Para melhor compreender Jesus - parte 1...


Estou preparando o material para uma palestra com o título deste post e achei interessante colocar algumas das análises realizadas aqui, dividindo com vocês o meu ponto de vista, para que possamos trocar idéias. Então aí segue:

Para melhor compreender Jesus

1) Quem é Jesus?
Toda a nossa concepção da criatura Jesus é embasada em um erro de interpretação que, sendo proposital ou não, mudou todo o contexto de seu significado para o homem comum. Todas as principais religiões cristãs se baseiam no paradigma que Jesus é Deus e é Espírito santo, formando o dogma da trindade, que se mostra incoerente por si só, pois uma vez que deus é único e perfeito não poderia estar dividido, portanto imperfeito. Mas a história, e os historiadores, vem nos mostrar que tal conceito foi absorvido, como tantos outros, da antiga babilônia e assíria, da trindade dos deuses hindus e etc. Mas, isto não vem necessariamente ao caso.


É importante verificar que Jesus em todas as passagens bíblicas se coloca como “filho do homem”, “filho de Deus” e se refere a Deus como “meu Pai”, “aquele que me enviou”. Apenas em uma única passagem, em João 10:30, ele ressalta: “eu e o pai somos um”, colocação que uma tradução mais apurada dos originais identificará como “somos uno” – revelando o verdadeiro intento de Jesus que era declarar-se unido com o Pai em seus ensinamentos, unido com a força criadora porquanto, único espírito perfeito e conhecedor de suas leis, único com o pai como um embaixador de Deus representando sua vontade em nosso orbe.

Jesus, espírito perfeito, se fez homem como nós. E, como sendo melhor que nós, venceu as vicissitudes e tentações do mundo e do corpo (como ensina a parábola das tentações, que erroneamente foi transcrita como sendo o próprio Jesus que fora tentado, mas que espírito do mal teria condições de tentar Jesus, o governador do nosso orbe? É mais lógico entender que Jesus contou esta parábola e o evangelista, achando que o fato de vencer o demônio foi um feito tão imenso,que somente poderia ter sido realizado pelo próprio Jesus), até porque Ele estaria nos enganando ao declarar ” tendes fé, eu venci o mundo” se ele fosse Deus, porque Deus, tudo podendo, não tem o que vencer.

Jesus homem é a figura que anda lado a lado conosco em nossos caminhos mais tortuosos, conhece nossa fome e sede de pão e água, mas também de justiça e amor. Desce até o pântano de nossos sentimentos negros sem se manchar com nossa imundície ou macular com nossas tristezas. Desce, simbolicamente, da montanha para que nós possamos ascender, seguindo até onde ele se encontra.

Nem totalmente homem, porque sendo do céu transcendeu nossas imperfeições, nem nunca Deus, porque criatura do altíssimo, sem dever ser confundido com o criador, e ligado a nós pelo lado humano de seu ser – e a "humanidade" são todas as formas de vida inteligentes do cosmo, como nos esclareceram os espíritos na codificação.

Jesus representa a e ligação eterna entre o céu e a terra, a qual nós podemos, segundo suas próprias palavras, atingir um dia “de acordo com nossas obras”, sendo ao mesmo tempo nosso guia e modelo como poderemos encontrar, “se quisermos” na questão 625 do LE.

2) Porque nascer entre os humildes?
Israel Já aguardava pelo Messias havia muitos séculos e, devido aos valores que foram passados pelas gerações passadas, esperavam que o seu “Rei” fosse um bravo líder guerreiro que iria libertar o povo e dominar o dominador, visto que o Deus dos hebreus recompensava em bens materiais a dedicação do povo.


Jesus trouxe a negação dos os valores que estavam sendo passados erroneamente pela tradição Judaica. Por este motivo não deveria Ele ser concebido em uma casa de esplendor, poder e riqueza; mas, pelo contrário, em uma casa simples de trabalhadores do povo, embora com uma linhagem real – porque José descendia de David.

Estar próximo ao povo permitiu que Jesus vivenciasse as necessidades e as dores dos seus semelhantes, das ovelhas que ele mais tarde apascentaria. Porém seu nascimento não se passou despercebido. Os poderosos reis da época, com medo de perder o poder temporal e a riqueza, desejavam encontrá-lo e matá-lo, o que demonstra mais uma vez a sabedoria divina escondendo-o entre um qualquer do povo.


Jesus pôde então crescer em um lar normal, repleto de carinho e atenção, mas também de trabalho e dedicação ao dever. Crescendo e aprendendo a profissão do pai pôde manter sua família, após o desencarne de José, enquanto não chegava o tempo de sua missão iniciar-se.

Hoje podemos compreender de seus ensinamentos que não nos é necessário quantidades exorbitantes de dinheiro ou posses imensas e rentabilidades descontroladas para sermos felizes; Seguindo o seu exemplo de vida podemos encontrar a felicidade na convivência fraterna entre os irmãos e na compreensão de nosso direcionamento maior na vida: atender ao próximo com resignação perante os desígnios da providência e amor incondicional pelos que nos prejudicam.

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