A História de Marcos...


Capítulo 6

Mais um novo dia.

O dia amanhece e Marcos desperta bem mais calmo e tranqüilo. Sentindo-se bem se espreguiça longamente com um sorriso no rosto e deixa sair uma expressão:
- Eita sono bom, cara! Devia ser assim todo dia.

Animado se levanta e cantarola enquanto troca de roupas, coloca uma calça e camisa depois arruma suas coisas para ir à escola. Lembra que mais tarde irá para uma rave, embora ele tenha amanhecido com uma vontade estranha de não ir. – Cadê aquela camisa nova? – pensa ele enquanto procura embaixo da cama, sobre as prateleiras e em outros locais pouco prováveis. Finalmente a encontra embaixo de seu travesseiro, bem amassada, e a coloca assim mesmo.

Sai do quarto apressado e desce as escadas alegre gritando:
- Mãe? To morrendo de fome, o que é que tem para comer? – recebe apenas o silêncio de resposta – Mãããeee? Cadê você???? Desencarnou foi??? – brinca o garoto.

De repente percebe um papel em cima da mesa, é um bilhete de sua mãe. Nele está escrito:
- Querido, precisei sair mais cedo e vou direto trabalhar. Tem comida para você na geladeira, não esqueça de esquentar. – Marcos pensou: como é que ela sabe que eu como sem esquentar? Poxa, ela sabe tudo cara! – Quando sair do trabalho vou direto para o centro, e aí vamos comigo? Se você for me liga que eu te pego na escola. Se cuida e vê se toma juízo. Amo você. Mamãe.

Marcos pensou em voz alta – Estranho. Até parece que já ví isso tudo antes. Que coisa mais engraçada. – disse coçando a cabeça tentando entender o que estava acontecendo. Após comer rapidamente o sanduíche e tomar o suco Marcos apanha sua bolsa e sai de casa em direção à escola.

-

Ao entrar na Escola Marcos vai se aproximando da sala quando recebe um leve tapa nas costas e escuta:
- E aí Marquito? Beleza? Como é, ta dentro ou fora do rolo de hoje a tarde? – Era seu amigo Antônio acompanhado de Bodão.

Marcos não pôde deixar de sentir uma alegria estranha ao ver o garoto. Se sentia como que aliviado, muito embora não soubesse o porque. Olhou para Antônio, pegou em seus braços como para que se certificar que era ele mesmo.

Antônio estranhou o fato e repetiu o convite com uma certa irritação:
- Ei, que é isso, cara? Tá me estranhando é? E aí? Já perguntei, tá dentro ou fora do rolo de hoje à tarde?

Marcos parou, pensativo. Antes ele estava com muita vontade de ir àquela festa, mas desde quando acordou pela manhã já não se sentia muito à vontade com a idéia. Perdido em seus pensamentos ele viu ao longe, se aproximando juntamente com Bianca, o amigo Mateus, que acenava para ele.

Devolveu o aceno com uma alegria incontida. Parecia que havia anos que não via Mateus e estava com muita saudade de sentar e conversar com Bianca. Ainda lembrando de suas conversas com a moça pareceu, dentro de sua cabeça, ouvir a voz terna e amiga do avô dizendo:
- Não importa o quanto as pessoas encarnadas ou desencarnadas influenciem você, meu filho, no final a escolha é sua. Por isso, tome cuidado com as suas escolhas.

Achou aquilo estranho, mas sentiu muita saudade do avô naquele momento e, no meio de tantos sentimentos estranhos que estava tendo desde que acordara, não achou esquisito sentir como se a mão do velho amigo estivesse em seu ombro dando-lhe forças para seguir, mesmo após o seu desencarne. Balançou um pouco a cabeça como quem deseja aliviar uma tensão no pescoço, olhou para Antônio e Disse:
- Olha, cara, Me desculpa, mas não vai dar. Eu tenho umas coisas pra conversar com uns amigos e hoje não vou sair com vocês, tá certo? Quem sabe um dia desses?

Antônio se mostrou notadamente irritado. Não aceitava a resposta de Marcos e Disse em tom ameaçador:
- Você tá pensando o que, cabra? Quem manda aqui sou eu! – Era o espírito Tertuliano que o influenciava para que dissesse o que ele desejava. Antes que pudesse continuar com a gritaria, Marcos interrompeu:
- Olha, Antônio, você é um cara legal e tudo, mas, quem manda em mim sou EU. Até nunca mais. – Saiu cantarolando uma canção enquanto Antônio ainda vociferava ficando para trás.

Ao se afastar, enquanto se dirigia para junto a Mateus e Bianca, Marcos pegou o celular do bolso e discou para a mãe:
- Alô? Filho? – Disse a mãe do outro lado da linha – Aconteceu alguma coisa?
- Não mãe, tudo ótimo. Apenas fiquei com saudade da mamãe mais linda deste planeta.
- Você não tem jeito mesmo, menino. – respondeu a mãe sem graça.
- Olha, passa aqui mais tarde pra me pegar. Eu decidi ir com você.
- Ir comigo pra onde Marcos? – Perguntou a mãe, sem imaginar ao que o garoto se referia.
- Pro centro mãe. Eu vou com você. Eu estou de volta.







Não é o fim...

-

Quridos amigos, comentem o que acharam desta história para que possamos saber mais sobre as curiosidades e os tópicos de interesse a serem abordados em trabalhos futuros.

Espero que tenham gostado.

Abraços e muita paz.


Um comentário:

Socorro Melo disse...

João,

Como já tive o prazer de dizer-lhe pessoalmente, apenas repito: A História de Marcos, está excelente. Uma riqueza de detalhes impressionante, e bem permeada por conceitos doutrinários, além de abordar temas importantes da realidade dos jovens, que se precipitam para a violência, muitas vezes em razão das más companhias, e principalmente, da falta de Deus em suas vidas.
Parabéns, amigo. Vindo de você não poderia ser diferente, pois, você é um grande exemplo pra todos nós, de desprendimento e de amor ao próximo. Fica com Deus, você e sua família.

Socorro Melo

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