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Amigos, bom dia.

Muitos de nós temos utilizado partes do evangelho de Jesus em nossos discursos como desculpas para buscarmos uma auto-satisfação a que nos impele nosso ego ainda muito materializado.

Quando se fala de auto-amor temos o conceito de Jesus, tão bem esclarecido por espíritos como Joanna de Ângelis e outros, que nos traz a imagem da harmonia entre o nosso espírito e o universo; a visão do criador em mim e, por consequência, no meu próximo; a consciencia que não posso ser feliz enquanto não trabalhar pela felicidade na figura do outro.

Muitos de nós porém temos transformado o auto-amor em obrigatoriedade de sermos felizes primeiro para depois atender ao próximo; atendermos as nossas necessidades e ambições (normalmente materiais) para depois trabalharmos em auxílio a sociedade.


Do meu ponto de vista, ainda pequeno, esta é uma corrupção do que o mestre nos ensinou e do que os seus espíritos evangelizados tem nos ensinado durante estes séculos passados.

Para mim esta busca pela auto-felicidade antes de trabalhar pela felicidade do próximo, declarando que não podemos transmitir felicidade se não formos felizes ou que não podemos amar se não nos amarmos primeiro, se torna um êngodo onde tentamos enganar a nós mesmos com deturpações dos conceitos iluminativos de Jesus.

Não digo com isso que é errado desejar as coisas materiais, que é decepcionante buscar o melhor para sí, não. Não é isso. Apenas que não devemos utilizar de argumentos fúteis para disfarçar algo que é normal a todos nós humanos ainda em aprendizado.

É normal que eu queira ganhar mais, morar melhor, educar meus filhos em uma melhor escola, vestir bem, etc. Nós ainda estamos muito ligados a este mundo material para podermos nos livrar destes conceitos facilmente. E no mundo ainda preponderam os valores materiais inclusive para manutenção da vida: comprar mantimentos, roupas abrigo, etc.

Devemos, assim, conscientes de nosso desejo, tentarmos trabalhar para diminuí-lo ou vencê-lo. Lembrar que para sermos felizes precisamos do necessário e não do supérfluo que tantas vezes desejamos sem medidas.

Com esta visão renovada podemos partir para o auxílio dos amigos que tem menos que nós, dividindo o que nos é dado em abundância, retendo o necessário a nossa vida, mas não entesourando riquezas e objetos desnecessários apenas para a satisfação de nossos princípios materiais primitivos.

Transcrevo abaixo um texto de Emmanuel que nos fala sobre este processo e nos convoca a analisarmos onde estamos deixando a nossa real atenção: nos valores materiais e passageiros ou nos valores imorredouros do Mestre Jesus?


Lembremos que a riqueza e o poder quando chegam trazendo uma aparente felicidade, normalmente levam para longe a paz, união, tranquilidade, sinceridade, amor e família.

Muita Paz

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Mordomias

- Estamos construindo um mundo novo - disse Cláudio ao jovem advogado que aderia ao trabalho do grupo, e sem criticar os costumes de vários Países, desejaria conhecer o pensamento de Cristo sobre mordomias. Não me lembro de nenhuma passagem do Novo Testamento que nos conduza às idéias e opiniões do Divino Mestre, nesse sentido...

Um professor dos que se achavam presentes tomou a palavra e informou:

- Jesus era contrário a semelhante sistema de privilégios inaceitáveis.

- Em que tópico será possível encontrar as conclusões que o senhor terá chegado? Falou o rapaz...

O educador buscou um exemplar do Novo Testamento e em voz alta narrou a expressiva história de um homem avaro entre os capítulos 19 a 21 do Evangelho do Apóstolo São Lucas:

- E Jesus disse-lhes a seguir esta parábola: "Havia um rico homem. Suas terras haviam produzido extraordinariamente e que se entretinha a pensar consigo mesmo, assim: Que hei de fazer, pois já não tenho lugar onde possa colocar tudo, o que vou colher? Aqui está, disse, o que farei: demolir os meus celeiros e construir outros maiores, onde depositarei a minha colheita e todos os meus bens. E direi à própria alma: Tens de reserva muitos bens para longos anos! Repousa, come, bebe e goza. Mas Deus, ao mesmo tempo, disse ao homem: Que insensato és!...Esta noite mesmo, tomar-te-ão a alma; para que servirá então o que acumulaste?".

E o professor rematou:

- Nessa parábola simples, Jesus ensina o que pensava acerca de mordomias. O homem era rico, foi surpreendido pela produção abundante das suas próprias terras. Tão grande se lhe fizeram as facilidades que se propôs a levantar celeiros mais amplos, nos quais pudesse ajuntar a enorme colheita e todos os bens que possuía. Ele que já se achava provido do necessário, queria entesourar o supérfluo? Não encontramos aí as ilações do Mestre, com respeito às mordomias dos tempos modernos?

O jovem rapaz que acompanhava a leitura com grande respeito e atenção se manteve, então, em profundo silêncio.


Do livro: “A Semente De Mostarda” – pelo Espírito: Emmanuel – pelo Médium: Francisco Câncido Xavier.



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