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Amigos, Bom dia!

A Doutrina Espirita nos esclarece e revigora, consola e ampara durante todos os dias de nossas vidas, sejano plano físico ou extra-físico. Porém, como já dizia o Mestre Galileu, "a aquele que muito for dado, muito será cobrado".

O espiritismo também nos preenche de responsabilidades; muitas conosco mesmo, assim como: a responsabilidade de nos melhorarmos, de modificarmos nossas más inclinações, de aprendermos a utilizar a caridade como meta de vida e tantas outras.

Existe, porém, uma que é de extrema urgência e importância para tantos quantos se utilizem de suas capacidades intelectuais e oratórias para a divulgação da Doutrina Espírita. É a responsabilidade de tomar cuidado com os conceitos, ou pré-conceitos, que são repassados(lembrando que pré-conceito não é aquilo que normalmente tomamos como denegrimento da imagem de pessoas de outras raças; é, sim, um conceito que já vem formado de uma base antiga em nossa consciência pessoal ou social, uma idéia previamente formulada que, no mais das vezes, não nos pertence).

Nós, humanos normais, temos que tomar cuidado com as armadilhas que nos impõem as palavras e os conceitos.

Tomemos como exemplo atual quando jesus disse: "amar adeus sobre todas as coisas e ao proximo como a si mesmo", aí estava explicito e afirmado o auto-amor.


Hoje, porém, muitos de nós esquecemos que existe uma fina linha entre o auto-amor e o egoismo disfarcado de auto-amor.

Auto amor implica, principalmente, em auto-respeito, auto-confianca, auto-conhecimento e, por consequência, auto-iluminação. E não em auto-satisfação dos desejos materiais que temos dentro de nós; utilizando como desculpa o ato de se valorizar, de "se ajudar" primeiro para depois ajudar o próximo.

Muitos de nós,inclusive oradores espiritas, estamos utilizando esta declaração como escudo ideológico para atender aos nossos caprichos individuais, em nome de um suposto auto-amor que não me melhora em nada como ser humano, apenas aumenta o meu capital, satisfaz minhas vontades e alimenta os meus desejos.


Infelizmente, no meu ponto de vista, esta se torna uma maquiagem nova para a antiga política do "primeiro eu, segundo eu e terceiro eu também"; e não uma abordagem coerente com os ensinamentos ministrados por espíritos como Joanna de Ângelis nem com a Doutrina Espírita, como um todo.

"Amar ao proximo como a si mesmo" é, mais que tudo, respeitar a figura do outro como eu gostaria de ser respeitado, e compreender que no outro existe a individualidade que precisa tambem crescer, enxergar no próximo Deus e assim amar a Deus em suas criaturas.

É uma atidude íntima de auto-satisfação em auxiliar o próximo não na figura do "eu" mas na figura do "você". É, nas palavras do Mestre Jesus, ser o maior sendo o servidor. Superar os sentimentos egoistas dentro de mim, que apenas buscam a minha auto-satisfação e arranjam diversas desculpas para isso.

Auto-amor não é tarefa fácil, nem se vence os sentimentos egóicos do ser humano atávico rapidamente. É uma tarefa na qual poderemos despender muitas vidas, porém é a nossa missão de vida; baseados no ministério de Jesus.


Graças a Deus Ele não nos deixou desamparados nesta missão, enviando inúmeros de seus seguidores para nos acompanharem e sendo Ele próprio o guia e modelo maior para para nossas vidas.

Sigamos, então, em sua direção, através dos seus exemplos.

Muita Paz a todos.

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