu te amo? e então conversar como quando você era criança e ela te cuidava. Deitar a cabeça no colo e deixar as pequenas e enrugadas mãos passearem por seus cabelos... ficar abraçados sem fazer nada somente pelo prazer de estar perto...

Lendo o texto abaixo fiquei muito emocionado pois ele expressa exatamente o que os corações dos queridos idosos sentem em não conseguem transmitir. Leiamos e meditemos sobre o que podemos fazer em casa ou na outra casa, com os nossos idosos ou com os idosos do próximo, que também são nossos irmãos.

Visite uma instituição que ampare a quem não tem amparo. Dê um pouco de atenção, carinho e tempo para os que mais precisam. "Faça ao próximo o que gostaria que se fizesse a tí mesmo".

Muita Paz



A Dor do Abandono

Era uma manhã de sol quente e céu azul quando o humilde caixão contendo um corpo sem vida foi baixado à sepultura.

De quem se trata? Quase ninguém sabe.

Muita gente acompanhando o féretro? Não. Apenas umas poucas pessoas.

Ninguém chora. Ninguém sentirá a falta dela. Ninguém para dizer adeus ou até breve.

Logo depois que o corpo desocupou o quarto singelo do asilo, onde aquela mulher havia passado boa parte da sua vida, a moça responsável pela limpeza encontrou em uma gaveta ao lado da cama, algumas anotações.

Eram anotações sobre a dor...

Sobre a dor que alguém sentiu por ter sido abandonada pela família num lar para idosos...

Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitem extravasar uma parte desse sentimento, grafado em algumas frases:

Onde andarão meus filhos?

Aquelas crianças ridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto desvelo, onde estarão?

Estarão tão ocupadas, talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer olá, mamãe?

Ah! Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono... A mais deprimente solidão...

Se ao menos eu pudesse andar... Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar sol no jardim... Jardim que já conheço como a palma da minha mão.

Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho...

Os dias passam... e com eles a esperança se vai...

No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei...

Mas, agora... como esquecer que fui esquecida?

Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia?

Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfaze-lo.

Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima...

Queria saber dos meus filhos... dos meus netos...

Será que ao menos se lembram de mim?

A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos... que a arrastam sem misericórdia... para longe de mim.

Às vezes, em meus sonhos, vejo um lindo jardim...

É um jardim diferente, que transcende os muros deste albergue e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria...

Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo... que eu vivo... que eu sinto...

Um dia alguém me disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso. E esse alguém voltou para provar isso, mesmo depois de ter sido crucificado e sepultado...

E essa é a única esperança que me resta...

Sinto que a minha hora está chegando...

Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse.

E que elas pudessem tocar os corações dos filhos que internam seus pais em asilos, e jamais os visitam...

Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado...

.........................................

A data assinalada ao final da última anotação, foi a data em que aquela mãe, esquecida e só, partiu para outra realidade.

Talvez tenha seguido para aquele jardim dos seus sonhos, onde jovens afetuosos e gentis a conduzem pelos caminhos floridos, como filhos dedicados, diferentes daqueles que um dia ela embalou nos braços, enquanto estava na terra.

Equipe de Redação do Momento Espírita.

Mensagens em Imagens...


Mediunidade

Enfermidade da Alma...


O cansaço da vida, o desânimo e o desagrado em relação à existência são sinais de problema grave.

Por vezes, os levamos à conta do trabalho contínuo, da falta de repouso, da pressão profissional.

Contudo, é nossa alma que se encontra enferma.

São causas do desalento a nossa revolta e o nosso pessimismo.

Revolta contra situações do cotidiano, pessimismo em relação aos fatos que nos atingem ou observamos.

A insatisfação que sentimos face à dureza dos sentimentos das criaturas, a má vontade sistemática que percebemos em muitos seres.

Sim, essas causas produzem o quadro desalentador que nos toma de assalto e consome.

É de urgência que retiremos o traje da infelicidade que nos asfixia e retomemos o controle das nossas aspirações, renovando-nos.

Importante que alteremos o ritmo das nossas atividades, que encontremos uma nova motivação. Algo que desfaça a onda de indiferença em que nos percebemos envolvidos.

Há quanto tempo não nos permitimos um passeio descompromissado pelas ruas? Um passeio sem tempo, para observar tudo que há de novo.

Afinal, passamos todos os dias pelos mesmos locais e não temos tempo de observar o que está sendo mudado, alterado.

Observemos as pinturas das casas, os jardins floridos, pois a primavera já enviou suas cores à frente, para anunciá-la.

Permitamo-nos deliciar os ouvidos e encher a alma com os sons harmoniosos de uma música. Ouçamos os versos. Cantemo-los.

Toda nova ação produz um estímulo específico, que renova o homem que assim se empenha em executá-la com entusiasmo. Sejam modificações pequenas ou grandes, o importante é que se façam constantes.

Modificações que nos projetem para frente. Retornemos ao hábito da leitura salutar.

Mergulhemos o pensamento nos ditos do Senhor. Redescubramos o Evangelho de Jesus.

Recordemo-Lo andando pelas ruas da Galiléia, distribuindo Suas bênçãos, consolando, amparando, ensinando.

Imaginemo-nos a segui-Lo. E O sigamos.

Estabeleçamos um roteiro de auxílio ao próximo em nossas vidas.

Enfrentemos cada novo dia com uma disposição salutar, sabendo-nos úteis na obra de Deus.

Ele nos concede recursos ilimitados para que triunfemos, libertando-nos dessa postura enferma, a que damos o nome de cansaço.

Resguarda-te da hora vazia mas também não te atires ao excesso de trabalho.

Abre-te ao amor e combaterás as ocorrências depressivas, movimentando-te em paz, com o pensamento em Deus.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. 16 do livro Filho de Deus, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal, e no cap. 11 do livro Receitas de Paz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.


Palavras de Joanna de Ângelis...



SILÊNCIO

O silêncio ajuda sempre:

Quando ouvimos palavras infelizes.

Quando alguém está irritado.

Quando a maledicência nos procura.

Quando a ofensa nos golpeia.

Quando alguém se encoleriza.

Quando a crítica nos fere.

Quando escutamos a calúnia.

Quando a ignorância nos acusa.

Quando o orgulho nos humilha.

Quando a vaidade nos provoca.

O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo.


pelo Espírito Joanna de Ângelis - psicografia de Divaldo Pereira Franco.

Um pouco de Victor Hugo...


Ontem em nossos estudos um amigo levou este poema abaix, do escritos e poeta victor hugo, hoje um dos espíritos mais atuantes atrafés de Divaldo Pereira Franco.

Grande alma, o pensador já dava mostras de sua sensibilidade desde os tempos de encarnado, e fiquei tão sensibilizado com a beleza de sua obra que não podia deixar de dividir com os amigos.

Transcrevo abaixo o poema e algumas passagens deste grande pensador.


Desejo

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim
Mas se for, saiba ser sem se desesperar
Desejo também que tenha amigos
Que mesmo maus e inconseqüentes
Sejam corajosos e fiéis
E que pelo menos em um deles
Você possa confiar sem duvidar

E porque a vida é assim
Desejo ainda que você tenha inimigos
Nem muitos, nem poucos
Mas na medida exata para que
Algumas vezes você se interpele
A respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles
Haja pelo menos um que seja justo

Desejo depois, que você seja útil
Mas não insubstituível
E que nos maus momentos
Quando não restar mais nada
Essa utilidade seja suficiente
Para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante
Não com os que erram pouco
Porque isso é fácil
Mas com os que erram muito e irremediavelmente
E que fazendo bom uso dessa tolerância
Você sirva de exemplo aos outros

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais
E que sendo maduro
Não insista em rejuvenescer
E que sendo velho
Não se dedique ao desespero
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor

Desejo, por sinal, que você seja triste
Não o ano todo, mas apenas um dia
Mas que nesse dia
Descubra que o riso diário é bom
O riso habitual é insosso
E o riso constante é insano.

Desejo que você descubra
Com o máximo de urgência
Acima e a respeito de tudo
Que existem oprimidos, injustiçados e infelizes
E que estão bem à sua volta
Desejo ainda
Que você afague um gato, alimente um cuco
E ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque assim, você se sentirá bem por nada

Desejo também
Que você plante uma semente, por menor que seja
E acompanhe o seu crescimento
Para que você saiba
De quantas muitas vidas é feita uma árvore

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro
Porque é preciso ser prático
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele na sua frente e diga:
"Isso é meu"
Só para que fique bem claro
Quem é o dono de quem

Desejo também
Que nenhum de seus afetos morra
Por eles e por você
Mas que se morrer
Você possa chorar sem se lamentar
E sofrer sem se culpar

Desejo por fim
Que você sendo homem, tenha uma boa mulher
E que sendo mulher, tenha um bom homem
Que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes
E quando estiverem exaustos e sorridentes
Ainda haja amor pra recomeçar

E se tudo isso acontecer
Não tenho mais nada a lhe desejar

Victor Hugo


Outros pensamentos do autor:

Vós, que sofreis, porque amais, amai ainda mais. Morrer de amor é viver dele.
Victor Hugo

A medida do amor é amar sem medida.
Victor Hugo

Há pensamentos que são orações. Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos.
Victor Hugo

Ser bom é fácil. O difícil é ser justo.
Victor Hugo

Sede como os pássaros que, ao pousarem um instante sobre ramos muito leves, sentem-nos ceder, mas cantam! Eles sabem que possuem asas.
Victor Hugo

Não há nada como o sonho para criar o futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã.
Victor Hugo

É inútil obter por piedade aquilo que desejamos por amor.
Victor Hugo

A suprema felicidade da vida é ter a convicção de que somos amados.
Victor Hugo

As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade.
Victor Hugo

A vida não passa de uma oportunidade de encontro; só depois da morte se dá a junção; os corpos apenas têm o abraço, as almas têm o enlace.
Victor Hugo

A esperança seria a maior das forças humanas, se não existisse o desespero.
Victor Hugo

O futuro tem muitos nomes.
Para os fracos é o inalcansável.
para os temerosos, o desconhecido.
Para os valentes é a oportunidade.
Victor Hugo

Do atrito de duas pedras chispam faíscas; das faíscas vem o fogo; do fogo brota a luz.
Victor Hugo

O tempo não só cura, mas também reconcilia.
Victor Hugo

Os infelizes são ingratos; isso faz parte da infelicidade deles.
Victor Hugo

Chega sempre a hora em que não basta apenas protestar: após a filosofia, a ação é indispensável.
Victor Hugo

É triste pensar que a natureza fala e que o género humano não a ouve.
Victor Hugo

Iniciativa é fazermos o que está certo sem ser preciso que alguém nos diga para fazermos tal.
Victor Hugo

Se você quer civilizar um homem, comece pela avó dele.
Victor Hugo

A vida é um campo de urtigas onde a única rosa é o amor.
Victor Hugo

A tolerância é a melhor das religiões.
Victor Hugo

151 anos do Livro dos Espíritos...



Bom dia amigos.

Hoje é um dia especial em que comemoramos 151 anos de lançamento do Livro dos Espíritos. Uma obra que se apresentou como um divisor de águas, marcando a passagem da humanidade de sua total inconsciência ao início do aprendizado efetivo das Leis de Deus.

O homem escolhido para realizar tal feito foi um eminente professor françês de nome Hypolite Leon Denisard Rivail, que mesmo sendo famoso por várias obras que foram inclusive utilizadas pelo governo francês, preferiu se colocar atrás de um pseudônimo até então desconhecido, para que a mensagem do Cristo fosse exaltada e ele próprio passasse ao lado, desapercebido.

O livro, que ele tinha a coragem de admitir que não era seu, mas dos esíritos, deveria se divulgar por seu conteúdo e não pelo nome do autor. E hoje se encontram casas espíritas em mais de 60 países, graças a determinação de Kardec, a mensagem que esclarece e consola pode auxiliar milhares de pessoas no mundo físico e extra-físico.

Anos de estudo, reuniões, palestras, viagens e de muito trabalho resultaram em 05 obras básicas, sendo elas O Livro dos Espíritos(1857), O Livro dos Médiuns(1861), O Evangelho segundo o Espiritismo(1864), O Céu e o Inferno(1865) e A Gênese(1868), sem contar com as maravilhosas edições da Revista Espírita e de obras menores, que são ainda hoje a inspiração direta e indireta de milhares de outras.

Preconceitos, dificuldades, problemas, falsidades e lutas sem fim foram enfrentadas com coragem e bravura por este homem íntegro e sensato, que teve sempre em seu coração a certeza de estar relizando um pedaço da obra do Cristo na terra.

Por tudo isso e muito mais, dizemos hoje:
Obrigado Kardec!
Parabéns Espíritas!

Muita Paz

Nosso Irmão...


Se alguém te fala na rua,
deitando lamentação,
não passes despercebido,
escute, que é nosso irmão...

Ouviste o parente em casa,
gritando em voz de trovão,
não te aborreças com isso,
tolera, que é nosso irmão...

Transformou-se o companheiro...
Agora, rixa, brigão.
Não te afastes, nem censures,
suporta, que é nosso irmão...

O amigo a quem mais estimas
ofendeu-te sem razão...
Não te dês ao derrotismo,
Perdoa, que é nosso irmão...

Padece e chora o vizinho
problemas em profusão.
Não te demores no auxílio;
Coopera que é nosso irmão.

Enxergaste o pequenino,
Sem roupa, sem lar, sem pão.
Não permaneças de longe,
Acolhe queé nosso irmão.

Viste o doente sozinho
No braseiro da aflição;
Não percas tempo em conversa,
Socorre que é nosso irmão.

Tiveste do adversário
pedradas de ingratidão...
Calando, segue servindo,
desculpa, que é nosso irmão...

A quem te peça um favor,
embora dizendo "não",
sem grito ou aspereza,
atende, que é nosso irmão...

Diante de todo aquele
que sofre na provação,
o Cristo pede em silêncio:
-- AMPARA, QUE É NOSSO IRMÃO.


Do livro: Caridade, psicografado por Francisco CÂndido Xavier,
pelo espírito Casimiro Cunha.

Biblioteca Espirita...


Após algum tempo sem postar livros - pois o meu acesso somente permite que eu armazene arquivos gandes divididos em menores - eu tive que vencer a barreira da impossibilidade e dividir com vocês este tesouro.


Aconteceu na Casa Espírita
Este é um dos livros mais realistas e esclarecedores que já lí. Todos nós que nos dizemos trabalhadores espíritas deveríamos lê-lo várias vezes durante nossa vida.(clique no link com o botão direito e escolha 'salvar destino como'):


Aconteceu na casa espírita - parte01
Aconteceu na casa espírita - parte02
Aconteceu na casa espírita - parte03
Aconteceu na casa espírita - parte04
Aconteceu na casa espírita - parte05

Mensagens em Imagens...


Um novo Ponto de vista

O Significado da Paz...


Em determinada passagem do Evangelho, Jesus afirma:

"Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz; náo vo-la dou como o mundo a dá."

Evidencia-se que a paz do Cristo é muito diferente da paz do mundo. Para entender o significado da paz do Cristo, torna-se necessário refletir sobre o que habitualmente se concebe por paz.

Os dicionários fornecem inúmeros significados para esse vocábulo. Por exemplo, identificam-no com ausencia de guerra, descanso e silencio.
Ocorre que o descanso e o silencio, por si só, náo significam necessariamente algo bom.
Em uma penitenciária, no meio da noite, pode haver descanso e silencio absolutos. Mas, é difícil sustentar que as criaturas que lá se encontram sejam pacificadas.
Em um charco as águas sáo paradas e há silencio nele e em torno dele. Contudo, náo se pode ignorar a podridáo que ali jaz oculta.

Também é possível que algumas pessoas sejam conservadas inertes e em silencio, por medo.
Determinada casa pode ser silenciosa e ordeira pelo pavor que o chefe da família inspira. Entretanto a submissáo criada pela violencia nada tem de desejável.

No ambito internacional, ao término de uma guerra, freqüentemente sáo impostas duras condicóes aos países derrotados. Ocorre que uma paz que esmaga os vencidos contém em si o gérmen de futuras violencias.

Também náo raro percebemos coisas erradas acontecendo, em prejuízo dos outros. Mas podemos preferir silenciar, a título de preservar nossa paz.

Assim, a paz, na concepcáo mundana, muitas vezes envolve opressáo, preguica e conivencia.

Náo causa espanto que a paz do Cristo seja diferente da paz do mundo. Pode-se afirmar que a paz do Cristo constitui decorrencia lógica da vivencia de Seus ensinamentos. Afinal, o mestre afirmou que náo basta dizer Senhor! Senhor! para entrar no reino dos céus. É necessário efetivamente realizar a vontade do pai celestial. Essa vontade encontra-se explícita nas palavras e nos exemplos de Jesus.

O céu a que se refere o Cristo náo é um local determinado do espaco. Trata-se de um estado de consciencia em harmonia com as leis divinas. A paz do Cristo náo se identifica com a inércia. É um profundo silencio interior, que náo depende das ocorrencias do mundo.

Essa paz somente pode ser desfrutada por que ama o progresso e trabalha efetivamente no bem. Ela é muito trabalhosa e operante. Reflete o estado de quem pode observar com tranqüilidade os próprios atos. Só se sente assim quem cumpre seu dever. Náo é um presente, mas uma conquista. O seu gozo pressupóe esforco em burilar o próprio caráter, em crescer em entendimento e compreensáo.

Apenas se pacifica quem procura desenvolver seus talentos pelo estudo e o trabalho constantes, e utiliza seus talentos no criacáo de um mundo melhor.

A paz do Cristo está à disposicáo de todos. Mas só a desfruta quem pratica a lei da justica, amor e caridade, estabelecida por Deus para a harmonia da criacáo.

Pense nisso!

Equipe de Redacáo do Momento Espírita.

Jesus mandou alguém...


(Para todos nós que nos dizemos espíritas)


O culto do Evangelho no lar havia terminado às sete da noite, e João Pires, com a esposa, filhos e netos, em torno da mesa, esperava o café que a família saboreava depois das orações.

Ana Maria, pequena de sete anos, reclamou:

- Vovô, não sei porque Jesus não vem. Sempre vovô chama por ele nas preces: “Vem Jesus! Vem Jesus!” e Jesus nunca veio...

O avô riu-se, bondoso, e explicou:

- Filhinha, nós, os espíritas, não podemos pensar assim... O Mestre vive presente conosco em suas lições. E cada pessoa do caminho, principalmente os mais necessitados, são representantes dEle, junto de nós... Um doente é uma pessoa que o Senhor nos manda socorrer, um faminto é alguém que Ele nos recomenda servir...

D. Maria, a dona da casa, nesse momento repartia o café, e, antes que o vovô terminasse, batem à porta.

Ana Maria e Jorge Lucas, irmão mais crescido, correm para atender.

Daí a instantes, voltam, enquanto o menino grita:

- Ninguém não! É só um mendigo pedindo esmola.

- Que é isso? – exclama a senhora Pires, instintivamente – a estas horas?

Ana Maria, porém, de olhos arregalados, aproxima-se do avô e informa, encantada:

- Vovô, é um homem! Ele está pedindo em nome de Jesus. É preciso abrir a porta. Acho que Jesus ouviu a nossa conversa e mandou alguém por Ele...


A família comoveu-se.

O chefe da casa acompanhou a netinha e, depois de alguns instantes, voltaram, trazendo o desconhecido.

Era um velho, aparentando mais de oitenta anos de idade, de roupa em frangalhos e grande barba ao desalinho, apoiando-se em pobre cajado.

Ante a surpresa de todos, com ar de triunfo, a menina segurou-lhe a mão direita e perguntou:

- O senhor conhece Jesus?

Trêmulo e acanhado, o ancião respondeu:

- Como não, minha filha? Ele morreu na cruz por nós todos!

E Ana Maria para o avô:

- Eu não falei, vovô?

O grupo entendeu o ensinamento e o recém-chegado foi conduzido à poltrona. Alimentou-se. Recebeu tudo o que precisava e João Pires anotou-lhe o nome e endereço para visitá-lo no dia seguinte.

Antes da despedida, a pequena dormiu feliz, e, após abraçar o inesperado visitante, no “até amanhã”, o chefe de família, enxugando os olhos, falou, sensibilizado:

- Graças a Deus, tivemos hoje um culto mais completo.


pelo Espírito: Hilário Silva - Psicografia: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. Do Livro: A Vida Escreve.


Perguntas dos amigos...


"João, me diga uma coisa, se puder:
Anjo da guarda e Guia Espiritual é a mesma coisa?
A quem devemos nos dirigir em nossas preces ao pedir orientação?".




Oi ___________,

Quanto ao seu questionamento, dentro de meu simples entender, Há casos em que ambos são a mesma entidade e outros em que são entidades diferentes.

Para me explicar melhor:

1) Nós, todos os mortais, temos um espírito que nos protege e guia chamado comumente de Anjo da Guarda ou espírito Guardião. Este normalmente é um pouco mais avançado que nós próprios, de forma que para um selvagem até nós com nossos defeitos poderíamos ser anjos da guarda, porém para uma pessoa um pouco mais evoluída um anjo deve apresentar características de esclarecimento maiores que as do protegido. Para as pessoas que não tem "missão" maior neste mundo, na maioria das vezes, o anjo é o seu prórpio guia, uma vez que ele nos intui e influencia de forma a nos proteger de nossos próprios erros e guiar nossos passos para o que seja melhor para nós.

2) Em casos especiais, como por exemplo, Chico Xavier, igual a todos nós tem um anjo da guarda que o protege, porém, devido a sua missão doutrinária, recebeu da espiritualidade a presença de um Guia Espritual, ou seja, alguém para orientá-lo no seu crescimento espiritual de forma que ele se dedique mais e melhor à causa. Com o tempo, com o seu desenvolvimento e a ambiencia ao seu redor, acredito eu que o anjo da guarda de Chico tenha trabalhado cada vez menos, pois os próprios espíritos do grupo de Emmanuel o protegiam e guiavam. Deu pra entender?

Podemos ter um maior esclarecimento sobre este ponto nas questões 489 a 514 do Livro dos espíritos, e sobre influência nas 459 a 472.

Nas nossas preces, que devem ser realizadas com palavras do coração, podemos nos dirigir ao nosso anjo da guarda ou a algum espírito que tenhamos admiração, como Bezerra de Menezes, ou ao próprio Jesus até. O mais importante são os sentimentos que colocamos, pois sabemos que nunca estamos desassistidos. Sempre haverá ao nosso lado um ser espiritual que receberá nossas súplicas e leve ao mais alto para análise e providências.

Muitas vezes nós pensamos que ninguém nos escuta, pois queremos a resposta imediatamente, em nosso senso de tempo. Mas, sabemos que elas ocorrem ao tempo de Deus. Outras vezes queremos determinada coisa e não conseguimos, pensamos que é porque não gostam de nós, mas Jesus já havia nos ensinado que o que "queremos" e o que "precisamos" nem sempre são a mesma coisa... e que o nosso pai que está nos céus sabe do que "precisamos" antes mesmo que o peçamos.

Ao final, precisamos hoje, mais que nunca, nos abrir para o nosso interior, escutar o nosso coração, perguntar ao amor.Gastar alguns minutos, ou horas, em um estado de contemplação da vida e de nosso íntimo para que possamos abrir os canais que trarão as respostas que ansiamos. Novamente, repito, desejamos as respostas escritas em preto e branco na nossa frente (e isso é normal, principalmente quando estamos angustiados com algo. Não pense que é só você, todos nós somos assim), porém ela vem da maneira de Deus, sutil, singela. As vezes como um amigo, um texto, uma mensagem, uma intuição, uma palavra amiga - quem não nos dará a receita pronta de como proceder, mas que poderá nos abrir a mente e auxiliar a termos maior resignação e paciência.

Tem uma mensagem antiga, que não me lembro exatamente agora, que diz o seguinte: quando estivermos em dúvida ou incerteza de como proceder sobre determinado assunto, perguntemos ao amor. Ele nos dará a resposta mais correta.

...

A nossa fé é sempre engraçada. muitas vezes eu digo que acreditamos em reencarnação, em comunicação, em Deus e tal, mas quando o caso é causa e efeito ou resgate, nós nos esquecemos do que aprendemos e nos ressentimos com Deus, achamos que estamos sofrendo injustamente e coisa do gênero. Lembro que Joanna de Ângelis disse uma vez que na época do Cristo e até o segundo século haviam dado sua vida em sacrifício pela causa mais de um milhão de pessoas. Hoje nós não temos a necessidade de repetir este sacrfício, porém os nossos são de outra sintonia: econômica, social, familiar, profissional... já passamos a fase do sacrifício da carne (no nosso caso que temos casa, emprego e etc) e entramos na fase das provações do espírito, sendo isto sinal de nossa constante evolução, não é?

Independente de que dificuldades estejamos passando, porque todos temos as nossas, é indispensável permanecermos conscientes que colhemos hoje os frutos de nossa sementeira multimilenar. Se acreditamos que o "acaso" não existe, devemos então compreender e resignar; porém em nenhum lugar está escrito que não devemos buscar saídas e melhorias para quaisquer situações. Portanto, devemos desistir de nos desanimarmos e ficarmos curtindo a dificuldade e partir para a luta, e nesta luta é mais que permitido buscarmos o auxílio dos amigos, para nos orientar e também auxiliar.

Espero ter sido de alguma valia, no mais estamos pos aqui para tentar sempre auxiliar.

Muita Paz.



Resposta da Caridade...



Quis demorar-se contigo, quando me procuraste pedindo luz.

Perdoa-me se não pude mergulhar o pensamento de imediato, em tais cogitações.

Falavas dos mundos superiores e indagavas pelo destino; exaltavas a Ciência e citavas a História.

Discutias os problemas sociais com tanta beleza que, em verdade, aspirei a sentar-me ao teu lado para ouvir-te todas as confidências.

Entretanto, por mais me detivesse em tua palavra, trazia no coração os gritos reiterados de quantos me chamavam, impaciente.

Não sei se chegaste a ver as mulheres enfermas e as crianças esfarrapadas que choravam, junto de nós, invejando os cães de luxo que passavam de carro...

Decidia-me a comentar os temas que me propunhas, quando notei a dama bem posta, repreendendo o homem cansado que esmolava na rua e corri a vê-lo. Envergonhando, o infeliz debatia-se em pranto. Amparei-o como pude e segui-lhe o passo, encontrando-lhe a companheira a gemer num montão de lixo, aguardando a morte. O menor dos seis pequeninos que a rodeavam, cravava nela o olhar ansioso, esperando o leite que secara no peito. A pobre mãe fitava-me agoniada, como me pedir lhe reavivasse os seios desfalecentes... Nisso, vi-lhe o esposo desesperado intentando morrer... Entreguei-os aos vizinhos, tão desditosos quanto eles mesmos, e depois de acalma-los, no bálsamo da oração, volto a ver-te.

E agora, a ti que me buscaste as mãos rogando conhecimento, estendo igualmente as minhas, a suplicar-lhe migalha de auxílio para aqueles que esmorecem de fome e pranto.

Vem comigo e não te dês a longas indagações! Ajudando aos que sofrem, seguiremos Cristo que dizemos amar e, decerto, que a luz te abençoará em silêncio, porque Ele próprio, como outrora, te repetirá no júbilo do serviço: “Aquele que me segue não anda nas trevas”.

pelo Espírito Meimei - Livro Ideal Espírita
Psicografia Francisco C. Xavier - Espíritos Diversos.


Mensagens em imagens...


De olho no Futuro

O Caso Isabela...


Queridos amigos, bom Dia!

A despeito de tantas coisas que estão rondando a possível resolução deste caso da garota Isabela que no último dia 29 de março foi jogada da janela de seu prédio, me sentí no dever de realizar algumas colocações aqui, no nosso espaço, de forma a esclarecer, dentro de meu ponto de vista, alguns fatos.

Ressalto, antes de tudo, que esta é a MINHA opinição PESSOAL, e não da Doutrina Espírita, pela qual não posso responder e nem tenho autoridade para tanto.

1) O fato da garota haver sido tratada de forma tão brutal e jogada pela janela são, indiscutivelmente, fatos criminosos que não deveriam ter lugar em uma sociedade dita Civilizada. Porém, o fato dos indícios apontarem para o pai da mesma, não quer dizer que ele EFETIVAMENTE seja o culpado, pois até a lei dos homens diz que "todos são inocentes até que se prove o contrário".

2) Não, eu não estou defendendo o pai da garota. Apenas não estou utilizando um conceito pré-concebido e JULGANDO o cidadão. Até porque o Mestre de Nazaré nos ensinou que com a mesma medida que julgarmos seremos julgados. Desta forma, sou contra a posição de algumas pessoas que desejam realizar "justiça" linchando, matando ou fazendo com ele a mesma coisa que a garota sofreu. Isso não é justiça, isso é vingança.

3) Este desejo de vingança e esta imaturidade em fazer julgamentos infelizmente ainda são naturais em nosso atual estágio de desenvolvimento, porém devemos lutar contra estas inclinações e utilizar a razão para gerir nossos atos e decisões. Assim perceberíamos que melhor que matar o culpado será encarcerá-lo em um local onde possa passar vários anos pensando e acompanhado por pessoas que buscarão corrigí-lo, e não supliciá-lo. Infelizmente, o nosso tipo de sistema penal ainda é Punitivo e não Corretivo, o que normalmente faz com que as pessoas saiam dele piores do que entraram, mas esta é outra discussão.

4) O fato de um culpado ter um acompanhamento, seja ele psicológico ou religioso, dá a ele muito mais chances de fazer brotar uma consciência, por mínima que seja, e este lampejo de sanidade pode ser a alavanca que iniciará o processo de reestruturação de um delinquente. Não é isso que todos desejamos: A reforma íntima? Então devemos dar aos criminosos também este direito. Ao final de tudo, se tivermos dúvidas, perguntemos a Jesus o que ele faria em uma situação dessas.

5) Independente de toda a parafernália jornalística e social que se tem sobre este caso não devemos esquecer que, à Luz da Doutrina Espírita, temos aí mais um caso de causa e efeito; ou de carma, como preferem alguns. Com certeza a família que hoje sofre esta tragédia num passado recente ou remoto já passou por algo parecido. Provavelmente um dos envolvidos já havia, em outra existência, prejudicado o outro de alguma forma também violenta e brutal; e nos esclarece a espiritualidade que receberam a Dádiva de uma segunda (ou terceira ou quarta) chance para quebrar o círculo de ódio e vingança que provavelmente os vem marcando há algum tempo. Infelizmente, mais uma vez os sentimentos inferiores venceram a batalha, mas não a guerra. Num futuro próximo estarão os atores de volta ao palco para mais uma oportunidade. Esta é a nossa determinação: buscarmos a perfeição.

6) Lembro ainda que uma vez que acreditemos em Deus e em seu supremo amor, sabedoria e, principalmente, justiça, não devemos crer que este caso seja um erro da vida ou uma injustiça. Todos nós temos um pretérito de violência e brutalidade do qual não nos lembramos e ao qual prestamos contas hoje e, quem sabe, ainda depois. Assim, as crianças que vemos hoje como símbolos de inocência e pureza, também são espíritos milenares que trazem em sí as marcas do passado que precisam ser expurgadas através da colheita de dor e sofrimento, uma vez que semeamos ódio e violência.

7) Para finalizar, gostaria de lembrar como já fiz outra vez, que este se apresenta apenas como mais um caso trágico dos tantos que acontecem todos os dias em São Paulo, ou no Brasil, ou no Mundo. Apenas a cobertura da mídia faz com que tenhamos tão grande repugnancia pelo fato, hoje conhecido internacionalmente. Mas, nos agrestes e sertões desconhecidos crianças são mortas ou maltratadas diariamente e não fazemos nada a respeito. Não sabemos e nem procuramos saber. Utilizemos este caso como um exemplo que deve ser evitado e procuremos fazer algo no bem ainda hoje. o mínimo que fizermos já será de grande valia para alguém.

Deixo abaixo a transcrição da mensagem do capítulo 11 ponto 14 de "O Evangelho segundo o Espiritismo":

Caridade para com os criminosos
14. A verdadeira caridade constitui um dos mais sublimes ensinamentos que Deus deu ao mundo. Completa fraternidade deve existir entre os verdadeiros seguidores da sua doutrina. Deveis amar os desgraçados, os criminosos, como criaturas, que são, de Deus, às quais o perdão e a misericórdia serão concedidos, se se arrependerem, como também a vós, pelas faltas que cometeis contra sua Lei. Considerai que sois mais repreensíveis, mais culpados do que aqueles a quem negardes perdão e comiseração, pois, as mais das vezes, eles não conhecem Deus como o conheceis, e muito menos lhes será pedido do que a vós.

Não julgueis, oh! não julgueis absolutamente, meus caros amigos, porquanto o juízo
que proferirdes ainda mais severamente vos será aplicado e precisais de indulgência para os pecados em que sem cessar incorreis. Ignorais que há muitas ações que são crimes aos olhos do Deusde pureza e que o mundo nem sequer como faltas leves considera?

A verdadeira caridade não consiste apenas na esmola que dais, nem, mesmo, nas
palavras de consolação que lhe aditeis. Não, não é apenas isso o que Deus exige de vós. A caridade sublime, que Jesus ensinou, também consiste na benevolência de que useis sempre e em todas as coisas para com o vosso próximo. Podeis ainda exercitar essa virtude sublime com relação a seres para os quais nenhuma utilidade terão as vossas esmolas, mas que algumas palavras de consolo, de encorajamento, de amor, conduzirão ao Senhor supremo.

Estão próximos os tempos, repito-o, em que nesse planeta reinará a grande fraternidade, em que os homens obedecerão à lei do Cristo, lei que será freio e esperança e conduzirá as almas às moradas ditosas. Amai-vos, pois, como filhos do mesmo Pai; não estabeleçais diferenças entre os outros infelizes, porquanto quer Deus que todos sejam iguais; a ninguém desprezeis. Permite Deus que entre vós se achem grandes criminosos, para que vos sirvam de ensinamentos. Em breve, quando os homens se encontrarem submetidos às verdadeiras leis de Deus, já não haverá necessidade desses ensinos: todos os Espíritos impuros e revoltados serão relegados para mundos inferiores, de acordo com as suas inclinações.

Deveis, àqueles de quem falo, o socorro das vossas preces: é a verdadeira caridade.
Não vos cabe dizer de um criminoso: é um miserável; deve-se expurgar da sua presença a Terra; muito branda é, para um ser de tal espécie, a morte que lhe infligem." Não, não é assim que vos compete falar. Observai o vosso modelo: Jesus. Que diria ele, se visse junto de si um desses desgraçados? Lamentá-lo-ia; considerá-lo-ia um doente bem digno de piedade; estender-lhe-ia a mão. Em realidade, não podeis fazer o mesmo; mas, pelo menos, podeis orar por ele, assistir-lhe o Espírito durante o tempo que ainda haja de passar na Terra. Pode ele ser tocado de arrependimento, se orardes com fé. É tanto vosso próximo, como o melhor dos homens; sua alma, transviada e revoltada, foi criada, como a vossa, para se aperfeiçoar; ajudai-o, pois, a sair do lameiro e orai por ele.

Elisabeth de França. (Havre, 1862)


Muita Paz

Sabedoria em gotas...


CAPÍTULO 266

ENQUANTO dispuser de tempo, nesta Terra, dirija seus passos pela senda do bem.

Procure agir, fazer sempre alguma coisa em benefício de alguém, embora seja apenas uma palavra de conforto, um gesto de carinho, um sorriso de incentivo.

Faça alguma coisa em favor do próximo, e terá o coração cheio de alegria e de felicidade.


PASTORINO, C. Torres. Minutos de Sabedoria. 39. ed. Petrópolis,RJ: Vozes. 2000.

Palavras de Joanna de Ângelis...



Perdoa-te
Sem que te acomodes à própria fraqueza, usa também de indulgência para contigo.

Não fiques remoendo o acontecimento no qual te malograste, nem vitalize o erro através de sua incessante recordação.

Descobrindo-te em gravame, reconsidera a situação, examinando com serenidade o que aconteceu, e regulariza a ocorrência.

És discípulo da vida em constante crescimento.

Cada degrau conquistado se torna patamar para novo logro.

Se te contentas, estacionando, perdes oportunidades excelentes de libertação.

Se te deprimes e te amarguras porque erraste, igualmente atrasas a marcha.

Aceitando os teus limites e perdoando-te os erros, mais facilmente treinarás o perdão em referência aos demais.

Quando acertes, avança, eliminando os receios.

Quando erres, perdoa-te e arrebenta as algemas com a retaguarda, prosseguindo.

O homem que ama, a si mesmo se ama, tolerando-se e estimulando-se a novos e constantes cometimentos, cada vez mais amplos e audaciosos no bem.

Joanna de Ângelis / Divaldo Franco


Amor que Salva...


Ele era um garoto de 7 anos. Mas parecia ter somente 4. Louro, de olhos castanhos e boca em forma de coração, Vladimir era uma criança muito especial naquele orfanato, perto de Moscou.


Uma canção cantada por ele, e gravada por uma repórter durante uma reportagem, no orfanato, acabou por alcançar um casal americano que já desistira de ter filhos ou de adotar por causa das decepções sofridas.

Contudo, a voz alta e límpida daquele garoto que parecia cantar com melancolia uma antiga cantiga russa, mexeu com os sentimentos de Rick.

Ele ligou para a esposa, no mesmo momento, e lhe disse:

Querida, acabei de ouvir nosso filho no rádio.

Vladimir era portador de uma enfermidade chamada artrogripose. Suas articulações começaram a se tornar enrijecidas antes mesmo do nascimento.

Suas mãos eram viradas para dentro e seus pés para cima e para trás. Ele andava como um foca, deslizando e jogando os quadris para a frente, puxando as pernas e os pés.

Foi uma longa luta. Adoção internacional é bastante trabalhosa e cara. Finalmente, o casal foi a Moscou para buscar o menino.

Chegados ao orfanato, foram introduzidos em uma sala. Logo mais, puderam ouvir a tagarelice de uma criança e a intérprete lhes falou que o menino estava dizendo que não desejava ser apresentado na cadeira de rodas.

A médica que o acompanhava o colocou em pé, sustentando-o com seus braços.

O garoto de topete louro olhou sem qualquer receio e com forte sotaque falou:

Mamãe, papai, amo vocês. E abraçaram-se os três, emocionados, como se fosse um reencontro.

Vladimir teve muito que aprender. Necessitou aprender inglês para poder se comunicar com os pais e ir para a escola.

Mas ele desejava mais. Queria ter mãos normais para poder escrever sem ajuda e pés normais para poder andar de bicicleta e correr.

Submeteu-se a cirurgias das mãos para conseguir, ao menos que os pulsos ficassem retos.

Os pés tiveram que ser amputados e adaptada uma prótese com pés de borracha.

Vladimir ainda precisa de alguém para ajudá-lo em muitas coisas, pois seus cotovelos e joelhos são rígidos.

Mas, em sua bicicleta especial, impulsionada manualmente, ele sorri feliz porque tem tudo o que sempre desejou: um pai, uma mãe, a capacidade de andar e uma bicicleta.

O casal Rick e Diana ainda adotou mais uma criança, também portadora de deformações congênitas de braços e pés.

A menina já se submeteu a algumas cirurgias e está se recuperando.


Foi o próprio Vladimir que pediu aos pais que lhe dessem uma irmã e hoje são uma família feliz.

E para não esquecer que foi a canção de Vladimir que transformou quatro vidas, toda noite, na hora de dormir, os pais cantam para as crianças.

O amor é verdadeiramente de essência divina e consegue coisas inimagináveis. Mais do que isso, o amor desconhece fronteiras, idiomas e quaisquer outros obstáculos.

Redação do Momento Espírita, com base no artigo A canção de Vladimir, da Revista Seleções do Reader’s Digest, de julho/2000.




Diante das adversidades da vida...



Recuperar-se de um tombo não é uma tarefa das mais fáceis, devemos concordar.

Não são todos que conseguem colocar em prática o refrão popular: Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima, criado na música de Paulo Vanzolini.

Muitas vezes, quando caímos, por qualquer motivo, como seja o fim de um relacionamento; a perda de um emprego; um acidente, ou até mesmo a pressão do dia a dia, tendemos a ficar estatelados no chão.

Como continuar? Como seguir adiante? Vale a pena todo esforço novamente?

Felizmente existem pessoas que conseguem contornar tudo isso com maior facilidade.

Mesmo quando tudo parece conspirar negativamente, elas vão em frente, com um sorriso no rosto e dispostas a enfrentar o que for preciso.

Intrigados em descobrir o que levava algumas pessoas a enfrentar tão bem esses contratempos da vida, especialistas em comportamento humano passaram a estudar os traços desses sobreviventes.

Os primeiros chegaram a concluir que se tratava de uma invulnerabilidade inata, algo como um verdadeiro dom com o qual as pessoas já nasciam.

Porém, parece que isso não respondia tudo, e há pouco mais de uma década começou-se a investigar o termo invulnerabilidade.

Este parecia sugerir que as pessoas seriam 100% imunes a qualquer tipo de adversidade – o que não seria a realidade.

Embora sejam pessoas que passem pelos problemas com maior facilidade, isso não quer dizer que saiam dessas experiências totalmente ilesas.

Os estudiosos passaram a buscar um termo mais adequado, e foi então que emprestaram uma terminologia da física: resiliência.

Resiliência é uma propriedade de alguns materiais, que mostra sua capacidade em retornar ao seu estado original, após sofrer grande pressão.

Assim seriam as pessoas com alto grau de resiliência: teriam capacidade de encarar as adversidades como oportunidade de mostrar e aprimorar sua competência, seu entusiasmo.

Tais pessoas encontram também soluções criativas e determinadas para se levantar do chão.

Neste instante você poderá estar imaginando qual o seu grau de resiliência, certo?

Cabe destacar aqui que ser resiliente não é ser indiferente, insensível.

Não se trata de sentir ou não sentir, mas sim de como atravessar as experiências.

Seria uma habilidade, que todos podemos adquirir, de suportar o sofrimento, extraindo dele tudo que tem para nos ensinar. Aí está a chave de tudo.

Léon Denis afirma com propriedade, que se, nas horas de provação, soubéssemos observar o trabalho interno, a ação misteriosa da dor em nós, compreenderíamos melhor sua obra sublime de educação e aperfeiçoamento.


A razão da dor humana procede da proteção divina.

Os povos são famílias de Deus que, à maneira de grandes rebanhos, são chamados ao aprisco do Alto.

A Terra é o caminho. A luta que ensina e edifica é a marcha.

O sofrimento é sempre o aguilhão que desperta as ovelhas distraídas à margem da senda verdadeira.


Redação do Momento Espírita com base em artigo publicado na revista Vida simples, de Janeiro de 2008; no cap. XXVI do livro O problema do ser, do destino e da dor, de Léon Denis, ed. Feb e no cap. 31 do livro Jesus no lar, do Espírito Néio Lúcio, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 10.04.2008.


Palavras de Joanna de Ângelis...


INTELIGÊNCIA E AMOR

Instrumentos de incrível precisão singram os espaços infinitos...

Técnicas avançadas são postas a serviço da inteligência para atenderem aos vôos da imaginação exaltada...

Cálculos incomparáveis ampliam os horizontes da Matemática a fim de atenderem às exigências da indagação hodierna.

E o homem, ávido de novos rumos, avança para fora da órbita do domicílio em que se encontra engastado, na Terra, procurando soluções que, no entanto, se encontram nele mesmo, se se dispuser a mergulhar nos labirintos da alma para decifrar os enigmas que o afligem.

Todavia, a inteligência, aplicada na elucidação dos inquietantes quesitos da vida, tem-se divorciado do sentimento para prejuízo do homem mesmo, que se atormenta, cada dia e a toda hora, vítima da própria irresponsabilidade.

É que a chama do intelecto não prescinde do óleo do coração, para arder com a potência necessária à produção de luz e calor, suficientes para manterem o lume de felicidade.

E quando aquele se desenvolve sem o combustível deste, incêndio voraz irrompe na máquina da ordem tudo devorando, tudo destruindo, ou, por falta dos elementos combustíveis, a paralisia tudo condena ao aniquilamento.

Por isso, se a Astronáutica intenta colocar o homem no satélite da Terra ou nos planetas vizinhos, projéteis balísticos são testados, diariamente, em franca ameaça à civilização que os fabrica.

Enquanto belonaves aéreas cruzam os espaços, encurtando as distâncias em nome do conforto e da pressa, radares ultra-sensíveis comandam teleguiados que podem destruí-los quando utilizados com outras finalidades.

Cidades flutuantes que competem em conforto e luxo com as grandes Metrópoles de terra, edificadas para o ócio e o gozo, cruzam os mares acondicionando prazer e fortuna; no entanto, sonares ativos favorecem torpedos que as desmoronam, tudo transformando em ferro retorcido e ruína que as águas sepultam...

... E a carreira armamentista se processa em termos indescritíveis...

Quando o coração se converte ao bem, a inteligência se desdobra em serviço nobre e enovador.

Há dois mil anos já, as mãos de Jesus, atendendo ao impositivo da sua mente excelsa, semeou as estrelas da caridade - filhas do amor - nos céus escuros das consciências, como um sol gentil a adornar de luz o firmamento...

É imperativo consorciar mente e sentimento nas esferas do trabalho, para que a vida se converta, no Orbe, em estância de harmonia e paz.

Para tanto se faz imprescindível que cada cristão atenda ao programa que lhe compete.

A sociedade tem início na família, e esta começa no indivíduo.

Se o cristão em atividade não dispõe de bastante serenidade para atender às questiúnculas que o surpreendem, com o tirocínio que dele se espera, não está preparado para participar da família ampliada...

Se ingere altas doses de cólera e verte volumosa quantidade de desacato, não pode contribuir para um mundo melhor, uma sociedade mais feliz.

Se reage ao invés de agir, é peça desajustada na máquina do progresso.

A mensagem cristã atualizada pelo Espiritismo é roteiro pacificador, diretriz equilibrante, via de segurança...

Imperiosa ordem, disciplina, obediência às instruções da Boa Nova para resultados salutares, eficientes.

Quem não se domina, é incapaz de dirigir...

Quem não sabe obedecer, não dispõe de valor para orientar...

Por essa razão é necessário harmonizar lucidez da mente com emoção sentimental, para o real equilíbrio.

A paz do mundo é serva da paz do lar, e esta é escrava da paz do homem...

A grande máquina depende de humildes parafusos ou pequeninos minérios que as ajustam.

Jesus, falando às multidões, utilizou-se das imagens humildes e conhecidas do povaréu; nas sinagogas selecionou expressões compatíveis com o conhecimento dos interlocutores que o inquiriram; diante, no entanto, da empáfia e parvolice, elegeu o silêncio e o trabalho como respostas serenas, inconfundíveis, amando, porém, indistintamente.

E o Espiritismo, que no-Lo traz de volta na atualidade, se fala a elevada linguagem da Filosofia e da Ciência, atendendo às imperiosas questões do momento, também repete a singela linguagem que é roteiro para todas as épocas:

"Fazei a outrem o que desejardes que outrem vos faça", exaltando o amor ao lado das conquistas valiosas da inteligência.


pelo Espírito Joanna de Ângelis,
do Livro:Dimensões da Verdade, Psicografia:Divaldo Franco.


Resgates e reencarnação...


A Menor Adolescente do mundo

Jyoti Amge é uma pré-adolescente indiana de 14 anos de idade, que ao nascer, de cordo com sua mãe, tinha a aparencia de uma criança normal e somente vieram a eprceber sua condição aos 5 anos de idade; hoje com 58 cm de altura e pesando somente 5kg e sofre de um tipo de dwarfismo chamado achondroplasia, e sua altura e peso não deverão aumentar muito até chegar à idade adulta.

Devido ao seu tamanho, ela usa roupas, jóias, calçados e talheres feitos sob encomenda. Apesar do tamanho, Jyoti leva uma vida normal. Vai à escola e gosta de tudo que adolescentes normais gostam: Filmes, celulares, maquiagem... E tem as mesmas espectativas e objetivos das garotas de sua idade: Trabalhar em uma cidade grande e em alguma boa empresa.

Nas fotos abaixo ela aparece ao lado de um garoto de dois anos e em vários momentos de seu dia-a-dia.









Fonte: http://www.mailonsunday.co.uk/pages/live/articles/news/worldnews.html?in_article_id=557762&in_page_id=1811

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É muito bom poder perceber que as pessoas que se apresentam nesta encarnação com necessidades e situações especiais tem encontrado auxílio e compreensão nas pessoas que convivem com elas.

Devido aos "tempos chegados" onde estamos em plenos trabalhos de recuperação / regeneração de nossos próprios erros, é reconfortante perceber que a humanidade está mais preparada para entender as diferenças que se apresentem em nossas vidas.

Façamos também a nossa parte, por menor que seja ela, pois estaremos plantando a nossa sementeira para o futuro, que promete ser brilhante.

Muita Paz


Mensagens em imagens...


Abra as portas do seu coração

Palavras aos Enfermos...


Toda enfermidade do corpo é processo educativo para a alma.

Receber, porém, a visitação benéfica entre manifestações de revolta é o
mesmo que recusar as vantagens da lição, rasgando o livro que no-la
transmite.


A dor física, pacientemente suportada, é golpe de buril divino
realizando o aperfeiçoamento espiritual.

Tenho encontrado companheiros a irradiarem sublime luz do peito, como se
guardassem lâmpadas acesas dentro do tórax. Em maior parte, são irmãos
que aceitaram, com serenidade, as dores longas que a Providência
lhes destinou, a benefício deles mesmos.

Em compensação, tenho sido defrontado por grande número de
ex-tuberculosos e ex-leprosos, em lamentável posição de
desequilíbrio, afundados muitos deles em charcos de treva, porque a
moléstia lhes constitui tão somente motivo à insubmissão.

O doente desesperado é sempre digno de piedade, porque não existe
sofrimento sem finalidade de purificação e elevação.

A enfermidade ligeira é aviso.

A queda violenta das forças é advertência.

A doença prolongada é sempre renovação de caminho para o bem.

A moléstia incurável no corpo é reajustamento da alma eterna.


Todos os padecimentos da carne se convertem, com o tempo, em claridades
interiores, quando o enfermo sabe manter a paciência, aceitando o
trabalho regenerativo por bênção da Infinita Bondade.

Quem sustenta a calma e a fé nos dias de aflição, encontrará a paz com
brevidade e segurança, porque a dor, em todas as ocasiões, é a serva
bendita de Deus que nos procura, em nome d´Ele, a fim de levar,
dentro de nós, o serviço da perfeição que ainda não sabemos
realizar.

pelo Espírito Néio Lúcio - Do Livro "Através do Tempo", de Francisco
Cândido Xavier - Espíritos Diversos.

Palestras Espíritas...


Queridos amigos,

Acredito que vocês já haviam percebido que há algum tempo eu não postava palestras em MP3 aqui no site ou músicas e programas da rádio. O motivo é que eu não estava conseguindo enviar arquivos de um certo tamanho para o provedor onde disponibilizo os mesmos para download.

Até que semana passada um amigo me deu a idéia de dividir os arquivos em pedaços menores e disponibilizá-los assim. E não é que funcionou mesmo...

Então, após um longo tempo estou disponibilizando abaixo algumas palestras para cópia por vocês, estimados amigos. Somente vai dar um pouco mais de trabalho pois precisarão baixar os arquivos e depois uní-los, mas tenho certeza que valerá a pena.

Para juntar os arquivos, após copiá-los para o seu computador, basta clicar no arquivo entitulado(nome_da_palestra).ZIP com o botão direito do mouse e escolher "extrair aqui" e o programa de compactação vai automaticamente unir as partes em um arquivo MP3.

Peço desculpas pelo trabalho extra mas, dentro das possibilidades, foi a solução que conseguí para dividir com vocês estas palestras.

Seguem abaixo os links de mais quatro palestras:


Alteridade - proferida no 7º Mês Espírita de Caruaru
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/Alteridade_caruaru.zip
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/Alteridade_caruaru.z01
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/Alteridade_caruaru.z02
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/Alteridade_caruaru.z03


Bens Materiais e Justiça Divina
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/bens_materiais_e_justica_divina.zip
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/bens_materiais_e_justica_divina.z01
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/bens_materiais_e_justica_divina.z02
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/bens_materiais_e_justica_divina.z03
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/bens_materiais_e_justica_divina.z04


Renovação - a páscoa na visão espírita
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/renovacao.zip
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/renovacao.z01
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/renovacao.z02
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/renovacao.z03


Consciência e Erro
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/consciencia_e_erro.zip
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/consciencia_e_erro.z01
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/consciencia_e_erro.z02
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/consciencia_e_erro.z03
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/consciencia_e_erro.z04

Julgamentos...


Não presumas do dia de amanhã, por que não sabes o que produzirá o dia.
(Provérbio 27- v.1)


JULGAMENTOS

Havia numa aldeia, um velho muito pobre, mas até reis o invejavam, pois ele tinha um lindo cavalo branco... Reis ofereciam quantias fabulosas pelo cavalo, mas o homem dizia: "Este cavalo não é apenas um animal para mim, é uma pessoa. E como se pode vender uma pessoa, um amigo?". O homem era pobre, mas jamais vendeu o cavalo.


Numa manhã, descobriu que o cavalo não estava na cocheira. A aldeia inteira se reuniu e todos disseram: "Seu velho estúpido! Sabíamos que um dia o cavalo seria roubado. Teria sido melhor vendê-lo. Que desgraça!"

O velho disse serenamente: "Não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está na cocheira. Este é o fato, o resto é julgamento. Se se trata de uma desgraça ou de uma bênção, não sei, porque este é apenas um julgamento. Quem pode saber o que vai se seguir?"

As pessoas riram do velho. Elas sempre souberam que ele era um pouco louco. Mas, quinze dias depois, de repente, numa noite, o cavalo voltou. Ele não havia sido roubado, ele havia fugido para a floresta. E não apenas isso, ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo.

Novamente, as pessoas se reuniram e disseram: "Velho, você estava certo! Não se trata de uma desgraça, na verdade, provou ser uma bênção". O velho disse: "Vocês estão se adiantando mais uma vez. Apenas digam que o cavalo está de volta... quem sabe se é uma bênção ou não? Este fato é apenas um fragmento. Você lê apenas uma única palavra de uma sentença, como pode julgar todo o livro?!"

Desta vez, as pessoas não podiam dizer muito, mas, interiormente, sabiam que ele estava errado. Doze lindos cavalos tinham vindo...

O velho tinha um único filho que começou a treinar os cavalos selvagens. Apenas uma única semana mais tarde, ele caiu de um dos cavalos e fraturou as duas pernas. As pessoas se reuniram e, mais uma vez, julgaram. Elas disseram: "Você tinha razão novamente. Foi uma desgraça. Seu único filho perdeu o uso das pernas, e, na sua velhice, ele era o seu único amparo. Agora você está mais pobre do que nunca".

O velho disse impassível: "Vocês estão obcecados por julgamentos. Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se isso é uma desgraça ou uma bênção. A vida vem em fragmentos, mais que isso nunca é dado, pois é dela a incerteza que nos protege do passado conhecido e nos abre o desconhecido sempre fértil para novas e mais elevadas manifestações!".

Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra, e todos os jovens da aldeia foram forçados a se alistar. Somente o filho do velho foi deixado para trás, pois recuperava-se das fraturas. A cidade inteira estava chorando, lamentando-se porque aquela era uma luta perdida e sabiam que a maior parte dos jovens jamais voltaria. Elas, então, foram até o velho e disseram-lhe: "Você tinha razão, velho. Aquilo se revelou uma bênção. Seu filho pode estar aleijado, mas ainda está com você. Nossos filhos foram-se para sempre".


O velho disse, impassível: "Vocês continuam julgando. Ninguém sabe! Digam apenas que seus filhos foram forçados a entrar para o exército e que meu filho não foi. Mas somente Deus sabe se isso é uma bênção ou uma desgraça". E é nesta confiança em Deus que todos os eventos se transformam em bênçãos... Parem então de julgar e comecem a confiar!


desconheço autoria

Espelho...


Ninguém pode estragar o seu dia, a menos que você permita.
O colunista Sydney Harris acompanhava um amigo a banca de jornal.
O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas, como retorno, recebeu o jornal que foi atirado em sua direção.
O amigo de Sydney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana.
Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:
- Ele sempre te trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim.
- E você é sempre tão atencioso e amável com ele?
- Sim, sou.
- Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
- Porque não quero que ele decida como eu devo agir.
Nós somos nossos "próprios donos".
Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mal humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros.
Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamos os ambientes.
"Os tristes acham que o vento geme.
Os alegres e cheios de espírito afirmam que ele canta".
O mundo é Como um espelho, devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos.
A maneira Como você encara a vida faz toda a diferença!

Mensagens em imagens...


Saudade

A mensagem...

A MENSAGEM

Devidamente reunidos, os seguidores de Jesus viram chegar o Mensageiro da Orientação, cuja palavra haviam solicitado com insistência.

Queriam alguma instrução que os fizesse mais adiantados na senda do bem e que lhes propiciasse mais amplo progresso espiritual, acentuando-lhes o estímulo ao trabalho e dilatando-lhes a paz.

O Celeste Emissário, sem qualquer presunção no olhar translúcido e sem o mais leve toque de autoritarismo na voz, explicou-se com brandura:

- Irmãos, não tenho avisos especiais e nem sei porque os servos dos Grandes Servos do Senhor, dos quais não passo de colaborador pequenino, terão determinado seja eu o portador da resposta às vossas súplicas sinceras.

Sabemos que o Eterno Amigo confia em vossa dedicação e a todos nos observa nos encargos diferentes a que somos trazidos. O Excelso Benfeitor não ignora que todos nos achamos detidos em ocupações diversas. Esse administra, aquele ensina, outro tece o fio e outro ainda lavra o campo. Muitas criaturas amparam os doentes e outras muitas protegem as crianças. Por isso mesmo, na Casa do Bendito das Alturas recomenda vos seja transmitida unicamente esta simples mensagem: "sempre que não puderdes auxiliar-vos uns aos outros, não vos queixeis de ninguém".


pelo Espírito Meimei - Livro: Somente Amor – Psicografia: Francisco C. Xavier – Espíritos: Maria Dolores e Meimei.

Lembrando Bezerra...



Um dia, perguntei ao Dr. Bezerra de Menezes, qual foi a sua maior felicidade quando chegou ao plano espiritual. Ele respondeu-me:
- A minha maior felicidade, meu filho, foi quando Celina, a mensageira de Maria Santíssima, se aproximou do leito em que eu ainda estava dormindo, e, tocando-me, falou, suavemente: - Bezerra, acorde, Bezerra!
Abri os olhos e vi-a, bela e radiosa.
— Minha filha, é você, Celina?!
— Sim, sou eu, meu amigo. A Mãe de Jesus pediu-me que lhe dissesse que você já se encontra na Vida Maior, havendo atravessado a porta da imortalidade. Agora, Bezerra, desperte feliz.
Chegaram os meus familiares, os companheiros queridos das hostes espíritas que me vinham saudar. Mas, eu ouvia um murmúrio, que me parecia vir de fora.
Então, Celina, me disse:
— Venha ver, Bezerra.
Ajudando-me a erguer-me do leito, amparou-me até uma sacada, e eu vi, meu filho, uma multidão que me acenava, com ternura e lágrimas nos olhos.
— Quem são, Celina? — perguntei-lhe — não conheço a ninguém. Quem são?
São aqueles a quem você consolou, sem nunca perguntar-lhes o nome. São aqueles Espíritos atormentados, que chegaram às sessões mediúnicas e a sua palavra caiu sobre eles como um bálsamo numa ferida em chaga viva; são os esquecidos da terra, os destroçados do mundo, a quem você estimulou e guiou. São eles, que o vêm saudar no pórtico da eternidade…
E o Dr. Bezerra concluiu:
- A felicidade sem lindes existe, meu filho, como decorrência do bem que fazemos, das lágrimas que enxugamos, das palavras que semeamos no caminho, para atapetar a senda que um dia percorreremos.



Extraído do Livro "O Semeador de Estrelas"
de Suely Caldas Schubert.

A Função dos Pais...


Tarefas Construtivas

O chamado selvagem permitia ao filho o desenvolvimento pleno permitindo que ele realizasse as tarefas do cotidiano.

A sociedade, do chamado civilizado, muitas vezes prejudica o desenvolvimento do ser esquecendo que aprendemos fazendo. Excesso de teoria, pouca utilização das mãos na construção de tarefas úteis, falta de participação dos pais na vida do filho, falta de paciência para permitir que a criança consiga o seu desenvolvimento participando integralmente da vida no lar; aprendendo através do ensaio erro, causam os grandes problemas da nossa sociedade atual. O século XX é difícil; James Colleman, no seu livro "Comportamento anormal", diz que poderíamos chamá-lo de "século da angústia". Falta exatamente a família atuante auxiliando o indivíduo na manipulação e domínio da energia condensada no que convencionamos chamar de matéria densa.

A vida sedentária das crianças em frente do computador ou da televisão; a vida inexpressiva e monótona na repetição de exercícios físicos que não permitem a criatividade; a vida em apartamentos que impedem o plantar, regar, lidar com a Terra, como que limita a capacidade do raciocínio. As tarefas são dadas "mastigadas" para os filhos.

Partindo desse raciocínio deduzimos quais as tarefas que podem desenvolver a criatividade, construir o raciocínio infantil. São as dinâmicas e participativas.

Um aniversário no lar é possibilidade construtivista se os pais permitirem a criança participar intensamente.

A criança pode pintar ou desenhar os convites; mesmo que não fiquem uniformes com os comprados, o valor é muito maior porque é produto da utilização dos recursos mentais do educando. As que já sabem escrever podem construir uma pequena mensagem.

As crianças podem ajudar a pensar em como será o bolo, os doces, a planejá-los e fazê-los. Noção de tempo, espaço, quantidade, nutrição, economia, planejamento com início, meio e fim das tarefas, permitirão aos educandos a dilatação mental.

A lista dos convidados, a manufatura de pequenas lembranças, a arrumação da casa, mostrarão também que só nos desenvolvemos em equipe; a união faz a força.

Um lanche para receber os amiguinhos também é possibilidade de desenvolvimento do homem integral. Bater um bolo, auxiliar a mãe batendo as claras, passar manteiga nos sanduíches, inventar sanduíches, criar menus, tirar fotografias e depois organizá-las no álbum, permitem a organização do pensamento e a valorização da família e dos amigos.

Organizar teatrinhos, inventar diálogos, inventar histórias, fazer um jornalzinho no bairro ou no prédio de apartamentos; pegar o ônibus com um grupo de amigos e ir a um museu ou a um Shopping, são atividades produtivas na formação do indivíduo.

Os pais precisam conversar muito e muito com os filhos, conversas alegres, esclarecedoras, de amigos e irmãos, os laços do amor se solidificam.

Se a realização das tarefas é produto da maturidade, elas auxiliam o indivíduo a um desenvolvimento maior.

Arrumar a mala para uma viagem; saber que roupa levar. Ajudar a escolher o lugar onde vai passar as férias, entender a possibilidade de ir ou não a um determinado lugar, compreender as possibilidades econômicas da família, fazem parte do amadurecimento do indivíduo.

Hoje a educação é às vezes deseducação, bitolação, impedimento ao desenvolvimento.

A escola, que é um capítulo à parte, é considerada a única responsável pela educação dos filhos. Pais cansados, preocupados apenas com a sobrevivência, esquecem que somos muito mais do que vegetais e animais irracionais e de que nossas crianças precisam de amor e não apenas de alimento e da informação conseguida nas escolas. Precisam de formação, de exemplificação, da família, de tempo para a brincadeira, de lazer.

Alguns pais pensam que vão fazer dos seus filhos superprofissionais e os massacram com cursos e cursos. Não sobra tempo para pensar, criar, organizar o pensamento. É uma maratona que vai criar cansados, desanimados, estressados.

O caminho do meio é o correto. Todo excesso é prejudicial. Necessário é respeitar a infância da criança como a fase importante para a adaptação ao mundo e à sociedade.

Criança amada, respeitada, criativa, provavelmente será um indivíduo que ama, que auxilia a sociedade, que produz, que cresce e que faz crescer.

Tarefas construtivas são aquelas que desenvolvem o ser na capacidade de fazer, compreender o que faz e usa os recursos utilizados em uma tarefa para facilitar a realização de outras (tarefas).

Preocupando-nos apenas com a criação de indivíduos relativamente informados, instruídos, mas não formados, não plenamente desenvolvidos na compreensão da finalidade da existência, continuaremos a construir uma sociedade carente, desajustada, na qual cada elemento tenta viver apenas para ele mesmo; o egoísmo, o orgulho, a incompreensão da nossa dignidade, indestrutibilidade, continuarão com a violência, o crime, as crianças de rua, o desemprego, a dor.

O comodismo dos pais tem dado péssimo resultados. É preciso mudar, entender que a tarefa mais importante dos pais é criar homens de bem, capazes de amar o próximo como a si mesmo; precisam então estender esse amor a si próprios, na compreensão do nosso futuro luminoso...


Heloísa Pires - fonte: Correio Fraterno do ABC - novembro de 1997.



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