Perguntas dos amigos...


Queridos amigos, bom dia!

Recebí ontem de uma amiga nossa um texto sobre a veracidade da reencanração, que havia sido enviado a ela por uma amiga sua que é católica fervorosa. Ela, após ler, me passou o texto solicitando que eu me colocasse sobre a questão, segue abaixo a minha resposta e logo após o texto original.

"É interessante a posição das pessoas no mundo. Onde cada um defende sua crença e encontra interpretações da bíblia para justificá-la. De minha parte tenho a certeza que somente encontramos aquilo que queremos ver, então se uma pessoa não aceitar esta ou aquela crença, nunca vai achar provas que a convençam; porém se quiser encontrar basta que se digam duas palavras e ele concordará.

O amigo padre sem perceber, e sem muita pesquisa pois distorceu completamente as informações sobre reencarnação no conceito, na história e no mundo, já colocou o argumento mais importante logo no início do texto quando afirma que 70% da humanidade é reencarnacionista, deixando de perceber que isto mostra que independente de religião, crença, país, lingua, cor ou nível cultural, o ser humano traz a lembrança da reencarnação intrínseca dentro de sí.

Quer ele acredite, ou não, a reencarnação existe e ainda é a única resposta para provar a justiça de Deus. Nós não vemos o ar, não é? mas mesmo assim ele existe.

Infelizmente a Igreja católica ainda teima em manter incógnitas as grandes verdades, com seus dogmas e mistérios, para continuar "dominando"o mundo pelo medo da condenação. Mas, como dizia o saudoso Chico, que bom que ela existe, pois nas casas espíritas não teria lugar para tanta gente. hehehe

Abraços"


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Para maiores esclarecimentos podemos indicar a leitura abaixo:

Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulos 4 e 5
O Livro dos Espíritos - Parte Segunda - Capítulos 2, 3 e 5


Como também pode ser escutada a seguinte palestra aqui do blog, onde abordamos o tema da reencarnação na bíblia também:

Renovação - a páscoa na visão espírita
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/renovacao.zip
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/renovacao.z01
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/renovacao.z02
http://www.fileden.com/files/2007/2/23/810836/renovacao.z03

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texto original recebido:

"BÍBLIA E REENCARNAÇÃO É realmente assombroso constatar como cada vez é maior o número daqueles que, embora se digam católicos, aceitam a doutrina da Reencarnação. Uma pesquisa realizada na Argentina pela empresa Gallup revelou que 33% dos entrevistados acreditam na Reencarnação. Na Europa, 40% da população aceitam esta crença. E, no Brasil, nada menos de 70% dos brasileiros são reencarnacionistas. E mais: 34% dos católicos, 29% dos Protestantes e 20% dos sem religião admitem a Reencarnação.
A fé na Reencarnação constitui, pois, um fenômeno universal. E, por se tratar de um artigo de excelente consumo, tanto o Rádio como a TV, os jornais, as revistas e, ultimamente, o cinema se encarregam permanentemente o fornecê-lo a seus clientes.
Por quê esta doutrina seduz tanto as pessoas? O que é a Reencarnação?
A Reencarnação é a crença. Segundo a qual, ao morrer uma pessoa, sua alma se separa momentaneamente do corpo, e depois de algum atempo, toma outro corpo diferente para voltar a nascer na terra. Portanto, os homens passariam por muitas vidas deste mundo. E por que a alma precisa reencarnar-se? Por que na nova existência deve pagar os pecados cometidos na vida anterior, ou receber o prêmio por ter tido uma conduta honesta. A alma está em contínua evolução, dizem. E as sucessivas reencarnações permitem a ela progredir até alcançar a perfeição. Então se converte em espírito puro e já não precisa mais reencarnar-se e está pronta para atirar-se para sempre nos infinitos da eternidade. Esta lei cega que obriga a reencarnar-se num destino inevitável é chamada "Lei do Karma" (Ato).
Para esta doutrina o corpo não seria mais que uma túnica caduca e descartável que a alma imortal veste por necessidade e que, uma vez desgastada, deixa de lado para vestir outra nova. Existe, ainda, uma forma mais chocante de reencarnacionismo, chamada "Metempsicose", segundo a qual, se alguém foi muito pecador, sua alma pode chegar a se reencarnar em um animal e, até mesmo, numa planta.
As vantagens!
Aqueles que crêem na Reencarnação pensam que esta lhes oferece muitas vantagens. Em primeiro lugar porque nos concede uma segunda (ou terceira ou quarta) oportunidade. Seria injusto arriscar todo o nosso futuro de uma só vez. Além disso, seria angustiante nos conformar com uma só existência, às vezes triste e dolorosa. A Reencarnação, ao contrário, nos permite experimentar de novo. Por outro lado, o tempo de uma só vida humana não é suficiente para se obter a perfeição necessária. Esta exige um longo aprendizado que se vai adquirindo pouco a pouco. Nem os melhores homens se encontram, no momento da morte, em tal estado de perfeição. A Reencarnação, porém, permite alcançar esta perfeição em outros corpos, em outras vidas.
Finalmente, a Reencarnação ajuda a explicar certos fatos incompreeensíveis, como por exemplo, que algumas pessoas sejam mais inteligentes do que outras, que a dor e o sofrimento estejam tão desigualmente repartidos entre os homens, simpatias e antipatias entre as pessoas, os casamentos que não dão certo, a morte precoce das crianças... tudo isto se entende melhor se estamos pagando dívidas ou recebendo méritos de vidas anteriores, a Reenccarnação é, pois, uma doutrina sedutora e atraente, porque pretende "resolver" questões intricadas da vida humana. Além disso, torna apaixonante pra os comuns mortais poder descobrir que personagem famoso cada um foi na antigüidade. Esta expectativa ajuda, de algum modo, a esquecer os problemas da vida e a fugir da existência sombria e rotineira em que, às vezes, estamos submergidos.
Porém, como nasceu a crença na Reencarnação?
As mais antiagas civilizações que existiram como Suméria, a Egípcia, a Chinesa e a Persa não conheciam a Reencarnação. O enorme esforço que dedicaram à edificação de pirâmides, tumbas e mausoléus demonstra que criam numa única existência terrestre. Se pensassem que o defunto voltaria a reencarnar-se em outro ser, não teriam construído esta colossal coleção de templos e outros objetos decorativos que lhe preparavam para sua vida no além.
A primeira vez que aparece a idéia da Reencarnação é na Índia, no século VII a. C. Aqueles homens primitivos, muito ligados ainda à mentalidade agrícola, viam que todas as coisas na natureza, logo que cumprem seu ciclo, voltam ao ponto de partida. Assim, o sol que sai de manhã e se põe à tarde, logo volta na manhã seguinte. A lua cheia mingua, passando por várias fases mas sempre volta ao plenilúnio. As estrelas cumprem sempre as mesmas fases e etapas cada ano. As estações do ano vão e voltam pontualmente. Os campos, as flores, as inundações, tudo tem um movimento circular de eterno retorno. A vida inteira parecia para eles feita de ciclos que se repetiam eternamente. Esta constatação levou a pensar que também o homem, ao morrer, deveria outra vez voltar à terra. Como, porém, viam que o corpo do defunto se decompunha, imaginaram que a alma é que voltaria para tomar um novo corpo para continuar seguindo seu ciclo de vida. Como o tempo aproveitaram esta crença para também esclarecer certas questões vitais (como as desigualdades humanas, já mencionadas), que pareciam inexplicáveis para a incipiente mentalidade daquela época.
Quanto apareceu o Budismo na Índia, no século V a.C. adotou a crença na Reencarnação. E, através do Budismo, esta crença se espalhou na China, no Japão, Tibet, e mais tarde, na Grécia e em Roma. E assim penetrou também em outras religiões que a assumiram como um dos elementos básicos de sua fé.
Os Judeus, porém, jamais aceitaram a idéia da Reencarnação e, em seus escrito a rechaçaram absolutamente. Por exemplo, o Salmo 39, que é uma meditação sobre a brevidade da vida, diz : "Senhor, não me olhes com aversão, para que eu possa me alegrar antes que eu me vá e não exista mais" (versílulo 14). Também o pobre Jó (10,20-22), no meio de sua terrível enfermidade, suplica a Deus, que ele acreditava ser o culpado de seu sofrimento: "Afasta-te de mim. Assim poderei sorrir um pouco antes que eu me vá, para nunca mais voltar à região das trevas e à sombra da morte". E um livro mais moderno, o livro da Sabedoria, ensina: "O homem em sua maldade pode cortar a vida, é certo; mas não pode fazer voltar o espírito que se foi, nem livrar a alma arrebatada pela morte" (Sab. 16,14). A crença de que nascemos uma só vez aparece igualmente em dois episódios da vida do Rei Davi... o primeiro quando uma mulher, em uma audiência concedida, faz esta reflexão: "Todos temos de morrer, e seremos como água derramada que já não pode mais ser recolhida" (2S 14,14). O segundo, quando, ao morrer o seu filho, o Monarca exclama: "Enquanto o menino vivia eu jejuava e chorava. Porém agora que está morto, por que vou jejuar? Acaso poderei fazê-lo voltar? Eu irei até ele, mas ele não voltará para mim" (2Sm 12, 22-23). Vemos, pois, que no Antigo Testamento, ainda que não fosse conhecida a idéia da Reencarnação, já se sabia que da morte nunca mais se volta para a terra. Porém, foi no ano 200 a.C. que se iluminou o tema do além, quando entrou no povo judeu a fé na Ressureição e se tornou definitivamente descartada a possibilidade da Reencarnação. Segundo esta nova crença, a Ressurreição, ao morrer, a pessoa imediatamente recupera uma nova vida. Não na terra, mas em outra dimensão chamada "A Eternidade". E começa a vive uma vida diferente, sem os limites de espaço e de tempo. Uma vida imortal, chamada vida eterna.
Este ensinamento aparece pela primeira vez na Bíblia no Livro de Daniel. Um anjo lhe revela este grande segredo: "A multidão dos que dormem nos sepulcros despertará; uns para a vida eterna e outros para a vergonha e horror eternos (12, 2). Portanto, está bem claro que o passo seguinte à morte é a vida eterna que será feliz para os bons e infeliz para os pecadores. Será, porém, eterna... A segunda passagem que encontramos com o ensinamento sobre a Ressurreição está no Segundo Livro dos Macabeus (7, 9). O Rei Antioco IV da Síria tortura os sete irmãos judeus para obrigá-los a abandonar sua fé. Enquanto morria, o segundo irmão diz ao Rei: "Tu nos privas da vida presente, mas o Rei do mundo nos vai ressuscitar para uma vida eterna". E, ao morrer, o sétimo irmão Macabeus exclamou: "Meus irmãos, depois de ter suportado uma curta pena, já gozam a vida eterna". (7,36).
Para o Antigo Testamento, pois, é impossível voltar à vida terrena depois de haver morrido. Por mais breve ou dolorosa que tenha sido a existência humana, logo depois da morte começa a Ressurreição.
Jesus Cristo, com sua autoridade de Filho de Deus, confirmou oficialmente esta doutrina. Com a Parábola do Rico Epulão (Lc 16, 19-31), contou como ao morrer um pobre mendigo chamado Lázaro, os anjos o levaram imediatamente ao céu. Na mesma ocasião morreu também um homem rico e insensível e foi levado para o inferno para ser atormentado pelo calor das chamas. Não disse Jesus que esse homem deveria renascer para purgar seus numerosos pecados aqui na terra. Ao contrário, a parábola explica que por ter utilizado injustamente os muitos bens que havia recebido na terra, devia "agora" (quer dizer, no além, na vida eterna, e não na terra) pagar por suas culpas (v 25). O rico, desesperado, suplica que seja permitido a Lázaro voltar a terra (ou seja, que se reencarne) porque tem (o rico) cinco irmãos tão pecadores como ele, que precisam ser advertidos sobre o que os espera se não mudarem de vida (v 27-28).
A resposta, porém, é negativa: não é possível porque entre os dois mundos existe um abismo que ninguém pode atravessar (v 26). A angústia do rico condenado está justamente na certeza de que seus irmãos também só tem uma vida para viver, uma única possibilidade, um única oportunidade de dar sentido à sua vida.
Quando Jesus estava morrendo na cruz, conta o Evangelho que um dos ladrões crucificados a seu lado lhe pediu: "Jesus, lembra-te de mim quando estiveres em teu Reino". Se Jesus tivesse admitido a possibilidade da Reencarnação, teria lhe dito: "Tem paciência! Teus crimes são muitos; deves passar por muitas reencarna-ções para te purificares complemente". A resposta de Jesus porém foi: "Eu te asseguro que hoje mesmo estarás comigo no Paraíso" (Lc 23,43). Se "hoje" estaria no Paraíso é porque nunca mais poderia voltar a nascer neste mundo.
São Paulo também rejeita a Reencarnação. Escrevendo ao Filipenses diz: "Sinto-me oprimido pelos dois lados: de uma parte quisera morrer para estar com o Cristo. Por outra, torna-se necessário que eu permaneça ainda neste mundo por causa do bem de vocês" (1, 23-24). Se ele acreditasse na Reencarnação, inúteis teriam sido seus desejos de morrer, já que haveria de se encontar com a frustração de uma nova vida terrena.
E, ao Coríntios diz São Paulo: "Na Ressurreição dos mortos, se enterra um corpo corruptivel e ressuscita um corpo incorrupítivel, enterra um corpo humilhado e ressuscita um corpo glorioso, enterra um corpo débil e ressuscita um corpo forte, enterra um corpo material e ressuscita um corpo espiritual" (ICor 15,43-44)
Pode então, um cristão acreditar na Reencarnação? Claro que não. A idéia de tomar outro corpo e voltar à terra depois da morte é absolutamente incompatível com os ensinamentos bíblicos. E a afirmação bíblica mais contudente e lapidar de que a Reencarnação é insustentável está contida na Carta aos Hebreus: "Está estabelecido que os homens morrem uma só vez, e depois vem o juízo" (9, 27). Não só as Sagradas Escrituras mas também o senso comum é contra a crença na Reencarnação. Com efeitos, que ela seja a explicação para as simpatias e antipatias entre as pessoas, para os desentendimentos dos casamentos, para as desigualdades entre os homens, para a morte precoce, etc..., já não é mais aceito seriamente por ninguém. A sociologia moderna ajudou a esclarecer de maneira científica e conclusiva o porque dessas e de outras estranhas manifestações da personalidade humana, sem apelar para a crença na Reencarnação. A Reencarnação, portanto, é uma doutrina estéril, incompatível com a fé cristã, própria de uma mentalidade primitiva, destruidora da esperança em outra vida, inútil para dar respostas aos enigmas da vida e, o que é pior, é perigosa por ser um convite à irresponsabilidade, um fato, se alguém acredita que vai ter outras vidas além da presente, não dará muita importância a esta vida, nem ligará para o que faz, nem levará a sério o seu modo de agir.
Conclusão
Sempre pensará que lhe aguardam outras reencarnações para corrigir os males desta vida presente. Porém, se alguém sabe que o milagre de existir não repetirá, que tem só esta vida para realizar seus sonhos, só estes anos para se realizar como pessoa humana, só estes dias e estas noites para ser feliz com os entes que lhes são caros, então terá muito cuidado em aproveitar o seu tempo, em não perdê-lo em trivialidades, nem desperdiçar as oportunidades. Viverá cada momento com intensidade, colocará sempre o melhor de si em cada encontro, e não permitirá que lhe escape uma só chance oferecida pela vida. Sabe que o que passou não mais voltará.
O homem no decorrer de sua vida trabalha uma média de 136.000 horas, dorme outras 210.000 horas; come 3.350 Kg de pão, 24.300 ovos e 8.900 Kgs de verduras; usa 500 tubos de dentifrício, faz sua higiene 20.000 vezes, lava as mãos umas 90.000 vezes, assoa o nariz umas 14.000 vezes e respira 500 milhões de vezes. Porém, todo homem, crente ou sem fé, morre só uma vez. Antes que caia o pano do palco de nossa vida, Deus nos presenteia com este tempo precioso de nossa existência, tempo em que devemos encher cada dia com as melhores e mais escolhidas obras de amor e caridade.
Pe. Ariel Alvarez Valdez - evista "Tierra Santa"

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