O que te faz melhor 2...


Com base no post anterior, lembrei-me de uma afirmação do Livro dos Espíritos que, já há 151 anos, falava com outras palavras o mesmo que o sábio Dalai Lama expressa nos dias de hoje.


Mais uma prova que, como também temos em o Livro dos Espíritos, os grandes e iluminados espíritos tem o pensamento uniforme, com idéias nobres e sábias, sendo divulgadas em vários locais e épocas com a mesma mensagem e em sintonia com as leis de Deus.

Segue abaixo o texto transcrito:

O Livro dos Espíritos, questão 842: Por que indícios se poderá reconhecer, entre todas as doutrinas que alimentam a pretensão de ser a expressão única da verdade, a que tem o direito de se apresentar como tal?

Será aquela que mais homens de bem e menos hipócritas fizer, isto é, pela prática
da lei de amor na sua maior pureza e na sua mais ampla aplicação
. Esse o sinal por que reconhecereis que uma doutrina é boa, visto que toda doutrina que tiver por efeito semear a desunião e estabelecer uma linha de separação entre os filhos de Deus não pode deixar de ser falsa e perniciosa.”


Será que o Dalai Lama já leu o Livro dos espíritos????

Muita paz para todos

O que te faz melhor...


Narra-se que Leonardo Boff, num intervalo de uma conversa de mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, perguntou ao Dalai Lama:

Santidade, qual a melhor religião?

O teólogo confessa que esperava que ele dissesse: É o budismo tibetano. Ou são as religiões orientais, muito mais antigas que o cristianismo.

O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, olhou seu inquiridor bem nos olhos, desconcertando-o um pouco, como se soubesse da certa dose de malícia na pergunta, e afirmou:


"A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor."
Para quem sabe sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, Boff voltou a perguntar:

O que me faz melhor?

Aquilo que te faz mais compassivo; aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável...

A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião...

Boff confessa que calou, maravilhado, e até os dias de hoje ainda rumina a resposta recebida, sábia e irrefutável.

O Dalai Lama foi ao cerne da questão: a religião deve nos ser útil para a vida, como promotora de melhorias em nossa alma.

Não haverá religião mais certa, mais errada, mas sim aquela que é mais adequada para as necessidades deste ou daquele povo, desta ou daquela pessoa.

Se ela estiver promovendo o Espírito, impulsionando-o à evolução moral e estabelecendo este laço fundamental da criatura com o Criador – independente do nome que este leve – ela será uma ótima religião.

Ao contrário, se ela prega o sectarismo, a intolerância e a violência, é óbvio que ainda não cumpre adequadamente sua missão como religião.

O eminente Codificador do Espiritismo, Allan Kardec, quando analisou esta questão, recebeu a seguinte resposta dos Espíritos de luz:

Toda crença é respeitável quando sincera, e conduz à prática do bem. As crenças censuráveis são as que conduzem ao mal.

Desta forma, fica claro mais uma vez que a religião, por buscar nos aproximar de Deus, deve, da mesma forma, nos aproximar do bem, e da sua prática cotidiana.

Nenhum ritual, sacrifício, nenhuma prática externa será proveitosa, se não nos fizer melhores.

Deveríamos empreender nossos esforços na vida para nos tornarmos melhores.

Investir em tudo aquilo que nos faz mais compreensivos, mais sensíveis, mais amorosos, mais responsáveis.

A melhor Doutrina é a que melhor satisfaz ao coração e à razão, e que mais elementos tem para conduzir o homem ao bem.

* * *

Gandhi afirmava que uma vida sem religião é como um barco sem leme.

Certamente todos precisamos de um instrumento que nos dirija. Assim, procuremos aquela religião que nos fale à alma, que nos console e que nos promova como Espíritos imortais que somos.

Transmitamos às nossas crianças, desde cedo, esta importância de manter contato com o Criador, e de praticar o bem, acima de tudo.


Redação do Momento Espírita com base no item 838 de O livro dos espíritos, no item 302 de O livro dos médiuns, ambos de Allan Kardec, ed. Feb e no livro Espiritualidade, um caminho de transformação,de Leonardo Boff, ed. Sextante.
Em 26.06.2008.

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A Porta Estreita

Amados e Amáveis...


Todos desejamos ser amados. Mas será que já compreendemos a necessidade de sermos amáveis?

A História nos conta que todos os que foram hóspedes de Theodore Roosevelt, o Presidente americano, ficaram espantados com a extensão e a diversidade dos seus conhecimentos.

Fosse um vaqueiro ou um domador de cavalos, um político ou diplomata, Roosevelt sabia o que lhe dizer.

E como fazia isso? A resposta é simples:

Todas as vezes que ele esperava um visitante, passava acordado até tarde, na véspera, lendo sobre o assunto que sabia interessar particularmente àquele hóspede.

Porque Roosevelt sabia, como todos os grandes líderes, que a estrada real para o coração de um homem é lhe falar sobre as coisas que ele mais estima.

O ensaísta e outrora professor de literatura em Yale, William Phelps, aprendeu cedo esta lição.

Narra a seguinte experiência:

Quando tinha oito anos de idade, estava passando um final de semana com minha tia.

Certa noite chegou um homem de meia idade que, depois de uma polida troca de gentilezas, concentrou sua atenção em mim.

Naquele tempo, andava eu muito entusiasmado com barcos, e o visitante discutiu o assunto, de tal modo, que me deu a impressão de estar particularmente interessado no mesmo.

Depois que ele saiu, falei vibrante: Que homem!

Minha tia me informou que ele era um advogado de Nova York, que não entendia coisa alguma sobre barcos, nem tinha o menor interesse no assunto.

Mas, então, por que falou todo o tempo sobre barcos?

Porque ele é um cavalheiro. Viu que você estava interessado em barcos, e falou sobre coisas que lhe interessavam e lhe causavam prazer. Fez-se agradável!

Inspirados nessas duas ricas experiências, indagamos: será que nos esforçamos para nos tornarmos agradáveis aos outros?

Será que encontramos neste mundo cavalheiros com tais características de altruísmo e polidez?

São raros, infelizmente. Por isso, a lição nos mostra mais um caminho para a verdadeira caridade, ou mais uma sutil nuança desta virtude.

Se desejamos ser amados, obviamente que precisamos nos esforçar para sermos amáveis!

A amabilidade é esta qualidade ou característica de quem é amável, por definição.

É ser polido, cortês, afável. É agir com complacência.

Allan Kardec, ao estudar a afabilidade e a doçura, na obra O Evangelho segundo o Espiritismo, conclui:

A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são a sua manifestação.

* * *

Não será porque sorrias a todo instante que conseguirás o milagre da fraternidade. A incompreensão sorri no sarcasmo e a maldade sorri na vingança.

Não será porque espalhes teus ósculos com os outros que edificarás o teu santuário de carinho. Judas, enganado pelas próprias paixões, entregou o Mestre com um beijo.

Por outro lado, não é porque apregoas a verdade, com rigor, que te farás abençoado na vida.

Na alegria ou na dor, no verbo ou no silêncio, no estímulo ou no aviso, acende a luz do amor no coração e age com bondade.

Cultiva a brandura sem afetação. E a sinceridade, sem espinhos. Somente o amor sabe ser doce e afável (...).


Redação do Momento Espírita com base no cap. 6, pt. 2, do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dalle Carnegie, ed. Companhia Nacional; no item 6, do cap. IX do livro O evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb e no cap. Afabilidade e doçura, do livro Escrínio de luz, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. O clarim.
Em 25.06.2008.

Presença de André Luiz...


DIRETRIZES INDIVIDUAIS NOS GRUPOS

Se você foi chamado a cooperar num grupo de atividade cristã, agradeça as oportunidades de servir e esqueça seus direitos imaginários para que a luz do dever resplandeça em seu caminho.

Pagar mensalidade do estilo e colaborar com dinheiro não é difícil; dê o concurso direto de suas forças na obra a realizar.

Guarde para seus companheiros a gentileza de que se sente credor diante deles; a cordialidade é alicerce da paz.

Antes de exigir novas manifestações dos amigos espirituais, não deixe de manifestar, por sua vez, através de atos, palavras e pensamentos, os sublimes valores que já recebeu; se o intercâmbio com o plano invisível é agradável, o trabalho da experiência humana é iminentemente importante.

Aplique os ensinamentos evangélicos no serviço diário a que consagra o coração; se você não está interessado em espiritualizar-se, é inútil que as entidades superiores se sacrifiquem por sua causa.

Não use a crítica, nem a reprovação, faça o bem que estiver ao seu alcance, porque o problema não é o de repetir – “se fosse comigo faria assim” – mas de imprimirmos nossas obrigações pessoais à frente do Cristo.

Não perca tempo reclamando contra a ingratidão, procurando o espinho ou medindo as pedras da estrada; lembre-se de que o seu grupo é também uma orquestra convocada a executar o serviço de Jesus para a Harmonia Divina da vida e, se você não usar o instrumento que lhe compete com a eficiência devida, a música viverá sempre desafinada.


pelo Espírito André Luiz - Do livro Cartas do coração. Psicografia de Francisco Cândido Xavier


A Indulgência...


A indulgência é esse sentimento doce e fraternal que todo homem deve alimentar para com seus irmãos, mas do qual bem poucos fazem uso.

A indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los.

Ao contrário, oculta-os, a fim de que se não tornem conhecidos senão dela unicamente.

E, se a malevolência os descobre, tem sempre pronta uma escusa para eles, escusa plausível, séria, não das que, com aparência de atenuar a falta, mais a evidenciam com pérfida intenção.

A indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para prestar um serviço.

Mas, mesmo neste caso, tem o cuidado de os atenuar tanto quanto possível.

Não faz observações chocantes, não tem nos lábios censuras. Apenas conselhos e, as mais das vezes, velados.

Ao fazer uma crítica qualquer, ela sempre irá pensar antes: que conseqüência se há de tirar destas palavras?

Homens! Quando será que julgareis os vossos próprios corações, os vossos próprios atos, sem vos ocupardes com o que fazem vossos irmãos?

Quando só tereis olhares severos sobre vós mesmos?

Sede severos para convosco, indulgentes para com os outros.

Lembrai-vos de que, talvez, tenhais cometido faltas mais graves.

Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita.

Eis mais uma virtude fundamental para aqueles de nós que desejamos viver a Nova Era, a era do bem.

A indulgência não se entende por conivência com a coisa errada, de forma alguma, mas, de uma forma benevolente, de tratar a alma equivocada.

Nossa severidade excessiva com os outros pouco resolve. E, pelo contrário, esta ferocidade em nosso julgamento só nos tem trazido prejuízos morais.

Quase sempre nossa crítica, nossa condenação, não visa o bem do outro, mas sim uma satisfação desequilibrada em simplesmente falar mal, ou condenar.

Mecanismo psicológico de projeção, muitas vezes nos mostra no outro aquilo que detestamos em nós, e como fuga desastrosa, ao acusar, imaginamos que podemos nos livrar do mal intrínseco à nossa alma enferma.

Acusar por acusar nunca nos trará o bem que desejamos, a paz que anelamos tanto.

A maledicência é provocadora de prazer mórbido que atesta deficiência de caráter humano.

Sejamos assim, indulgentes, da mesma forma que o Criador o é sempre conosco, vendo o que temos de bom, e sempre nos dando novas chances de acertar após nossos erros.

Reforçar o erro de outrem é valorizar o negativo. É dar-lhe um destaque maior do que o necessário.

A indulgência é caridade, é compreensão e perdão.

* * *

O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade, que consistem em ver cada um apenas superficialmente os defeitos de outrem, e esforçar-se por fazer que prevaleça o que nele há de bom e virtuoso.

Embora o coração humano seja um abismo de corrupção, sempre há, nalgumas de suas dobras mais ocultas, o gérmen de bons sentimentos, centelha vivaz da essência espiritual.


Redação do Momento Espírita com base no cap. X, itens 16 a 18 do livro O evangelho segundo o Espiritismo,de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 23.06.2008.

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"o Espírito dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no homem"
Leon Denis

Os bons morrem cedo...


Quando morre alguém, cuja reputação é de bondade e desprendimento, ouve-se muitos lamentos.

Frases como: Que pena, era tão bom!, somam-se a outras do tipo: Os bons vão primeiro. Os bons Deus deseja para si. Os maus ficam por aqui mesmo.

Se morre um vizinho a quem estimamos, exclamamos: Por que ele? Antes fosse Fulano, que é tão perverso.

Quando uma personalidade, cujo conceito é de maldade, até crueldade, escapa de um perigo, de um atentado, logo falamos: Se fosse um homem de bem teria morrido.

Reflexionemos a respeito dessas nossas reações. Será possível que Deus se engane em Suas deliberações?

Será verdadeiro que os bons morrem antes, permanecendo os maus para prosseguirem sua escalada de desatinos?

Basta uma breve observação e logo descobriremos que isso não é real. Se assim fosse, convenhamos, o Mundo estaria bem pior.

Ademais, todos os dias morrem pessoas jovens, que se permitiram abraçar pela droga ou se acumpliciaram com a imprudência, desaparecendo em acidentes diversos.

Quantas vezes já ouvimos as notícias da morte de astros e estrelas, no auge da juventude, da madureza e da fama?

Ao lado deles morrem sim, todos os dias, seres anônimos, bons e maus.

Estudiosos, dedicados, arrimos de família ou simplesmente criaturas que nada contribuíram para a felicidade de quem quer que seja, antes pela infelicidade.

Em verdade, salvo os casos de suicídio direto ou indireto, ninguém morre antes do tempo programado.

Aquele que parte concluiu a sua tarefa, enquanto o que permanece, por vezes, mal a iniciou.

É coerente que o primeiro se liberte e o segundo prossiga na carne.

Se um prisioneiro cumpriu toda sua pena, justo que possa gozar da liberdade.

E para o Espírito, a verdadeira liberdade consiste no rompimento dos laços que o prendem ao corpo.

Quando são pessoas do nosso convívio afetivo, normalmente, as vemos como as melhores do Mundo, sem defeito algum.

Por isso, quando se vão para o outro lado da vida, achamos que foram antes do tempo.

Entretanto, a Justiça de Deus jamais falha e tudo está correto.

É assim que temos sempre entre nós Espíritos dedicados. Lembramos do médium mineiro Francisco Cândido Xavier.

Serviu a Humanidade, sendo o medianeiro dos Espíritos. Corações de pais, esposos, irmãos, amigos, namorados foram consolados pelas mensagens dos seus amores.

Mensagens vindas através das mãos da sua mediunidade.

Madre Teresa de Calcutá morreu aos 87 anos de idade. Desde a juventude dedicou-se aos pobres mais pobres, espalhando suas Casas de Caridade pelo Mundo afora.

Como eles, outras tantas vidas envelhecem no Mundo servindo ao semelhante.

Habituemo-nos a não censurar o que não podemos compreender. Muitas vezes, o que nos parece um mal é um bem.

E somente as nossas faculdades limitadas não nos permitem perceber.

Francisco Cândido Xavier psicografou mais de quatro centenas de livros.

Esses livros, publicados e republicados, em vários idiomas, continuam consolando, esclarecendo, alevantando vidas.

Madre Teresa de Calcutá deixou um legado de amor, no Mundo, com suas Casas de Caridade espalhadas por quase todos os países.

Tiveram longos anos na Terra. Mensageiros de Deus, espalharam o bem que vivenciaram todos os dias.


Redação do Momento Espírita.

Mensagens em imagens...


"Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco"(Joao, 10:16)


Quebrando preconceitos

Rótulos...


O nosso planeta é habitado por vários tipos de criaturas, e entre elas os seres humanos. Plantas e animais apenas vivem. Agem e reagem sobre o meio-ambiente, guiados apenas pelos instintos. Mas o homem existe e pode modificar a sua existência, atuar em seu meio, modificando-o. À medida que o homem evolui ele não apenas existe, mas transcende à própria existência

A complexidade das estruturas psíquicas do homem, faz com que ele reaja positiva ou negativamente diante dos estímulos externos, mediante o seu livre-arbítrio.

Dessas reações, decorrem as demonstrações de força ou fraqueza, coragem ou covardia, fé ou descrença, amor ou ódio, altruísmo ou egoísmo, humildade ou orgulho.

Um dos hábitos enraizados, profundamente, nos homens é o de rotular coisas, situações e pessoas. Rotula-se pessoas com dificuldades de raciocínio, de retardadas. Rotula-se os deficientes físicos de incapacitados. Rotula-se ricos, pobres, bonitos, feios, bêbados, homossexuais, prostitutas, negros, heróis, bandidos e tantos rótulos que se torna impossível enumerá-los.

É ruim rotular, porque esquecemos que por traz dos rótulos existem pessoas que amam, odeiam, choram, riem, possuem toda uma gama de sentimentos e qualidades próprias dos seres humanos.

Transpondo essa mesma situação para o movimento espírita, vemos que não estamos livres do impulso de rotular. Idéias divergentes são rotuladas de “movimentos paralelos” (infelizmente linhas paralelas não se encontram nunca). Os que se dedicam ao estudo da ciência espírita, são classificados como científicos. Religiosos, são os que aceitam o espiritismo como religião. Os que preferem tê-lo como filosofia não religiosa, são denominados “laicos”.

Rotulamos de obsessores os espíritos que atuam maleficamente sobre as pessoas. Obsedados são os que sofrem esse assédio. Por traz do rótulo de obsessor identificamos o espírito maldoso, vingativo, esquecidos de que ele pode ter razões ponderáveis, para agir desta maneira, e ainda não é capaz de perdoar. Ele pode odiar alguém e obsidiá-lo, mas pode ser que ame muitos outros. O obsedado, quando não é rotulado de pobre vítima, é classificado como caráter frágil, ou espírito endividado.

Não estamos justificando a existência de obsedados e obsessores, nem estamos iludidos a ponto de julgar que não existam espíritos maus, porém lembrando a todos que o rótulo serve para classificar certas coisas, mas nem sempre refletem toda a realidade.

Felizmente o Espiritismo está acima de rótulos e tendências, teorias ou práticas, pois ele é a própria vida. É o amor que se faz presente, se materializa entre nós para nos iluminar.

Lembremo-nos que o rótulo é frio, estático, inclemente. Por isso temos que lutar contra a nossa tendência de tudo rotular, colocando mais amor e compreensão em nossos julgamentos. O mesmo amor e compreensão que desejamos para nós mesmos.

Amilcar Del Chiaro Filho


Emmanuel conosco...


R E N O V A Ç Ã O

As revelações dos Espíritos convidam naturalmente a ideais mais elevados, a propósitos mais edificantes.

Para as inteligências realmente dispostas à renunciação da animalidade, são elas sublime incentivo à renovação interior, modificando a estrutura fluídica do ambiente mental que lhes é próprio.

Se a civilização exige o desbravamento da mata virgem, para que cidades educadas surjam sobre o solo e para que estradas se rasguem soberanas, é indispensável a eliminação de todos os obstáculos, à custa do sacrifício daqueles que devotam ao apostolado do progresso.

A Humanidade atual, em seu aspecto coletivo, considerada mentalmente, ainda é a floresta escura, povoada de monstruosidades.

Se nos fundamentos evolutivos da organização planetária encontramos os animais pré-históricos, oferecendo a predominância do peso e da ferocidade sobre quaisquer outros característicos, nos alicerces da civilização do espírito ainda perseveram os grandes monstros do pensamento, constituídos por energias fluídicas, emanadas dos centros de inteligência que lhes oferecem origem.

Temos, assim, dominando ainda a formação sentimental do mundo, os mamutes da ignorância, os megatérios da usura, os iguanodontes da vaidade ou os dinossauros da vingança, da barbárie, da inveja ou da ira.

As energias mentais do habitantes da Terra tecem o envoltório que os retém à superfície do Globo. Raros são aqueles cuja mente vara o teto sombrio com os raios de luz dos sentimentos sublimados que lhes fulguram no templo íntimo.

O pensamento é o gerador dos infracorpúsculos ou das linhas de força do mundo subatômico, criador de correntes de bem ou de mal, grandeza ou decadência, vida ou morte, segundo a vontade que o exterioriza e dirige. E a moradia dos homens ainda está mergulhada em fluidos ou em pensamentos vivos e semicondensados de estreiteza espiritual, brutalidade, angústia, incompreensão, rudeza, preguiça, má-vontade, egoísmo, injustiça, crueldade, separação, discórdia, indiferença, ódio, sombra e miséria...

Com a demonstração da sobrevivência da alma, porém, a consciência humana adquire domínio sobre as trevas do instinto, controlando a corrente dos desejos e dos impulsos, soerguendo as aspirações da criatura para níveis mais altos.

Os corações despertados para a verdade começam a entender as linhas eternas da justiça e do bem. A voz do Cristo é ouvida sob nova expressão na mais profunda acústica da alma.

Quem acorda converte-se num ponto de luz no serro denso da Humanidade, passando a produzir fluidos ou forças de regeneração e redenção, iluminando o plano mental da Terra para a conquista da vida cósmica no grande futuro.

Em verdade, pois, nobre é a missão do Espiritismo, descortinando a grandeza da universalidade divina à acanhada visão terrestre; no entanto, muito maior é muito mais sublime é a missão do nosso ideal santificante com Jesus para o engrandecimento da própria Terra, a fim de que o Planeta se divinize para o Reino do Amor Universal.

EMMANUEL
(Do livro “Roteiro”, Francisco Cândido Xavier)

Você é o que deseja ser...


João era um importante empresário. Morava em um
apartamento de cobertura, na zona nobre da cidade.
Ao sair pela manhã, deu um longo beijo em sua amada, fez
sua oração matinal de agradecimento a Deus pela sua vida, seu trabalho
e suas realizações.
Tomou café com a esposa e os filhos e os deixou no
colégio. Dirigiu-se a uma das suas empresas.
Cumprimentou todos os funcionários com um sorriso. Ele
tinha inúmeros contratos para assinar, decisões a tomar, reuniões com
vários departamentos, contatos com fornecedores e clientes.
Por isso, a primeira coisa que falou para sua secretária,
foi: "calma, vamos fazer uma coisa de cada vez, sem stress."
Ao chegar a hora do almoço, foi curtir a família. À tarde,
soube que o faturamento do mês superara os objetivos e mandou anunciar
a todos os funcionários uma gratificação salarial, no mês seguinte.
Conseguiu resolver tudo, apesar da agenda cheia. Graças a
sua calma, seu otimismo.
Como era sexta-feira, João foi ao supermercado, voltou
para casa, saiu com a família para jantar.
Depois, foi dar uma palestra para estudantes, sobre motivação.
Enquanto isso, Mário em um bairro pobre de outra capital,
como fazia todas as sextas-feiras, foi ao bar jogar e beber.
Estava desempregado e naquele dia recusara uma vaga como
auxiliar de mecânico, por não gostar do tipo de trabalho.
Mário não tinha filhos, nem esposa. A terceira companheira
partira, cansada de ser espancada e viver com um inútil.
Ele morava de favor, num quarto muito sujo, em um porão.
Naquele dia, bebeu, criou confusão, foi expulso do bar e o mecânico
que lhe havia oferecido a vaga em sua oficina, o encontrou estirado na
calçada.
Levou-o para casa e depois de passado o efeito da
bebedeira, lhe perguntou por que ele era assim: "sou um desgraçado",
falou. "meu pai era assim. Bebia, batia em minha mãe.
Eu tinha um irmão gêmeo que, como eu, saiu de casa depois
que nossa mãe morreu. Ele se chamava João. Nunca mais o vi. Deve estar
vivendo desta mesma forma."
Na outra capital, João terminou a palestra e foi
entrevistado por um dos alunos: "por favor, diga-nos, o que fez com
que o senhor se tornasse um grande empresário e um grande ser humano?"
Emocionado, João respondeu: "devo tudo à minha família.
Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não
parava em emprego algum. Quando minha mãe morreu, saí de casa,
decidido que não seria aquela vida que queria para mim e minha futura
família. Tinha um irmão gêmeo, Mário, que também saiu de casa no mesmo
dia. Nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma."
***
O que aconteceu com você até agora, não é o que vai definir o
seu futuro, e sim a maneira como você vai reagir a tudo que lhe
aconteceu.
Não lamente o seu passado. Construa você mesmo o seu
presente e o seu futuro.
Aprenda com seus erros e com os erros dos outros.
O que aconteceu é o que menos importa. Já passou.
O que realmente importa é o que você vai fazer com o que
vai acontecer.
E esta é uma decisão somente sua. Você decide o seu dia de
amanhã. De tristeza ou de felicidade. De coisas positivas ou de
amargura, sem esperança.
Pense nisso! Mas pense agora!
Equipe de Redação do Momento Espírita

Perguntas dos amigos...


"Estou iniciando a exposição doutrinária espírita e necessito desenvolver o tema "Muitos os chamados e poucos os escolhidos" - Cap. XVII do Evangelho Seg. o Espiritismo. Solicito a gentileza de enviar sugestões para a palestra de 40 minutos.
Muito Grato."

----

____________, bom dia.

Desculpe a demora em responder a sua mensagem mas estava em viagem e apenas cheguei ontem, por isso ainda estou colocando os emails em dia.

Este tema é muito interessante, inclusive já fiz uma abordagem sobre ele que pode ser de alguma utilidade para você, ela pode ser encontrada no endereço abaixo:
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/muitos_os_chamados.mp3

no meu entender uma das coisas que devemos deixar mais claras quando abordamos este tema é que Deus não escolhe ninguém, ao contrário, nós fazemos as escolhas diariamente. temos oportunidades de ir abrindo a porta larga ou estreita e fazemos a nossa escolha.

sempre busco apresentar meus temas de modo a não criar um sentimento de culpa ou pesar nas pessoas, mas deixando sempre claro a participação que nós temos em nossa própria melhoria, esclarecendo que somos herdeiros do que fazemos. precisamos entender que quando o mestre afirmou que "muito se pedirá" nos exorta a assumirmos a responsabilidade, afinal, com certeza esta não é a primeira reencarnação que tentamos trabalhar a seu serviço, nem será a última em que caímos muitas vezes devido as nossas falhas. todos nós temos falhas, o mais importante é o sentimento e a determinação em vencê-las. Algumas pessoas tentam vender a imagem que Doutrina Espírita é apenas pensamento positivo e tudo ficará ok. na minha opinião Doutrina Espírta é fonte de esclarecimento para conhecermos os porquês e praquês dos sofrimentos diversos que passamos nesta escola, e para nos lembrar do caminho certo que nos guia para a felicidade - o amor e a caridade, sentidos, vividos e praticados principalmente para com o próximo; já dizia o evangelista "o amor cobre a multidão" de nossos erros tão constantes; o amor em forma de trabalho e auxílio.

a consciência de que temos um compromisso maior e uma responsabilidade "social" em sermos coerentes com a nossa posição é também um dos pontos a ser abordados, afinal muitos podem dizer "senhor, senhor" e poucos agirem com ele no coração.

nossas obras devem falar por nós. mesmo muitas vezes quando estamos em silencio as obras revelam-se e terminam por esclarecer alguns enganos e erros que as pessoas podem cometer para conosco. todos somos julgados e medidos pelas pessoas que nos cercam, e nem sempre são medidas justas e corretas, o que no mais das vezes nos entristece. mas devemos buscar semear o melhor que pudermos para colhermos o resultado. Pelos frutos se reconhecerá a árvore.

sejamos nós esta árvore frondosa que oferece frutos a todos, mesmo aqueles que tentam derrubá-los com pedradas.

Estou sempre as ordens para tentar auxiliar no que for possível.

Muita paz para você.

Comentários Pessoais...


Muita paz para todos!

Os amigos que me visitam constantemente aqui no blog devem ter percebido que durante os últimos dias estive um pouco fora do ar, e agora esclareço que foi por dois motivos distintos:

1)na última semana por motivo de uma viagem a trabalho, o que me toma algum tempo e no mais das vezes não tenho acesso a internet nos hotéis em que fico, o que impossibilita a atualização do Blog.

2)na semana anterior por motivo de dar um tempo maior ao post em que solicito auxílio para o Abrigo São Francisco de Assis, o qual está passando por um período muito difícil e necessitando de grande ajuda.

Neste período alguns fatos que ocorreram me chamaram a atenção e me levaram a filosofar um pouco. E mesmo sem "dar nomes aos bois" acho interessante dividir algumas das minhas conclusões com vocês.

Antes de continuar quero lembrar, mais uma vez, que as colocações aqui expostas são minhas; e não da Doutrina Espírita, e o que houver de erro ou ruim nelas é de minha resposabilidade e nunca da Doutrina, que somente nos ensina o amor e a caridade. Infelizes de nós que ainda não aprendemos a vivê-la em sua plenitude. mas, um dia, certamente chegaremos lá.

Nós os humanos somos engraçados. E no mais das vezes egoistas. Sempre desejamos o melhor para nós e (as vezes) para os nossos; e, normalmente em qualquer situação, se estiver bom pra mim está tudo bem. A psicologia classifica-nos assim em um estado de consciência de sono. Aquela que ainda não despertou para o que existe além do nosso muro. E Joanna de Ângelis afirma que cerca de 95% das pessoas hoje ainda está neste nível de consciência.

Mesmo muitas das pessoas que habitam as searas espíritas, que pregam o amor, a caridade, a compreensão e coisas assim, quando levadas ao ponto de combate, o momento em que a necessidade pede ação, estancam e retrocedem ou desviam e saem da frente.

É muito importante salientar que vivemos em uma sociedade de achismos, se é que esta palavra existe; e todos acham que eu sou o que eu prego que sou, sem se preocupar com o que realmente eu tenho dentro de mim em valores do sentimento. E de tanto as pessoas acharem que sou, eu também termino achando aquilo de mim mesmo. E vendendo uma imagem que só existe no nível do achismo.

Todos trazemos uma "persona" dentro de nós que expomos diariamente, esperando que a sociedade compre as nossas aparencias e que não nos cobre os respaldos reais de nossa posição.

Mas a vida é uma constante mudança, e impreterivelmente nós teremos que, mais dia menos dia, colocar em prática o que a nossa persona afirma. E aí vem o desespero e a desilusão de percebermos que não temos nada daquilo em nós e que seremos desmascarados perante as pessoas que convivem conosco, por nós mesmos. Por nossas falácias, atos e compromentimentos que, ao final, não temos.

Incoenrência. Mentira. Fingimento. Mistificação. Podemos dar o nome que quisermos, ao ato que falarmos uma coisa e agirmos de outro modo.

Infelizmente a lei do "faça o que eu digo e não faça o que eu faço" ainda tem muito espaço na humanidade, nas lides espíritas. Muitos de nossos oradores, presidentes e destaques tem se mostrado portadores de uma santidade "de fachada", que se apresenta imaculada "por fora" e não tão perfeita por dentro; Mas eu acho que Jesus já havia falado nisso antes, em seu evangelho, não foi?

Como também nos advertiu que paltássemos nossas palavras em "sim, sim; não, não."

Coerência. Sintonia. Humildade. Verdade. Seja qual for o nome empregado este é o sentido das palavras do Rabí da galiléia, lembradas a todos nós pelo Espírito de Verdade.

Espíritas, meus irmãos, busquemos agir o mais possível de acordo com nossas convicções; ou se não conseguimos ainda, tenhamos a honestidade de admitir nossas falhas e que estamos em aprendizado. É normal de nosso atual estágio evolutivo. A espiritualidade não nos cobrará aquilo que ainda não estamos prontos para oferecer, portanto doemos o melhor de nós, que seja pouco mas que seja verdadeiro.

Coerência do discurso com a prática. No meu pequeno entender este é o grande desafio de agora. Já sabemos o que fazer e como fazer, resta-nos apenas nos prontificarmos a fazê-lo em nosso coração.

Sejamos nós os primeiros a dar o exemplo de verdade, caridade e humildade e união.

Muita Paz.


Emmanuel conosco...


DE VOLTA

Não reclames, nem te aflijas.
Trabalhe e segue adiante...

Não invejes quem caminha
como quem sonha a dormir.

Se alcançaste a realidade
reveste-a de paz e amor.

Nunca firas a ninguém,
mesmo quando alguém te agrida.

Ama, constrói, serve e segue.
De volta ao Lar, passo a passo.

Trabalho é o nosso caminho.
E o Lar nos espera em Deus.

EMMANUEL
(Do livro "Caminho" - Francisco Cândido Xavier)

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