Palestras em MP3 ...



20 Serviços que o Espiritismo faz por você

A difícil arte de dizer "não" aos filhos...



Você costuma dizer "não" aos seus filhos?

Considera fácil negar alguma coisa a essas criaturinhas encantadoras e
de rostos angelicais que pedem com tanta doçura?

Uma conhecida educadora do nosso País alerta que não é fácil dizer não
aos filhos, principalmente quando temos os recursos para atendê-los.

Afinal, nos perguntamos, o que representa um carrinho a mais, um
brinquedo novo se temos dinheiro necessário para comprar o que querem?
Por que não satisfaze-los?

Se podemos sair de casa escondidos para evitar que chorem, por que
provocar lágrimas?

Se lhe dá tanto prazer comer todos os bombons da caixa, por que
faze-lo pensar nos outros?

E, além do mais, é tão fácil e mais agradável sermos "bonzinhos"...

O problema é que ser pai é muito mais que apenas ser "bonzinho" com os
filhos. Ser pai é ter uma função e responsabilidade sociais perante os
filhos e perante a sociedade em que vivemos.

Portanto, quando decidimos negar um carrinho a um filho, mesmo podendo
comprar, ou sofrendo por lhe dizer "não", porque ele já tem outros dez
ou vinte, estamos ensinando-o que existe um limite para o ter.
Estamos, indiretamente, valorizando o ser.

Mas quando atendemos a todos os pedidos, estamos dando lições de
dominação, colaborando para que a criança aprenda, com nosso próprio
exemplo, o que queremos que ela seja na vida: uma pessoa que não
aceita limites e que não respeita o outro enquanto indivíduo.

Temos que convir que, para ter tudo na vida, quando adulto, ele
fatalmente terá que ser extremamente competitivo e provavelmente com
muita "flexibilidade" ética, para não dizer desonesto.

Caso contrário, como conseguir tudo? Como aceitar qualquer derrota,
qualquer "não" se nunca lhe fizeram crer que isso é possível e até
normal?

Não se defende a idéia de que se crie um ser acomodado sem ambições e
derrotista. De forma alguma. É o equilíbrio que precisa existir: o
reconhecimento realista de que, na vida às vezes se ganha, e, em
outras, se perde.

Para fazer com que um indivíduo seja um lutador, um ganhador, é
preciso que desde logo ele aprenda a lutar pelo que deseja sim, mas
com suas próprias armas e recursos, e não fazendo-o acreditar que
alguém lhe dará tudo, sempre, e de "mão beijada"

Satisfazer as necessidades dos filhos é uma obrigação dos pais, mas é
preciso distinguir claramente o que são necessidades do que é apenas
consumismo caprichoso.

Estabelecer limites para os filhos, é necessário e saudável.

Nunca se ouviu falar que crianças tenham adoecido porque lhes foi
negado um brinquedo novo ou outra coisa qualquer.
Mas já se teve notícias de pequenos delinqüentes que se tornaram
agressivos quando ouviram o primeiro não, fora de casa.
Por essa razão, se você ama seu filho, vale a pena pensar na
importância de aprender a difícil arte de dizer não.
Vale a pena pensar na importância de educar e preparar os filhos para
enfrentar tempos difíceis, mesmo que eles nunca cheguem.


O esforço pela educação não pode ser desconsiderado.

Todos temos responsabilidades no contexto da vida, nas realizações
humanas, nas atividades sociais, membros que somos da família
universal.


(Do livro "Repositório de Sabedoria" vol I, Educação)

Sabedoria em gotas...



81 - Você e o tempo.

Sem que perceba, você está deixando a vida carnal a cada instante.
Sem que note, todo dia é um a menos na sua existência.
Mas, sem que você perceba, Deus trabalha por você a cada minuto.
Sem que note, a Vida lhe ente­soura os bens, constantemente.
Sem que sinta, a sua felicidade está sendo tecida no Infinito, a todo momento.
Tempo é Deus amando você. Não atrapalhe o serviço que o tempo faz a seu benefício. Pratique o bem. Cultive o amor. Valorize a paz.
É graças ao tempo que você mais se aproxima de Deus.

LOPES, Lourival. Gotas de Esperança. 17. ed. Brasília: Otimismo. 2005.

Olhar de amor...



Foi um choque para aquela jovem mãe quando recebeu o diagnóstico de câncer.

Sucederam-se os tratamentos e, naquele dia, após o internamento, quando ela voltava para casa, se sentiu muito triste. Ela estava consciente da sua aparência. Estava sem cabelos, por causa da radioterapia.

Sentia-se desencorajada. Seu marido continuaria a amá-la? E seu filho? Ele tinha apenas seis anos.

Quando chegou em casa, sentou-se na cozinha, pensando em como explicar a seu filho porque estava tão feia.

Ele apareceu na porta e ficou olhando-a, curioso. Quando ela iniciou o discurso que ensaiara para ajudá-lo a entender o que via, o menino se aproximou e se aconchegou em seu colo, quietinho, a cabeça recostada em seu peito.

Ela acariciou a cabecinha do filho e disse: "você vai ver como daqui a pouco o meu cabelo vai crescer e eu vou ficar melhor, como era antes".

O menininho se levantou, olhou para ela, pensativo. Depois, com a espontaneidade da sua infância, respondeu: "seu cabelo está diferente, mãe. Mas o seu coração está igualzinho."

A mãe não precisava mais esperar por daqui a pouco para melhorar. Com os olhos cheios de lágrimas, ela se deu conta de que já estava muito melhor.

O essencial é invisível aos olhos, dizia o pequeno príncipe, no livro de Antoine de Saint Exupéry. Quem ama vê além da aparência física e é isto que ama: a essência.


Por isto os casamentos em que o amor é o autêntico laço de união perdura, apesar dos anos transcorridos. Para quem têm olhos de amor, o olhar penetra além do corpo físico que perdeu um tanto do vigor e já não apresenta a exuberância plástica dos verdes anos.

Para esses, o amor amadurece a cada ano, solidificando-se a cada dificuldade enfrentada, a cada óbice superado, a cada batalha vencida.

Enquanto os cabelos vão sendo prateados pelo exímio pintor chamado tempo, e a artista plástica chamada idade vai colocando pequenos sinais na face, aqui e ali, o amor mais cresce.

O sentimento se engrandece à medida que o passo deixa de ser tão vigoroso e um se apóia no outro para descer os degraus, para subir uma escadaria.

A solidariedade se torna mais intensa, enquanto a vista se embaça um pouco e o extraordinário computador que é o cérebro já não consegue fazer as corretas equações matemáticas, para aquilatar se dá ou não tempo para atravessar a rua. Uma mão segura a outra, muda, para afirmar: esperemos um pouco.

Envelhecer ao embalo do amor é maravilhoso. Desfrutar do aconchego um do outro é reconfortante.

Felizes os casais que envelhecem juntos. Felizes os filhos que sabem aproveitar da companhia generosa de pais e avós que o tempo alcançou.

..............................................

De todos os momentos da vida os mais preciosos são os desfrutados com amor.

Quando as dificuldades se avolumam, os problemas crescem, os dias solitários chegam, é maravilhoso ter momentos de carinho para serem recordados.

Momentos que recebemos ou que ofertamos. Momentos que nos fizeram extremamente felizes. Momentos que, revividos, pelos fios invisíveis do pensamento, ainda nos reconfortam e aquecem o coração.

Por tudo isso, ame muito e permita-se amar por seus amores.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. O Prognóstico de Rochelle M. Pennington, do livro Histórias para Aquecer o Coração das Mães, ed. Sextante.

O Evangelho no Lar...



Trabalhemos pela implantação do Evangelho no lar, quando estiver ao alcance de nossas possibilidades.

A seara depende da sementeira.

Se a gleba sofre o descuido de quem lavra e prepara, se o arado jaz inerte e se o cultivador teme o serviço, a colheita será sempre desengano e necessidade, acentuando o desânimo e a inquietação.

É importante nos unamos todos no lançamento dos princípios cristãos no santuário doméstico.

Trazer as claridades da Boa Nova ao templo da família é aprimorar todos os valores que a experiência terrestre nos pode oferecer.

Não bastará entronizar as relíquias materiais que se reportem ao Divino Mestre, entre os adornos da edificação de pedra e cal, onde as almas se reúnem sob os laços da comunidade ou da atração afetiva. É necessário plasmar o ensinamento de Jesus na própria vida, adaptando-se-lhe o sentimento à beleza excelsa.

Evangelho no Lar é Cristo falando ao coração. Sustentando semelhante luz nas igrejas vivas do lar, teremos a existência transformada na direção do Infinito Bem.

O Céu, naturalmente, não nos reclama a sublimação de um dia para outro nem exige de nós, de imediato, as atitudes espetaculares dos heróis.

O trabalho da evangelização é gradativo, paciente e perseverante. Quem recebe na inteligência a gota de luz da Revelação Cristã, cada dia ou cada semana transforma-se no entendimento e na ação, de maneira imperceptível.

Apaga-se nas almas felicitadas por essa bênção o fogo das paixões, e delas desaparecem os pruridos da irritação inútil que lhe situa o pensamento nos escuros resvaladouros do tempo perdido.

Enquanto isso ocorre, as criaturas despertam para a edificação espiritual com o serviço por norma constante de fé e caridade, nas devoluções a que se afeiçoam, de vez que compreendem, por fim, no Senhor, não apenas o amigo Sublime que ampara e eleva, mas também o orientador que corrige e educa para a felicidade real e para o bem verdadeiro.

Auxiliemos a plantação do cristianismo no santuário familiar, à luz da Doutrina Espírita, se desejamos efetivamente a sociedade aperfeiçoada no amanhã.

Em verdade, no campo vasto do mundo as estradas se bifurcam, mas é no lar que começam os fios dos destinos e nós sabemos que o homem na essência é o legislador da própria existência e o dispensador da paz ou da desesperação, da alegria ou da dor a si mesmo.

Apoiar semelhante realização, estendendo-se nos círculos das nossas amizades, oferecendo-lhe o nosso concurso ativo, na obra de regeneração dos espíritos na época atormentada que atravessamos, é obrigação que nos reaproximará do Mentor Divino, que começou o seu apostolado na Terra, não somente entre os doutores de Jerusalém, mas também nos júbilos caseiros da festa de Caná, quando, simbolicamente, transformou a água em vinho na consagração da paz familiar.

Que a providência Divina nos fortaleça para prosseguirmos na tarefa de reconstrução do lar sobre os alicerces do Cristo, nosso Mestre e Senhor, dentro da qual cumpre-nos colaborar com as nossas melhores forças.



pelo Espírito Bezerra de Menezes - do Livro: Temas da Vida - Psicografia Chico Xavier.


A opção da Simplicidade...


Muitas pessoas reclamam da correria de suas vidas.

Acham que têm compromissos demais e culpam a complexidade do mundo moderno.

Entretanto, inúmeras delas multiplicam suas tarefas sem real necessidade.

Viver com simplicidade é uma opção que se faz.


Muitas das coisas consideradas imprescindíveis à vida, na realidade, são supérfluas.

A rigor, enquanto buscam coisas, as criaturas se esquecem da vida em si.

Angustiadas por múltiplos compromissos, não refletem sobre sua realidade íntima.

Olvidam do que gostam, não pensam no que lhes traz paz, enquanto sufocam em buscas vãs.

De que adianta ganhar o mundo e perder-se a si próprio?

Se a criatura não tomar cuidado, ter e parecer podem tomar o lugar do ser.

Ninguém necessita trocar de carro constantemente, ter incontáveis sapatos, sair todo final de semana.

É possível reduzir a própria agitação, conter o consumismo e redescobrir a simplicidade.

O simples é aquele que não simula ser o que não é, que não dá demasiada importância a sua imagem, ao que os outros dizem ou pensam dele.

A pessoa simples não calcula os resultados de cada gesto, não tem artimanhas e nem segundas intenções.

Ela experiencia a alegria de ser, apenas.

Não se trata de levar uma vida inconsciente, mas de reencontrar a própria infância.

Mas uma infância como virtude, não como estágio da vida.

Uma infância que não se angustia com as dúvidas de quem ainda tem tudo por fazer e conhecer.

A simplicidade não ignora, apenas aprendeu a valorizar o essencial.

Os pequenos prazeres da vida, uma conversa interessante, olhar as estrelas, andar de mãos dadas, tomar sorvete...

Tudo isso compõe a simplicidade do existir.

Não é necessário ter muito dinheiro ou ser importante para ser feliz.

Mas é difícil ter felicidade sem tempo para fazer o que se gosta.

Não há nada de errado com o dinheiro ou o sucesso.

É bom e importante trabalhar, estudar e aperfeiçoar-se.

Progredir sempre é uma necessidade humana.

Mas isso não implica viver angustiado, enquanto se tenta dar cabo de infinitas atividades.

Se o preço do sucesso for ausência de paz, talvez ele não valha a pena.

As coisas sempre ficam para trás, mais cedo ou mais tarde.

Mas há tesouros imateriais que jamais se esgotam.

As amizades genuínas, um amor cultivado, a serenidade e a paz de espírito são alguns deles.

Preste atenção em como você gasta seu tempo.

Analise as coisas que valoriza e veja se muitas delas não são apenas um peso desnecessário em sua existência.

Experimente desapegar-se dos excessos.

Ao optar pela simplicidade, talvez redescubra a alegria de viver.

Pense nisso.


Redação do Momento Espírita.
Em 23.09.2008.

Comentários Pessoais...


Prezados amigos, bom dia.

Recentemente alguns amigos daqui de pernambuco, mais notadamente das cidades de Caruaru e Palmares, vieram me perguntar o que eu achava de uma situação que vem sendo muito difundida em nosso estado através dos meios de comunicação jornal, rádio e tv: a volta de Dr. Fritz através do médium Kleber Aran.

O referido médium está em uma temporada de atendimentos na cidade de Recife(pois já vem rodando vários estados brasileiros), onde planeja atender cerda de 40 mil pessoas em um clube esportivo, com atendimentos realizados em meio a multidão e utilizando de métodos, no mínimo, pouco ortodoxos.

Até aí, pelo menos dentro do meu conhecimento, não se diferencia muito dos atendimentos que o Dr Fritz realizava através de Zé Arigó ou de Edson Queiroz. O grande problema, no meu ver, é que o médium tem alguns fatos pouco comuns ao espírito alemão; entre eles a venda(???) de um tubo de chá, com 20ml de uma substância preparada pelo próprio médium, vendido a R$ 8,00 a unidade. O médium declara que esta venda é para cobrir as despesas com descartáveis e o aluguel do clube... Acredito que estas despesas poderiam ser minoradas, ou até eliminadas, se o médium procurasse atender dentro das instalações da Federação Espírita Pernambucana, que pdoeria conseguir doação deste material e ceder o espaço para atendimento; ainda me pergunto porque isto não aconteceu?

Porém, tenho que salientar, este fato por sí só não invalida ou caracteriza como mistificação o fenômeno.

A grande pergunta da maioria das pessoas é: se é o espírito de Fritz de verdade?

A esta pergunta, dentro de meu simples entendimento, deveremos seguir o exemplo do codificador da Doutrina Espírita, cientista por excelência e experimentador nato.

Assim procedendo deveria então ser instalada uma pesquisa séria e coerente de acompanhamento, tanto das atividades do Médium quanto das curas por ele efetivadas. Comunicações deverão ser analisadas; seguidos clinicamente os casos de cura por alguns meses ou até anos; solicitar de médiuns videntes e audientes de conhecida idoneidade que acompanhem os atendimentos realizados; encaminhar pessoas que realmente estão doentes clinicamente (com exames comprovados) para serem atendidos juntamente com pessoas que esteja gozando de saúde física plena(também com exames comprovados) para verificar se são identificados os casos certos e as doenças corretas; entre vários outros procedimentos que possam ser utilizados dentro de uma investigação científica.

Ao meu ver a insituição correta para direcionar este estudo é a FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA, por ser a casa do espiritismo e órgão de maior interesse da idoneidade e representação sadia do Espiritismo no Brasil, poderia então ser representada em cada estado que o médium passar pela Federação Estadual que acompanharia os processos e executaria os procedimentos de análise mais indicados; outr instituição respeitável para tanto ser a AME (associação dos médicos espíritas) cujos integrantes detém, com certeza, o conhecimento espiritual e técnico sobre o assunto em questão.

Não se pode deixar de avaliar também a enorme necessidade que a grande massa tem do "fenômeno", do místico, do milagre... E isto por sí só já é um grande fator que interfere e auxilia nas curas conseguidas, mesmo que sejam anímicas. É inegável o poder que nossa mente exerce sobreo nosso corpo e prova disso são os pequenos "milagres" que consegue quem tem fé e acredita; bem como os conhecidos efeitos "placebo" que a medicina vem estudando há vários anos.

Seria muita prepotência de minha parte dizer precipitadamente que "é fritz" ou que "não é fritz"; tenho em minhas profundas convicções que este é um caso que requer uma análise séria e ininterrupta, até que se chegue ao ponto verdadeiro: Comprovar a participação do espírito alemão e confirmar a fé do povo e o bem que isto traz a sociedade em geral, ou desmascarar um grupo de pessoas que está apenas iludindo e mistificando os outros, prejudicando mais do que auxiliando.

Para uma análise mais profunda do caso repasso abaixo alguns links da internet com vídeos e reportagens a favor e contra o caso e o médium Kleber Aran. Busquemos construir a nossa informação e tomar a posição que acharmos melhor.

Então, sigamos o codificador e analisemos à exaustão cada caso que nos apareça sem medo de melindres ou de causar transtorno à determinadas pessoas; sabemos que os espíritos superiores, inclusive, fazem questão de ser pesquisados e questionados. Lembremos sempre a seriedade de Kardec e não nos deixemos levar puramente pela multidão de fenômenos.

Apenas quero encerrar com uma passagem de "O Livro dos Médiuns", Cap 20, onde o Espírito ERASTO nos adverte que
"Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade".

Muita Paz.

Links de vídeos e reportagens:

Link 1

Link 2

Link 3

Link 4

Link 5

Link 6

Presença de André Luiz...


CARIDADE DO TEMPO



Amplia-se na vida, segundo as nossas necessidades, o tema sempre novo da caridade.

Ninguém calcula a importância do pão que socorre o faminto, nem o valor do remédio que alivia o doente.

Outras expressões de beneficência, contudo, vão surgindo imperiosas.

Uma delas, que raramente refletimos, baseia-se na dádiva das horas – caridade do tempo, ao alcance de todos.

Não há criatura impedida de exercê-la. Em qualquer clima social, semelhante cooperação é fundamento do bem.

Um dia de trabalho gratuito no levantamento das boas obras. . .

Uma semana tomada às férias para concurso desinteressado às instituições que reúnem doentes menos felizes. . .

Um horário de serviço puramente fraterno na esfera profissional para os que nos reclamam a experiência. . .

Um momento de tolerância e respeito para os que se extraviam na cólera. . .

Um minuto a mais de atenção para a conversa de alguém que ainda ignora o processo de resumir. . .

Uma hora para a visita espontânea ou solicitada em que sejamos úteis. . .

Todos podemos calar para que outros falem, extrair alguns instantes dos apertos do dia a dia para atividades edificantes, empregar retalhos de repouso no estudo para conseguir esclarecer ou ensinar, suprimir um passeio ou uma distração para a felicidade de servir. . .

Não nos esqueçamos de articular oportunidades em auxílio de outrem.

Caridade do tempo, fonte de amor e luz. É com ela e por ela que a própria Sabedoria Divina nos ampara e nos reergue, corrige e aprimora, usando paciência infinita conosco, através das reencarnações.

pelo Espírito André Luiz - Psicografia Waldo Vieira.

Palestras em MP3 ...



Amor, a mensagem esquecida de Jesus

Programas de Rádio ...


Apresentaremos aqui alguns programas espíritas apresentados em rádio, em mp3, com uma programação que busca fornecer informações e esclarecimentos aos ouvintes. clique no link abaixo com o botão direito e escolha salvar como:


Fonte de Luz 06/09/08 - Obsessão e Depressão



Fonte de Luz 23/08/08 - A Prece



Fonte de Luz 30/08/08 - Entrevista sobre Espiritismo

O Movimento Espírita Brasileiro está de parabéns ...


Carta do Produtor do filme sobre Bezerra de Menezes aos Espíritas do Brasil

***
Fortaleza, 17 de Setembro de 2008
Espiritismo vive momento Histórico em sua divulgação
Estimado Irmão de ideal Espírita,
Muita PAZ!
O Movimento Espírita Brasileiro está de parabéns.
É realmente de se "tirar o chapéu" a união dos espíritas e o empenho deles na divulgação, por todos os meios possíveis, do filme sobre a vida do NOSSO querido Bezerra de Menezes.
O sucesso deste filme -que direta e indiretamente- vem divulgando com pujança a Doutrina Espírita -se deve a essa "corrente do bem" que está acontecendo de forma muito bonita de Norte a Sul, de Leste a Oeste do país.
Graças a DEUS e á este comprometimento incondicional dos admiradores do Dr. Bezerra e amantes da doutrina , o filme "Bezerra de Menezes, o Diário de um Espírito" já é considerado um fenômeno do cinema brasileiro em 2008, pelos analistas da mídia especializada.
E o melhor: Trata-se de um filme que quebra paradigmas da cinematografia nacional que comumente usa clichês - quando se mostra o Brasil- de se evidenciar a violência, apelo das favelas, carros capotando, traição, sexualidade exacerbada , corrupção e etc...
"Bezerra de Menezes" inaugura uma nova fase na área, ou seja, a da valorização da VIDA, da Cultura da PAZ, do AMOR E da Espiritualidade nas telas, em suma: a educação do Espírito.
E isso, pode ter certeza: Já está despertando, aqui no Brasil e depois lá fora, o interesse de outros produtores e cineastas em se fazer outros filmes com essa temática para atender a demanda que e forma irrefutável existe e os números estão dizendo isso.
Irmão:
Quero compartilhar com vc, que até ontem superamos a importante marca de 215 mil espectadores em 17 dias de exibição.
Isso é um marco histórico.
Ultrapassamos a melhor das expectativas da FOX e da GLOBO FILMES, nossas parceiras nesse projeto cinematográfico.
Sinto, do fundo do meu coração, que podemos fazer muito mais!!!!
Tenho andado pelo país e percebo que , seja no consciente ou no inconsciente coletivo das pessoas, Dr. Bezerra tem um "recall" incrível não apenas entre os Espíritas... Ele é admirado como um homem bom , caridoso por todos.
Por isso, esse filme pode trascender os limites da ordem religiosa do público. Agora isso depende de vc!!!
Considero os Espíritas, verdadeiros "gigantes adormecidos". Eles estão "infiltrados" estrategicamente nos lugares ideias para se fazer uma "evolução" maravilhosa nesse país onde a fraternidade, o amor e a ética seja a nova ordem.
Os Espíritas estão nos tribunais de justiça, nas empresas, na grande mídia, nos governos, na classe artística...
Detalhe: E com algum poder de influência, com liderança.
E mais: Os Espíritas são formadores de opinião!!!
Já está demonstrado que é só agirmos que o universo conspira ao nosso favor e tudo dá certo.
Esta a lei da natuteza. Não temos que ter receio. Se nos juntarmos e acreditarmos em nosso potecial poderemos fazer, acredite, uma "evolução" sem precedentes na história desse país.
Por exemplo: Se mantivermos esse " pique" por mais três semanas entraremos definitivamente no seleto hall dos três filmes que mais atrairam público no ano de 2008 no Brasil e como eu disse, esses números vão pavimentar definitivamente a realização de novos filmes com estes valores, com este foco na Cultura da PAZ.
A indústria cinematográfica , especialmente a do Brasil que tem grandes produtores e cineastas, já está estudando esse "fenômeno mercadológico" chamado "Bezerra de Menezes, O Diário de um Espírito" e produzir novos filmes Espíritas em breve!!!
Gente:
Justamente por isso e, pelo "despertar" que o filme vem proporcionando a quem não é Espírita, não podemos deixar arrefecer a divulgação agora.
Agora, o que vc pode fazer para contribuir ainda mais com o Sucesso do filme nesta reta final?
1. Se não assistiu, vá ao cinema!
Procure levar sua família logo na primeira vez, pois depois vcs podem ir passear juntos, discutir o filme, ou seja, é um encontro interessante- um programa da família, algo tão raro nessa sociedade moderna. Não esqueçam que Dr. Bezerra é um unificador nato...
2. Indique o filme!
Para seus demais parentes (primos, tias, cunhados, sogra). Se der , acompanhe-os. É incrível a quantidade de pessoas que tem nos enviado e-mails, nos telefonam e falam com o próprio Vereza na rua dizendo que já assistiram o filme duas, três vezes, quatro vezes e afirmam: "Cada vez que o assisto noto algo diferente, uma nova percepção , que não tinha percebido na primeira vez e até me fez entender melhor certas soluções dos diretores do filme para cada passagem".
3.Escreva um artigo/ mande e-mails para os veículos de comunicação
Use seus contatos. Vc deve conhecer alguém da área de comunicação. Tente emplacar um texto sobre a sua emoção ao assitir ao filme.
Precisamos continuar nos mobilizando. Levando nossos amigos, parentes e colegas de trabalho para o cinema.
Portanto, escreva um artigo para o jornal de sua cidade comentando sobre o filme. Para sites e blogs de conhecidos. O Orkut , site de ralcionamento, tem um poder incrível de propagação.
Continue fazendo este belo trabalho de propagação pela Internet, repassando e-mails que visam divulgar o filme. Ligue para o jornalista/colunista amigo de algum veículo de comunicação se seu Estado sugerindo a pauta, dizendo do Sucesso inesperado do filme em todo o território nacional.
Para lhe municiar de mais informações sobre o destaque do NOSSO filme na imprensa brasileira, acesse o site de busca "google" , veja e imprima as matérias veiculadas nos principais veículos de comunicação do país, só para vc ter referências positivas.
Sobre a mídia brasileira:
Precisamos estimulá-la para ela ver que o assunto gera impacto e repercussão entre seus leitores.
Estamos com a "faca e o queijo" nas mãos para entrarmos definitivamente na grande mídia.
Falar sobre Espiritismo (Vida após a morte, reeencarnação, mediunidade, curas espirituais) sempre deu "ibope" para os veículos. Lembre-os que o "gancho" para abordar esse assunto pode ser o filme sobre o Dr. Bezerra.
Mande e-mails para os veículos de comunicação e jornalistas de sua cidade, seu estado e, porque não, para os grandes veículos de comunicação do Brasil?
Descubra o e-mail dos articulistas. Geralmente no próprio jornal, revista ou site tem.
Já pensou em colunista como o Diogo Mainardi ou André Petry da VEJA , sendo borbardeado com e-mail de todo o país pedindo a opinião dele sobre o filme?
Ele pode até falar mal na coluna seguinte, mas a repercussão que vai dar vai levar muita gente que não assistiu ao cinema, concorda?
Vc se lembra da famosa eleição da Revista Época para saber quem foi o maior brasileirro da história?
Os espíritas de todo o páis e até do exterior, de forma brilhante, se mobilizaram e viraram o placar, em 2005, para Chico Xavier ser eleito...Resultado: Na edição seguinte da Revista, o Espiritismo ganhou 8 páginas de divulgação na segunda maior revista semanal do país por causa da vitória do Chico, ou melhor, dos Espíritas que se mobilizaram e entraram na corrente.
Enfim, Irmãos:
Um mundo mais justo, fraterno e solidário está sim em nossas mãos.
Façamos a nossa parte, mesmo que seja através de pequenas ações como divulgar este filme pelos "quatro cantos" do país.
Um fraternal abraço, parabéns por isso tudo e que DEUS continue nos abençoando !
Sinceramente,
Luís Eduardo Girão
55.85. 9111.7476
Os Espíritos respondem a Kardec, na questão 932 de "O Livro dos Espíritos" , que a influência dos maus sobrepuja a dos bons, por fraqueza destes (dos bons).
Os bons, geralmente são tímidos ao passo que os maus são audaciosos e intrigantes, mas quando os bons quiserem, preponderarão.

" A maior caridade que pode se fazer ao Espiritismo é a sua própria divulgação "
Chico Xavier/Emmanuel

A História de Marcos...


Capítulo 6

Mais um novo dia.

O dia amanhece e Marcos desperta bem mais calmo e tranqüilo. Sentindo-se bem se espreguiça longamente com um sorriso no rosto e deixa sair uma expressão:
- Eita sono bom, cara! Devia ser assim todo dia.

Animado se levanta e cantarola enquanto troca de roupas, coloca uma calça e camisa depois arruma suas coisas para ir à escola. Lembra que mais tarde irá para uma rave, embora ele tenha amanhecido com uma vontade estranha de não ir. – Cadê aquela camisa nova? – pensa ele enquanto procura embaixo da cama, sobre as prateleiras e em outros locais pouco prováveis. Finalmente a encontra embaixo de seu travesseiro, bem amassada, e a coloca assim mesmo.

Sai do quarto apressado e desce as escadas alegre gritando:
- Mãe? To morrendo de fome, o que é que tem para comer? – recebe apenas o silêncio de resposta – Mãããeee? Cadê você???? Desencarnou foi??? – brinca o garoto.

De repente percebe um papel em cima da mesa, é um bilhete de sua mãe. Nele está escrito:
- Querido, precisei sair mais cedo e vou direto trabalhar. Tem comida para você na geladeira, não esqueça de esquentar. – Marcos pensou: como é que ela sabe que eu como sem esquentar? Poxa, ela sabe tudo cara! – Quando sair do trabalho vou direto para o centro, e aí vamos comigo? Se você for me liga que eu te pego na escola. Se cuida e vê se toma juízo. Amo você. Mamãe.

Marcos pensou em voz alta – Estranho. Até parece que já ví isso tudo antes. Que coisa mais engraçada. – disse coçando a cabeça tentando entender o que estava acontecendo. Após comer rapidamente o sanduíche e tomar o suco Marcos apanha sua bolsa e sai de casa em direção à escola.

-

Ao entrar na Escola Marcos vai se aproximando da sala quando recebe um leve tapa nas costas e escuta:
- E aí Marquito? Beleza? Como é, ta dentro ou fora do rolo de hoje a tarde? – Era seu amigo Antônio acompanhado de Bodão.

Marcos não pôde deixar de sentir uma alegria estranha ao ver o garoto. Se sentia como que aliviado, muito embora não soubesse o porque. Olhou para Antônio, pegou em seus braços como para que se certificar que era ele mesmo.

Antônio estranhou o fato e repetiu o convite com uma certa irritação:
- Ei, que é isso, cara? Tá me estranhando é? E aí? Já perguntei, tá dentro ou fora do rolo de hoje à tarde?

Marcos parou, pensativo. Antes ele estava com muita vontade de ir àquela festa, mas desde quando acordou pela manhã já não se sentia muito à vontade com a idéia. Perdido em seus pensamentos ele viu ao longe, se aproximando juntamente com Bianca, o amigo Mateus, que acenava para ele.

Devolveu o aceno com uma alegria incontida. Parecia que havia anos que não via Mateus e estava com muita saudade de sentar e conversar com Bianca. Ainda lembrando de suas conversas com a moça pareceu, dentro de sua cabeça, ouvir a voz terna e amiga do avô dizendo:
- Não importa o quanto as pessoas encarnadas ou desencarnadas influenciem você, meu filho, no final a escolha é sua. Por isso, tome cuidado com as suas escolhas.

Achou aquilo estranho, mas sentiu muita saudade do avô naquele momento e, no meio de tantos sentimentos estranhos que estava tendo desde que acordara, não achou esquisito sentir como se a mão do velho amigo estivesse em seu ombro dando-lhe forças para seguir, mesmo após o seu desencarne. Balançou um pouco a cabeça como quem deseja aliviar uma tensão no pescoço, olhou para Antônio e Disse:
- Olha, cara, Me desculpa, mas não vai dar. Eu tenho umas coisas pra conversar com uns amigos e hoje não vou sair com vocês, tá certo? Quem sabe um dia desses?

Antônio se mostrou notadamente irritado. Não aceitava a resposta de Marcos e Disse em tom ameaçador:
- Você tá pensando o que, cabra? Quem manda aqui sou eu! – Era o espírito Tertuliano que o influenciava para que dissesse o que ele desejava. Antes que pudesse continuar com a gritaria, Marcos interrompeu:
- Olha, Antônio, você é um cara legal e tudo, mas, quem manda em mim sou EU. Até nunca mais. – Saiu cantarolando uma canção enquanto Antônio ainda vociferava ficando para trás.

Ao se afastar, enquanto se dirigia para junto a Mateus e Bianca, Marcos pegou o celular do bolso e discou para a mãe:
- Alô? Filho? – Disse a mãe do outro lado da linha – Aconteceu alguma coisa?
- Não mãe, tudo ótimo. Apenas fiquei com saudade da mamãe mais linda deste planeta.
- Você não tem jeito mesmo, menino. – respondeu a mãe sem graça.
- Olha, passa aqui mais tarde pra me pegar. Eu decidi ir com você.
- Ir comigo pra onde Marcos? – Perguntou a mãe, sem imaginar ao que o garoto se referia.
- Pro centro mãe. Eu vou com você. Eu estou de volta.







Não é o fim...

-

Quridos amigos, comentem o que acharam desta história para que possamos saber mais sobre as curiosidades e os tópicos de interesse a serem abordados em trabalhos futuros.

Espero que tenham gostado.

Abraços e muita paz.


Diante da Perfeição...



Sede perfeitos como nosso Pai celestial.

Esta foi a advertência do Cristo aos nossos corações de aprendizes.

Todavia, à maneira de quem contempla estrela longínqüa, sabemos quão imensa é a distância que nos separa da meta.

Impedimentos, compromissos e inibições caminham ainda em nosso íntimo, vindos do nosso ontem.

Sob essa influência, asfixia-se, a cada momento de hoje, nosso anseio de movimentação para a luz.

Por certo ainda nos situamos muito longe do justo aprimoramento que nos integrará na Excelência Divina.

Mas, é imperioso começar a grande romagem, oferecendo ao avanço as melhores forças de que dispomos.

Ninguém lhe exige que seja de imediato o exemplo do amor que o Mestre nos legou.

Mas você pode ser, desde agora, o cultor da compreensão e da gentileza dentro da própria casa.

É inviável pedir-lhe a renúncia integral aos bens que enriquecem seus dias terrestres.

Entretanto, você pode doar, de improviso, a migalha do que lhe sobra ao conforto doméstico.

Sem abrir mão de tudo, você certamente pode ofertar um pouco para auxiliar os companheiros necessitados.

Não se espera que você desempenhe, ainda hoje, o papel de herói na praça pública.

Mas está ao seu alcance calar, de imediato, a palavra maldosa que chicoteia seus semelhantes.

Ninguém aguarda que você seja o remédio para todas as doenças.

Todavia, está ao seu alcance ser o enfermeiro diligente, balsamizando as úlceras dos enfermos relegados ao abandono.

Não há como lhe solicitar a realização de prodígios, em manifestações prematuras de fé.

Contudo, você pode ser, sem delongas, o reconforto que ampare os que atravessam os maus momentos do caminho.

Pensemos no exemplo da semente e aprendamos a começar.

A planta ontem era simples promessa.

Hoje ela é a garantia do pão que nos supre a mesa.

As maiores e as mais famosas viagens iniciam-se com um passo.

Esforcemo-nos por fazer o melhor ao nosso alcance, desde agora.

A perfeição será uma conseqüência natural dos primeiros esforços.

Embora a jornada seja longa, é preciso iniciá-la em algum momento.

Protestos de inferioridade, com o fim de protelar a marcha, são apenas desculpas.

Embora o autoconhecimento seja uma virtude, a falsa modéstia e a preguiça não o são.

Somos herdeiros do Universo, em nossa qualidade de filhos de Deus.

Todas as virtudes dos anjos dormem em nosso íntimo.

Tesouros de luz e paz aguardam-nos no porvir.

Mas é preciso que nos decidamos a conquistá-los.

Como o Reino dos Céus não se toma de assalto, ele deve ser diligentemente construído no seio das criaturas.

Para isso não servem arroubos de misticismo.

É preciso esforço concentrado no bem, mediante o abandono de velhos hábitos e a conquista de virtudes.

Mesmo que tal tarefa pareça inglória, a princípio, seu resultado invariavelmente aparece.

O que o ser humano não pode é, por considerar muito longo o caminho para o pai, recusar-se a dar os primeiros passos.

Jesus afirmou que nenhuma das ovelhas que Deus lhe confiou se perderia.

Conseqüentemente, deixar de realizar a jornada não é uma opção.

Resta a cada qual decidir como a fará: se com boa vontade ou premido por chamados cada vez mais diretos e firmes.

Pense nisso.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. XVII do livro Nascer e renascer, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. GEEM.

Um instante de meditação e paz ...


1) Oração Hindu pela Paz
Ó Deus, leva-nos do irreal para o real. Ó Deus, leva-nos da escuridão para a luz. Ó Deus, leva-nos da morte para a imortalidade. Shanti, Shanti, Shanti a todos. Ó Senhor Deus Todo Poderoso, que haja paz nas regiões celestiais. Que haja paz sobre a terra. Que as águas sejam apascentadoras. Que as ervas sejam nutritivas, e que as árvores e plantas tragam paz a todos. Que todos os seres benéficos tragam-nos a paz. Que a Lei dos Vedas propague a paz por todo o mundo. Que todas as coisas sejam fonte de paz para nós. E que a Vossa paz possa trazer a paz a todos, e a mim também.

2) Oração Budista pela Paz
Que todos os seres, de todos os lugares, afligidos por sofrimentos do corpo e da mente sejam logo libertados de suas enfermidades. Que os temerosos deixem de ter medo e os agrilhoados sejam libertos. Que o impotente encontre força, e que os povos desejem a amizade uns dos outros. Que aqueles que se encontram no ermo sem caminhos e amedrontador - as crianças, os velhos e os desprotegidos – sejam guiados por entes celestiais benéficos, e que rapidamente atinjam a condição de Buda.

3) Oração Jainista pela Paz
A Paz e o Amor Universal são a essência do Evangelho pregado por todos os Seres Iluminados. O Senhor disse que a equanimidade é o Dharma. Perdôo a todas as criaturas e que todas as criaturas me perdoem. Por todos tenho amizade e por nenhuma criatura inimizade. Saiba que a violência é a causa raiz de todas as misérias do mundo. A violência é de fato o nó que aprisiona. "Não ofenda nenhum ser vivo". Este é o caminho eterno, perene e inalterável da vida espiritual. Por mais poderosa que seja uma arma, ela sempre pode ser sobrepujada por outra; mas nenhuma arma pode ser superior à não-violência e ao amor.

4) Oração Maometana pela Paz
Em nome de Allah, o benéfico, o misericordioso. Graças ao Senhor do Universo que nos criou e distribuiu em tribos e nações, que possamos nos conhecer, sem desprezarmo-nos uns aos outros. Se o inimigo se inclina para paz, inclina-te você também para a paz, e confia em Deus, pois o Senhor é aquele que ouve e conhece todas as coisas. E entre os servos de Deus, Cheios de Graça são aqueles que andam sobre a Terra em humildade, e quando dirigimo-nos a eles dizemos "PAZ".

5) Oração Sikh pela Paz
"Deus nos julga segundo nossas ações, não de acordo com o traje que nos cobre: a verdade está acima de tudo, mas ainda mais alto está o viver em verdade. Saibam que atingimos a Deus quando amamos, e a única vitória que perdura é aquela que não deixa nenhum derrotado."

6) Oração Bahai’ pela Paz
Seja generoso na prosperidade e grato na adversidade. Seja justo ao julgar e comedido ao falar. Seja uma luz para aqueles que caminham na escuridão, e um lar para o forasteiro. Seja os olhos para o cego e um guia para os errantes. Seja um sopro de vida para o corpo da humanidade, orvalho para o solo do coração dos homens, e seja a fruta da árvore da humildade.

7) Oração Shintoísta pela Paz
Embora as pessoas que vivem do outro lado do oceano que nos rodeia, eu creio, sejam todas nossos irmãos e irmãs, porque há sempre tribulação neste mundo? Porque os ventos e as ondas se levantam no oceano que nos circunda? Desejo de todo coração que o vento logo leve embora todas as nuvens que pairam sobre os picos das montanhas.

8) Oração dos Nativos Africanos pela Paz
Deus Todo Poderoso, Grande Polegar que ata todos os nós, Trovão que Ruge e parte as grandes árvores; Senhor que tudo vê lá de cima, que vê até as pegadas do antílope nas rochas aqui na Terra, Vós sois aquele que não hesita em responder a nosso chamado. Vós sois a pedra angular da Paz.

9) Oração dos Nativos Americanos pela Paz
Ó Grande Espírito de nossos Ancestrais, elevo meu cachimbo a Ti. Aos teus mensageiros, os quatro ventos, e à Mãe Terra que alimenta seus filhos. Dê-nos a sabedoria para ensinar nossos filhos a amarem, respeitarem e serem gentis uns com os outros, para que possam crescer com idéias de paz. Que possamos aprender a partilhar as coisas boas que nos ofereces aqui na Terra.

10) Oração Parse pela Paz
Oramos a Deus para erradicar toda a miséria do mundo: que a compreensão triunfe sobre a ignorância, que a generosidade triunfe sobre a indiferença, que a confiança triunfe sobre o desprezo, e que a verdade triunfe sobre a falsidade.

11) Oração Judaica pela Paz
Vamos subir a montanha do Senhor, para que possamos trilhar os caminhos do Mais Alto. Vamos forjar arados de nossas espadas, e ganchos de poda com nossas lanças. Uma nação não levantará a espada contra outra nação – nem aprenderão a guerra novamente. E ninguém mais sentirá medo, pois isto falou o Senhor das Hostes.

12) Oração Cristã pela Paz
Benditos são os que fazem a paz, pois eles serão chamados Filhos de Deus. Pois eu lhes digo: ouçam e amem os seus inimigos, façam o bem aos que te odeiam, abençoem aqueles que te maldizem, orem pelos que te humilham. Aos que te batem no rosto, ofereçam a outra face, e aos que te tiram as vestes, ofereçam também a capa. Dá aos que pedem, e aos que tomam teus bens, não os peça de volta. E façam aos outros aquilo que quiserem que os outros façam a vocês.

A História de Marcos...


Capítulo 5

Mais além.

Marcos acordou-se com um grito muito forte e, sem saber porque, já estava em pé do lado de fora de sua cama. Instintivamente passou a mão pelo corpo todo, o peito a barriga, a cabeça, não estava mais doendo, não sentia mais nada de dor. Seu corpo todo tremia, mas não estava frio. Se abraçava tentando fazer parar aquela tremedeira e enchugou as lágrimas que corriam pela face.

Passava a mão pelos cabelos, ainda tentando entender o que estava acontecendo , enquanto falava com a voz trêmula:
- Calma, Marcos, foi um sonho. – Disse tentando se convencer – Já passou, foi só um sonho.

Enquanto ele falava consigo mesmo percebeu que estava de pé; estranhou e imediatamente olhou para a sua cama. Lá viu seu corpo deitado, do mesmo jeito que havia ido dormir antes da festa, e junto a sua cabeça o Amigo Espiritual com as mãos sobre sua ela, envolvendo-a com um brilho brando e tênue.

Marcos assustou-se e deu alguns passos para trás, perguntando alto para sí mesmo: Foi só um sonho não foi? – Disse enquanto olhava para baixo e tateava seu corpo – Foi só um sonho. – Não percebeu quando por trás dele o espírito de seu avô apareceu e tranqüilamente respondeu:
- Não, Marquito. Foi mais que um sonho.

Virou-se repentinamente e, sem parar para pensar, atirou-se nos braços do avô como que buscando proteção e auxílio. Este o envolveu carinhosamente e abraçou-o por algum tempo, alisando seus cabelos e suas costas, enquanto repetia: Tudo bem, querido. Tudo bem. Você está comigo agora, se acalme.

Após alguns minutos, que pareceram uma eternidade, Marcos levanta a cabeça e encara o avô.
- É você mesmo, vovô? O senhor não mudou nada.
- Sim, Marquito, sou eu mesmo. E não posso mudar. Mesmo em espírito eu sou o mesmo que você conheceu e que te ama.
- Mas vovô - Disse Marcos se afastando um pouco – o senhor está morto. E eu nunca pude lhe ver, então eu também estou morto?
- Não, Meu filho, você não está morto.
- Então como eu posso ver, falar e até tocar o senhor? – disse Marcos tocando o avô.
- Nós estamos no mundo espiritual, meu filho. Para onde todos vocês encarnados vão quando estão dormindo. Olhe ali. – Disse apontando para a cama onde o Amigo Espiritual se encontrava – Aquele é seu corpo. Meu amigo está envolvendo você com uma energia para que nós possamos estar tendo esta conversa. Nós estamos em algum lugar entre o sonho e a realidade.- E nesse instante Marcos percebeu um cordão fluídico que saia das proximidades do seu umbigo e ia até o seu corpo deitado.
- É meu cordão prateado? – interrogou ao avô
- Sim – respondeu Pascoal – É a ligação entre seu espírito e o seu corpo. Enquanto ele estiver aí seu corpo estará vivo e ligado a você.
- Mas vovô, - interrogou Marcos – Então quer dizer que isto tudo é de verdade?
- Sim, Marcos, tudo é de verdade.
- Então aquilo que eu ví ou sentí, sei lá, foi de verdade ou foi um sonho? – Perguntou meio sem saber como se expressar – Era tudo tão real, eu senti tudo de verdade.
- Aquilo foi mais que um sonho, Marquito, mas ainda não é realidade. Meu amigo veio me ajudar a tentar mostrar a você que ainda é tempo de retornar ao seu caminho, querido. Por isso pedi a ele que projetasse em sua mente o que poderá acontecer se você continuar do jeito que está indo.
- Porque o senhor disse ainda, vovô? – Perguntou Marcos pensativo.
- Porque a decisão é sua, Marquito. Aquilo AINDA – frisando a palavra - não aconteceu, mas pode acontecer.
- Mas se foi um sonho, – perguntou Marcos – quer dizer que aqueles caras não existem, não é mesmo? Quer dizer, o tal Tertuliano e o tal Joca, eles são de mentirinha, né?
- Não Meu filho, infelizmente eles existem. Tudo que você viu ainda não aconteceu, mas não foi inventado. Todos os personagens são pessoas reais; pessoas encarnadas e desencarnadas.
- Então o que ele disse sobre eu ser ...
- O que ele disse, Marquito, - interrompeu o avô – é que você recebeu uma santa dádiva de uma segunda chance, reencarnando nesta terra, meu filho. Lembre-se que não importa quem você foi, e sim quem você é. Não importa o mal que nós fizemos em outra vida, porque o que realmente importa é o bem que podemos fazer nesta, Marquito. E você, meu filho, pode fazer muita coisa ainda. Basta que você decida fazer o que é certo. – falou colocando as mãos sobre os ombros de Marcos.
- Não entendo, vovô...
- Após você desencarnar em sua última encarnação, Marquito, você foi socorrido pelos amigos da colônia Alta Paz; Eles te ajudaram e ensinaram muitas coisas. Lá você aprendeu que o bem cobre o mal, e que o amor cobre os nossos erros, querido. – Marcos olhava para o avô e para o Amigo Espiritual com um respeito e carinho muito grandes. – Lá você trabalhou bastante auxiliando na colônia, estudou muito e conseguiu muitos créditos junto à espiritualidade superior; do mesmo jeito eu, aqui na terra, também como trabalhador espírita consegui muitos créditos com os amigos espirituais, assim, quando você assumiu o compromisso de retornar para a terra e ajudar alguns dos espíritos que você havia prejudicado antes, e, depois da minha morte, tomou algumas decisões erradas, eu pedi auxílio aos espíritos mais evoluídos para tentar trazer você de volta ao caminho certo. Graças ao nosso merecimento, Marcos, eles enviaram o nosso amigo ali.- Disse apontando para o Amigo Espiritual.
- Mas eu não me lembro. – Disse Marcos.
- Isso é normal, querido, nenhum de nós se lembra perfeitamente dos compromissos que assumimos. Mas todos temos dentro de nós um sentido que nos direciona para o que acreditamos,não é? – Marcos concordou com a cabeça – E você estava fazendo um ótimo trabalho até deixar de se importar com seu trabalho em benefício do próximo e passar a se importar mais com a falta que este velho te fez.
- Ah, vovô, mas eu sentí muito sua falta. – Disse o menino.
- Eu sei, Marquito, mas quando você achar que está sofrendo dê uma olhada em todas aquelas pessoas que estão nas ruas com fome, frio e solitárias. Seja o amigo delas, se preocupe com elas, que assim você estará me honrando muito mais do que chorando por mim. Transforme a sua dor, meu filho, em algo de útil para aqueles que sofrem também. Você me entende?
- Sim vovô, eu entendo. Vou tentar fazer isso.
- Assim mesmo, bom rapaz. – Disse Pascoal e abraçou Marcos carinhosamente. Olhando para o Amigo Espiritual percebeu que já estava na hora de partir. Encarou Marcos diretamente nos olhos e disse com muita segurança:
- É hora de eu ir, Marquito.
- Mas vovô...
-Não, filho, não tem mas. – Interrompeu Pascoal. – Eu só posso te dizer uma última coisa, meu filho: Siga o caminho que eu lhe ensinei. Você é jovem, tem toda uma vida pela frente. Não deixe que esta vida seja desperdiçada com álcool, sexo, fumo e outras coisas. Faça a sua vida valer a pena, Marquito. Cresça com ela, ajude as pessoas. Deixe sua marca no mundo menino. Você me entende?
- Sim – disse o rapaz.
- Tudo que você viu não aconteceu ainda, mas pode acontecer. E pode acontecer ainda pior, meu filho. Não deixe que isso aconteça. Cultive as boas amizades, as boas ações, os bons sentimentos. Procure algo que você goste de fazer e faça. Escute os conselhos de sua mãe, porque ela sempre vai querer o melhor pra você, menino.
- E o senhor vovô? Como eu faço pra falar com o senhor? – perguntou Marcos abraçando o avô.
- Eu sempre vou estar com você, Marquito. Sempre vou estar cuidando e protegendo você. Mas eu não posso fazer isso sozinho, você vai me ajudar?
- Vou vovô, eu prometo. – Disse Marcos com resolução. – E vou voltar pro centro, vou auxiliar as pessoas, vou me tornar um trabalhador como o senhor foi.
- Então, meu filho, você vai me encontrar em cada sorriso de gratidão que você olhar, em cada abraço que você receber de um irmão destes mais pequeninos e carentes, sou eu quem estará te abraçando. – E abraçou Marcos fortemente sobre o peito, ambos chorando de alegria. – Eu estarei com você, menino. Mas escute bem: você não vai se lembrar de tudo o que conversamos quando acordar, entende? – Marcos fez que sim com a cabeça – porém eu vou pedir para o nosso amigo deixar o suficiente para que você possa escolher, está bem? – novamente Marcos balançou a cabeça – Porque não importa o quanto as pessoas encarnadas ou desencarnadas influenciem você, meu filho, no final a escolha é sua. Por isso, tome cuidado com as suas escolhas. Agora vai dormir, Deus te abençoe e fique em paz. – Deu um beijo no rosto de Marcos e o acompanhou até a sua cama, onde o seu espírito deitou-se encaixando no seu corpo.

Uma vez mais, sob a ação dos fluidos aplicados pelo Amigo Espiritual, Marcos se sentia sem forças para manter os olhos abertos e deixou a escuridão envolvê-lo, desta vez, porém, ele estava tranqüilo, radiante e alegre. Já sabia o que deveria fazer.


HISTÓRIA DE UM PÃO ...



Quando Barsabás, o tirano, demandou o reino da morte, buscou debalde reintegrar-se no grande palácio que lhe servira de residência.

A viúva, alegando infinita mágoa, desfizera-se da moradia, vendendo-lhe os adornos.

Viu ele, então, baixelas e candelabros, telas e jarrões, tapetes e perfumes, jóias e relíquias, sob o martelo do leiloeiro, enquanto os filhos querelavam no tribunal, disputando a melhor parte da herança.

Ninguém lhe lembrava o nome, desde que não fosse para reclamar o ouro e a prata que doara a mordomos distintos.

E porque na memória de semelhantes amigos ele não passava, agora, de sombra, tentou o interesse afetivo de companheiros outros da infância...

Todavia, entre eles encontrou simplesmente a recordação dos próprios atos de malquerença e de usura.

Barsabás, entregou-se as lágrimas de tal modo, que a sombra lhe embargou, por fim, a visão, arrojando-o nas trevas.

Vagueou por muito tempo no nevoeiro, entre vozes acusadoras, até que um dia aprendeu a pedir na oração, e, como se a rogativa lhe servisse de bússola, embora caminhasse às escuras, eis que, de súbito, se lhe extingue a cegueira e ele vê, diante de seus passos, um santuário sublime, faiscante de luzes.

Milhões de estrelas e pétalas fulgurantes povoavam-no em todas as direções.

Barsabás, sem perceber, alcançara a Casa das Preces de Louvor, nas faixas inferiores do firmamento.

Não obstante deslumbrado, chorou, impulsivo, ante o Ministro espiritual que velava no pórtico.

Após ouvi-lo, generoso, o funcionário angélico falou sereno:

- Barsabás, cada fragmento luminoso que contemplas é uma prece de gratidão que subiu da Terra ...

- Ai de mim - soluçou o desventurado - eu jamais fiz o bem...

- Em verdade - prosseguiu a informante -, trazes contigo, em grandes sinais, a pranto e a sangue dos doentes e das viúvas, dos velhinhos e órfãos indefesos que despojaste, nos teus dias de invigilância e de crueldade; entretanto, tens aqui, em teu crédito, uma oração de louvor...

E apontou-lhe acanhada estrela, que brilhava a feição de pequenino disco solar.


- Há trinta e dois anos - disse, ainda, o instrutor -, deste um pão a uma criança e essa criança te agradeceu, em prece ao Senhor da Vida.

Chorando de alegria e consultando velhas lembranças, Barsabás perguntou:

- Jonakim, o enjeitado?

- Sim, ele mesmo - confirmou a missionário divino. - Segue a claridade do pão que deste, um dia, por amor, e livrar-te-ás, em definitivo, do sofrimento nas trevas.

E Barsabás acompanhou a tênue raio do tênue fulgor que se desprendia daquela gota estelar, mas, em vez de elevar-se as Alturas, encontrou-se numa carpintaria humilde da própria Terra.

Um homem calejado aí refletia, manobrando a enxó em pesado lenho...

Era Jonakim, aos quarenta de idade.

Como se estivessem as dois identificados no doce fio de luz, Barsabás abraçou-se a ele, qual viajante abatido, de volta ao calor do lar... (...)

Decorrido um ano, Jonakim, a carpinteiro, ostentava, sorridente, nos braços, mais um filhinho, cujos louros cabelos emolduravam belos olhos azuis.

Com a benção de um pão dado a um menino triste, por espírito de amor puro, conquistara Barsabás, nas Leis Eternas, o prêmio de renascer para redimir-se.



pelo Espírito Irmão X - Do livro Luz no Lar. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Um homem diferente ...



O que faz que uma pessoa se destaque, no contexto social?

Dirão alguns, talvez, que a soma dos valores que detém em contas bancárias, aplicações, rendas, bens móveis e imóveis.

Poderão pensar outros que o destaque se pode dar no ambiente artístico, cultural, político.

A pessoa também poderá se destacar pela inteligência, pela visão de mundo, adiante de seu próprio tempo.

Ou pela beleza, pelo porte, pelo discurso fácil, ágil, atilado.

No entanto, o maior destaque, com certeza, é no campo moral. A intimidade do ser.

Porque alguém pode ser muito rico, belo, de discurso impecável, um cientista, uma alta inteligência e ser moralmente pobre.

Na atualidade, o tom dominante parece ser o de fazer o que todos fazem.

Assim, os homens desejam mostrar virilidade, sendo comandantes de sua própria casa.

As mulheres desejam demonstrar que são belas e desejadas, que jamais a solidão as haverá de abraçar.

E assim por diante...

Dizemos que isso faz parte da cultura do país onde se vive, do mundo onde nos movemos.

Será que não podemos destoar do comum? Será que não podemos nos destacar, exatamente por sermos diferentes?

Na Índia, entre os parses, a mulher é educada para servir ao homem.

Ela deve lhe dar muitos filhos, pois se assim não for, significa que algo errado existe na relação matrimonial.

Ela deve ser-lhe a servidora, preparando-lhe os pratos de arroz, lentilhas, carnes, a cada dia.

Deve zelar pela sua roupa, porque ele precisa parecer impecável aos olhos do mundo.

Pois aquela mulher nascida em Calcutá se apaixonara por um jovem de Bombaim.

Conhecera-o em casa de uma amiga, em uma festa. Pouco mais de 4 meses depois, estava casada.

Logo que os dois se casaram, ela havia insistido em passar a ferro as camisetas finas para ele.

Ele, no entanto, fincara pé e lhe dissera que se casara com ela por amor e para ter a sua companhia.

Se desejasse simplesmente alguém que lavasse e passasse a sua roupa teria se casado com quem trabalhava exatamente para cuidar do seu vestuário.

Seu senso de justiça, sua indignação moral diante do status inferior das mulheres, entre os seus, era inigualável.

Mais de uma vez a jovem sentira a inveja das amigas.

Qual é o segredo? Lhe indagavam. Como foi que você o treinou tão bem?

Mas ela dizia que nada tinha a ver com isso. Ele chegara a ela desse jeito.

Ele é a pessoa mais justa que eu conheço. Acredita na igualdade de direitos para as mulheres.

* * *

Um homem diferente, destoando entre os de sua estirpe. Dentro de sua própria comunidade.

Isso nos diz que não importa onde vivamos, a cultura que se nos impõe.

Cada qual pode, dentro de seus parâmetros de justiça e moral, ser diferente. Destoar para melhor.

Ser uma flor perfumada, colorida, num campo cinzento de erva seca e dura.

Pensemos nisso!




Redação do Momento Espírita, a partir de informações
colhidas no livro A doçura do mundo, de Thrity Umrigar,
ed. Nova Fronteira.
Em 04.09.2008

A História de Marcos...


Capítulo 4

É tudo verdade!


Marcos estava só. Sentado no meio da estrada, alheio a tudo à sua volta apenas repetia a pequena frase sem cessar, abraçado aos joelhos e balançando o corpo para frente e para trás. Não podia ainda perceber o abraço carinhoso do amigo Mateus que o amparava enviando boas vibrações para que ele se acalmasse mais um pouco.

As pessoas do grupo de resgate e os policiais já haviam partido há algum tempo. Levaram os corpos e os destroços do carro. O garoto que ainda estava vivo quando chegaram foi socorrido e levado para um hospital da cidade onde receberia maiores cuidados, mas, independente de que cuidados e tratamentos recebesse, sua paralisia nos membros era um fato. Ele havia quebrado o pescoço durante o acidente e perdera completamente o controle sobre o movimento do corpo.

As imagens do acidente, a visão dos amigos mortos, a consciência que era o responsável pelo estado de Bodão e os sentimentos de perda, culpa e dor não saiam da cabeça de Marcos, agora não conseguia perceber mais nada à sua volta, cristalizado nestes sentimentos.

O Amigo Espiritual, que acompanhava Mateus naquele momento, percebendo que não havia muito a ser feito por Marcos, enquanto estivesse naquela situação mental, interveio e, silenciosamente, chamou Mateus a se retirarem.

Mateus compreendeu o que se passava e afastou-se de Marcos lentamente. Aos poucos as duas entidades desapareceram na escuridão da noite e Marcos finalmente estava só.

Passado Algum tempo, Marcos de repente escuta uma voz que parece vir de todos os lados ao mesmo tempo. É impossível distinguir sua origem, apenas uma voz forte e seca, com um carregado sotaque nordestino, que diz:

- Eita que eu pensei que ele não ia ficar sozinho mais não. Não é Marcos? Aquele teu amigo quase não vai embora, mas agora você está sozinho, menino. – Assustado Marcos procurava em vão a fonte da voz e não conseguia encontrar, olhando para todos os lados apenas escutava. – Se preocupe não, que eu vou lhe ajudar. Fique comigo que você não vai perder nada!
- Quem está aí? – Disse Marcos assustado – Quem é? Apareça! – Falou sem muita convicção, ainda temeroso do que poderia aparecer.
- Se assuste não. – Disse a voz – Eu sou seu amigo. – E aos poucos, da escuridão, começaram a aparecer duas entidades em roupas escuras, envoltas em sombras e com aspecto grosseiro. Marcos, recuando um pouco, pôde apenas assistir, enquanto os dois espíritos se aproximavam cada vez mais, até que, chegando bem próximo ao jovem, um deles se abaixou um pouco e colocou seu rosto próximo ao de Marcos, que assustado tremia. O espírito respirou fundo e, após absorver o ar, ergueu-se com aspecto triunfante dizendo:
– Eita que o cabra está morrendo de medo de mim. – Marcos percebeu que era a voz que havia falado com ele, mas antes que pudesse pensar em mais alguma coisa o Espírito soltou uma gargalhada que fez com que Marcos se encolhesse ainda mais, e a outra entidade também começou a rir.

- Eu me chamo Tertuliano! – Disse o primeiro espírito – E eu era o jagunço mais valente que Coronel Salustiano tinha, enquanto eu era vivo. Essas mãos – e mostrou com rudeza as mãos para Marcos que se encolheu mais com medo – Já mataram mais de doze homens, tá vendo? – Marcos fez que sim com a cabeça – Foi de peixeira, de revolver e uns foi até só com as mãos mesmo. Você acredita? – Marcos concordou silenciosamente com a cabeça. – É bom mesmo! – Disse Tertuliano triunfante. – E depois que estou morto eu já trouxe pro lado de cá uns vinte. Olhaí o Joca, por exemplo. Disse apontando para o outro espírito que estava com ele.

Tertuliano aparentava ser um daqueles jagunços sertanejos. Trajado de maneira característica, tinha os trejeitos e a fala de quem viveu no interior por muitos anos. Austero e rude em seus modos era o chefe daquela estranha dupla; Joca, por sua vez, era uma figura aparentemente oposta ao companheiro. Trajando terno e gravata, tinha o aspecto refinado de quem é um executivo de alguma empresa importante; e até quando se expressava podia ser notada facilmente a diferença entre os dois.

Controlando um pouco o seu medo, mas ainda não totalmente desprovido dele Marcos tomou coragem e perguntou:
- O que é que tem ele? – E apontou para joca
- Ele é um dos cabras que eu trouxe pra cá, pra ficar junto de mim.
- Mas como foi isso? Como é que você sendo espírito pôde trazer um vivo para aqui? – Perguntou Marcos ainda com um pouco de medo
- É mais fácil do que parece, menino. – Disse Tertuliano – Joca trabalhava numa empresa grande, era novo e queria ficar rico. Eu estava andando por aí e senti estas coisas nele. Percebi que a gente era parecido e fiquei grudado nele desde então.
- Meu Deus! É a lei de sintonia – Disse Marcos como que pensando alto
- Depois de um tempo ele começou a ouvir as coisas que eu dizia pra ele fazer e foi ganhando mais dinheiro cada vez que fazia o que eu mandava. Esse cabra ia ficar rico. – Joca apenas concordava balançando a cabeça cada vez que Tertuliano falava.
- Até que um dia, - continuou Tertuliano – um tempo depois que eu tinha dado um jeito pro chefe dele morrer e ele ficar no lugar dele, esse triste se matou. Disse que tava com a consciência pesada, já pensou? Cabra mole da peste! – falou dando um tapa na cabeça de Joca. – Mole e Burro! – Empurrou Joca para longe – A gente podia estar muito bem com tudo que ele tinha: Carro, dinheiro, cachaça e mulher...
- E porque você fez tudo isso? – perguntou Marcos, já sem medo – Porque você quis ajudar ele?
- Você parece que é meio tapado também menino.- Respondeu sêco – quando eu estava vivo eu tinha tudo isso: Dinheiro, cachaça, mulher. Até que armaram uma tocaia pra mim e me mataram. Mas não tem nada não – Disse balançando as mãos em direção a Marcos – Quem mandou me matar não perde por esperar. Claro que eu queria tudo de novo, não é? – gritou com raiva – E esse tapado desse Joca podia ter me dado isso tudo de novo. Mas ficou com peninha do safado do chefe dele – Disse irônico – O safado só botava pra lascar nele, eu achei foi bom quebrar ele.
- Mas isso não está certo! – gritou Marcos
- Pronto, e agora você quer me dizer o que está certo? Logo você? Eu te conheço menino. Eu sei o que você fez. – gritou para Marcos, se aproximando do jovem para intimidá-lo. – Eu me lembro do que você fez. – Gritou – Quem é você pra dizer o que é certo?

Marcos, acoado no canto, apenas pôde baixar a cabeça, sentindo o peso da culpa e do remorso pelos atos que havia realizado nestes últimos meses após a morte de seu avô. Lembrava-se de todas as vezes que as pessoas chegaram perto para conversar com ele para alertá-lo dos erros que estava cometendo e ele não dava atenção. E errava mais.

- Eu tenho te acompanhado há muito tempo Marcos. – Disse Tertuliano – Desde o dia que você mandou me matar, seu safado.
- Mas eu nunca matei ninguém – Disse Marcos assustado – Eu nunca fiz mal a você.
- Não foi nesta vida não, seu cabra. Foi quando você era o Coronel Salustiano, seu burro. Você não se lembra não, mas eu lembro. Lembro de tudo.

Esta informação havia deixado Marcos perplexo, sem reação. Atordoado com o que acabava de escutar caiu no chão e balançava a cabeça negativamente sem silêncio sob o olhar raivoso de seu perseguidor. Joca andava de um lado para o outro, ao redor dos outros dois, dizendo irritantemente coisas como: tá vendo? Quem mandou? Pensa que é bonzinho é? Ui, agora você vai ver.

- Não é verdade – Disse Marcos – Eu não sou esse coronel não!
- Tá esquecido, né? – Disse Tertuliano – Pois eu vou refrescar sua memória, rapaz. Vou lhe dar um pouco da minha dor e do meu ódio. – e apontou as mãos para Marcos, jogando uma carga fluídica sobre sua cabeça, enviando sentimentos e emoções que tinha guardado dentro de seu coração há muitos anos.

A cabeça de Marcos doia e ele, desesperado, levou as mãos até ela, tentando segurar os pensamentos que chegavam insistentemente. – Não, não fui eu, - Marcos gritava –Não fui eu.

Após alguns segundos Tertuliano interrompe a irradiação mental e pergunta irritado:
- Tá vendo o que você mandou fazer comigo? Tá sentindo meu ódio? Pois bem, esse tempo todo eu tava procurando por você e não tinha achado. Aquele seu avô cuidava bem de você, menino. Ele levava você pro bom caminho e cuidava dos seus pensamentos. Mas quando ele morreu você deixou de seguir o que ele dizia e mostrou quem realmente você é. Aí eu pude sentir seus pensamentos e vi que era você mesmo. Depois de todos estes anos eu finalmente encontrei o senhor Coronel Salustiano.
- É, - disse Joca – Ainda bem que a gente tava perturbando aquele tal de Antônio, senão a gente ia demorar mais pra achar você, seu assassino.
- Não. – Gritou Marcos – Eu não sou Assassino. Isso não é verdade. - E correu para Joca jogando-o no chão. – Eu não sou assassino gritava enquanto batia no espírito.
- Você é assassino três vezes, Coronel. – Disse Tertuliano apontando a mão para Marcos, que parou e ficou a ouvi-lo. Tertuliano contava nos dedos enquanto falava – Uma vez pelos mandado que o senhor me dava e eu ia lá e matava os homens; duas vezes quando teve medo de mim porque achou que eu já estava ficando valente e sabia demais e mandou armar uma tocaia pra mim e me matou feito um cachorro.
- Mas eu não me lembro disso. – Disse Marcos – Não era eu, e mesmo se fosse nesta época eu era outra pessoa.
- Era outra pessoa, né? Pode até ser, Coronel. Mas e agora, na terceira vez, quem foi que matou seus amigos, hein?

A constatação bateu em Marcos como um tijolo em seu rosto, abismado ele levou a mão ao rosto e começou a chorar. – Mas eu não queria, não era pra acontecer isso – Dizia ele.

- Há, - ironizou Tertuliano – Agora é muito fácil dizer que não queria. Mas na hora que você puxou a direção do carro você só pensava em voltar pra sua festa e beber mais. É Coronel, antes era eu que obedecia o senhor, agora é o senhor que me obedece, tá vendo?

Espantado Marcos olha para Tertuliano e fala baixo – Foi você? Você me influenciou para fazer aquilo? Foi tudo culpa sua!

- Minha não. – Retrucou Tertuliano – Eu somente dei a idéia de voltar pra festa pra beber e se divertir, porque EU – disse com ênfase na palavra – estava querendo me divertir mais. Chupar a cachaça de dentro de você e dos seus amigos; Chupar a fumaça dos cigarros e até dar uma namoradinha depois. – Disse fazendo gestos como se estivesse inalando ou sugando as energias contaminadas pelo álcool e pelos vícios.

- Foi você! Você me fez perder tudo. Você é um vampiro daqueles que ficam sendo obsessores das pessoas. – Gritou Marcos – Porque você fez isso comigo? Porque? – Gritava desesperado.
- Porque você deixou! – Tertuliano gritou, essa foi a resposta sêca e dura que acordou Marcos para a realidade – Porque você permitiu que eu me aproximasse de você, Coronel. Querendo curtir sua vida você somente abriu as portas para que eu entrasse, e você estava gostando cada vez mais, me deixando no controle cada vez mais. Se você tivesse feito as coisas certas, continuado com aquela sua vida certinha eu nem podia chegar perto. Mas ainda bem que você se afastou daquele lugar espírita, quando você se afastou você chegou pra mim, não foi?
Marcos apenas chorava com as mãos no rosto, sucumbindo ante o peso da verdade. Sabia que o que estava sendo dito alí realmente era verdade. Todos o avisaram quanto ao rumo que estava dando a sua vida mas ele apenas se envolvia mais e mais com aqueles prazeres: O álcool, o fumo, as festas. Se afastara dos bons ensinamentos, das boas amizades e até da oração, Entrando em um círculo vicioso que não parecia ter limite ou fim, exceto aquele que ele vivenciava agora.

Tertuliano se afastou um pouco, como que vitorioso por haver levado Marcos até aquela situação de culpa. Apenas olhava de longe e saboreava aqueles momentos que esperara muitos anos para acontecer.

Joca ria muito e ficava dando cutucões em Marcos, que sem forças para se defender, apenas agitava os braços tentando afastar o espírito.
- Não foi fácil não, moleque – Disse Joca irônico - Aquele teu avô mesmo depois de morto dava trabalho pra gente.
- O Quê? Não fale do meu avô. – Gritou Marcos
-Tá defendendo ele, é? Devia ter pensado nisso quando ele ainda estava vivo ou então quando ele tentava se aproximar de você lá na sua casa, seu babaca. – Disse Joca.
- O que você está dizendo? – Marcos levantou a cabeça – Você está dizendo que ele estava lá em casa?
- O tempo todo seu idiota. E você nunca parou pra perceber. Porque você acha que a gente demorou tanto tempo pra poder te ferrar? Aquele idiota não deixava a gente entrar na tua casa. - gritou Joca dando empurrões em Marcos.
- Ele estava lá? Estava comigo? – Perguntou Marcos balançando a cabeça entristecido
- Claro que estava, seu babaca! Por isso que a gente só podia se aproximar de você na sua escola e nas festas. E que festas hein? – Joca cutucou Marcos. – Lembra como você bebia? Isso só te aproximava cada vez mais da gente, Mas aí quando você chegava em casa o velho tentava te ajudar através de tua mãe e atrapalhava o nosso trabalho. – Marcos apenas chorava, perdido sem saber o que fazer. – Ainda bem que você é igual aos outros jovens adolescentes de sua idade: Não escuta ninguém... É o dono do mundo, não é? – Gritou Joca – Pois bem, agora nós somos os donos do seu mundo – e gargalhou.
- Como é que é Joca? – Gritou Tertuliano enraivecido?
- O senhor chefe, o senhor é o dono do mundo dele, chefe. – falou Joca temeroso.
- Assim, sim. Assim tá bom. Vem pra cá Joca. – E ambos começaram a conversar em um canto deixando Marcos sozinho com suas lembranças. Como que pensando Alto ele falou:
- Meu Deus! Como eu fiz besteira, como eu prejudiquei tanta gente. O que é que eu vou fazer agora? Eu estou morto, mas eu estou vivo. Tudo aquilo que meu avô me dizia e que eu ví no centro é verdade. E agora? Estou sendo perseguido por estes dois Espíritos que são meus obsessores, Meu Deus o que eu vou fazer? – Olhava para cima como que procurando auxílio.
- Ferrei tudo, a culpa é só minha! Meu avô nunca me abandonou, eu pensei tudo errado. Burro que fui. Ele sempre tentou me ajudar e eu estava ocupado demais sentindo pena de mim mesmo ou então me prejudicando mais. Ah, meu Deus, quantas vezes minha mãe me avisou e tentou me ajudar... – Parou momentaneamente e caiu em prantos ao lembrar de sua mãe – Minha mãe... Meu Deus, minha mãe... como ela vai ficar sem mim? Ela deve estar sofrendo tanto, e a culpa é toda minha... – Chorava sem parar, caído no chão, assumindo instintivamente a posição fetal.

- Olhe aquilo Joca - falou Tertuliano com um tom de vencedor – aquilo é o que o povo chama de vingança. E começou agora. Esse infeliz vai ter muito que sofrer nas minhas mãos, você vai ver.
- Eu já estou vendo chefe. – Disse Joca – Eu já estou vendo.
- Depois de mais de oitenta anos eu achei este safado e tirei tudo dele. Tirei a vida e tirei a paz, porque fiz ele mesmo matar seus amigos. Eita, que isso deve doer lá no fundo do coração, de quem tem coração, porque eu não tenho mais não. O meu foi ele que tirou e agora eu vou tirar o dele todo dia mais um pouquinho, e olha que tem muito tempo pela frente pra eu fazer isso. - Falou pensativo, como que contemplando um futuro onde iria maltratar Marcos cada dia mais - Ele fez pra mim e agora tá me pagando cada centavo, não é assim que esse povo espírita diz?– Ironizou.
- Olha, chefe, na verdade não é bem assim que eles dizem não. – interferiu Joca.
- Tá me corrigindo seu cabra? – Gritou Tertuliando – É do jeito que eu quiser, porque aqui mando eu, tá me entendendo?
- Estou, chefe, estou. Desculpe – Recolheu-se Joca e ficou calado.

Marcos por sua vez continuava parado, deitado no chão e chorando; inundado do sentimento de perda e culpa, não se permitia sentir nada mais. A consciência culpada cobrava o preço pelos atos realizados impensadamente, pois, muito embora ele tivesse recebido a dádiva de uma nova encarnação, onde iria corrigir erros do passando auxiliando muitos daqueles a quem prejudicou, Marcos havia optado por continuar em uma vida de erros e sofrimento, trazidos a ele por suas próprias decisões.

- Eita, Joca, que me deu uma vontade danada de tomar uma! – Falou Tertuliano com alegria – Vamos voltar para aquela festa que agora eu vou pegar um daqueles meninos dalí e fazer o cabra beber até cair. Vou chupar a cachaça dele e depois vou procurar algum casal que esteja fazendo safadeza e vou dar uma namoradinha. Eita que vai ser uma noite daquelas.
- Chefe, e esse aí? – Disse Joca – apontando para Marcos chorando e caído no chão
- Se preocupe não. Esse aí agora só sai daí quando eu mandar. Ele tá tão triste e com uma culpa tão grande que não vai poder fazer nada por um tempo danado. Agora ele é meu. E eu não vou deixar ele sair desse jeito não. Já botei ele na coleira pra quando eu quiser judiar dele. Vem, vambora. – E puxou Joca pelo braço, se afastando de Marcos e tomando a direção da festa.

Marcos, envolvido em sua tristeza e culpa profundas, não percebeu a ausência dos dois e permaneceu imóvel alheio a realidade a sua volta, e, sem querer reagir, deixou a escuridão se aproximar novamente, envolvendo-o completamente.



A benção do trabalho...


A bênção do trabalho

É pela bênção do trabalho que podemos esquecer os pensamentos que nos perturbam, olvidar os assuntos amargos, servindo ao próximo, no enriquecimento de nós mesmos.

Com o trabalho, melhoramos nossa casa e engrandecemos o trecho de terra onde a Providência Divina nos situou.

Ocupando a mente, o coração e os braços nas tarefas do bem, exemplificamos a verdadeira fraternidade e adquirimos o tesouro da simpatia, com o qual angariaremos o respeito e a cooperação dos outros.

Quem não sabe ser útil não corresponde à Bondade do Céu, não atende aos seus justos deveres para com a humanidade e nem retribui a dignidade da pátria amorosa que lhe serve de mãe.

O trabalho é uma instituição de Deus.

Pelo Espírito Meimei
Texto extraído do Livro "Pai Nosso"
psicografia:Francisco Cândido Xavier

O que fica oculto...


Atualmente, todos clamam contra a impunidade.

Os meios de comunicação desvendam, sem cessar, variados tipos de ilícito e causa indignação constatar como o processo de punição é moroso e falho.

Muitos corruptos encontram brechas no sistema legal e escapam ilesos.

Grandes criminosos persistem livres, enquanto lançam mão de incontáveis recursos judiciais.

O dinheiro público some sem que ninguém seja responsabilizado.

Obras são superfaturadas e os encarregados afirmam total ignorância do ocorrido.

Enquanto isso, a sociedade brada indignada e pede providências.

Entretanto, a justiça humana reprime apenas as condutas mais escandalosas.

O legislador terreno elege alguns dos comportamentos mais deletérios ao convívio social e os proíbe mediante punições.

Ainda assim, os responsáveis, não raro, logram burlar as conseqüências legais.

Ocorre que, acima e além dos regramentos humanos, pairam soberanos os Códigos Divinos.

Eles estabelecem a fraternidade, a pureza, o trabalho e a honestidade como deveres incontornáveis.

Para estar em harmonia com o estatuto divino não basta parecer levar uma vida reta.

De pouco adianta cumprir ritos ou ofertar ao mundo uma aparência de recato e sobriedade.

Inúmeros pequenos gestos implicam violação à lei de harmonia que rege a vida.

Os pais que não educam seus filhos violam uma missão sagrada que lhes foi confiada.

Ao não dedicar tempo ao burilamento moral de seus rebentos, desdenham a Lei de Trabalho.

Conseqüentemente, respondem pelos desvios causados por sua inércia.

Cônjuges que se infelicitam, por palavras e gestos, desconsideram o mandamento da fraternidade.

Comentários cruéis a respeito do próximo igualmente vibram negativamente perante a Consciência Cósmica.

A vivência de tumultuosas paixões, atos que maculam a inocência alheia, o desamparo material ou moral de parentes necessitados ou enfermos...

Muitos são os exemplos de condutas não reprimidas pela legislação humana, mas incompatíveis com a Lei Divina e Natural.

Convém refletir sobre isso, sempre que surgir forte o desejo de bradar contra a impunidade do próximo.

Ninguém advoga que atos desonestos persistam isentos de conseqüências.

A sociedade necessita de regras para que o convívio de seus membros siga harmônico.

O desrespeito a essas regras precisa ser reprimido, sob pena de se instaurar a anarquia.

Mas, se o equívoco deve ser combatido, isso não pode implicar odiar os equivocados.

É preciso medir a própria fraqueza antes de lapidar os outros.

As Leis Divinas jamais são enganadas.

Embora certas baixezas permaneçam ocultas, ainda assim elas têm conseqüências impostas pelas Leis Divinas.

Por ora, a maioria dos habitantes da Terra ainda foge de algum modo de seu dever.

Assim, importa lançar um olhar generoso ao próximo, enquanto se cuida de corrigir o próprio comportamento.

Urge gradualmente passar a não apenas afetar pureza, mas a vivê-la em plenitude.

Se você é a favor da responsabilização pelos atos praticados, veja como age em todos os setores de sua vida.

Cuide para que o que fica oculto não o condene perante sua consciência.

Você jamais poderá enganá-la.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 01.09.2008


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