Mensagens em imagens...



Família - Apoio na caminhada

As escolhas da nossa vida...


Vez ou outra verificamos que profissionais se transferem de um para outro local de trabalho.

Às vezes nos perguntamos se isso tem a ver somente com salários mais altos, mais vantagens econômicas.

E nos surpreendemos quando descobrimos que alguns, simplesmente mudam porque desejam desfrutar de melhor qualidade de vida.

Registramos depoimento de uma jornalista que, não faz muito tempo, se transferiu de emissora televisiva.


Diz que a vida real não são as conquistas efêmeras. Que marido, família, amigos são criaturas que estarão conosco, mesmo quando a empresa não mais fizer parte do nosso cotidiano.

Tendo recebido de sua mãe o conselho de se tornar independente, para não ficar dependendo de ninguém, deu ênfase total à sua carreira.

E nesse afã, relegou para segundo plano o lado emocional. Não se dera conta, então, que para conquistar o seu espaço, vencer como os homens e ter poder como eles, não precisava deixar o seu universo.

Descobriu, agora, que é possível incorporar os dois. Mas, para isso, é necessário ouvir a sua voz interior.

Há 18 anos ela não conseguia ir a um aniversário de amigos, nem jantar com a família.

Não via seu marido a semana toda. Chegava em casa às 2 da manhã. Ele acordava às 7.

Chegou a comprar um quadro branco e colocar no quarto. Ali deixava os recados antes de deitar e encontrava os do marido, ao se levantar.

Na sexta, ele a esperava. Ficavam juntos até às 4 da madrugada. Levantavam tarde no sábado.

E, num piscar de olhos, o sábado tinha acabado. Isso, às vezes. Porque em muitos finais de semana ela estava de plantão.

Foi por isso que ela decidiu largar um emprego excelente em troca de sua felicidade.

Não foi fácil. Foram noites de insônia e tensão. Chorou. Contudo, o apoio do marido a auxiliou a decidir.

Eles se conheceram há apenas 3 anos. Tudo foi muito rápido. Ela o entrevistou e conversaram um pouco, depois. Sobre trabalho, viagens.

Na semana seguinte, ela foi para a França. Em Paris, recebeu um telefonema, no hotel.

Era ele.

Você veio para um congresso? Perguntou.

Não, foi a resposta. Vim convidar você para jantar.

Quatro meses depois estavam casados.

É essa relação especial que ela deseja preservar. E aconselha: Em sua carreira, em suas conquistas, vá com calma. Deixe o homem participar de seu universo. E goste disso.

Encontre o seu ponto de equilíbrio e não tenha medo de lutar por seus sonhos.

A jornalista inclui em seus planos atuais, dedicação ao novo emprego, sem abrir mão da parte pessoal.

Pretende se tornar mãe.

Afirma que está feliz e consegue, hoje, depois de três anos de casada, ir ao cinema à noite com seu marido.

Você somente será feliz se o amor fizer parte da sua vida. Você pode amar a sua profissão, dedicar-se de forma total, conseguir sucesso e fama.

Poderá ter poder e dinheiro.

Mas, se não tiver alguém para amar e alguém que o ame, não se sentirá verdadeiramente realizado.

Ninguém vive sem amor. Amor de esposa, irmã, de uma mãe. O carinho de amigos. A ternura de alguém.

Um momento para amar. Uma criança. Um idoso.

Um momento para receber a gratidão, o carinho.

O amor é condimento indispensável à vida.


Redação do Momento Espírita com base em depoimento da jornalista Ana Paula Padrão, intitulado As escolhas da nossa vida.



Palestras Espíritas...



Eu tenho outras ovelhas



Enquanto o vento sopra

Missão Cumprida...


Estampa uma matéria da folha online o seguinte título:
Menina anencéfala morre com 1 ano e 8 meses em Franca (SP)


A qual reproduzimos abaixo:

A menina Marcela de Jesus, de 1 ano e 8 meses, morreu na noite de sexta-feira (1º), em Franca (398 km de São Paulo). A criança, que nasceu sem o cérebro e surpreendeu os médicos pelo tempo de vida, sofreu uma parada cardíaca por volta das 22h.

De acordo com a pediatra de Marcela, Márcia Beani Barcellos, a menina estava bem na manhã de ontem, até a mãe perceber um problema respiratório após alimentar a criança, por meio de uma sonda. Encaminhada à Santa Casa de Patrocínio Paulista (411 km de São Paulo), os médicos detectaram que a criança tinha aspirado o leite, comprometendo o funcionamento de um dos pulmões.

No início da tarde, Marcela foi transferida à Santa Casa de Franca, onde foi encaminhada para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para que pudesse respirar com a ajuda de aparelhos. Ela, porém, não resistiu e morreu ao lado dos pais e da pediatra que a acompanhava.

O enterro da menina ocorreu por volta das 17h deste sábado, em Patrocínio Paulista.

Para Humberto Leal Vieira, presidente da ONG Pró-Vida e Pró-Família, o tempo que Marcela viveu foi suficiente para provar que a "criança anencéfala, realmente, não está morta no ventre da mãe". Mesmo lamentando a morte de Marcela, Vieira salienta que os quase dois anos de vida da menina "foram suficientes para que recebesse o carinho dos pais".


Esta pequena notícia, embora respeitosamente reidigida, não faz justiça ao tamanho da missão desempenhada por esta pequena criança em nossa sociedade.

Em um momento onde a terra se envontra descrente religiosa e cientificamente; onde a necessidade da crença em algo maior se faz mais presente que nunca; este pequeno ser nos mostrou que é possível contrariar as "certezas" humanas e vencer.

Não há como sabermos se o caso de Marcela foi uma prova ou expiação; quem sabe até uma missão divina? Mas comcerteza veio forçar uma renovação nos conceitos estabelecidos pelos "doutos e prudentes". Onde termina o cérebro? onde começa a mente? Existe o espírito?

Apenas podemos agradecer a esta pequena grande criança pela oportunidade de conscientizar a humanidade que a vida não se restringe as capacidades do vaso físico.

Muito Obrigado Marcela! Que deus te guie.

outras reportagens sobre o assunto:

Mãe diz que filha anencéfala foi "presente divino"

STF deve julgar aborto de anencéfalo até novembro

A História de Marcos...


Capítulo 3

No outro lado.

Aos poucos a escuridão foi desaparecendo; algumas luzes piscavam ao seu redor, mas muito embaçadas ainda para saber o que eram. Algumas vozes podiam ser ouvidas , mas sem poderem ser compreendidas ainda. Sua cabeça girava e seu corpo todo doía, principalmente a sua barriga e o peito. Respirava, mas ardia muito a respiração e só então ele pode perceber que, sem saber como, estava em pé e vagueando por entre as luzes e sons que ainda não podia discernir.

Sentiu-se fraco e caiu sentado no chão duro, o impacto fez com que seu corpo doesse mais e ele sentiu suas mãos arranharem-se no asfalto. Percebeu então que estava em uma rodovia e instintivamente se perguntou – Como vim parar aqui? O que está acontecendo?

Sua visão agora estava clareando e ele conseguia perceber formas se movendo entre as luzes, pareciam pessoas que andavam de um lado para outro enquanto as luzes piscavam em um ritmo frenético, alucinante; as luzes e o ritmo das pessoas trouxe como um flash a lembrança da festa de onde ele havia saído há pouco. Viu rapidamente alguns lances de dança e bebida da festa, a presença do amigo Mateus, Antônio e Bodão dormindo no banco de trás do carro,e pensou: - Carro... Eu estava num carro. O carro de Mateus... onde está Mateus? Onde estou eu?

Não lembrava com clareza o que havia acontecido ou onde estava, tudo vinha em flashes em sua mente e essas imagens não eram claras o suficiente para que ele conseguisse entender o que se passava.

Seus olhos agora estavam mais claros, enxergava melhor e já podia verificar as pessoas com certa nitidez; viu algumas pessoas que, pareciam ser policiais, perto de um objeto grande e amassado; um pouco mais além percebeu que as luzes que brilhavam freneticamente vinham de um veículo branco onde um pequeno grupo de pessoas estava bastante agitado se movendo em torno de algo.

Levantou-se e foi cambaleando ainda até o local onde as pessoas estavam agitadas, percebeu que eles estavam sobre uma figura humana – São enfermeiros – Pensou – Que bom. Vão poder me ajudar.

Aproximou-se mais e falou:
- Ei, eu preciso de ajuda! – esperou que algum deles se virasse e viesse auxiliá-lo, porém ninguém se moveu de onde estava – Ei! – Gritou – Socorro! – Eu estou machucado! – Aguardou um pouco e novamente não conseguiu a atenção de ninguém. – Devem estar muito ocupados socorrendo alguém, vou falar com os policiais para ver o que está acontecendo. – decidiu.

Virou-se com certa dificuldade, devido ao corpo dolorido, e encaminhou-se até o ponto onde havia visto os policiais. Eles estavam ao redor de um corpo estendido no asfalto – Meu Deus! – Exclamou Marcos – Deve ter sido um acidente feio. Será que eu fui atingido também? – Aproximou-se de um dos policiais e disse: Seu guarda, por favor, eu estou ferido. – E aguardou o policial se virar para atendê-lo, o que não aconteceu. – Seu guarda! Por favor, eu estou falando com o senhor! – Falou mais alto, porém ainda sem conseguir a atenção do policial.

Ficou irritado e gritou: Estou falando com você, policial, será que dá pra parar de olhar pra este corpo e me ouvir? – Neste momento ele olhou instintivamente para o corpo descoberto no chão e teve um choque – Antônio? – Gritou Assustado – Meu Deus, Antônio... – Voltou-se desesperado para onde os enfermeiros socorriam outro jovem e estarrecido constatou que era Bodão que estava sendo socorrido.

Marcos ficou tonto e caiu no chão. Sua cabeça doía e girava, ele não conseguia se firmar nas próprias pernas – Meu Deus! - Exclamou. –Agora eu me lembro! O que foi que eu fiz? Oh, meu Deus, o que foi que eu fiz? – As imagens agora chegavam a sua cabeça como pancadas de um martelo, doía muito e elas não paravam de chegar. Via todos os momentos do infeliz acidente. Desde o carro voando sobre o asfalto e batendo várias vezes contra o chão, lembrava de ver os amigos sendo jogados de um lado para outro dentro do veículo, lembrou que em um momento percebeu um corpo ser jogado fora do carro, caindo no chão. – Meu Deus! – Gritou Desesperado – Mateus... cadê Mateus??? – Ergueu-se rápido, sem se importar com as dores que sentia, e saiu em busca do amigo. Correndo os olhos ao seu redor percebeu uma luminosidade mais além do carro batido, depois de onde se encontravam os policiais.

Era uma luz branda, limpa e quase angelical. Estava saindo de algum lugar e pousando sobre um corpo que estava no chão, coberto por um lençol. Pelo tênis que estava amostra do lado de fora Marcos percebeu que se tratava realmente de Mateus. Lágrimas corriam por sua face enquanto ele corria para junto do corpo do amigo.

- Mateus – Gritou Marcos enquanto se ajoelhava e abraçava o corpo do amigo – Me desculpa cara. Eu não queria que isso acontecesse. Não era pra ninguém morrer... – Chorava desesperado e tomado por uma culpa profunda. – Ah, meu Deus, porque não fui eu que morri, então? Quem fez besteira fui eu! Era para eu ter morrido e não o Mateus... Ele não fez nada! Era um cara bom. Só estava tentando me ajudar. – Chorava Marcos abraçado ao corpo do amigo.

Sem que Marcos percebesse, pois estava de cabeça abaixada e colada sobre o corpo no chão, a luz que antes era branda e tênue foi ficando cada vez mais forte e intensa. Aos poucos, à frente do corpo que estava no asfalto, foram se formando duas figuras humanas e logo apareceram Mateus e o Amigo Espiritual. Olhando para o desespero de Marcos, Mateus, em espírito, sentiu compaixão e falou suavemente:
- Marcos... Marcos eu estou aqui.
- Hã? – soluçou Marcos assustado e levantando a cabeça imediatamente. – O quê...? - e antes que pudesse falar algo mais Mateus interrompeu.
- Não, não se assuste. Sou eu Mesmo: Mateus. – Disse tranqüilamente –Estou bem.
- Como ? – disse Marcos – Você morreu, seu corpo está aqui.
- É verdade. – Respondeu Mateus com uma calma invulgar - Meu corpo morreu devido ao acidente, mas eu estou bem. Continuo vivo, Marcos, mas agora no mundo espiritual.
- Não pode ser! – Disse Marcos, esfregando os olhos, pensando se tratar de uma ilusão. – Não pode ser. E você não está sentindo nada? Não está doendo? Não está triste?
- Não posso dizer que não estou triste. Certamente que para mim foi uma coisa muito rápida e inesperada, porém sei que não foi sem causa e também sei que é o melhor para mim neste momento. Quanto a estar sentindo dor ou machucado, pode descansar. Não estou sentindo nada. Estou inclusive melhor do que estava quando encarnado.
- Como é possível? – perguntou Marcos atônito – Eu não compreendo.
- Alguns segundos antes do acidente este meu amigo, que veio da colônia Alta Paz, estava já conosco no carro. - Disse Mateus apontando para o Amigo Espiritual que durante toda a conversa estava um pouco atrás dos jovens – Na hora do impacto ele me ajudou muito. Lançou sobre mim sua energia fluídica e me deixou inconsciente durante todo o acidente. Não sentí nem ví nada. Após o acontecido ele mesmo me auxiliou a despertar no mundo espiritual aplicando-me passes tranqüilizadores e restauradores; também cuidou para que acontecesse a separação entre o meu espírito e meu corpo físico sem maiores problemas e me informou de maneira tranqüila o que havia acontecido.
- E você fala isso assim, nessa naturalidade? – Perguntou Marcos como que indignado
- Marcos, meu amigo, essa tranqüilidade vem do estudo e trabalho realizados nestes anos em que adotei a Doutrina Espírita como minha religião, você sabe que trabalhei muito com minha mediunidade tentando auxiliar os sofredores e ensinar-lhes o caminho com Jesus. A Doutrina Espírita nos mostra, conscientiza e prepara para os vários caminhos que possamos encontrar em nossa vida. Principalmente nos explicando que a morte não é o fim; pelo contrário é a libertação do espírito que estava aprisionado em um corpo de carne e que agora pode retornar, sem fronteiras, ao seu verdadeiro lar: a Pátria Espiritual. – Silenciosamente o Amigo Espiritual se aproxima de Mateus e discretamente fala algo em seu ouvido. – Bem, Marcos, tenho que ir agora. Já não posso mais permanecer com você. Posso apenas te dizer umas últimas palavras: Tenha cuidado com suas escolhas. Muita paz meu amigo. E da mesma maneira que as duas entidades apareceram foram desaparecendo aos poucos e logo depois a luz que as alimentava também sumiu.

- Espera! – Gritou Marcos.- Espera Mateus, não vá embora. Não me deixa, cara! – Mas era em vão. A medida que os gritos de Marcos desapareciam na noite também desapareciam as duas entidades. Contrariado e novamente irritado Marcos gritou – Espírito burro. Era pra você ficar aqui. Não era pra morrer, droga! – E se deu conta imediatamente do que estava falando – Peraí, eu disse Espírito? Mas eu não vejo espíritos, eu não sou médium. – Falou assustado - Será que eu... – Não teve coragem de terminar a frase. Imediatamente correu para perto do carro onde estava os policiais e falou:

- Ei! Alguém aí! Eu estou aqui, me ajudem! – balançava os braços em frente às pessoas e ninguém percebia sua presença. – Não é possível – Gritou. - Eu não estou morto. Eu estou sentindo tudo. Meu peito está doendo, eu estou respirando, até cair no chão eu caí. Eu não estou morto. – Gritava desesperado enquanto andava próximo ao carro. Sem perceber foi se encaminhando para o mesmo local onde havia visto o corpo de Antônio e sem querer tropeça nele. Ao tropeçar cai por sobre outro corpo que estava um pouco mais adiante, coberto sobre os asfalto, e percebe, para o seu desespero, que, pelos sapatos e um pedaço da camisa que estavam à mostra, era o seu próprio corpo.

- Nããããooooo!!!!! – Gritou alucinado – Não é verdade! Eu estou vivo! – E saiu assustado se arrastando para próximo aos enfermeiros dizendo baixinho, como que tentando se convencer do fato: Estou vivo! Estou vivo! Estou ....

Ao se aproximar do pequeno grupo, porém, escutou um dos homens comentando:

- Rapaz, este foi um dos acidentes mais feios que já vi. E olha que já vi muitos, hein? Este cara aqui, por exemplo, - Disse apontando para Bodão que estava sobre a maca – eu mesmo acharia melhor se ele tivesse morrido com os outros três. É melhor embarcar logo do que quebrar o pescoço e ficar sem controlar os movimentos do corpo, não é? – os outros expressavam suas opiniões, mas Marcos já não escutava mais nada, estava em um canto próximo, assustado e sentindo-se o único culpado de toda aquela situação.

Sem que ele percebesse, por trás de sua pessoa, as duas entidades reapareceram, porém desta vez não se fizeram visíveis a Marcos, que não podia ver nem sentir o abraço carinhoso que o amigo Mateus dava nele, como que querendo ampará-lo, enquanto ele permanecia parado, sentando no chão, abraçando os próprios joelhos e repetindo baixo para si mesmo: Eu estou vivo! Eu estou vivo...


Palestras Espíritas...


Estaremos divulgando algumas palestras do amigo Nazareno Feitosa, que além de palestrante espírita é também participante da FEDF. Ele mantém um blog de palestras Espíritas com um material muito bom, dos quais disponibilizaremos os links aqui periodicamente.

Abaixo alguns dos temas abordados:

Depressão e Mediunidade

Casamento, divórcio e lesões afetivas

Eurípedes Barsanulfo - o apostolo da mediunidade

Francisco de Assis - emissário do Cristo

Muita Paz

Comentários Pessoais...


Amigos, bom dia.

Muitos de nós temos utilizado partes do evangelho de Jesus em nossos discursos como desculpas para buscarmos uma auto-satisfação a que nos impele nosso ego ainda muito materializado.

Quando se fala de auto-amor temos o conceito de Jesus, tão bem esclarecido por espíritos como Joanna de Ângelis e outros, que nos traz a imagem da harmonia entre o nosso espírito e o universo; a visão do criador em mim e, por consequência, no meu próximo; a consciencia que não posso ser feliz enquanto não trabalhar pela felicidade na figura do outro.

Muitos de nós porém temos transformado o auto-amor em obrigatoriedade de sermos felizes primeiro para depois atender ao próximo; atendermos as nossas necessidades e ambições (normalmente materiais) para depois trabalharmos em auxílio a sociedade.


Do meu ponto de vista, ainda pequeno, esta é uma corrupção do que o mestre nos ensinou e do que os seus espíritos evangelizados tem nos ensinado durante estes séculos passados.

Para mim esta busca pela auto-felicidade antes de trabalhar pela felicidade do próximo, declarando que não podemos transmitir felicidade se não formos felizes ou que não podemos amar se não nos amarmos primeiro, se torna um êngodo onde tentamos enganar a nós mesmos com deturpações dos conceitos iluminativos de Jesus.

Não digo com isso que é errado desejar as coisas materiais, que é decepcionante buscar o melhor para sí, não. Não é isso. Apenas que não devemos utilizar de argumentos fúteis para disfarçar algo que é normal a todos nós humanos ainda em aprendizado.

É normal que eu queira ganhar mais, morar melhor, educar meus filhos em uma melhor escola, vestir bem, etc. Nós ainda estamos muito ligados a este mundo material para podermos nos livrar destes conceitos facilmente. E no mundo ainda preponderam os valores materiais inclusive para manutenção da vida: comprar mantimentos, roupas abrigo, etc.

Devemos, assim, conscientes de nosso desejo, tentarmos trabalhar para diminuí-lo ou vencê-lo. Lembrar que para sermos felizes precisamos do necessário e não do supérfluo que tantas vezes desejamos sem medidas.

Com esta visão renovada podemos partir para o auxílio dos amigos que tem menos que nós, dividindo o que nos é dado em abundância, retendo o necessário a nossa vida, mas não entesourando riquezas e objetos desnecessários apenas para a satisfação de nossos princípios materiais primitivos.

Transcrevo abaixo um texto de Emmanuel que nos fala sobre este processo e nos convoca a analisarmos onde estamos deixando a nossa real atenção: nos valores materiais e passageiros ou nos valores imorredouros do Mestre Jesus?


Lembremos que a riqueza e o poder quando chegam trazendo uma aparente felicidade, normalmente levam para longe a paz, união, tranquilidade, sinceridade, amor e família.

Muita Paz

----

Mordomias

- Estamos construindo um mundo novo - disse Cláudio ao jovem advogado que aderia ao trabalho do grupo, e sem criticar os costumes de vários Países, desejaria conhecer o pensamento de Cristo sobre mordomias. Não me lembro de nenhuma passagem do Novo Testamento que nos conduza às idéias e opiniões do Divino Mestre, nesse sentido...

Um professor dos que se achavam presentes tomou a palavra e informou:

- Jesus era contrário a semelhante sistema de privilégios inaceitáveis.

- Em que tópico será possível encontrar as conclusões que o senhor terá chegado? Falou o rapaz...

O educador buscou um exemplar do Novo Testamento e em voz alta narrou a expressiva história de um homem avaro entre os capítulos 19 a 21 do Evangelho do Apóstolo São Lucas:

- E Jesus disse-lhes a seguir esta parábola: "Havia um rico homem. Suas terras haviam produzido extraordinariamente e que se entretinha a pensar consigo mesmo, assim: Que hei de fazer, pois já não tenho lugar onde possa colocar tudo, o que vou colher? Aqui está, disse, o que farei: demolir os meus celeiros e construir outros maiores, onde depositarei a minha colheita e todos os meus bens. E direi à própria alma: Tens de reserva muitos bens para longos anos! Repousa, come, bebe e goza. Mas Deus, ao mesmo tempo, disse ao homem: Que insensato és!...Esta noite mesmo, tomar-te-ão a alma; para que servirá então o que acumulaste?".

E o professor rematou:

- Nessa parábola simples, Jesus ensina o que pensava acerca de mordomias. O homem era rico, foi surpreendido pela produção abundante das suas próprias terras. Tão grande se lhe fizeram as facilidades que se propôs a levantar celeiros mais amplos, nos quais pudesse ajuntar a enorme colheita e todos os bens que possuía. Ele que já se achava provido do necessário, queria entesourar o supérfluo? Não encontramos aí as ilações do Mestre, com respeito às mordomias dos tempos modernos?

O jovem rapaz que acompanhava a leitura com grande respeito e atenção se manteve, então, em profundo silêncio.


Do livro: “A Semente De Mostarda” – pelo Espírito: Emmanuel – pelo Médium: Francisco Câncido Xavier.



Palestras Espíritas...


Olá amigos.

Estamos testando um novo servidor de arquivos na internet, serviço oferecido gratuitamente, e transferimos alguns dos arquivos maiores (palestras, programas de rádio, etc) para lá. Caso haja algum problema no download por favor nos informe.

Para copiar o arquivo para seu computador basta clicar no link abaixo e quando abrir a janela clicar no botão "DOWNLOAD THIS FILE"


Jesus e evangelização

Uma simples parábola...


Diversos aprendizes rodeavam o Senhor, em Cafarnaum, em discussão acesa, com respeito ao poder da palavra, acentuando-lhe os bens e os males.

Propunham alguns o verbo contundente para a regeneração do mundo, enquanto outros preconizavam a frase branda e compreensiva.


Reparando o tom de azedia nos companheiros irritadiços, o Mestre interferiu e contou uma parábola simples.

- Certa feita - narrou, com doçura - , o Gênio do Bem, atendendo à prece de um lavrador de vida singela, emitiu um raio de luz e insuflou-o sobre o coração dele, em forma de pequenina observação carinhosa e estimulante, através de uma boca otimista. No peito do modesto homem do campo, a fagulha acentuou-se, inflamando-lhe os sentimentos mais elevados numa chama sublime de ideal do bem, derramando-se para todas as pessoas que povoavam a paisagem.

Em breve tempo, o raio minúsculo era uma fonte de claridade a criar serviço edificante em todos os círculos do sítio abençoado; sob a sua atuação permanente, os trigais cresceram com promessas mais amplas e a vinha robusta anunciava abundância e alegria.

Converteu-se o raio de luz em esperança e felicidade na alma dos lavradores e a seara bem provida avançou, triunfal, do campo venturoso para todas as regiões que o cercavam, à maneira de mensagem sublime de paz e fartura.

Muita gente acorreu àquele recanto risonho e calmo, tentando aprender a ciência da produção fácil e primorosa e conduziu para as zonas mais distantes os processos pacíficos de esforço e colaboração, que o lume da boa-vontade ali instalara no ânimo geral.

Ao fim de alguns poucos anos, o raio de luz transformara-se numa época de colheitas sadias para a tranqüilidade popular.

O Mestre fez ligeiro intervalo e continuou:

- Veio, porém, um dia em que o povo afortunado, orgulhando-se agora do poderio obtido com o auxílio oculto, se esqueceu da gratidão que devia à magnanimidade celeste e pretendeu humilhar uma nação vizinha. Isso bastou para que a grande brecha se abrisse à influência do Gênio Mal, que emitiu um estilete de treva sobre o coração de uma pobre mulher do povo, por intermédio de uma boca maldizente.

A infortunada criatura não mais sentiu a claridade interior da harmonia e deixou que o traço de sombra se multiplicasse indefinidamente em seu íntimo de mãe enceguecida... Logo após, despejou a sua provisão de trevas, já transbordante, na alma de dois filhos que trabalhavam num extenso vinhedo e ambos, envenenados por pensamentos escuros de revolta, facilmente encontraram companheiros dispostos a absorver-lhes os espinhos invisíveis de disciplina e maldade, incendiando vasta propriedade e empobrecendo vários senhores de rebanhos e terras, dantes prósperos.

A perversa iniciativa encontrou vários imitadores e, em tempo curto, estabeleceram-se estéreis conflitos em todo o reino.

Administradores e servos confiaram-se, desvairados, a duelo mortal, trazendo o domínio da miséria que passou a imperar, detestada e cruel para todos.

O Divino Amigo silenciou por minutos longos e acrescentou:

- Nesta parábola humilde, temos o símbolo da palavra preciosa e da palavra infeliz. Uma frase de incentivo e bondade é um raio de luz, suscetível de erguer uma nação inteira, mas uma sentença perturbadora pode transportar todo um povo à ruína...

Pensou, pensou e concluiu:


- Estejamos certos de que se a luz devora as distâncias, iluminando tudo o que se lhe oferece à paisagem, a treva rola também, enegrecendo o que vai encontrando. Em verdade, a ação é dos braços, mas a direção vem sempre do pensamento, através da língua. E sendo todo homem filho de Deus e herdeiro dEle, na criação e na extensão da vida, ouça quem tiver "ouvidos de ouvir".

pelo Espírito Irmão X,
Do livro: "Contos e apólogos", de Francisco Cândido Xavier.


A História de Marcos...


Capítulo 2

Um novo dia.


O dia amanhece e Marcos desperta bem mais calmo e tranqüilo. Sentindo-se bem se espreguiça longamente com um sorriso no rosto e deixa sair uma expressão:
- Eita sono bom, cara! Devia ser assim todo dia.

Animado se levanta e cantarola enquanto troca de roupas, coloca uma calça e camisa depois arruma suas coisas para ir à escola. Lembra que mais tarde irá para uma rave e então decide colocar uma roupa mais legal – Cadê aquela camisa nova? – pensa ele enquanto procura embaixo da cama, sobre as prateleiras e em outros locais pouco prováveis. Finalmente a encontra embaixo de seu travesseiro, bem amassada, e a coloca assim mesmo.

Sai do quarto apressado e desce as escadas alegre gritando:
- Mãe? To morrendo de fome, o que é que tem para comer? – recebe apenas o silêncio de resposta – Mãããeee? Cadê você???? Desencarnou foi??? – brinca o garoto.

De repente percebe um papel em cima da mesa, é um bilhete de sua mãe. Nele está escrito:
- Querido, precisei sair mais cedo e vou direto trabalhar. Tem comida para você na geladeira, não esqueça de esquentar. – Marcos pensou: como é que ela sabe que eu como sem esquentar? Poxa, ela sabe tudo cara! – Quando sair do trabalho vou direto para o centro, e aí vamos comigo? Se você for me liga que eu te pego na escola. Se cuida e vê se toma juízo. Amo você. Mamãe.

Marcos pensou em voz alta – Ah, eu vou muito! Quem mais vai sou eu Dona Maria. É ruim heim? Eu vou é curtir na rave, beber, dançar e me divertir. É isso que eu vou fazer.

Após comer rapidamente o sanduíche e tomar o suco Marcos apanha sua bolsa e sai de casa em direção à escola.

-

Sua escola ficava em um local próximo de sua casa e ele podia ir andando até lá. Era uma escola antiga, tradicional e bem conceituada. Embora fosse um pouco cara de se pagar a sua mãe não fazia questão; - é o melhor que eu posso fazer por você, Marcos – Dizia ela – é te dar uma boa educação para você crescer e ter boas oportunidades.

Consciente da situação de sua mãe, que trabalhava bastante e se esforçava para dar a ele uma vida digna, Marcos sempre fez por onde ser um dos melhores de sua turma: boas notas, bom comportamento, bons amigos, cursos extra-curriculares e muito estudo. Recentemente, porém, sua disposição para o estudo havia diminuído bastante, o que afetou diretamente o seu rendimento e seus professores estavam começando a cobrar dele.

Não precisavam perguntar nada, a causa estava explicita e transparente para quem quisesse ver, até Marcos já sabia o que era: seus novos amigos Antônio e Bodão.

Antônio era do tipo filho de pai rico que não quer estudar porque o pai tem de tudo e não precisa se preocupar em trabalhar; repetente já há vários anos na mesma série, era sempre o primeiro a bagunçar e o último a ajudar. Se sentia o líder da turma, mais pela imposição de seu tamanho e idade do que por real capacidade, mas, afinal, qual dos alunos iria querer discutir com ele e terminar espancado?

Bodão era amigo de Antônio há muitos anos. E, mesmo em uma sala mais adiantada, não deixava a companhia do amigo nos intervalos e nas aulas que matavam para se divertir. Mesmo agitando muito na escola ele não deixava de estudar um pouco para passar na recuperação do final do ano. No início da amizade ele via Antônio como seu protetor e, depois, acabou se acostumando a idéia de seguir pela cabeça do outro, sem ter que se preocupar com as responsabilidades, sempre foi mais fácil dizer “mas Antônio mandou...”.

Ao entrar na Escola Marcos vai se aproximando da sala quando recebe um leve tapa nas costas e escuta:
- E aí Marquito? Beleza? Como é, ta dentro ou fora do rolo de hoje a tarde? – Era Antônio acompanhado de Bodão.
- To dentro cara. To dentro. Mas já pedi pra não me chamar de “Marquito”. Eu não Gosto. – respondeu com veemência.
- Porque mermão? Que tem de mais nisso? É só um apelido carinhoso, bicho. – argumentou Bodão com ironia
- Eu já falei cara: Era assim que meu avô me chamava e eu não quero ninguém mais me chamando assim, falou? Se não tiver legal arranjem outro para ficar com vocês que eu to fora! – Respondeu irritado
- Olhaí Bodão... Senti firmeza no cara. – falou Antônio – fica frio cara, a gente não fala mais não. Você é nosso mano, mermão. Você agora é só Marco, então, porque esse negócio de Marcos é muito complicado
- É isso aí – concordou Bodão – Olha Marco qual a aula que tu tem hoje bicho? Que tal a gente ir dar umas bandas fora daqui?
- Cara, hoje eu não posso mesmo. – Respondeu Marcos – porque fui mal na prova de matemática e hoje tenho que assistir aula de verdade pra ver se recupero. Não quero deixar minha mãe mais chateada.
- Ih, Bodão, o cara é o filhinho da mamãe, ta vendo? – disse Antônio ironizando enquanto se afastava puxando Bodão pela camisa – Ta Legal Marco, mas não esquece da festa mais tarde, ok?
- Certo, certo, depois do almoço a gente se manda – concordou o garoto enquanto ia entrando apressado na sala de aula.

A sala de Marcos era formada por jovens de sua faixa etária, garotos e garotas, que esbanjavam alegria e jovialidade. Correndo os olhos rapidamente pela sala Marcos avistou Bianca, uma jovem com quem ele vinha crescendo desde os tempos de criança, sempre participando da mesma sala, freqüentando os mesmos grupos e desta convivência sadia surgiu uma amizade profunda e sincera, que, com a chegada da adolescência, veio se transformando em algo maior.

Sem que ambos percebessem eles passaram a ficar mais tempo juntos e a dividir as experiências da passagem da infância à juventude. Conversavam muito e discutiam todos os assuntos com muita franqueza e clareza de pensamentos, pois apesar da pouca idade tinham internamente um senso intelectual muito apurado.

Marcos a viu de longe, acenou para ela e disfarçadamente se afastou e foi sentar do outro lado da sala. Havia algum tempo que ele estava evitando se encontrar com Bianca. Desde que encontrou seus novos amigos sentia, de alguma forma, que deveria se afastar dela; talvez sem perceber estivesse tentando defendê-la das diversas implicações que seu novo comportamento poderia trazer ou talvez estivesse apenas querendo se afastar de tudo que o lembrasse a felicidade ao lado do avô, quem sabe? O que realmente corroia o coração de Marcos era que mesmo afastando-se de Bianca ele não deixava de sentir um profundo carinho pela Jovem; e que desejava muito estar novamente com ela e conversar como antigamente, sem se preocupar com o tempo.

Aproximando-se de Marcos um jovem o tira rapidamente de suas divagações com um cumprimento amistoso:

- E aí Marcos? Quanto tempo a gente não se fala. Como está você? – Era Mateus.
- Estou bem Mateus, tudo certo. – Respondeu Marcos tentando encerrar a conversa. Sabia que Mateus iria tentar conversar muito com ele sobre sua situação. Ele era Espírita também e freqüentava o mesmo centro que Marcos e sua família; Participava junto com Marcos do Grupo da Juventude Espírita e, com certeza, vinha perguntar porque Marcos não estava mais indo para o centro.
- Cadê você Marcos? O pessoal da Juventude está com muita saudade.
- É, cara, sabe como é, tenho andado meio sem tempo; depois do lance com meu avô... tive que resolver umas coisas... ajeitar uns negócios lá em casa... – respondeu hesitante.
- Eu entendo, Marcos. Eu entendo. – Disse Mateus – Foi assim comigo também quando perdi meu irmão lembra?
- Não, cara. Com você foi diferente. Você me disse que viu seu irmão várias vezes e que ele falou com você e tal... eu nem isso posso dizer. Do meu avô nada. Cadê esse Centro Espírita que não me ajudou?
- Calma Marcos, você sabe que não é por aí. Eu vi o meu irmão sim, mas é porque eu sou médium e você sabe disso; mesmo assim não vejo quando eu quero não. Ele me aparece quando é necessário e permitido pela Espiritualidade superior. E só me aparece no Centro, que é o local certo para isso, Marcos.
- Eu sei - Argumentou Marcos
- Mediunidade é coisa séria, Marcos, e não é do jeito que a gente quer não. Os médiuns somente podem ser instrumentos dos espíritos que queiram dar comunicação. Não acontece quando nós queremos. Infelizmente tem pessoas que servem de instrumento mediúnico para determinados espíritos que somente desejam brincar ou prejudicar os outros; mas acho que você se lembra ainda que Kardec classifica mediunidade como uma faculdade que deve ser exercida da maneira mais correta e coerente com os ensinamentos de Jesus.
- É, Mateus, eu lembro sim. – disse Marcos pensativo.
- Outra coisa: A ajuda do centro não é dar mensagem ou comunicação quando a gente quer não. É nos conscientizar e preparar para enfrentar a separação dos entes queridos; é nos mostrar o que existe do outro lado e que a vida continua depois da morte do corpo físico.
- É cara, eu sei. Eu sei. É que tenho andado muito perdido ultimamente.
- É exatamente por isso que eu vim falar com você, Marcos. Eu percebi o quando você se afastou de mim, da Bianca, e de todos que se preocupam com você. Você agora só anda com aqueles caras, mas você deve tomar cuidado, Marcos, com o que essas amizades estão trazendo para você.
- Ih, meu, até parece minha mãe falando...
- Não, Marcos, Não sou sua mãe... mas sou seu amigo! E por isso mesmo me importo com você, cara. – Respondeu Mateus com firmeza – E estou vendo que você vai se dar mal se continuar neste caminho. Será que depois de tanto tempo estudando o Espiritismo você não percebe isso?
- Ah, Mateus, não começa você também não, cara. Já basta a encheção de saco lá em casa.
- Não Marcos, não basta. E em nome de nossa amizade eu vou tentar fazer o que puder para você melhorar, está ouvindo?

Antes que Marcos pudesse responder o professor entrou na sala e todos tomaram os seus lugares sem terminarem a conversa; porém Mateus se mostrou irredutível em face à questão de tentar dissuadir Marcos de sua mudança de rumo; Marcos por sua vez percebeu que o amigo não iria “largar do seu pé” enquanto não falasse tudo o que desejava. Apesar de toda a agitação anterior, a aula correu tranqüilamente e ao final da manhã, mesmo antes de terminar o horário, Antônio e Bodão apareceram na porta da sala, já chamando Marcos para poderem ir à rave.

Marcos estava se arrumando para partir quando Mateus se aproxima dele e pergunta:
- Já vai sair com seus amigos de novo, Marcos?
- Vou Mateus, vou... – disse tentando se livrar do amigo – vamos para uma rave – disse Marcos na esperança que Mateus largasse de seu pé o mais rápido possível
- Rave? É aquela festa que vai acontecer hoje à tarde? Aquela que dizem que vai começar de meio-dia e terminar de meia-noite? – Perguntou Mateus preocupado – Você não pode ir Marcos. Isto é perigoso.
- Pronto! – disse Marcos – Agora você quer mandar em mim.
- Deixa de pensar que todo mundo quer mandar em você Marcos.Só porque você tem problemas não quer dizer que você é o centro do mundo. Cada um de nós tem uma responsabilidade única e quando nos esquecemos dela começamos a tomar atitudes erradas, inconseqüentes até. Eu sou seu amigo, cara, e como seu amigo não posso deixar você se prejudicar cada vez mais. Eu vou com você pra essa festa.
- Como é que é? Você ta doido! Os caras não vão deixar não. Nada disso.
- E desde quando você só faz o que “os caras” mandam? E outra coisa: como vocês vão para essa festa?
- De ônibus, claro!
- Melhor ainda, eu estou de carro. Eu levo vocês e fico com vocês lá até seis da noite, porque depois tenho reunião no centro. E aí vocês voltam comigo também. E aí? Aceita? – Marcos ficou tentado com a idéia de ir de carro, seria uma oportunidade de economizar algum dinheiro e de impressionar o pessoal que estivesse na rave.
- Vou falar com os caras e ver o que eles dizem, ok? Me espera aqui. – E se dirige para a porta, onde estão Antônio e Bodão. – e aí caras, tudo certo?
- Beleza Marco – responde Antônio – Vamo nessa?
- Cara, é o seguinte: o Mateus disse que quer ir com a gente.
- Comequié? – Espantou-se Bodão?
- O que é que aquele babaca ta querendo Marco? – Interrogou Antônio – Aquele cara nunca gostou da gente e eu nunca fui com a cara dele...
- Calma cara! – Disse Marcos – O cara tá de carro e chamou a gente pra ir com ele. Imagina a cara da turma na rave quando vir a gente chegando de carro? E o carro do Mateus é fera.
- De carro? - Disse Antônio já com muito interesse – E eu achei que o babaca só andasse de bicicleta. Vou lá falar com ele. – E se dirigiu para perto de Mateus.
- Diz aê gente boa! – Disse Antônio colocando o braço sobre o ombro de Mateus – To sabendo que tu quer levar a gente pra festa, e tamos nessa, bicho.
- É levo sim, agora já vou avisando que se quiserem voltar comigo eu saio de lá as seis horas. Quem não quiser voltar fica para vir de ônibus ou a pé.
- Fica frio, bicho. A gente voltamo com você sim. É, sempre achei você um cara legal, mermão. – Disse com um sorriso irônico nos lábios, enquanto todos se dirigiam para a saída da escola.

-

Quente! Era assim que estava aquela tarde. E isso não parecia incomodar em nada os jovens que se encontravam na rave para onde Marcos e os seus amigos foram.

Para quem nunca havia visto a festa parecia um pandemônio de algumas centenas de pessoas alucinadas pulando, gritando, bebendo e fumando sem ordem ou organização. Para os que se aproximavam da enorme tenda armada em um terreno baldio, longe do centro da cidade e das áreas residências, cercada por alambrados de madeira e arame, era comum sentir a vibração do som pulsando no chão, objetos e em seus próprios corpos, como se fosse uma incitação à dança e a agitação.

No centro da tenda podia ser visto um palco onde se encontravam mesas de som, computadores e vários outros aparelhos utilizados para controlar, produzir e gerenciar desde as luzes, que piscavam freneticamente, às músicas que eram ouvidas pelos jovens; As cinco caixas de som, espalhadas em circulo pelas laterais da grande tenda eram imensas, unidas em conjuntos do tamanho de um carro, e faziam um barulho ensurdecedor para quem se aproximasse delas, o que não perturbava em nenhum momento àqueles jovens que ali se encontravam, e inclusive iam cada vez mais para perto do som, como que querendo sentir suas vibrações.

No ar o odor de suor se misturava ao da bebida e ao do fumo criando um ambiente incômodo para os que não estavam acostumados a este tipo de recinto, Marcos, porém, parecia estar bem ambientado e logo chegando ao local foi falando com alguns dos participantes, batendo e apertando mãos, juntamente com os dois amigos Antônio e Bodão.

Mateus, que não tinha o hábito de freqüentar aquelas festas, achava tudo muito estranho e diferente, sentindo-se realmente incomodado com o barulho, os odores, etc. Aproximou-se de Marcos e falou:
- Marcos, veja lá se não faz nenhuma bobagem, ok?
- Hein? – disse Marcos – Fala mais alto, cara, eu não estou ouvindo!
- Vê se não bebe muito. – gritou Mateus – Cuidado para não exagerar.
- Ah, tá. Tá. Pode ficar tranqüilo. – Disse o garoto e saiu pulando e se jogando com os outros amigos para o meio da “galera”, como eles mesmos chamavam.

Durante algumas horas Mateus permaneceu observando a todos ali e mais atentamente a Marcos, que parecia fascinado com aquele mundo. Percebeu que os amigos Antônio e Bodão exerciam sobre ele uma influência muito grande.

Após algum tempo os dois se afastaram um pouco de Marcos e isso deu a Mateus a oportunidade de ir mais para próximo ao amigo. Porém, mesmo com a presença de Mateus ao seu lado, durante todo o tempo que estiveram na festa, ao final Marcos estava bastante embriagado.

- Vamos Marcos, já está na hora de irmos embora. – Disse Mateus puxando o amigo pelo braço.
- Experaí, cara. – Disse Marcos com um sotaque arrastado pelo efeito da bebida – Vamo xamá Antonho i Bodão que eles vão com a genti. Ei!!! – gritou alertando os outros dois – Vem, tá na hora! – E ambos atenderam ao chamado cambaleando e se apoiando um no outro.

Mateus não pôde deixar de pensar que, o que quer que aqueles dois tivessem tomado, não era somente bebida, pois eles pareciam como que aéreos, alheios a tudo à sua volta.

Entraram no carro e os dois amigos de Marcos, no banco de trás, logo caíram em um sono pesado, o que para Mateus pareceu menos mal. Apenas Marcos, sentado no banco da frente com Mateus, ainda estava acordado e bastante conversador.

Mateus pensou em aproveitar o caminho de volta à cidade para tentar extrair de Marcos o que estava realmente acontecendo e, quem sabe, mesmo sob o efeito do álcool ele pudesse colocar um pouco de juízo na cabeça de Marcos.

- E aí Marcos, onde vamos deixar os seus amigos – Perguntou Mateus,
- A xente leva elex para casa do Antonho, que é perto da Excola, xerto?
- Ok, então. Vamos levá-los para lá e depois você vai para sua casa, não é?
- Ixo, Ixo, eu tô um bagaxo. Vou pra casa durmi, que amanhã tem maix.
- É, pelo visto você aproveitou bem a festa?
- Max claro que xim. Dancei, pulei, farrei...
- Bebeu! – Interrompeu Mateus.
- Bebi Xim, iaê? Qual o ploblema? – respondeu irritado.
- Comigo nenhum. Agora, mais tarde, talvez você venha a perceber o problema, só espero que não vá ser tarde demais, não é?
- Num vem me enxer com exe papinho expírita não! Eu já não güento maix ixo. – retrucou Marcos com ênfase, sentindo dentro dele despertar de repente uma imensa vontade de retornar para a festa. – E qué sabê maix? Vô voltá pra fexta. Pára o carro!
- Não Marcos, que idéia maluca. A gente vai levar os meninos pra casa do Antônio e depois você vai pra casa, lembra? – Argumentou Mateus percebendo que havia alguma coisa errada com Marcos. – Fica calmo que a gente vai pra casa agora, não é?
- Que pra casa que nada, a gente vai é pra fexta! – Disse Marcos e imediatamente puxou o volante das mãos de Mateus que, surpreendido pela rapidez do acontecimento, não teve reação.

A atitude irrefletida de Marcos fez com que o carro perdesse a direção e rodasse para o lado esquerdo, chocando-se contra o meio fio de capotando algumas vezes pela rua até parar em um canto no meio da estrada, todo quebrado e amassado e com três dos quatro jovens dentro.

Na estrada escura e deserta, ainda longe da cidade e também longe do movimento da festa, era possível perceber no asfalto, do lado de fora do veículo, um corpo jogado no solo inerte em meio a uma poça de sangue , sem reação, sem respiração, era Mateus.

Dentro do veículo, na parte traseira, mais duas formas caídas, misturadas com os vidros e metal retorcido, jazem inertes apresentando fraturas e escoriações no tórax e principalmente na cabeça; Bodão apresentava convulsões, seu corpo tremia e se retorcia em espasmos arritmados; Antônio, porém, não apresentava qualquer reação, seu tórax estático mostrava que não havia mais atividade cardíaca ou pulmonar.

Marcos encontrava-se espremido entre o banco que estava sentado e o teto do carro, que agora tocava o chão. De olhos entreabertos e sentindo uma dor lacinante a cada respiração forçada, ele ainda teve tempo de olhar ao redor e verificar o que havia acontecido, com uma consciência que não sabia se onde viera. Sentia muito frio e não conseguia mover os braços, os olhos tinham dificuldade de se manter abertos. Sentia-se muito cansado, já não agüentava mais lutar pra manter-se desperto, Seu peito doia muito, já não conseguia respirar com facilidade, fechou os olhos e deixou a escuridão chegar.

(continua na próxima semana)

Estudo na Parábola...



Comentávamos a necessidade da divulgação da Doutrina Espírita, quando o rabi Zoar bem Ozias, distinto orientador israelita, hoje consagrado às verdades do Evangelho no Mundo Espiritual, pediu licença a fim de parafrasear a parábola dos talentos, contada por Jesus, e falou, simples:

- Meus amigos, o Senhor da Terra, partindo, em caráter temporário, para fora do mundo, chamou três dos seus servos e, considerando a capacidade de cada um, confiou-lhes alguns dos seus próprios bens, a título de empréstimo, participando-lhes que os reencontraria, mais tarde, na Vida Superior...

- Ao primeiro transmitiu o dinheiro, o Poder, o Conforto, a Habilidade e o Prestígio; ao segundo concedeu a Inteligência e a Autoridade e ao terceiro entregou o Conhecimento Espírita.

Depois de longo tempo, os três servidores, assustados e vacilantes, compareceram diante do Senhor para as contas necessárias.

O primeiro avançou e disse:

- Senhor, cometi muitos disparates e não consegui realizar-te a vontade, que determina o bem para todos os teus súditos, mas, com os cinco talentos que me puseste nas mãos, comecei a cultivar, pelo menos com pequeninos resultados, outros cinco, que são o Trabalho, o Progresso, a Amizade, a Esperança e a Gratidão, em alguns dos companheiros que ficaram no mundo... Perdoa-me, Ó divino Amigo, se não pude fazer mais!...

O Senhor respondeu tranqüilo:

- Bem está, servo fiel, pois não erraste por intenção... Volta ao campo terrestre e reinicia a obra interrompida, renascendo sob o amparo das afeições que ajuntaste.

Veio o segundo e alegou:

- Senhor, digna-te desculpar-me a incapacidade... Não te pude compreender claramente os desígnios que preceituam a felicidade igual pra todas as criaturas e perpetrei lastimáveis enganos... ainda assim, mobilizei os dois valores que me deste e, com eles, angariei outros dois que são a Cultura e a Experiência para muitos dos irmãos que permanecem na retaguarda...

O excelso Benfeitor replicou, satisfeito:

- Bem está, servo fiel, pois não erraste por intenção... Volta ao campo terrestre e reinicia a obra interrompida, renascendo sob o amparo das afeições que ajuntaste.

O terceiro adiantou-se e explicou:

- Senhor, devolvo-te o Conhecimento Espírita, intocado e puro, qual o recebi de tua munificência... O Conhecimento Espírita é luz, Senhor, e, com ele, aprendi que a tua Lei é dura demais, atribuindo a cada um conforme as próprias obras. De que modo usar uma lâmpada assim, brilhante e viva, se os homens na Terra estão divididos por pesadelos de inveja e ciúme, crueldade e ilusão? Como empregar o clarão de tua verdade sem ferir ou incomodar? E como incomodar ou ferir, sem trazer deploráveis conseqüências para mim próprio? Sabes que a Verdade, entre os homens, cria problemas onde aparece... Em vista disso, tive medo de tua Lei e julguei como sendo a medida mais razoável para mim o acomodar-me com o sossego de minha casa... Assim pensando, ocultei o dom que me recomendaste aplicar e restituo-te semelhante riqueza, sem o mínimo toque de mina parte!...

O Sublime Credor, porém, entre austero e triste, ordenou que o tesouro do conhecimento Espírita lhe fosse arrancado e entregue, de imediato, aos dois colaboradores diligentes que se encaminhariam para a Terra, de novo, declarando, incisivo:

- Servo infiel, não existe para a tua negligência outra alternativa senão a de recomeçares toda a tua obra pelos mais obscuros entraves do princípio...

- Senhor!... Senhor!... 0 chorou o servo displicente. – Onde a tua equidade? Deste aos meus companheiros o dinheiro, o Poder, o Conforto, a Habilidade, O Prestígio, a Inteligência e a Autoridade, e a mim concedestes tão-só o conhecimento Espírita... como fazes cair sobre mim todo o peso de tua severidade?

O Senhor, entretanto, explicou brandamente:

- Não desconheces que te atribuí a luz da Verdade como sendo o bem maior de todos. Se ambos os teus companheiros não acertaram em tudo, é que lhes faltava o discernimento que lhes podias ter ministrado, através de corrigir amando e trabalhar instruindo... Escondendo a riqueza que te emprestei, não só te perdeste pelo temor de sofrer e auxiliar, como também prejudicaste a obra deficitária de teus irmãos, cujos dias no mundo teriam alcançado maior rendimento no Bem Eterno, se houvessem recebido o quinhão de amor e serviço, humildade e paciência que lhe negaste!...

- Senhor!... Senhor!... porquê? – soluçou o infeliz – porque tamanho rigor, se a tua Lei é de Misericórdia e Justiça?

Então os assessores do Senhor conduziram o servo desleal para as sombras do recomeço, esclarecendo a ele que a Lei, realmente, é disciplina de Misericórdia e Justiça, mas com uma diferença: para os ignorantes do dever, a Justiça chega pelo alvará da Misericórdia; mas, para as criaturas conscientes das próprias obrigações, a Misericórdia chega pelo cárcere da Justiça.


pelo Espírito Irmão X
do Livro: “Entre Irmãos de Outras Terras”
Psicografia Francisco C. Xavier e Waldo Vieira.


O Carneiro Revoltado...



Certo carneiro muito inteligente, mas indisciplinado, reparou os benefícios que a lã espalhava em toda parte, e, desde então, julgou-se melhor que os outros seres da Criação, passando a revoltar-se contra a tosquia.

- Se era tão precioso – pensava -, por que aceitar a humilhação daquela tesoura enorme? Experimentava intenso frio, de tempos a tempos, e, despreocupado das ricas rações que recebia no redil, detinha-se apenas no exame dos prejuízos que supunha sofrer.

Muito amargurado, dirigiu-se ao Criador, exclamando:


- Meu Pai, não estou satisfeito com a minha pelagem. A tosquia é um tormento... Modifica-me, Senhor!...

O Todo-Poderoso indagou, com bondade:

- Que desejas que eu faça?

Vaidosamente, o carneiro respondeu:

- Quero que a minha lã seja toda de ouro.

A rogativa foi satisfeita. Contudo, assim que o orgulho ovino se mostrou cheio de pêlos preciosos, várias pessoas ambiciosas atacaram-no sem piedade. Arrancaram-lhe, violentamente, todos os fios, deixando-o em chagas.

O infeliz, a lastimar-se, correu para o Altíssimo e implorou:

- Meu Pai, muda-me novamente! não posso exibir lã dourada... encontraria salteadores sem compaixão.

O Sábio dos Sábios perguntou:

- Que queres que eu faça?

O animal, tocado pela mania de grandeza, suplicou:

- Quero que minha lã seja lavrada em porcelana primorosa.

Assim foi feito. Entretanto, logo tornou ao vale, apareceu no céu enorme ventania, que lhe quebrou todos os fios, dilacerando-lhe a carne.

Regressou, aflito, ao Todo-Misericordioso e queixou-se:

- Pai, renova-me!... A porcelana não resiste ao vento... estou exausto...

Disse-lhe o Senhor:

- Que queres que eu faça?

- A fim de na provocar os ladrões e nem ferir-me com porcelana quebrada, quero que a minha lã seja feita de mel.

O Criador satisfez o pedido. Todavia, logo que o pobre se achou no redil, bandos de moscas asquerosas cobriram-no em cheio e, por mais corresse campo a tora, não evitou que elas lhe sugassem os fios adocicados.

O mísero voltou ao Altíssimo e implorou:

- Pai, modifica-me... as moscas deixaram-me em sangue!

O Senhor indagou de novo, com inexaurível paciência:

- Que queres que eu faça?

Dessa vez, o carneiro pensou mais tempo e considerou:

- Suponho que seria mais feliz se tivesse minha lã semelhante às folhas de alface.

O Todo-Bondoso atendeu-lhe mais uma vez a vontade e o carneiro voltou a planície, na caprichosa alegria de parecer diferente. No entanto, quando alguns cavalos lhe puseram os olhos, não conseguiu melhor sorte. Os eqüinos prenderam-no com os dentes e, depois lhe comerem a lã, abocanharam-lhe o corpo.

O carneiro correu na direção do Juiz Supremo, gotejando sangue das chagas profundas, e, em lágrimas, gemeu humilde:

- Meu pai, não suporto mais!...

Como soluçasse longamente, o Todo-Compassivo, vendo que ele se arrependera com sinceridade, observou:

- Reanima-te, meu filho! Que pedes agora?

O infeliz replicou, em pranto:

- Pai, quero voltar a ser um carneiro comum, como sempre fui. Não pretendo a superioridade sobre meus irmãos. Hoje sei que os meus tosquiadores de outro tempo são meus verdadeiros amigos. Nunca me deixaram em feridas e sempre me deram de comer e beber, carinhosamente... Quero ser simples e útil, qual me fizeste, Senhor!...

O Pai sorriu, bondoso, abençoou-o com ternura e falou:

- Volta e segue teu caminho em paz. Compreendeste, enfim, que meus desígnios são justos. Cada criatura está colocada, por minha Lei, no lugar que lhe compete e, se pretendes receber, aprende a dar.


Então o carneiro, envergonhado, mas satisfeito, voltou para o vale, misturou-se com os outros e daí por diante foi muito feliz.

Francisco Cândido Xavier.
Do livro: Alvorada Cristã. Ditado pelo Espírito Neio Lúcio.

NOVIDADES...


Queridos amigos,

Estamos lançando uma nova série de posts aqui no nosso blog, com o objetivo de auxiliar na divulgação desta Doutrina tão especial.

A partir de hoje começaremos com a série "A história de"; onde traremos diversos casos mostrando fatos do dia-a-dia das pessoas comuns e a participação do espiritismo diretamente nestes casos.

Começaremos com a história de Marcos, um adolescente normal, que após a morte do avô começou a mudar o seu estilo de vida e modificar suas companhias e comportamentos.

Semanalmente (pois todas as quartas colocaremos no blog um novo capítulo) poderemos acompanhar o desenrolar desta história e conhecer mais a fundo o drama vivido por Marcos e sua família.

Antes de iniciarmos esta nossa pequena caminhada gostaria de tomar a liberdade de esclarecer alguns pequenos, porém importantes, pontos:

- O trabalho a seguir não é baseado em nenhum caso específico, portanto todos os nomes, locais e acontecimentos são obras da imaginação deste que vos escreve;

- Embora sendo obra de ficção este trabalho certamente retrata fatos e acontecimentos reais, que acontecem aos milhares diariamente em nossas vidas e nas vidas de nossos irmãos de jornada;

- Ao contrário do que muitos possam vir a pensar este trabalho não é uma obra literária advinda da maravilhosa mediunidade de psicografia, sendo antes um pequeno ensaio realizado por este que ora vos esclarece; entretanto, é impossível negar que, muito provavelmente, o desenvolvimento deste projeto deve ter sido alvo constante de muita inspiração dos amigos espirituais, que, como sempre, nos auxiliam em todos os aspectos de nossas vidas.

Assim, convido todos vocês a se juntarem a nós neste novo desafio onde buscamos dividir experiências e adquirir conhecimento juntos. Divulguem aos seus amigos. Incentivemos a Leitura Espírita. Espalhemos bons sentimentos.

Clique no link abaixo e acesse o primeiro capítulo de nossa história:
http://bomespirito.blogspot.com/search/label/Hist%C3%B3ria%20de%20Marcos

Muita Paz a todos

A História de Marcos...


Uma noite mais além
Por: João Batista Sobrinho

Capítulo 1

Em casa de Marcos.

- Mãe cheguei! – Gritou Marcos enquanto jogava a bolsa escolar em um canto da sala e se dirigia a geladeira de onde pegou uma garrafa com água.

- Não encha a barriga de água, Marcos, - falou a mãe que estava na cozinha – porque o jantar está quase pronto e você vai perder o apetite. – Justificou. – Como foi na escola hoje?

- O mesmo de sempre, né mãe... a mesma baboseira, a mesma chatice e os mesmos professores babacas que não largam do meu pé. – falou irritado o menino

- Foi bom você falar nisso, querido, eu estava realmente querendo conversar com você. – Sentou a mãe e fez um gesto carinhoso para que o garoto sentasse também. – Você sabe que eu sou sua amiga, não sabe? – Marcos a olhava como quem está com pressa e quer ir embora, obviamente sem se sentir a vontade com a conversa.

- Sei. – respondeu seco e rápido

- Então você sabe que pode se abrir comigo, não é meu anjo? Eu tenho andado preocupada com você, Marcos, suas notas estão caindo e os seus professores estão conversando comigo para saber o que está acontecendo. – o menino virou o rosto com irritação e a mãe o puxou gentilmente. – olhe para mim, Marcos, eu quero conversar com você – deu-lhe um cheiro no rosto e disse:

- Marcos, meu filho, você bebeu? Estou sentindo cheiro de bebida em você.

- Bebi mãe, Bebi! Fiquei com uns caras da escola depois da aula e a gente foi dar um rolé. Ah – disse como quem quer desconversar – Amanhã tem rave e eu vou com a galera, falou? Deixa algum dinheiro pra mim que eu tô duro.

- Marcos eu já te disse que isso não está certo, filho, estas festas e você voltando só no outro dia cheirando a bebida; e ainda tem estes seus amigos... não sei não, Marcos... precisamos conversar sério sobre isso, meu filho.

- Mas eu não quero conversar sobre isso de novo mãe! Já disse que não tem nada de errado comigo. Nada! - bradou o menino irritado.

Neste mesmo instante, e sem que ambos pudessem ver, um senhor que havia acompanhado a conversa desde o início, principalmente porque havia sido a causa da mesma, pois momentos antes de Marcos entrar em casa o senhor, que já estava lá, havia inspirado estes pensamentos à sua mãe, saiu do canto da cozinha e se aproximou de Marcos, pousando gentilmente as mãos nos ombros do garoto aplicando-lhe fluidos tranquilizadores, o que fez com que Marcos se sentisse mais calmo, pois singelamente a presença daquele espírito foi despertando lembranças do seu avô, e estas lembranças sempre eram agradáveis.

- Marcos – falou a mãe – eu venho percebendo que desde o desencarne do seu avô você está mais irritado, menos tranqüilo... meu filho, nós temos que aceitar este fato e seguir em frente.
- É fácil falar! – Disse o garoto com ar triste e saudoso - Até parece que a senhora não sente falta dele.
- Querido, eu sei o quanto seu avô era importante para você. Sei que ele foi, na verdade, o único pai que você conheceu – explicou a mãe – E você sabe que quando engravidei e fiquei só, ainda muito moça, ele foi o único que me amparou e me recolheu, me deu forças para seguir e até registrou você.
- E então, por isso mesmo, nem parece que a senhora gosta dele!
- Marcos, querido, não é assim. Você está se esquecendo que nós espíritas temos uma visão diferenciada da morte física? O que eu acredito é que seu avô está muito bem em algum lugar e trabalhando pelo bem de todos nós, como ele sempre fez enquanto estava conosco; ou você está esquecido que ele foi trabalhador do centro durante mais de quarenta anos?
- Não, não esqueci não. E é exatamente por isso que estou decepcionado... não é possível que ele tenha passado tanto tempo no centro, fazendo tanta coisa, e nem possa dar uma mensagem pra gente... puxa mãe, é injusto! Já nem sei se acredito neste papo de vida após a morte e de reencarnação. Cadê ele? Porque não fala comigo?

Pascoal, o Avô desencarnado de Marcos, que acompanha ativamente o diálogo, agora estava próximo à mãe do garoto, inspirando nela as respostas mais coerentes a dar para Marcos, pois ele sabia que o garoto estava caminhando por uma linha muito tênue, e que estava a um passo de tomar decisões terríveis para o seu futuro.

Por este motivo, Pascoal, depois do seu desencarne e após ser auxiliado na colônia espiritual Alta Paz, a que o seu centro estava ligado, foi esclarecido sobre compromissos assumidos por Marcos, ainda no plano espiritual, e que seriam executados nesta encarnação através de trabalho reparador em benefício dos necessitados encarnados e desencarnados.

O Jovem, porém, com o impacto da perda do avô, havia se afastado de suas atividades no centro tanto quanto dos estudos e da prática da oração. Preocupado com o caminho a que estas atitudes podiam levar, Pascoal solicitou que pudesse retornar à sua casa e tentar inspirar o neto a retomar o seu caminho espiritual.

- Meu amor – falou a mãe em tom carinhoso – é claro que seu avô está bem e nos ajudando... se ele não se comunicou ainda é porque não pôde. Você não sabe que os espíritos evangelizados têm uma ordem e que só fazem determinadas coisas quando são autorizados? Fique tranqüilo meu bem.
- Fique tranqüilo... fique tranqüilo... você só sabe falar isso mãe. – Falou irritado.
- Marcos, porque você não volta a participar das reuniões do centro, hein? O pessoal de lá está sentindo sua falta. Seus amigos estão com saudade. – Aquietou a mãe – Que tal nós dois irmos amanhã de noite, meu filho? Lembra que amanhã é dia de reunião? Vamos?
- Não, não vou não. – falou com firmeza – Tudo que eu vi lá não me adiantou de nada! Não tem espíritos, não tem reencarnação, não tem caridade, não tem nada! E quer saber de uma coisa? Vou para o meu quarto! Cansei de você! Cansei!.... – Gritou e foi embora da cozinha deixando a mãe e o avô tristes e meneando a cabeça, sem saber como proceder.

Maria, a mãe de Marcos, reconfortada por Pascoal mesmo sem perceber, terminou de jantar, recolheu os pratos, a comida e se retirou da cozinha ainda abalada com o que estava acontecendo com o filho. Preocupada, antes de sair ainda ergueu os olhos para cima, como quem faz uma ligeira prece.

Só, na cozinha, Pascoal concentrou-se, uniu as mãos em oração e abriu o seu coração para Deus, dizendo:
- Senhor, Venho, na qualidade de servo humilde, te rogar forças para esta família; te rogar apoio para estas pessoas; te rogar inspiração para este trabalhador. Bem sei que estamos todos em aprendizado nesta vida, Pai, e que de ambos os lados podemos encontrar oportunidades maravilhosas de testemunhar o teu amor. Muitas vezes, porém, somos cegados pela imaturidade e pelo esquecimento de nosso caminho; tolhidos pelo turbilhão das provas redentoras tantas vezes caímos e sofremos ainda mais por estarmos caídos. Mas este ainda não é o caso aqui, Pai. Mesmo passados alguns meses em que tenho me dedicado diariamente ao alívio redentor, ainda restam forças aos que hoje te pedem auxílio para evitar cair em erros e ainda restam oportunidades para que possamos juntos retornar ao caminho correto de teus ensinamentos. Talvez, porém, esta seja uma tarefa ainda muito complexa para este que te fala, pois este simples colaborador ainda tem muito a aprender... Sendo assim, Senhor, te solicito humildemente ajuda. Te solicito que, caso seja de meu merecimento e de merecimento do nosso Marcos, tu possas, em tua bondade infinita, enviar um irmão mais capacitado no teu amor para nos auxiliar. E que, se mesmo assim não for possível, ó Pai, seja feita então a vossa vontade. Que assim seja!

Ao terminar sua prece, com lágrimas nos olhos, o velho trabalhador do Cristo percebe ao seu lado o aparecimento de um dos amigos espirituais que o orientaram na colônia Alta Paz. O Espírito, de um brilho intenso e tranqüilo, tinha a pele negra, uma veste branca simples: camisa e calça que lembravam as roupas vestidas pelos antigos escravos nas senzalas, andava descalço e sem pressa, e com olhos que pareciam de um sonhador falou mansamente para Pascoal:
-Tem fé, Pascoal. Tuas preces foram atendidas.


---


Trancado no seu quarto, deitado em sua cama, Marcos escutava algo muito barulhento nos fones de ouvido do seu MP3 player e assistia TV ao mesmo tempo. Inquieto mudava de canal sem parar, como quem não consegue se concentrar em nada, ansioso por algo que não sabe o que é.

Sem que ele perceba adentram no seu quarto duas entidades, o seu avô e o Amigo Espiritual. Durante alguns minutos eles ficam a fitar Marcos, observando seus movimentos e sondando seus pensamentos, até que o Amigo Espiritual faz um gesto para que Pascoal se aproxime de Marcos.

Inconscientemente sentindo a aproximação do avô Marcos vai diminuindo o ritmo de seus movimentos e da mudança de canal na tv, até que encontra algo que o agrada e começa a prestar atenção no programa.

Após algum tempo assistindo a tv desliga o seu MP3 player, se recosta confortavelmente e, pensativo, fala para si mesmo.

- Droga, não devia ter brigado com a minha mãe. Ela não tem culpa, não foi ela que matou meu avô; nem foi ela que me fez tirar nota baixa na prova de hoje. Droga! Eu sou um tapado mesmo! E agora nem pra pedir desculpas eu presto. Droga! – Marcos aparentava estar mais triste do que irritado, certamente cheio de remorso pelo modo como tratou sua mãe e repleto de orgulho para admitir o seu erro.

Neste momento o avô senta na cama e o abraça ternamente. Ele parece sentir algo diferente, de seus olhos caem algumas lágrimas e ele abstrai novamente:
- Ah, vovô... o senhor faz tanta falta! Cadê o senhor para me ensinar as coisas, cadê o senhor para me cobrar o dever de casa ou mandar eu estudar para as provas? – e sem perceber que o avô estava no quarto, ele continua falando de si para consigo mesmo - Lembra como a gente se divertia quando ia viajar? E quando ia para o sítio? Eu tenho tentado substituir você, sabe? Encontrei uns caras novos que me mostraram algumas coisas e tal... São até divertidos e estão me levando para umas festas onde rola de tudo... Mas vou te contar a verdade: Ninguém é igual a você! – Ao lado de Marcos o avô chorava, abraçado ao neto, sem poder no momento se comunicar com ele.

Após algum tempo o Amigo Espiritual se aproxima e faz sinal para que Pascoal se afaste um pouco, coloca então suas mãos sobre a cabeça de Marcos, como que aplicando-lhe um passe, e em poucos momentos o garoto se encontra sonolento e resolve se deitar para dormir.

Após Marcos se ajeitar confortável na cama, o Amigo Espiritual senta ao seu lado e coloca a mão sobre a cabeça do garoto. De sua mão sai uma energia clara e delicada que envolve todo o crânio de Marcos e neste momento o sono vem.

(continua na próxima semana...)

Comentários Pessoais...


Amigos, Bom dia!

A Doutrina Espirita nos esclarece e revigora, consola e ampara durante todos os dias de nossas vidas, sejano plano físico ou extra-físico. Porém, como já dizia o Mestre Galileu, "a aquele que muito for dado, muito será cobrado".

O espiritismo também nos preenche de responsabilidades; muitas conosco mesmo, assim como: a responsabilidade de nos melhorarmos, de modificarmos nossas más inclinações, de aprendermos a utilizar a caridade como meta de vida e tantas outras.

Existe, porém, uma que é de extrema urgência e importância para tantos quantos se utilizem de suas capacidades intelectuais e oratórias para a divulgação da Doutrina Espírita. É a responsabilidade de tomar cuidado com os conceitos, ou pré-conceitos, que são repassados(lembrando que pré-conceito não é aquilo que normalmente tomamos como denegrimento da imagem de pessoas de outras raças; é, sim, um conceito que já vem formado de uma base antiga em nossa consciência pessoal ou social, uma idéia previamente formulada que, no mais das vezes, não nos pertence).

Nós, humanos normais, temos que tomar cuidado com as armadilhas que nos impõem as palavras e os conceitos.

Tomemos como exemplo atual quando jesus disse: "amar adeus sobre todas as coisas e ao proximo como a si mesmo", aí estava explicito e afirmado o auto-amor.


Hoje, porém, muitos de nós esquecemos que existe uma fina linha entre o auto-amor e o egoismo disfarcado de auto-amor.

Auto amor implica, principalmente, em auto-respeito, auto-confianca, auto-conhecimento e, por consequência, auto-iluminação. E não em auto-satisfação dos desejos materiais que temos dentro de nós; utilizando como desculpa o ato de se valorizar, de "se ajudar" primeiro para depois ajudar o próximo.

Muitos de nós,inclusive oradores espiritas, estamos utilizando esta declaração como escudo ideológico para atender aos nossos caprichos individuais, em nome de um suposto auto-amor que não me melhora em nada como ser humano, apenas aumenta o meu capital, satisfaz minhas vontades e alimenta os meus desejos.


Infelizmente, no meu ponto de vista, esta se torna uma maquiagem nova para a antiga política do "primeiro eu, segundo eu e terceiro eu também"; e não uma abordagem coerente com os ensinamentos ministrados por espíritos como Joanna de Ângelis nem com a Doutrina Espírita, como um todo.

"Amar ao proximo como a si mesmo" é, mais que tudo, respeitar a figura do outro como eu gostaria de ser respeitado, e compreender que no outro existe a individualidade que precisa tambem crescer, enxergar no próximo Deus e assim amar a Deus em suas criaturas.

É uma atidude íntima de auto-satisfação em auxiliar o próximo não na figura do "eu" mas na figura do "você". É, nas palavras do Mestre Jesus, ser o maior sendo o servidor. Superar os sentimentos egoistas dentro de mim, que apenas buscam a minha auto-satisfação e arranjam diversas desculpas para isso.

Auto-amor não é tarefa fácil, nem se vence os sentimentos egóicos do ser humano atávico rapidamente. É uma tarefa na qual poderemos despender muitas vidas, porém é a nossa missão de vida; baseados no ministério de Jesus.


Graças a Deus Ele não nos deixou desamparados nesta missão, enviando inúmeros de seus seguidores para nos acompanharem e sendo Ele próprio o guia e modelo maior para para nossas vidas.

Sigamos, então, em sua direção, através dos seus exemplos.

Muita Paz a todos.

Sinônimos Espíritas...


Amor – presença divina
Caridade – apoio a si mesmo
Estudo – discernimento
Trabalho – defesa
Progresso – renovação
Ignorância – treva
Serviço – merecimento
Perdão - liberdade
Ofensa – prisão
Culpa – desarmonia
Sofrimento – reajuste
Equilíbrio – saúde
Ressentimento – enfermidade
Ódio – veneno
Êxito – esforço constante
Dever – rumo certo
Felicidade – paz de consciência
Constancia – garantia
Conhecimento – responsabilidade
Prosápia – tolice
Orgulho – queda
Humildade – ascensão

Espírito Hilário Silva
Do Livro "Através do Tempo", de Francisco Cândido Xavier.

Imperdível...




Todos os Espíritas e Espiritualistas brasileiros tem nestas próximas semanas a rara oportunidade de conhecer um dos grandes vultos da Fé no Brasil e no mundo:
O querido Bezerra de Menezes.

Digo rara porque a maioria de nós nunca teve a coragem de buscar em livros e revistas maiores informações sobre este exemplo de caridade e amor que conviveu conosco aqui, no Coração do Mundo.

Casado e pai de alguns filhos, Nascido em uma pequena cidade do interior do Ceará, vivendo em dificuldades financeiras após a falência econômica do pai, estudando Medicina em meio a dificuldades imensas, participante ativo da vida Política sem nunca esquecer os necessitados, presidente e fundador da FEB, Espírita, Espírito Humano na maior expressão da palavra; este foi Bezerra de Menezes, talvez o maior apóstolo Espírita na Pátria do Evangelho.

Assistam e levem seus amigos e familiares para assistir a esta magnífica obra biográfica do médico dos pobres; prestemos nossa justa homenagem a este Grande Espírito que mesmo recebendo um convite de Maria para subir de plano espiritual, ainda hoje trabalha conosco e por nós, sofredores aqui da terra.

Mesmo sabendo que tudo que disser nada representa ante a magnífica obra deste Espírito de Escol, ainda digo humildemente:
Obrigado Bezerra
.



Visite o Site oficial do filme:
Bezerra de Menezes

Assista a alguns trailers e ao making-of do filme:
RCEspiritismo

Para refletir sobre a morte...


Imagine que você está à beira-mar.. e você vê um navio partindo.
Você fica olhando, enquanto ele vai se afastando e afastando, cada vez mais longe, até que finalmente parece apenas um ponto no horizonte, lá onde o mar e o céu se encontram.


E você diz: "pronto, ele se foi". Foi aonde? Foi a um lugar que sua vista não alcança. Só isto.

Ele continua tão grande e tão bonito e tão importante como era quando estava perto de você. A dimensão diminuída está em você, e não nele.

E naquele exato momento em que você está dizendo "ele se foi", há outros olhos vendo-o aproximar-se e outras vozes exclamando com júbilo, dizendo: "Ele está chegando".

Rabino Henry Sobel

Palavras de Joanna de Ângelis...

,
Jesus e Humanidade

Jesus-Homem é a lição de vida que haurimos no Evangelho como convite ao homem que se deve deificar. Não havendo criado qualquer doutrina ou sistema, Jesus tornou a Sua vida o modelo para que o homem se pudesse humanizar, adquirindo a expressão superior.

No Seu tempo, e ainda agora, o homem tem sido símbolo de violência, prepotência e presunção, dominador exterior, estorcegando-se, porém, na sua fragilidade, nos seus conflitos e perecibilidade.

Após os Seus exemplos surgiu um diferente homem: humilde, simples, submisso e forte na sua perenidade espiritual. Enquanto os grandes pensadores de todos os tempos estabeleceram métodos e sistemas de doutrinas, Ele sustentou, no amor, os pilotis da ética humanizada para a felicidade.

Não se utilizou de sofismas, nem de silogismos, jamais aplicando comportamentos excêntricos ou fórmulas complexas que exigissem altos níveis de inteligência ou de astúcia. Tudo aquilo a que se referiu é conhecido, embora as roupagens novas que o revestem.

Utilizou-se de um insignificante grão de mostarda, para lecionar sobre a fé; recorreu a redes de pesca e a peixes, para deixar imperecíveis exemplos de trabalho; a semente caindo em diferentes tipos de solos, para demonstrar a diversidade de sentimentos humanos ante o pólen de luz da Sua palavra.

O "Sermão da montanha" inverteu o convencional e aceito sem discussão, exaltando a vítima inocente ao invés do triunfador arbitrário; o esfaimado de justiça, de amor e de verdade, em desconsideração pelo farto e ocioso, dilapidador dos dons da vida.

Jesus é a personagem histórica mais identificada com o homem e com a humanidade. Todo o Seu ministério é feito de humanização, erguendo o ser do instinto para a razão e daí para a angelitude. Igualmente, é o Homem que mais se identifica com Deus.

Nunca se Lhe refere como se estivesse distante, ou fosse desconhecido, ou temível.

Apresenta-O em forma de Amor, amável e conhecido, próximo das necessidades humanas, compassivo e amigo. Reformula o conceito mosaico e atualiza-o em termos de conquista possível, aproximando os homens dEle pela razão simples de Ele estar sempre próximo dos indivíduos que se recusam a doar-se-Lhe em amor.

Referindo-se ao "reino", não o adorna de quimeras nem o torna pavoroso; antes, desperta nos corações o anelo de consegui-lo na realidade da transcendência de que se reveste. Nega o mundo, sem o maldizer, abençoando-o nas maravilhosas paisagens nas quais atende a dor, e deixa-se mergulhar em meditações profundas sob o faiscar das estrelas luminosas do Infinito. Jesus, na humanidade, significa a luz que a aquece e a clareia. Se te deixaste fossilizar por doutrinas ortodoxas que pretendem nEle ter o seu fundador, renasce e busca-O, na multidão ou no silêncio da reflexão, fazendo uma nova leitura das Suas palavras, despidas das interpretações forjadas.

Se te decepcionaste com aqueles que se dizem seguidores dEle, mas não Lhe vivem os exemplos, olvida-os, seguindo-O na simplicidade dos convites que Ele te endereça até agora e estão no conteúdo das Suas mensagens, ainda avivas quão ignoradas. Se não Lhe sentiste o calor, rompe o frio da tua indiferença e faze-te um pouco imparcial, sem reações adrede estabelecidas, facultando-Lhe penetrar-te o coração e a mente.

Na tua condição humana necessitas dEle, a fim de cresceres, saindo dos teus limites para o infinito do Seu amor. Jesus veio ao homem para humanizá-lo, sem dúvida.

Cabe-te, agora, esquecer por momentos das tuas pequenezes e recebê-Lo, assim cristificando-te, no logro da tua realização plena e total.


pelo Espírito Joanna de Ângelis
Médium: Divaldo P. Franco - da Obra: Jesus e Atualidade.


É dia dos pais...


Queridos amigos,

Esta festividade que se aproxima, muitas vezes comemorada em todos os cantos do mundo, é mais uma oportunidade que temos para nos lembrar de algo que anda sofrendo algum descaso ultimamente: A Família.

O Pai, na convenção social, é a figura que traz a força e proteção para a família. É o amparo seguro e consolador para onde os membros podem correr em busca de proteção. Mas também é aquele que, a exemplo de nosso próprio Pai maior, não se olvida de aplicar o corretivo necessário ao filho.

Como não podia deixar de ser, tentarei realizar aqui uma pequena análise do pai (sem desmerecer as mães) à luz da Doutrina Espírita.

Tomando como base a pergunta 208, e seguintes, do Livro dos Espíritos veremos que os pais exercem grande influência sobre os filhos e que tem por missão desenvolver seus filhos pela educação, buscando melhorar os seus espíritos e contribuir para a o seu crescimento moral.

Essa influência pode ser percebida diaria e incessantemente, basta que olhemos para os pequenos que temos em casa e vejamos como eles nos copiam em nossos trejeitos, gostos, maneiras e vocábulos. O Exemplo que damos em nossos lares é a maior influência que podemos ter sobre nossos filhos.

Desenvolver o seu potencial intelectual pode parecer a coisa mais fácil de se fazer, uma vez que todos queremos colocar nossos infantes em uma boa escola que lhe ensine o que precisa. Porém, na maioria das vezes, esquecemos que existem coisas que somente se aprende em casa, como: Honestidade, União, Fraternidade, Respeito, Amor. Estes são os valores com os quais podemos contribuir para o desenvolvimento moral dos pequenos. E são de muita, para não dizer maior, importância.

Ser pais não é tarefa fácil, nos pede muita dedicação, atenção, compromisso e responsabilidade. Muitas vezes no final de nossas jornadas temos a triste decepção quando vemos que o trabalho que fizemos não foi aproveitado por aquele espírito que recebemos como filho(a); nestes casos a oração e o tempo poderão nos auxiliar muito, quando, mais tarde, precisarmos socorrer aquele que nos é tão caro ao coração.

Eu, de minha parte, apenas tenho a agradecer a Deus a oportunidade que ele me concedeu por ser pai de um pequeno grande garoto. Um dos maiores e melhores corações que já conhecí. Somente peço que possa continuar tentando dar a ele o que ele merece, quer seja fisicamente ou moralmente, porque ele merece Muito.


Normalmente recebemos um parabéns por este dia, eu porém gostaria de terminar esta mensagem de maneira um pouco diferente, com um agradecimento.

Obrigado, Tito, por ser meu filho.

Papai ama você.

Muita Paz para todos.

Perguntas dos amigos...


Queridos amigos,

Recebí recentemente um email de um amigo o qual achei interessante dividir com vocês, segue abaixo a nota inicial e a posterior resposta:

"Caro joão, Boa Noite!
Na 6a feira, soube que um grande amigo, de apenas 28 anos de idade, teve um AVC e encontra-se em estado vegetativo, como se fosse, segundo sua mãe, uma criança de apenas 6 meses de idade. Esta notícia mexeu MUITO comigo, me fazendo questionar se este nosso universo não se move por mero acaso. Com seu conhecimento, por favor, veja se consegue me explicar como fica o espírito desse menino? Fica alí, inerte, preso ao corpo????
Forte abraço!"


----

_____________ , Bom dia.

Primeiramente gostaria de agradecer a sua confiança e carinho, mas o que você chama de meu conhecimento é apenas mais um junto a tantos outros milhares, e melhores, que reunidos formam este mundo em que vivemos. Mas, tentarei esclarecer algo a você de acordo com o meu entendimento.

Analisando o nosso dia-a-dia percebemos que as vezes acontecem fatos em nossas vidas que nos fazem questionar realmente nossa posição religiosa, fé e consequencias morais e materiais que o universo possa ter em relação a nós e aos nossos. Este fato que você relata é um exemplo claro disso.

Para quem está fora é muito fácil falar e analisar, dentro de uma lógica idônea e imparcial, porém, para aqueles que estão diretamente envolvidos o coeficiente emocional é muito forte para ser ignorado e muitas vezes tende a nublar o raciocínio e a fé. Claro que isso é natural do ser humando e devemos compreender o que se passa, dando nosso completo apoio aos envolvidos, de forma a minimizar (se é que é possível) a dor que sentem.

Pela ótica da razão e partindo do princípio que Deus é pai bondoso, justo e amoroso temos então que compreender que tudo que nos acontece é para o nosso bem, mesmo as coisas de mal; este pensamento encontramos eternizado por jesus quando nos diz "que nosso pai sabe o que nos é necessário antes de nos o pedirmos"(mateus 6:8); e desta forma entendemos que muitas vezes queremos determinadas coisas ou situações, porém elas não nos são necessárias, e as vezes coisas que não queremos nem desejamos nos são necessárias para que continuemos o nosso aprendizado na vida. Normalmente as doenças e limitações são assim.

No mais das vezes enquanto estamos no mundo espiritual planejando nossa próxima reencarnação, com o auxílio dos espíritos amigos, temos consciencia que iremos passar por determinadas dificuldades e até pedimos isso; porém na carne esquecemos e passamos pelo verdadeiro teste: aceitar os acontecimentos, que além de vontade divida (para o ressarcimento de nossas faltas) é também nossa vontade, mesmo que não nos lembremos. Recorrendo novamente a à jesus, todos nós oramos o "pai nosso" e dizemos "seja feita a vossa vontade" e quando ela é feita não entendemos e as vezes nem aceitamos.

As dificuldades da vida são realmente momentos árduos e por isso mesmo são chamados de provas. é nesse momento que somos conclamados a "provar" que aprendemos a lição do mestre. Embora falar pareça fácil, sei que na prática é muito difícil. Mas devemos seguir tentando.

Não devemos nos esquecer também que, embora jovens na idade material, somos espíritos imortais e que carregamos em nós os erros de um passado delinquente. Fomos nós os bárbaros que saqueamos as vilas, fomos os mercadores de escravos, os senhores feudais e de engenho, os primitivos antropófagos, etc. E a Doutrina nos esclarece que a colheita é obrigatória; e que acontece todos os dias. Lembrando de uma passagem de O Evangelho Segundo O Espiritismo(cap9 ponto7) "a dor é uma benção que deus envia aos seus eleitos" - pois nos dá a oportunidade de vencer os obstáculos que nós mesmos colocamos em nosso caminho através dos séculos. Mas, devo esclarecer, que o sofrimento não é o único caminho para resgatarmos nossas faltas, existe também o trabalho no amor; já disse o apóstolo "o amor cobre uma multidão de pecados"(1pedro 4:8); pena que na maioria das vezes não estamos preparados para amar, seria muito mais fácil.

Você me pergunta ainda como está o espírito de seu jovem amigo neste caso, e é uma questão muito delicada, pois cada caso é um caso diferente e único.

Uma coisa que podemos ter certeza é que: o espírito está ligado ao corpo, pois se estivesse desligado a vida teria cessado no corpo físico. O fato dele estar longe ou perto também não é dúvida, pois o seu amigo nao está em coma, está desperto e agindo como um bebê, então o espírito está nele, ligado ao corpo e coordenando da maneira que lhe é possível, devido as limitações que o corpo após o avc apresenta.

Não se ofenda com a comparação que vou fazer agora, é apenas para exemplificar melhor: muito provavelmente o estado do espírito de seu amigo hoje é semelhante ao de uma pessoa com deficiencia mental, ou seja, o espírito tem a consciencia plena do que acontece ao seu redor mas devido às limitações físicas naõ consegue comandar o corpo corretamente. Este estado de consciência sem comando pode levar o espírito a um ponto muito delicado de sua evolução, onde ele pode optar por revoltar-se ou fazer uma auto-análise e tentar compreender o que se passa, aceitando os acontecimentos, e consequentemente evoluindo; neste segundo caso a participação dos familiares e amigos é super importante.

Não posso afirmar com certeza, mas muito provavelmente parece ser uma condição programada para eclodir nesta época da vida do seu amigo, a não ser que ele tenha realizado recentemente algum esforço que possa ter danificado o corpo físico e aí a doença se torna um efeito...

Provavelmente também a mãe, que com certeza cuida dele com desvelo e carinho, também está implicada indiretamente neste caso, pois participa ativamente do processo. e, no mais das vezes, a espiritualidade tem nos mostrado que muitas pessoas reencarnam juntas para resgatar débitos passados que executaram conjuntamente.

O mais importante neste momento não é encontrar o porque ou pra que do acontecimento, mas esclarecer a família que é uma situação real e que merece toda atenção e carinho. Por motivos de problemas físicos aquele rapaz não deixa de ser filho ou irmão, e nem perde a consciência do que se passa ao seu redor, apenas não demonstra esta consciencia.

É imprescindível o carinho da mãe e de outros familiares e amigos para conceder ao jovem uma vida cercada de esperança. E que entendam que mesmo tendo perdido determinadas possibilidades em suas vidas, ganharam outras que ainda vão descobrir; devem reaprender a viver com esta nova realidade que se transforma em oportunidade de aprendizado e crescimento mútuo, quando encarada com bons olhos e boa vontade. Se houver a possibilidade tente explicar o caso, comentar com cuidado, consolar e orientar para que conversem sempre como rapaz, orem junto com ele, leiam o evangelho e coisas assim; O espírito deste jovem com certeza necessita muito deste auxílio.

Recentemente lí um livro chamado "a última grande lição" de Mitch Albom, se for possível leia e recomende aos familiares, tenho certeza que ele vai contribuir de alguma forma para o caso.

Finalizo este "jornal" com um pedido de desculpas por ter me alongado tanto e o sincero desejo de haver auxiliado de alguma forma. Lembro que estou por aqui para tentar esclarecer e ajudar no que for possível. Fiquemos, porfim, com uma frase do Espírito de Verdade constante no Evangelho Segundo o Espiritismo(cap6 ponto8):"Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que a suplicam... seu poder cobre a terra e por toda parte ao lado de cada lágrima põe um bálsamo" Basta que estejamos preparados para encontrar o bálsamo.

Muita Paz


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...