Espaço de Humberto...


A arte de elevar-se

Delfim Mendes era estudante aplicado, na escola do Espiritualismmo cristão, sempre atencioso nas discussões filosóficas, a cujo brilho emprestava diligente cooperação; entretanto, fugindo aos testemunhos pessoais no trabalho renovador, vivia em regime de perenes reclamações. Interpretava os ricos por gênios malditos do desregramento e os pobres por fantasmas do desespero.

A cada passo, asseverava sob escura revolta:

- A Terra é um despenhadeiro de sombras sem fim... Como nos livraremos deste horrível sorvedouro?

Tanto se habituou às queixas infindáveis que, certa noite, quando Fabiano, o Espírito-diretor da reunião que freqüentava, expunha conclusões evangélicas de alto sentido, desfechou-lhe vasta dose de extemporâneas indagações:

- Benfeitor amado, como conquistar o desligamento do purgatório do mundo? Por todos os lugares da Terra, vejo a maldade dominante. Nas pessoas incultas reparo a preguiça sistemática. De todos os ângulos da existência, no plano selvagem em que nos encarnamos, surgem aguilhões...

E, quase lacrimejante, rematara:

- Que fazer para fugir desta moradia tenebrosa da expiação?

O Espírito amigo escutou, benevolamente, e quando o silêncio voltou a pesar na assembléia, comentou, bondoso:

- Um homem trabalhador, depois da morte, em razão de certo relaxamento espiritual, foi colhido pelas redes de Satanás e desceu aos infernos, ralado de espanto e dor. Lá dentro, passou a ver as figuras monstruosas que povoavam o abismo e, por muitos dias consecutivos, gemeu nos tanques móveis de lava comburente. Acostumado, porém, ao esforço ativo, pouco a pouco se esqueceu dos poços vulcânicos que o cercavam e sentiu fome de trabalho benéfico. Arrastou-se, dificilmente, para fora da cratera em que jazia atolado até à cintura e, depois de perambular pelas margens, à maneira dum réptil, encontrou um diabo menor, com o braço desconjuntado, e deu-se pressa em socorrê-lo. Esforçou-se, ganhou posição sobre uma trípode, que se destinava ao arquivo de velhas tridentes esfogueadas, e agiu, tecnicamente, restituindo-lhe o equilíbrio. O perseguidor, algo comovido, incumbiu-se de melhorar-lhe a ficha. Daí a momentos, uma sereia perversa passou, exibindo defeituosa túnica, como quem se dirigia a zonas festivas. O prestimoso internado pediu permissão para ajudá-la, afirmando haver trabalhado num instituto de beleza terrestre, e tantos laçarotes lhe aplicou à vestimenta que a criatura diabólica se afastou, reconhecida. Continuando a arrastar-se, encontrou um grupo de condenados a cavar profunda cisterna, e, conhecedor que era do problema, forneceu-lhes valiosas instruções. Encorajado pelos elogios de todos, seguiu caminho para diante, no pavoroso domínio de que era prisioneiro, encontrando um gigante do mal, caído por terra, a vomitar lodo e sangue, depois de conflito feroz com poderoso inimigo, mais vigoroso em brutalidade. O dedicado colaborador do bem apiedou-se dele e guardou-lhe a horrenda cabeça entre as mãos. Como não possuísse adequado material de socorro, soprou-lhe ao coração, com o desejo ardente de infundir-lhe novo ânimo e, com efeito, o gênio maléfico despertou, sensibilizado, e contemplou-o com o enternecimento que lhe era possível. A fama do piedoso sentenciado espalhou-se e um dos grandes representantes de Satanás chegou a solicitar-lhe os serviços num caso melindroso, em que se fazia imperiosa a colaboração de uma pessoa competente, humilde e discreta. Com tamanho acerto agiu o encarcerado que a direção do abismo conferiu-lhe o direito da palavra. E o trabalhador, lembrando o ensinamento do Mestre que determina seja dado a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, não afiançou, de público, que os demônios deviam ser multiplicados, mas começou a dizer que os gênios das sombras eram grandes senhores, naturalmente por Vontade do Eterno, e que deviam ser respeitados em seus tronos de borralho luminescente, acrescentando, mais, que tanto quanto o buril que aperfeiçoa a pedra é honrado pelo ingrato labor que desempenha, assim também os diabos deviam ser reverenciados por benfeitores das almas, lapidando-as para a espiritualidade superior. Multiplicando pregações de amor, obediência e esperança, fez-se querido de todo o povo das trevas, imperando nas almas das vítimas e dos verdugos. Desde então, com assombro comum, o padrão de sofrimento no inferno começou a baixar. As almas atormentadas adquiriram vasta paciência, as imprecações e blasfêmias foram atenuadas, os gemidos quase desapareceram e os próprios algozes multisseculares se comoviam, inesperadamente, aos primeiros vagidos da piedade que lhes nascia no peito. Alterou-se a situação de tal maneira que Satanás, em pessoa, veio observar a mudança e, depois de informado quanto aos estranhos acontecimentos, ordenou que o trabalhador fosse expulso. Naturalmente aquele homem estaria no inferno, em razão de algum equívoco, e a permanência dele, no trevoso país de que era soberano, perturbava-lhe os projetos. Desse momento em diante, o servidor do trabalho digno fez-se livre, colocando-se na direção do Reino da Paz...

Nesse ponto, o guia espiritual interrompeu a narrativa e, talvez porque Delfim Mendes o contemplasse, expectante, riu-se, bondoso, e concluiu:

- Você, Delfim, sente-se na Terra como se estivesse no inferno, Pense, fale e procure agir, como se fosse no Céu, e o próprio mundo restituirá você ao Paraíso, compreende?

O irrequieto companheiro enterrou a cabeça nas mãos alongadas, mas não respondeu.



Livro Estante da Vida – Pelo Espírito “Irmão X” - Psicografia Francisco C. Xavier.

Programas de Rádio ...


Apresentamos aqui programas de rádio espíritas em mp3:

Dificuldades e problemas humanos

Relacionamento homem e mulher

Um pouco de Victor Hugo...



No programda "Fonte de Luz" do sábado passado utilizei esta mensagem abaixo como início e temática central dos comentários da noite. Transcrevo abaixo para dividir com todos vocês, pois é uma das páginas de maior sublimidade que já lí. Espero que gostem.

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Homem e Mulher


O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono;
Para a mulher um altar.
O trono exalta; o altar santifica.

O homem é o cérebro; a mulher o coração, o amor.
A luz fecunda; o amor ressuscita.
O homem é o gênio; a mulher o anjo.
O gênio é imensurável; o anjo indefinível.

A aspiração do homem é a suprema glória;
A aspiração da mulher, a virtude extrema.
A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.

O homem tem a supremacia; a mulher a preferência.
A supremacia representa força
A preferência representa o direito.

O homem é forte pela razão; a mulher invencível pelas lágrimas.
A razão convence; a lágrima comove.

O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher de todos os martírios.
O heroísmo enobrece; os martírios sublimam.

O homem é o código; a mulher o evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.

O homem é o templo; a mulher, um sacrário.
Ante o templo, nos descobrimos;
Ante o sacrário ajoelhamo-nos.

O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter cérebro;
Sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano; a mulher um lago.
O oceano tem a pérola que embeleza;
O lago tem a poesia que deslumbra.

O homem é a águia que voa; a mulher o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço; cantar é conquistar a alma.

O homem tem um fanal; a consciência;
A mulher tem uma estrela : a esperança.
O fanal guia, a esperança salva.

Enfim ...

O homem está colocado onde termina a terra;
A mulher onde começa o céu ...


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E logo abaixo coloco outra página memorável deste grande pensador do século passado.

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Desejo

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

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Muita paz para todos



Mensagens em imagens...



Dois Caminhos, duas escolhas

Conquistador incomparável...



Os conquistadores se cercam de legiões de mercenários e de soldados. Estabelecem estratégias de combate e planos ousados de conquistas.

Os conquistadores amealham tesouros da Terra e com eles pretendem estender o seu poder.

Os que os seguem o fazem aguardando recompensas generosas. Ou, então, serem brindados com cargos que lhes conferirão, igualmente, poder e dinheiro.

Ele foi um Conquistador diferente. Chegou tendo sido inicialmente anunciado aos corações simples e ouvidos atentos. Há muito aguardado, teve confirmada Sua identidade em várias oportunidades.

Seu Pai enviou um Mensageiro especial para Lhe anunciar o nascimento e um coral magnífico coroou de esplendor a notícia alvissareira.

Na noite quase fria, envolto em panos, sob a luz de brilhante estrela, Ele Se fez presente entre os homens.

Mostrou-Se à beira de um rio, entre pessoas rudes, mas esperançosas. Teve como arauto um mensageiro de voz vigorosa, que dizia ter vindo ao mundo para aplainar as veredas do Senhor.

O nome desse mensageiro era João. E, tendo-O identificado, endereçou-Lhe os dois primeiros apóstolos, consciente de que Ele era o Cordeiro de Deus, o Messias cantado pelo povo, esperança da Humanidade.

Os conquistadores desejam homens adestrados em armas e selecionam os seus seguidores entre os que demonstram agilidade, precisão e eficácia.

Ele escolheu homens do povo. Pescadores da Galiléia, um letrado, um vendedor de quinquilharias, um adolescente apaixonado pelas notícias dos Céus.

Doze deles compuseram Seu colegiado mais próximo. Outros setenta e dois, a quem lecionou a arte da compreensão e da paz íntima, elegeu como mensageiros da Sua chegada.

Dois a dois, esses foram à frente, anunciando pelas aldeias e cidades que o Reino de Deus se fazia próximo. E que o Filho do Rei já Se encontrava entre eles.

Tudo para que, quando Ele chegasse, a população já O aguardasse, na expectativa da Boa Nova que Ele traria.

Estrategista excelso, planificou com detalhes a abordagem aos simples e aos poderosos.

Esteve na praça, nas estradas, nas montanhas, no vale. Pregou nas sinagogas, no templo suntuoso de Jerusalém, nas casas dos que O acolhiam.

Distribuiu a Sua palavra, alertando que os que tivessem ouvidos de ouvir, ouvissem.

A ninguém constrangeu a segui-Lo. O Seu era o convite para a paz. Quem a desejasse, que O seguisse.

Fez amigos por toda parte. Em Betânia, era acolhido, pelos irmãos Marta, Maria e Lázaro, com todo amor.

Pelas bandas de Tiro e Sídon, o lar de um amigo O acolheu, generoso, em Sua passagem.

Um certo Simão Lhe ofereceu um banquete, às quase vésperas de Sua prisão e morte. Um anúncio de despedida.

Jesus. Ninguém que O igualasse. Ninguém que realizasse, com tanta doçura e firmeza, a conquista de tantos corações.

Passados mais de 20 séculos de Seu retorno ao Mundo Espiritual, Sua presença permanece viva nos corações.

Sua vida, Seus atos, Seus feitos são contados, estudados em detalhes, por todos os que se fazem ávidos da Sua tão cantada paz.

Jesus, um Conquistador Incomparável. Sigamo-Lo.

Redação do Momento Espírita
Em 24.11.2008

João está solicitando sua ajuda. Vamos trabalhar juntos...


Prezados amigos,

Acredito que todos tenham ainda na lembrança a campanha de auxílio que iniciamos em benefício ao Abrigo São Francisco de Assis, na cidade de Palmares, no mês de setembro de 2007, com o lançamento de um pequeno livreto intitulado "a Vida e os Vivos", com o qual conseguimos, todos juntos, reverter mais de R$ 2.300,00 para a instituição durante este período. (clique aqui para ver)


Este abrigo, que têm mais de 60 anos de serviço no bem, acolhe cerca de 40 idosos carentes, homens e mulheres; e , como as vicissitudes humanas não aguardam, continua necessitando bastante de nosso apoio hoje, como ontem e amanhã.

Visando suprir pelo menos um pouco desta necessidade, organizamos o lançamento de mais um pequeno livro chamado "Histórias em duas vidas", para ser vendido ao preço simbólico de R$ 5,00 e com isso reverter novamente a verba gerada para o Abrigo.

Por este motivo estou enviando este e-mail aos amigos, solicitando a colaboração de vocês com 01 resma de papel A4 (o preço normalmente é por volta de R$ 10,00), ou com quantas quiserem ajudar.

E, como sou enxerido, solicito ainda mais: peço humildemente que espalhem este apelo aos seus conhecidos que possam colaborar conosco, e recolham o material que conseguirem para esta campanha.

Esclareço que isso não é uma corrente gente. É uma campanha real para uma instituição necessitada realmente de auxílio, a qual podemos atender com tão pouco.


Os que têm um pouco mais de conhecimento comigo sabem da seriedade com que trato destes assuntos e podem confirmar aos outros amigos.

Lembro, ainda, que se não puderem enviar a resma de papel, ou não dispuserem de tempo para ir comprar, entrem em contato para viabilizar seu auxílio de alguma forma.

Maiores informações sobre o abrigo e seu trabalho podem ser conseguidas através do fone: 81.3661.1523 ou diretamente com uma visita na Rua Frei Caneca nº 410, centro, Palmares; ou em contato direto comigo pelo email vbjoao2@gmail.com.

Agradeço imensamente a atenção e a colaboração de todos.

Muita Paz.

Comentários Pessoais...


Bom dia, queridos amigos.

Estava fazendo a minha oração hoje pela manhã e fiquei refletindo, mais profundamente, sobre a frase de Jesus no "Pai nosso" : Não nos deixeis cair em tentação.

A grosso modo podemos pensar que ele deseja que o Pai tire as tentações do seu caminho. Mas, a meu ver, se ele quizesse isso mesmo teria dito algo assim: Que não exista tentação para mim ou afaste de mim a tentação; o que seria mais lógico para esta linha de pensamento.

Eu acredito que o sentido desta frase é outro. Quando Jesus diz "não nos deixeis CAIR em tentação" fica entendido que a tentação está em nosso caminho. Que devemos enfrentá-la e não nos deixar vencer por ela. Em outras palavras: que ela é necessária em nossas vidas.

A Doutrina Espírita vem nos mostrando que somos espíritos imperfeitos em busca de evolução, assim sendo, somente podemos evoluir enfrentando obstáculos e dificuldades. Estas dificuldades sãos as tentações que existem em nossas vidas.

De forma geral podemos dividí-las em tentações morais e materiais, e cada um de nós tem maior afinidade com alguma delas. É exatamente nelas que a espiritualidade ainda infeliz age para nos prejudicar, através de nossos medos, desejos, raivas, etc.


Allan Kardec nos traz uma análise crítica da parábola narrada no Evangelho onde o evangelista diz que Jesus foi tentado pelo demônio. E ele coloca, com lógica impecável que, sendo Jesus o espírito PURO que aportou a terra, governador deste orbe, e com total conhecimento das leis e atributos divinos, qual seria o espírito inferior que iria ousar tentá-lo? Se a supremacia que os espíritos tem sobre os outros é MORAL, não há em nosso orbe um maior que Jesus, então é ilógico acreditar que algum de nós iria querer tentar Jesus.

O que provavelmente aconteceu é que Jesus contou esta história como uma de suas parábolas e o evangelista Mateus (Mt 4), de acordo com a mentalidade da época, achou o fato de vencer o demônio tão imenso que só podeira ter sido realizado pelo próprio Jesus.

Sem continuar com maiores detalhes, até porque pode ser encontrado no livro A Gênese, cap. 15, pontos 52 e 53, sigamos o nosso ponto de vista.

Uma vez que necessitamos destas "tentações" que aparecem em nosso caminho, para que possamos resistir, e com isso evoluir, Jesus nos coloca no "Pai nosso" à disposição de Deus para isso. "Não nos deixei cair em tentação" equivale dizer também: Que venha a tentação, mas dê-me forças para resistir a ela.

Ainda aí fica complicado, porque muitas vezes não sabemos como resistir a determinados encantos, e caímos.

Pensando nestes momentos Jesus, em sua sabedoria, nos deixou outra preciosa lição: Vigiai e orai para não cairdes em tentação.

Vigiar - para que possamos pesar os nossos atos e pensamentos, com a consciência correta das nossas atitudes; e então decidir o que é correto ou não fazer.

Orar - para que tenhamos harmonia com o mundo espiritual, haurindo forças e inspiração divina, e assim possamos "escutar" os conselhos sábios dos amigos invisíveis que procuram nos intuir para o bem;

Sem a vigilância e a oração ficamos a mercê dos sofredores invisíveis que nos influenciam para atos menos dignos e pensamentos sofríveis, aos quais teremos que responder mais tarde perante nossa consciência.

Finalizando a nossa colocação podemos concluir que: as tentações existem em nossa vida por um motivo de melhoramento íntimo, como uma ferramenta, que pode ser utilizada com sabedoria ou mal utilizada. As nossas decisões frente a estas tentações poderão nos fazer subir os degraus de nossa escalada ou nos atrasar ainda mais na eterna caminhada da vida.

Saibamos utilizar o livre arbítrio que o Senhor nos deu e crescer sempre. Não é fácil; muitas vezes teremos que deixar de lado atitudes e sensações que são agradáveis ao corpo, que nos dão momentos de prazer... mas em compensação estaremos fazendo o sacrifício que é mais agradável a Deus.

Roguemos para que ele nos dê forças para vencer as nossas imperfeições.

Muita Paz para todos.



Seguir o Cristo...



Em todos os recantos onde Jesus deixou o sinal de sua passagem, houve sempre grande movimentação no que se refere ao ato de levantar e seguir. André e Tiago deixaram as redes para acompanhar o Mestre. Os paralíticos que retomaram a saúde se reergueram e andaram. Lázaro atendeu ao chamamento do Cristo e
levantou-se do sepulcro. Entre dolorosas peregrinações e
profundos esforços de vontade, Paulo de Tarso procurou seguir o Jesus, entre açoites e sofrimentos, depois de se haver levantado, às portas de damasco.


Numerosos discípulos do evangelho, nos tempos apostólicos, adotaram atitude semelhante.Eles acordaram da noite de ilusões terrestres e demandaram os testemunhos santificados no trabalho
e no sacrifício.Isso constitui um acervo de lições muito claras a quem quer que se afirme cristão.

A maioria adota, em quase todos os seus trabalhos, a lei do menor esforço. Muitos esperam a paz ofertada pelo Cristo no conforto de poltronas acolhedoras. Outros fazem preces por intermédio de discos ou CD's.Há quem deseje comprar a tranqüilidade celeste mediante generosas esmolas. Alguns cristãos aguardam intervenções miraculosas e sobrenaturais para melhorar
sua vida, sem qualquer esforço próprio.

Contudo, é importante que cada qual se indague se está
efetivamente seguindo o Cristo, ou se apenas adota fórmulas de culto exterior, carentes de significado. Seguir o Mestre divino implica levantar-se e renovar-se.Não há como trilhar o caminho da verdadeira vida sem imitar os luminosos exemplos de Jesus. Como é impossível alçar altos vôos com os pés chumbados ao solo, torna-se imperiosa a libertação dos vícios compatíveis
com a condição de fiel discípulo do Cristo.

Cada criatura, mediante sincera e humilde auto-análise, poderá identificar o que a prende à terra e a impede de levantar-se.
Afinal, sem noção clara da tarefa a ser empreendida, não há como realizá-la a contento.

Para alguns, a frente de batalha situa-se na necessidade de domar a sexualidade em desvario.Outros destroem seu corpo com a gula. Muitos amam o ócio, gastando seu tempo com mil passatempos que a nada conduzem, ao invés de trabalharem para o progresso pessoal e coletivo.

A maledicência é o calcanhar de Aquiles de numeroso contingente de pessoas. Do mesmo modo ocorre com a ganância, a desonestidade, o egoísmo, o orgulho e a vaidade, dentre outros tantos vícios que infelicitam a humanidade.Identificados os obstáculos à própria evolução, não resta alternativa senão a
labuta diária e persistente para erradicá-los.

Cada um é herdeiro de si mesmo e as dificuldades atuais
refletem opções equivocadas do passado.Quem já se dispôs a seguir o Cristo há longa data, por certo hoje se encontra pleno de paz e harmonia.Mas a maior parte da humanidade, lenta em assumir as responsabilidades e as rédeas do próprio processo evolutivo, permanece desequilibrada, entre reclamações e
infantilidades.Entretanto, ninguém fará nosso trabalho.


Se queremos a paz que o Cristo ofereceu, devemos imitar-lhe os exemplos e romper, de forma vigorosa e determinada, com os hábitos do homem velho que ainda vive em nós.O amoroso chamado do Mestre ecoa em nossas consciências há milênios,
convidando-nos à verdadeira vida.Compete-nos a decisão de levantar e segui-lo, mediante profunda e definitiva
transformação de nosso ser.

Emmanuel - Do livro Segue-me
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Os que choram...


Naquele junho, nas terras da Palestina, estava calor mais do que nos anos anteriores...

O dia longo murchava lentamente, abafado, enquanto o sol, semi-escondido além dos picos altaneiros, incandescia as nuvens vaporosas...

A montanha, de suave aclive, terminava em largo platô salpicado de árvores de pequeno porte, que ofereciam, no entanto, abrigo e agasalho,


Desde cedo a multidão afluíra para ali, como atraída por fascinante expectativa.

Eram galileus da região em redor: pescadores, agricultores, gente simples e sofredora, sobrecarregada e aflita.

Ouviram-No e O viram mais de uma vez, e constataram que jamais alguém fizera o que Ele fazia ou falara o que Ele falava...

O evangelista Mateus assevera: e Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte...

Vestiu-se de poente e recitou os versos encantadores das Bem-aventuranças – a lição definitiva. O consolo supremo.

De Seu excelso canto, ouvimos:

Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados!

O olho é a candeia do corpo, e todos os olhos cintilam. Lágrimas coroam-nos.

A figura do Rabi é ouro refletido contra o céu longínquo, muito claro.

Todos nós temos lágrimas acumuladas e muitos as temos sem cessar, nas rudes provações, oculta ou publicamente.

Longa é a estrada do sofrimento. Rudes e cruéis os dias em que se vive.

Espíritos ferreteados pelo desconforto e desassossego, corações despedaçados, enfermidades e expiações...

Todos choram e experimentam a paz refazente que advém do pranto.

Crêem muitos que o pranto é vergonha, esquecidos do pranto da vergonha.

Dizem outros que a lágrima é pequenez que retrata fraqueza e indignidade.

A chuva descarrega as nuvens e enriquece a Terra. Lava o lodo e vitaliza o pomar.

A lágrima é Presença Divina.


Quando alguém chora, a Justiça Divina está abrindo rotas de paz nas províncias do Espírito para o futuro.

O pranto, porém, não pode desatrelar os corcéis da rebeldia para as arrancadas da loucura.

Não pode conduzir, como enxurrada, as ribanceiras do equilíbrio, qual riacho em tumulto semeando a destruição, esfacelando as searas.

Chorar é buscar Deus nas abrasadas regiões da soledade.

A sós e junto a Ele.

Ignorado por todos e por Ele lembrado.

Sofrido em toda parte, escutado pelos Seus ouvidos.

O pranto fala o que a boca não se atreve a sussurrar.

Alguém chorando está solicitando, aguardando.

Por estas palavras:Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados, Jesus aponta a compensação que hão de ter os que sofrem, e a resignação que leva o padecente a bendizer do sofrimento, como prelúdio da cura.

Também podem essas palavras ser traduzidas assim:

Deveis considerar-vos felizes por sofrerdes, visto que as dores deste mundo são o pagamento da dívida que as vossas passadas faltas vos fizeram contrair.

Suportadas pacientemente na Terra, essas dores vos poupam séculos de sofrimentos na vida futura.

Deveis, pois, sentir-vos felizes por reduzir Deus a vossa dívida, permitindo que a saldeis agora, o que vos garantirá a tranqüilidade no porvir.


Redação do Momento Espírita
com base no cap 3 do livro Primícias do reino,
pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco,
e o cap. V de O evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec.
Em 12.11.2008.

Mensagens em imagens...



Alteridade

Perguntas dos amigos...


Queridos amigos, bom dia!

Recebí ontem de uma amiga nossa um texto sobre a veracidade da reencanração, que havia sido enviado a ela por uma amiga sua que é católica fervorosa. Ela, após ler, me passou o texto solicitando que eu me colocasse sobre a questão, segue abaixo a minha resposta e logo após o texto original.

"É interessante a posição das pessoas no mundo. Onde cada um defende sua crença e encontra interpretações da bíblia para justificá-la. De minha parte tenho a certeza que somente encontramos aquilo que queremos ver, então se uma pessoa não aceitar esta ou aquela crença, nunca vai achar provas que a convençam; porém se quiser encontrar basta que se digam duas palavras e ele concordará.

O amigo padre sem perceber, e sem muita pesquisa pois distorceu completamente as informações sobre reencarnação no conceito, na história e no mundo, já colocou o argumento mais importante logo no início do texto quando afirma que 70% da humanidade é reencarnacionista, deixando de perceber que isto mostra que independente de religião, crença, país, lingua, cor ou nível cultural, o ser humano traz a lembrança da reencarnação intrínseca dentro de sí.

Quer ele acredite, ou não, a reencarnação existe e ainda é a única resposta para provar a justiça de Deus. Nós não vemos o ar, não é? mas mesmo assim ele existe.

Infelizmente a Igreja católica ainda teima em manter incógnitas as grandes verdades, com seus dogmas e mistérios, para continuar "dominando"o mundo pelo medo da condenação. Mas, como dizia o saudoso Chico, que bom que ela existe, pois nas casas espíritas não teria lugar para tanta gente. hehehe

Abraços"


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Para maiores esclarecimentos podemos indicar a leitura abaixo:

Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulos 4 e 5
O Livro dos Espíritos - Parte Segunda - Capítulos 2, 3 e 5


Como também pode ser escutada a seguinte palestra aqui do blog, onde abordamos o tema da reencarnação na bíblia também:

Renovação - a páscoa na visão espírita
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/renovacao.zip
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/renovacao.z01
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/renovacao.z02
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/renovacao.z03

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texto original recebido:

"BÍBLIA E REENCARNAÇÃO É realmente assombroso constatar como cada vez é maior o número daqueles que, embora se digam católicos, aceitam a doutrina da Reencarnação. Uma pesquisa realizada na Argentina pela empresa Gallup revelou que 33% dos entrevistados acreditam na Reencarnação. Na Europa, 40% da população aceitam esta crença. E, no Brasil, nada menos de 70% dos brasileiros são reencarnacionistas. E mais: 34% dos católicos, 29% dos Protestantes e 20% dos sem religião admitem a Reencarnação.
A fé na Reencarnação constitui, pois, um fenômeno universal. E, por se tratar de um artigo de excelente consumo, tanto o Rádio como a TV, os jornais, as revistas e, ultimamente, o cinema se encarregam permanentemente o fornecê-lo a seus clientes.
Por quê esta doutrina seduz tanto as pessoas? O que é a Reencarnação?
A Reencarnação é a crença. Segundo a qual, ao morrer uma pessoa, sua alma se separa momentaneamente do corpo, e depois de algum atempo, toma outro corpo diferente para voltar a nascer na terra. Portanto, os homens passariam por muitas vidas deste mundo. E por que a alma precisa reencarnar-se? Por que na nova existência deve pagar os pecados cometidos na vida anterior, ou receber o prêmio por ter tido uma conduta honesta. A alma está em contínua evolução, dizem. E as sucessivas reencarnações permitem a ela progredir até alcançar a perfeição. Então se converte em espírito puro e já não precisa mais reencarnar-se e está pronta para atirar-se para sempre nos infinitos da eternidade. Esta lei cega que obriga a reencarnar-se num destino inevitável é chamada "Lei do Karma" (Ato).
Para esta doutrina o corpo não seria mais que uma túnica caduca e descartável que a alma imortal veste por necessidade e que, uma vez desgastada, deixa de lado para vestir outra nova. Existe, ainda, uma forma mais chocante de reencarnacionismo, chamada "Metempsicose", segundo a qual, se alguém foi muito pecador, sua alma pode chegar a se reencarnar em um animal e, até mesmo, numa planta.
As vantagens!
Aqueles que crêem na Reencarnação pensam que esta lhes oferece muitas vantagens. Em primeiro lugar porque nos concede uma segunda (ou terceira ou quarta) oportunidade. Seria injusto arriscar todo o nosso futuro de uma só vez. Além disso, seria angustiante nos conformar com uma só existência, às vezes triste e dolorosa. A Reencarnação, ao contrário, nos permite experimentar de novo. Por outro lado, o tempo de uma só vida humana não é suficiente para se obter a perfeição necessária. Esta exige um longo aprendizado que se vai adquirindo pouco a pouco. Nem os melhores homens se encontram, no momento da morte, em tal estado de perfeição. A Reencarnação, porém, permite alcançar esta perfeição em outros corpos, em outras vidas.
Finalmente, a Reencarnação ajuda a explicar certos fatos incompreeensíveis, como por exemplo, que algumas pessoas sejam mais inteligentes do que outras, que a dor e o sofrimento estejam tão desigualmente repartidos entre os homens, simpatias e antipatias entre as pessoas, os casamentos que não dão certo, a morte precoce das crianças... tudo isto se entende melhor se estamos pagando dívidas ou recebendo méritos de vidas anteriores, a Reenccarnação é, pois, uma doutrina sedutora e atraente, porque pretende "resolver" questões intricadas da vida humana. Além disso, torna apaixonante pra os comuns mortais poder descobrir que personagem famoso cada um foi na antigüidade. Esta expectativa ajuda, de algum modo, a esquecer os problemas da vida e a fugir da existência sombria e rotineira em que, às vezes, estamos submergidos.
Porém, como nasceu a crença na Reencarnação?
As mais antiagas civilizações que existiram como Suméria, a Egípcia, a Chinesa e a Persa não conheciam a Reencarnação. O enorme esforço que dedicaram à edificação de pirâmides, tumbas e mausoléus demonstra que criam numa única existência terrestre. Se pensassem que o defunto voltaria a reencarnar-se em outro ser, não teriam construído esta colossal coleção de templos e outros objetos decorativos que lhe preparavam para sua vida no além.
A primeira vez que aparece a idéia da Reencarnação é na Índia, no século VII a. C. Aqueles homens primitivos, muito ligados ainda à mentalidade agrícola, viam que todas as coisas na natureza, logo que cumprem seu ciclo, voltam ao ponto de partida. Assim, o sol que sai de manhã e se põe à tarde, logo volta na manhã seguinte. A lua cheia mingua, passando por várias fases mas sempre volta ao plenilúnio. As estrelas cumprem sempre as mesmas fases e etapas cada ano. As estações do ano vão e voltam pontualmente. Os campos, as flores, as inundações, tudo tem um movimento circular de eterno retorno. A vida inteira parecia para eles feita de ciclos que se repetiam eternamente. Esta constatação levou a pensar que também o homem, ao morrer, deveria outra vez voltar à terra. Como, porém, viam que o corpo do defunto se decompunha, imaginaram que a alma é que voltaria para tomar um novo corpo para continuar seguindo seu ciclo de vida. Como o tempo aproveitaram esta crença para também esclarecer certas questões vitais (como as desigualdades humanas, já mencionadas), que pareciam inexplicáveis para a incipiente mentalidade daquela época.
Quanto apareceu o Budismo na Índia, no século V a.C. adotou a crença na Reencarnação. E, através do Budismo, esta crença se espalhou na China, no Japão, Tibet, e mais tarde, na Grécia e em Roma. E assim penetrou também em outras religiões que a assumiram como um dos elementos básicos de sua fé.
Os Judeus, porém, jamais aceitaram a idéia da Reencarnação e, em seus escrito a rechaçaram absolutamente. Por exemplo, o Salmo 39, que é uma meditação sobre a brevidade da vida, diz : "Senhor, não me olhes com aversão, para que eu possa me alegrar antes que eu me vá e não exista mais" (versílulo 14). Também o pobre Jó (10,20-22), no meio de sua terrível enfermidade, suplica a Deus, que ele acreditava ser o culpado de seu sofrimento: "Afasta-te de mim. Assim poderei sorrir um pouco antes que eu me vá, para nunca mais voltar à região das trevas e à sombra da morte". E um livro mais moderno, o livro da Sabedoria, ensina: "O homem em sua maldade pode cortar a vida, é certo; mas não pode fazer voltar o espírito que se foi, nem livrar a alma arrebatada pela morte" (Sab. 16,14). A crença de que nascemos uma só vez aparece igualmente em dois episódios da vida do Rei Davi... o primeiro quando uma mulher, em uma audiência concedida, faz esta reflexão: "Todos temos de morrer, e seremos como água derramada que já não pode mais ser recolhida" (2S 14,14). O segundo, quando, ao morrer o seu filho, o Monarca exclama: "Enquanto o menino vivia eu jejuava e chorava. Porém agora que está morto, por que vou jejuar? Acaso poderei fazê-lo voltar? Eu irei até ele, mas ele não voltará para mim" (2Sm 12, 22-23). Vemos, pois, que no Antigo Testamento, ainda que não fosse conhecida a idéia da Reencarnação, já se sabia que da morte nunca mais se volta para a terra. Porém, foi no ano 200 a.C. que se iluminou o tema do além, quando entrou no povo judeu a fé na Ressureição e se tornou definitivamente descartada a possibilidade da Reencarnação. Segundo esta nova crença, a Ressurreição, ao morrer, a pessoa imediatamente recupera uma nova vida. Não na terra, mas em outra dimensão chamada "A Eternidade". E começa a vive uma vida diferente, sem os limites de espaço e de tempo. Uma vida imortal, chamada vida eterna.
Este ensinamento aparece pela primeira vez na Bíblia no Livro de Daniel. Um anjo lhe revela este grande segredo: "A multidão dos que dormem nos sepulcros despertará; uns para a vida eterna e outros para a vergonha e horror eternos (12, 2). Portanto, está bem claro que o passo seguinte à morte é a vida eterna que será feliz para os bons e infeliz para os pecadores. Será, porém, eterna... A segunda passagem que encontramos com o ensinamento sobre a Ressurreição está no Segundo Livro dos Macabeus (7, 9). O Rei Antioco IV da Síria tortura os sete irmãos judeus para obrigá-los a abandonar sua fé. Enquanto morria, o segundo irmão diz ao Rei: "Tu nos privas da vida presente, mas o Rei do mundo nos vai ressuscitar para uma vida eterna". E, ao morrer, o sétimo irmão Macabeus exclamou: "Meus irmãos, depois de ter suportado uma curta pena, já gozam a vida eterna". (7,36).
Para o Antigo Testamento, pois, é impossível voltar à vida terrena depois de haver morrido. Por mais breve ou dolorosa que tenha sido a existência humana, logo depois da morte começa a Ressurreição.
Jesus Cristo, com sua autoridade de Filho de Deus, confirmou oficialmente esta doutrina. Com a Parábola do Rico Epulão (Lc 16, 19-31), contou como ao morrer um pobre mendigo chamado Lázaro, os anjos o levaram imediatamente ao céu. Na mesma ocasião morreu também um homem rico e insensível e foi levado para o inferno para ser atormentado pelo calor das chamas. Não disse Jesus que esse homem deveria renascer para purgar seus numerosos pecados aqui na terra. Ao contrário, a parábola explica que por ter utilizado injustamente os muitos bens que havia recebido na terra, devia "agora" (quer dizer, no além, na vida eterna, e não na terra) pagar por suas culpas (v 25). O rico, desesperado, suplica que seja permitido a Lázaro voltar a terra (ou seja, que se reencarne) porque tem (o rico) cinco irmãos tão pecadores como ele, que precisam ser advertidos sobre o que os espera se não mudarem de vida (v 27-28).
A resposta, porém, é negativa: não é possível porque entre os dois mundos existe um abismo que ninguém pode atravessar (v 26). A angústia do rico condenado está justamente na certeza de que seus irmãos também só tem uma vida para viver, uma única possibilidade, um única oportunidade de dar sentido à sua vida.
Quando Jesus estava morrendo na cruz, conta o Evangelho que um dos ladrões crucificados a seu lado lhe pediu: "Jesus, lembra-te de mim quando estiveres em teu Reino". Se Jesus tivesse admitido a possibilidade da Reencarnação, teria lhe dito: "Tem paciência! Teus crimes são muitos; deves passar por muitas reencarna-ções para te purificares complemente". A resposta de Jesus porém foi: "Eu te asseguro que hoje mesmo estarás comigo no Paraíso" (Lc 23,43). Se "hoje" estaria no Paraíso é porque nunca mais poderia voltar a nascer neste mundo.
São Paulo também rejeita a Reencarnação. Escrevendo ao Filipenses diz: "Sinto-me oprimido pelos dois lados: de uma parte quisera morrer para estar com o Cristo. Por outra, torna-se necessário que eu permaneça ainda neste mundo por causa do bem de vocês" (1, 23-24). Se ele acreditasse na Reencarnação, inúteis teriam sido seus desejos de morrer, já que haveria de se encontar com a frustração de uma nova vida terrena.
E, ao Coríntios diz São Paulo: "Na Ressurreição dos mortos, se enterra um corpo corruptivel e ressuscita um corpo incorrupítivel, enterra um corpo humilhado e ressuscita um corpo glorioso, enterra um corpo débil e ressuscita um corpo forte, enterra um corpo material e ressuscita um corpo espiritual" (ICor 15,43-44)
Pode então, um cristão acreditar na Reencarnação? Claro que não. A idéia de tomar outro corpo e voltar à terra depois da morte é absolutamente incompatível com os ensinamentos bíblicos. E a afirmação bíblica mais contudente e lapidar de que a Reencarnação é insustentável está contida na Carta aos Hebreus: "Está estabelecido que os homens morrem uma só vez, e depois vem o juízo" (9, 27). Não só as Sagradas Escrituras mas também o senso comum é contra a crença na Reencarnação. Com efeitos, que ela seja a explicação para as simpatias e antipatias entre as pessoas, para os desentendimentos dos casamentos, para as desigualdades entre os homens, para a morte precoce, etc..., já não é mais aceito seriamente por ninguém. A sociologia moderna ajudou a esclarecer de maneira científica e conclusiva o porque dessas e de outras estranhas manifestações da personalidade humana, sem apelar para a crença na Reencarnação. A Reencarnação, portanto, é uma doutrina estéril, incompatível com a fé cristã, própria de uma mentalidade primitiva, destruidora da esperança em outra vida, inútil para dar respostas aos enigmas da vida e, o que é pior, é perigosa por ser um convite à irresponsabilidade, um fato, se alguém acredita que vai ter outras vidas além da presente, não dará muita importância a esta vida, nem ligará para o que faz, nem levará a sério o seu modo de agir.
Conclusão
Sempre pensará que lhe aguardam outras reencarnações para corrigir os males desta vida presente. Porém, se alguém sabe que o milagre de existir não repetirá, que tem só esta vida para realizar seus sonhos, só estes anos para se realizar como pessoa humana, só estes dias e estas noites para ser feliz com os entes que lhes são caros, então terá muito cuidado em aproveitar o seu tempo, em não perdê-lo em trivialidades, nem desperdiçar as oportunidades. Viverá cada momento com intensidade, colocará sempre o melhor de si em cada encontro, e não permitirá que lhe escape uma só chance oferecida pela vida. Sabe que o que passou não mais voltará.
O homem no decorrer de sua vida trabalha uma média de 136.000 horas, dorme outras 210.000 horas; come 3.350 Kg de pão, 24.300 ovos e 8.900 Kgs de verduras; usa 500 tubos de dentifrício, faz sua higiene 20.000 vezes, lava as mãos umas 90.000 vezes, assoa o nariz umas 14.000 vezes e respira 500 milhões de vezes. Porém, todo homem, crente ou sem fé, morre só uma vez. Antes que caia o pano do palco de nossa vida, Deus nos presenteia com este tempo precioso de nossa existência, tempo em que devemos encher cada dia com as melhores e mais escolhidas obras de amor e caridade.
Pe. Ariel Alvarez Valdez - evista "Tierra Santa"

Espaço de Humberto...


Álbum Materno

... E nós respigamos alguns tópicos do álbum repleto de fotos, que descansava na penteadeira de Dona Silvéria Lima, ao lermos enternecidamente a história do filho, que ela própria escrevera.

1941 – Outubro, 16 – Meu filho nasceu, no dia 12. Sinto-me outra. Que alegria! Como explicar o mistério da maternidade? Meu Deus, meu Deus!... Estou transformada, jubilosa!...

Outubro, 18 – Meu filho recebeu o nome de Maurício. Aos seis dias de nascido, parece um tesouro do Céu em meus braços!...


Outubro, 20 – Recomendei o Jorge trazer hoje um berço de vime, delicado e maior. O menino é belo demais para dormir no leito de madeira que lhe arranjamos. Coisa estranha!... Jorge, desde que se casou comigo, nada reclamou... Agora, admite que exagero. Considerou que devemos pensar nas crianças menos felizes. Apontou casos de meninos que dormem no esgoto, mas, que temos nós com meninos de esgoto? Caridade!... Caridade é cada um assumir o desempenho das próprias obrigações. Meu marido está ficando sovina. Isso é o que é...

1942 – Novembro, ll – Mauricinho adoeceu. Sinto-me enlouquecer... Já recorri a seis médicos.

1943 – Dezembro, 15 – O pediatra aconselhou-me deixar a amamentação e mandou que Mauricinho largue a chupeta. Repetiu instruções, anunciou, solene, que a educação da criança deve começar tão cedo quanto possível. Essa é boa! Eu sou mãe de Mauricinho e Mauricinho é meu filho. Que tem o médico de se intrometer? amamento meu filho e dou-lhe a chupeta, enquanto ele a quiser.

1944 – Março, 13 – Mauricinho, intranqüilo, arranhou, de leve, o rosto da ama com as unhas. Brincadeira de criança, bobagem. Jorge, porém, agastou-se comigo por não repreendê-la. Tentou explicar-me a reencarnação. Assegurou que a criança é um Espírito que já viveu em outras existências, quase sempre tomando novo corpo para se redimir de culpas anteriores, e repisou que os pais são responsáveis pela orientação dos filhos, diante de Deus, porque os filhos (palavras do coitado do Jorge) são companheiros de vidas passadas que regressam até nós, aguardando corrigenda e renovação... Deu-me vontade de rir na cara dele. Antes do casamento, Jorge já andava enrolado com espíritas... Reencarnação!... Quem acredita nisso? Balela... Chega um momento de nervosismo, a criança chora, e será justo espancá-la, simplesmente por essa razão?

1946 – Março, 15 – Jorge admoestou-me com austeridade. Parecia meu avô, querendo puxar-me as orelhas. Declarou que não estou agindo bem. Acusou-me. Tratou-me como se eu fosse irresponsável. Tem-se a impressão de que é inimigo do próprio filho. Queixou-se de mim, alegou que estou deixando Maurício crescer como um pequeno monstro (que palavra horrível!), tão só porque o menino, ontem, despejou querosene no cão do vizinho e ateou fogo... Era um cachorro intratável e imundo. Certamente que não estou satisfeita por haver Maurício procedido assim, mas sou mãe... Meu filho é um anjo e não fez isso conscientemente. Talvez julgasse que o fogo conseguisse acabar com a sujeira do cão.

1948 – Abril,9 – Crises de Maurício. Quebrou vidraças e pratos, esperneou na birra e atirou um copo de vidro nos olhos da cozinheira, que ficou levemente machucada, seguindo para o hospital... Jorge queria castigar o menino. Não deixei. Discutimos. Chorei muito. Estou muito infeliz.

1950 – Setembro, 5 – A professora de Maurício veio lastimar-se. Moça neurastênica. Inventou faltas e mais faltas para incriminar o pobre garoto. Informou que não pode mantê-lo, por mais tempo, junto dos alunos. Mulher atrevida! Pintou meu filho como se fosse o diabo. Ensinei a ela que a porta da rua é serventia da casa. Deixa estar! Ela também será mãe... Que bata nos filhos dela!...

1952 – Maio, 16 – Maurício já foi expulso de três colégios. Perseguido pela má sorte o meu inocentinho!... Jorge afirma-se cansado, desiludido... Já falou até mesmo num internato de correrão. Meu Deus, será que meu filho sòmente encontre amor e refúgio comigo? Tão meigo, tão bom!... Prefiro desquitar-me a permitir que Jorge execute qualquer idéia de punição que, aliás, não consigo compreender... Meu filho será um homem sem complexos, independente, sem restrições... Quero Maurício feliz, feliz!...

1%6 – Meu marido quer empregar nosso filho numa casa de móveis. Loucura!... Acredita que Mauricinho precisa trabalhar sob disciplina. Que plano!... Meu filho com patrão... Era o que faltava!... Temos o suficiente para garantir-lhe sossego e liberdade.

1957 – Janeiro, 14 – Jorge está doente. O médico pediu para que lhe evitemos dissabores ou choques. Participou-me, discreto, que meu marido tem o coração fatigado, hipertensão. Desde o ano passado, Jorge tem estado triste, acabrunhado com as calúnias que começam a aparecer contra o nosso filhinho. Amigos-ursos fantasiaram que Maurício, em vez de freqüentar o colégio, vive nas ruas, com vagabundos. Chegaram ao desplante de asseverar que meu filho foi visto furtando e, ainda mais... Falaram que ele usa maconha em casas suspeitas. Pobre filho meu!... Sendo filho único, Maurício necessita de ambiente para estudar, e se vem, alta madrugada, para dormir, é porque precisa do auxilio dos colegas, nas várias residências em que se reúnem com os livros.

1958 – Outubro, 6 – Jorge ficou irado, porque exigi dele a compra de um carro para Maurício, como presente de aniversário. Brigou, xingou, mas cedeu...

1959 – Junho, 15 – Estou desesperada. Jorge foi sepultado ontem. Morreu apaixonado, diante da violência da delegado policial que intimou Mauricinho a provar que não estava vendendo maconha. Amanhã, enviarei um advogado ao Distrito. Se preciso, processarei o chefe truculento... Ninguém arruinará o nome de meu filho, que é um santo... Oh! meu Deus, como sofrem as mães!...

1960 – Agosto, 2 – Duas mulheres me procuraram, com a intenção de arrancar-me dinheiro. Disseram que meu filho lhes arrepiou jóias. Velhacas e mandrionas. Maurício jamais desceria a semelhante baixeza. Dou-lhe mesada farta. Expulsei as chantagistas e, se voltarem, conhecerão as necessárias providências.

1961 – Fevereiro, 22 – Nunca pensei que o nosso velho amigo Noel chegasse a isso!... Culpar meu filho! Sempre a mesma arenga... Maurício na maconha. Maurício no furto! Agora é um dos mais antigos companheiros de meu esposo que vem denunciar meu filho como incurso num suposto crime de estelionato, comunicando-me, numa farsa bem tramada, que Maurício lhe falsificou a letra num cheque, roubando-lhe trezentos contos... Tudo perseguição e mentira. Já ouvi dizer que Noel anda caduco. Usurário caminhando para o hospício. Essa é que é a verdade... Sou mãe!... Não permitirei que meu filho sofra; nunca admiti que alguém levantasse a voz contra ele... Maurício nasceu livre, é livre, faz o que entende e não é escravo de ninguém. Estou revoltada, revoltada!...

Nesse ponto, terminavam as confidências de Dona Silvéria, cujo corpo estava ali, inerte e ensangüentado, diante de nós, os amigos desencarnados, que fôramos chamados a prestar-lhe assistência. Acabara de ser assassinada pelo próprio filho, obsidiado e sequioso de herança.


Enquanto selecionávamos as últimas notas do álbum singular, Maurício, em saleta contígua, telefonava para a Polícia, depois de haver armada hàbilmente a tese do suicídio.

Pelo espírito Humberto de Campos
Psicografia de Francisco Candido Xavier
do livro: Contos desta e de outra vida

Desculpas frequentes...



Quem já desenvolveu algum tipo de trabalho voluntário sabe o quanto é difícil conseguir que os companheiros persistam na tarefa e não a abandonem.

Existem as desculpas mais freqüentes para desistir-se de qualquer empreitada.

Poderíamos relacionar as cinco mais comuns.

Primeira: “não tenho tempo.”
Essa é uma das frases mais ouvidas nos dias atuais.
As pessoas correm de um lado para o outro, todos os dias.
Dividem seu tempo entre o trabalho, o estudo, o lazer, e mais uma infinidade de atividades.
Porém, há coisas que não valem a pena.
Muitas vezes desperdiçamos minutos valiosos em atividades ou em programas que se revelam, mais tarde, lamentáveis equívocos.
Então, na verdade, o que sofremos não é a “falta de tempo”, mas sim a dificuldade de priorizar tarefas e de utilizar de modo razoável e útil as horas de que dispomos.

Segunda: “não sei fazer.” Há pessoas que não sabem realizar determinadas tarefas e não têm o menor interesse em aprendê-las.
Há quem diga: “não sei e tenho raiva de quem sabe.”
Em outras palavras, não querem a responsabilidade de saber para se esconder na ignorância e na incapacidade voluntária de realizar qualquer atividade diferente.
Trata-se de uma omissão deliberada, negando-se a buscar um objetivo nobre.
Na visão evangélica, são pessoas que “enterram seus talentos” e que nada produzem de bom.

Terceira: “não tenho saúde.” Pequenas indisposições costumam servir de desculpas para o afastamento das mais singelas atividades.
Porém, não são suficientemente graves para impedir que a mesma pessoa deixe de buscar prazeres e lazeres dos mais variados, na mesma ocasião.
Ou seja: só não se está bem o suficiente para trabalhar, porque não há motivos reais para recusar as ofertas fúteis e vazias do mundo.

Quarta: “tenho medo.” Nessa situação, a frase mais comum é: “quem sou eu para fazer isso?”
Mais do que falsa modéstia, a pessoa que costuma valer-se de tal argumento, na verdade, quer eximir-se de novas atribuições.
É muito cômodo alegar o receio de errar.
Ora, não podemos esquecer que só erra quem faz.
Aquele que nada realiza equivoca-se apenas por omitir-se, por deixar de realizar.
No entanto, é melhor correr o risco de errar, produzindo algo de bom, do que simplesmente lavar as mãos e não errar nunca, mas também nada fazer.

Quinta: “outra pessoa vai fazer isso.” Muitos cruzam os braços na certeza de que a tarefa será levada a cabo por outras pessoas.
Na verdade, boa parte das tarefas efetivamente poderá ser realizada sem o auxílio, sem a participação daqueles.
No entanto, sendo cada pessoa única, o resultado que se obtém em cada obra pode ser diferente.
Além disso, na maioria das vezes, a tarefa não precisa deles, mais sim são eles próprios que precisam dessa oportunidade para aprender e para se desenvolver.

Pense nisso!

O trabalho no bem é uma oportunidade abençoada que não deve jamais ser retardada ou abandonada, sob pena de prejudicar a evolução do próprio trabalhador envolvido.

Evite desculpas vãs.

Busque o trabalho, realize e cresça.

Equipe de Redação do Momento Eespírita, com base no Boletim Alnon – Informativo Nacional nº 80, p. 7.

Mensagens em imagens...



Reforma íntima e autoconhecimento

Programas de Rádio ...


Apresentaremos aqui alguns programas espíritas apresentados em rádio, em mp3, com uma programação que busca fornecer informações e esclarecimentos aos ouvintes. clique no link abaixo com o botão direito e escolha salvar como:


Fonte de Luz 08/11/08 - Jesus e espiritismo / Atitudes do Cotidiano

Palestras em MP3 ...



Tua Fé te salvou

Mensagens em imagens...



O futuro em nossas mãos

Emmanuel conosco...


FORÇAS CONTRÁRIAS

Por falar de inimigos, não nos refiramos, neste momento, a pessoas e sim à forças contrárias.

Na Terra, basta vezes, achamo-nos em começo ou em meio de preciosas edificações, quando determinadas ocorrências nos desencorajam ou perturbam.

De modo geral, são correntes de pensamentos adversos que desabam sobre nós, retardando empreendimentos e vantagens que beneficiariam não somente a nós outros mas igualmente à comunidade a que nos vinculamos.

Conquanto a nossa confiança no bem e todo o nosso esforço em efetuá-lo, isso no mundo acontece. E acontece porque somos espíritos em evolução, carentes de progresso e burilamento, a quem o erro, por mais lastimável, serve de ensino.

Aprendamos como se afasta a desarmonia, como na Terra já se evita a varíola e a meningite.

No caso das energias contrárias, temos no silêncio a vacina ideal.

Se nos capacitarmos de que ausência de informações é ausência de pistas, com facilidade nos confiaremos à tarefa exclusiva de acender o sinal verde da permissão unicamente para o melhor.

Na atualidade terrestre, fala-se em tomadas para recursos diversos. Tomadas de luz e de energia: de apoio combustível.

Justo reconhecer que a tomada de sombra espiritual igualmente existe: espécie de fio para ligação com desequilíbrio.

Qualquer pequenina quota de força mental desorientada pode suscitar a queda de toda uma avalanche de provas evitáveis. Essa tomada de sombra espiritual se revela claramente numa frase de queixa, num apontamento leviano, numa brincadeira de mau gosto, no boato infeliz, na referência maliciosa ou em qualquer conceito-chave que nos induza para descaridade e perturbação.

Recorramos ainda aos símbolos do trânsito.

Vigiemo-nos de espírito centralizado no bem de todos.


Se somos mentalmente visitados por idéias de crueldade e discórdia, lamentação ou desânimo, acendamos o sinal vermelho do “não prossigas” no espaço que medeia entre o cérebro e os lábios ou entre o pensamento e as mãos impedindo a palavra falada ou escrita, inconveniente e destrutiva.

Unicamente, assim, o fio de nossa atenção persistirá ligado ao amor que desarma os adversários e nos faz livres, permanentemente livres das forças negativas, consideradas por influências do mal.



pelo Espírito Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier - do Livro: “Algo Mais”.

Quando eu tiver partido... ...


(Este texto realmente me emocionou, por que me ví conversando com meu filho... achei lindo)

Amanhã, quando eu tiver partido, desejo que você me recorde como alguém que muito a amou.

Desejo que você me recorde como aquela pessoa que esperou meses para que você desabrochasse no mundo.

E, quando lhe viu, pequenina, necessitada de tantos cuidados, teve outros tantos meses de sobressalto, constatando a sua fragilidade.

Desejo que você recorde que foi muito amada, desde o anúncio de sua concepção.

Nascida, foi amada pela beleza dos seus traços, pelo brilho dos seus olhos e pela graça de cada gesto seu.

Desejo que recorde que aguardei seus primeiros balbucios, com ansiedade, para que me dessem a certeza de que você podia dominar as palavras.

Que vibrei com cada conquista sua. Estive ao seu lado quando você foi juntando as letras e leu sua primeira frase. E seu primeiro livro.

Que a busquei na escola, nos dias de sol e de chuva. E, mais de uma vez, andei com você na chuva, porque você, criança, adorava andar na chuva.

Que se lembre das tantas vezes que a levei ao parque. Rolei com você na grama. Subi e desci morros porque você dizia que queria vencer a montanha. E nunca lhe disse que aquilo era só um pequeno morro.

Escalei a montanha, e atravessei o pequeno arvoredo, brincando de explorar florestas.

Quando eu não mais estiver ao seu lado, nesta vida, lembre que eu lhe acompanhei as vitórias na escola, na dança, na música.

Recorde dos meus aplausos, das lágrimas de felicidade, dos sorrisos e dos abraços.

Recorde das idas à Biblioteca, das pesquisas realizadas em conjunto, da busca nos livros e na Internet.

Eu espero que você tenha tudo guardado na sua lembrança. Os presentes escolhidos, os passeios programados, as idas ao cinema, a pipoca, o refrigerante, o lanche, o sorvete.

Eu espero, sobretudo, que você recorde das nossas conversas, dos comentários a respeito das cenas vistas e reprisadas.

Da emoção dos concertos e de como introduzi a boa música em sua vida, numa época em que você estava mais ligada em sons altos, ruído e agitação.

E de como você descobriu a música clássica, erudita e a beleza da música popular, regional, internacional, passando a apreciá-las, em tempo e momento devidos.

Espero que você recorde dos valores morais que exemplifiquei, dos diálogos com Deus de que lhe falei tantas vezes, espontâneos, brotando do coração.

Das preces que juntas fizemos, nas noites mal dormidas, nos dias de enfermidade, nos momentos de alegria.

Porque muito a amei, de onde eu estiver prosseguirei a velar por você. E isso eu desejo que você nunca esqueça.

O mundo poderá lhe apresentar espinhos e machucar seus sentimentos. O sucesso desejado poderá não chegar. Pessoas poderão lhe voltar as costas.

Mas, eu estarei velando por você porque o amor não fenece com o tempo, nem desaparece quando nos transferimos de um mundo para o outro.

Isso será muito importante que você não esqueça: do sentimento que jamais se extingue com o tempo, com a idade, com as alterações mais intensas ou mais profundas.

Por fim, espero que você me possa recordar com igual carinho e ternura com que lhe embalei os anos, os sonhos, as conquistas.

Porque far-me-á muito bem, onde eu esteja, receber as flores do seu coração, perfumadas, sedosas, dizendo que vivo em sua memória e na doçura da sua afeição.


Redação do Momento Espírita Em 05.11.2008.

Espaço de Humberto...


Queridos amigos, bom dia!

Inauguramos hoje mais uma sessão deste pequeno blog: "Espaço de Humberto", que é dedicada aos maravilhosos textos ditados ou psicografados pelo Espírito Humberto de Campos, que muitas vezes também assina com o nome de Irmão X.

Uma de suas características mais marcantes é trazer contos e histórias do mundo espiritual que tenham a propriedade de nos fazer calar e refletir profundamente. Muitas vezes seus contos podem, por algumas pessoas, ser considerados sucetíveis de mexer com os brios de determinados espíritas por aí afora.

De minha parte acho os contos espetaculares, até porque sou meio polêmico mesmo. Por este motivo e pela qualidade espiritual de seus textos(entre eles livros como Boa nova, Contos desta e de outra vida, Pontos e contos, Lázaro redivivo, Cartas e crônicas) decidí colocar um espaço para ele aqui no blog. Então, segue o primeiro de muitos logo abaixo.

Muita Paz para vocês.

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T.B.C

Na condição de Espírito, encantamo-nos com certo grupinho de companheiros encarnados que, frequentemente, se reuniam discutindo elevados assuntos do Espiritismo. Leandro, Jonas e Samuel pareciam-nos três apóstolos da Grande Causa.

No decurso de cinquenta meses, encontrei-os, semanalmente, em agradável "tête-à-tête", anotando problemas da Humanidade. Eram apontamentos valiosos à margem do Evangelho, recordações sublimes sobre o Cristo, observações sensatas acerca dos sensitivos que visitavam, altas questões sociais, notícias da mediunidade a repontar-lhes do ambiente doméstico, e impressões próprias de contacto com os Espíritos, através dos sonhos que narravam, felizes...

Tanta simpatia inspiravam-me os três, que não vacilei apontá-los ao meu amigo Cantidio dos Santos, denodado mensageiro da luz entre a nossa pobre moradia, de companheiros dos homens encarnados, e a Esfera Superior.

Não seria justo aproveitar a quem se evidenciava na posse de tanto conhecimento? quem poderia prever a extensão da seara preciosa, capaz de surgir de semelhante conjunto? Cantidio ouviu-me, atencioso, e prometeu providências . Foi assim que conseguiu situar os três amigos, certa noite, num templo espírita, e, no momento aprazado, aí compareceu com Lismundo, respeitável orientador que vinha testar-lhes a decisão.

Senhoreando a engrenagem mediúnica, o emissário, com grave fisionomia temperada por larga dose de entendimento, começou a mensagem que encomendáramos, explanando sobre a magnitude do serviço espírita, que claramente classificou como sendo um privilégio que o Senhor concede às criaturas amadurecidas na idéia do bem. Logo após, entrou diretamente no objetivo, convidando os circunstantes à atividade.

Porque não abraçarem compromissos edificantes no Cristianismo renascente? acaso, não se sentiam prestigiados pela verdade? Jonas, Samuel e Leandro discorreram, brilhantemente, quanto às próprias convicções.

Porque o instrutor lhes estimulasse a exposição dos pontos de vista, falaram longamente das leituras que haviam efetuado. Exaltaram os princípios de Allan Kardec, louvaram as páginas de Denis, desfiaram as pesquisas de Crookes e Âksakof e analisaram as conclusões de Bozzano e Geley com notável mestria.

Ao cabo de duas horas inteiras, em que se derramaram, contentes, no verbo luminoso e estuante, Lismundo lembrou, paciente, o impositivo do trabalho que lhes carreasse os tesouros na direção do próximo. Era preciso rearticular corações doentes e levantar almas caídas...

O benfeitor atacou a nova argumentação, salientando a oportunidade de um agrupamento destinado à sementeira da luz. Uma casa de instrução e consolo, em que os necessitados de orientação e esperança encontrassem apoio moral. Um instituto em que a idéia espírita, através do livro nobre, distribuído com largueza de sentimento, pudesse esparzir renovação e conforto.

Os ouvintes, contudo, qual se fossem surpreendidos por ducha inesperada, entreolharam-se, transidos de susto. Leandro acusou-se pejado de provações, Samuel declarou-se esmagado por lutas da parentela, e Jonas afirmou-se incapaz de responsabilidades maiores.

E enquanto se tornavam monossilábicos e arredios, o embaixador prestimoso indicou vários setores de movimentação apostólica. Santuários espíritas de evangelização, devotamento mediúnico desse ou daquele teor, escolas diversas, hospitais, recolhimentos, creches, berçários e campanhas de benemerência foram alinhados pelo instrutor, durante mais de sessenta minutos consagrados à advertência e à ternura fraterna.

O trio, no entanto, mostrou-se irredutível. Alegou-se a falta de tempo, a incompreensão do mundo, a imperfeição da alma, a perseguição dos Espíritos das trevas, os impedimentos físicos e o martírio familiar.

Quando os convites minuciosos e reiterados podiam ser tomados à conta de imprudência, Lismundo despediu-se. E, novamente conosco, acalmou-me o desapontamento, explicando, bondoso:

— Não se aflija. Estamos à frente de companheiros filiados à T.B.C.; a experiência, contudo, é a mestra de todos... Voltaremos, assim, mais tarde. Dito isso, regressou à sua residência na Vida Maior. Intrigado, perguntei ao amigo que me esperava :

— T.B.C. ? que vem a ser isso? Cantídio respondeu, a sorrir: — T.B.C, representa a sigla da Turma da Boa Conversa, compreende?
Embora agoniado, não pude ocultar o riso franco.

Voltamo-nos, então, instintivamente, para os circunstantes, e os três amigos estavam entranhados de novo em palestra acalorada, comentando a mensagem do orientador de maneira chistosa, como se a palavra "responsabilidade" não existisse.

Irmão X
Psicografia de Francisco Candido Xavier
do livro - Contos desta e de outra vida

Sabedoria em gotas...


103


A paz que você procura está dentro de você.

Na verdade, tudo está dentro de você. A paz ou a intranqüilidade. O amor ou o ódio. A riqueza ou a pobreza. A saúde ou a doença.

Depende de como você encara a vida. Se apenas enxerga o lado bom das pessoas, das coisas e dos fatos, vai encontrar a paz. Mas, se pende para o lado negativo, edifica um espinheiro em forma de vida.

É uma verdadeira paz confiar em si e em Deus.

LOPES, Lourival. Gotas de Esperança. 17. ed. Brasília: Otimismo. 2005.

Mensagens em imagens...



Crescimento Espiritual

A fagulha e o incêndio...



Nenhum Espírito hoje encarnado na Terra saiu recentemente das mãos do Criador.

Todos trilharam um longo caminho para se construírem tal qual são na atualidade.

Todo Espírito é criado simples e ignorante e gradualmente cresce em inteligência e moral.

No curso de sua caminhada, erra e acerta, vivencia paixões e desenvolve virtudes.

O progresso é uma lei da vida e implica a impossibilidade de um Espírito regredir em sua evolução.

Todo Espírito se encontra no ápice de suas virtudes e de sua inteligência.

Contudo, por vezes impressiona a derrocada moral de algumas pessoas.

Elas parecem levar uma vida honrada e, de repente, se permitem atos vergonhosos.

Se um Espírito não pode regredir, como isso se explica?

Na verdade, apesar do equilíbrio aparente, cada homem traz em si as marcas de seu passado.

Paixões e vícios do pretérito dormem no íntimo da criatura.

Porque não foram definitivamente superados, não se pode afirmar que a evolução quanto a eles se consolidou.

Cada qual sabe o que constitui uma tentação para si.

Alguns identificam, no próprio íntimo, a tendência à desonestidade material.

Outros têm inclinação para leviandades sexuais.

Há quem sinta um certo regozijo com a humilhação alheia.

Essas são áreas críticas do processo evolutivo da criatura.

Em relação a elas, urge exercitar a vigilância.

O maior incêndio principia por uma simples fagulha.


Em face da tentação, é importante evitar o primeiro passo rumo ao vício.

Após começar a trilhar o antigo caminho, as tendências escondidas podem ressurgir fortes e dominadoras.

É raro que uma pessoa de vida regrada decida repentinamente cometer uma grande loucura.

Ela dá pequenos passos nessa direção e pouco a pouco seu caminhar ganha velocidade.

Os escândalos mais vergonhosos são o desdobramento de pequenos deslizes que a pessoa imaginou irrelevantes.

O que aparece chocante aos olhos alheios é apenas o resultado de um longo processo.

Uma vez despertadas as sombras íntimas, dominá-las pode se revelar uma tarefa árdua.

Todo Espírito tem suas grandezas e suas misérias.

Em dadas áreas, seu potencial no bem é incomum e sua força é manifesta.

Em outras, ele possui flagrante fragilidade moral.

Ciente disso, preste atenção em seu mundo íntimo.

Enfatize seu potencial no bem, desenvolva-o, centre nele sua emoção e seus atos.

Quanto a suas fissuras morais, cuide de fazê-las definhar, por falta de alimento.

Não se permita a fagulha que principia o incêndio.

Não imagine que sua felicidade depende de vivenciar paixões e tendências inferiores.

A genuína felicidade é feita de paz, honradez e plenitude.

Pense nisso.
Redação do Momento Espírita.
Em 04.11.2008.

Comentários Pessoais...


Bom dia queridos amigos. Faz um certo tempo que não posto e peço desculpas a vocês, mas estive ausente por motivo de viagens a trabalho e hoje retornamos.

Sabe aquele desejo que você tem e quer realizar mas nunca consegue? Ou aquilo que você acha que merece e não recebe? Ou aquele concurso que você estuda, se esforça e no final não passa por uma questão? Pois é... é exatamente nestas horas que Deus está dizendo não pra gente.

E é uma oportunidade muito bonita para se desperdiçar. O "não" de Deus tem uma importância muito grande em nossas vidas.

É o momento que somos convocados a testar a nossa paciência, a nossa resignação, o nosso desprendimento, a nossa persistência e a nossa confiança no Divino Amigo; modelando as nossas psiques e preparando o caminho que seguiremos daí para frente.


Muitas vezes nos julgamos merecedores de algo ou estamos desejosos de algo e nos decepcionamos quando não conseguimos. A decepção é natural do ser humano, é o reflexo de uma mente sadia a um desejo não alcançado. Porém, temos que ter a sabedoria, de não entrarmos em contradição com as nossas crenças e postulados quando deste tipo de acontecimento.

Lembramos que muito do que queremos, nem sempre precisamos. E muito do que precisamos, nem sempre queremos. Por esta razã o nos asseverou Jesus em Mateus, capírutlo 6, versículo 8, "Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes"; e do mesmo modo pedimos, ao orar o Pai Nosso: "seja feita a vossa vontade".

Saibamos, então, aceitar esta vontade com humildade, reconhecendo em cada ocasião uma oportunidade de entender os recados que a vida está nos dando, aprendendo cada vez mais e, claro, nos esforçando sempre mais para conseguir o nosso objetivo; Pois não é correto que caiamos em estagnação e depressão por conta das dificuldades; elas estão aí para dar o "tempero" que precisamos para as nossas vidas.

Se temos um objetivo e, ainda, não conseguimos devemos nos esmerar para nos qualificarmos e, assim, atingirmos o que desejamos; seja isto no âmbito profissional, pessoal, religioso ou sentimental.

A vida é progresso incessante. Porém este progresso não somente se dá por meios materiais ou monetários. Saibamos perceber as delicadas nuances que nos envolvem e, assim, buscar o melhor que os dois lados da vida podem nos proporcionar. As vezes para obter é necessário deixar ir. Crescimento material é importante, mas crescimento espiritual é imprescindível.


Muita paz para todos

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