O Aviso...




Existem pessoas que, por sua forma natural de agir, conquistam os demais. Algumas são tão estimadas pelas crianças que passam a ser chamadas de tias, vovôs, sem terem qualquer laço de parentesco.

Assim era com o senhor Raul. Ele fora, durante anos, o professor de História na maior escola daquela cidade.

Aposentado, afeiçoado às crianças e à cultura, ofereceu-se como voluntário na biblioteca pública.


Idealista e idealizador, criou um pequeno espaço, no andar térreo, próximo ao setor de livros infantis, a que denominou o cantinho das histórias.

Todas as tardes, durante um período previamente marcado, ali ficava ele, a encantar os pequenos com suas histórias.

Com o passar dos meses, o número de visitas à biblioteca foi se tornando maior. Em especial as crianças e, de preferência, na hora das histórias de vovô Raul.

Na proximidade do Natal, o bom professor começou a cogitar o que de melhor poderia fazer para comemorar, com a comunidade, o nascimento de Jesus.

Recordou, então, do que fizera Francisco de Assis, no século treze. Por isso, buscou amigos e conhecidos, solicitou ajuda, em recursos e mão de obra, e deu início ao cenário do nascimento do Cristo.

Todos se entusiasmaram com o projeto. Não faltaram voluntários.

Ergueu-se o que deveria parecer um estábulo, colocou-se a manjedoura, a palha, criou-se um ambiente rústico no pequeno canto destinado às histórias do vovô Raul.

Às vésperas do dia de Natal, Raul recolheu-se tarde, após verificar que tudo estava em ordem. Já estavam escolhidos os personagens que, no dia seguinte, dramatizariam o nascimento do menino Jesus.

Nenhum detalhe fora esquecido e sabia-se que grande parte da comunidade acorreria ao evento. Naturalmente, em horários diversos, pois o ambiente não comportava todos de uma única vez.

Mal se deitara, Raul teve a impressão de escutar uma voz que lhe dizia para trocar o local da dramatização para o lado oposto, nos fundos da sala.

Por mais que tentasse conciliar o sono, aquilo não lhe saía da mente. Tanto o atormentou que ele mal dormiu. Levantou-se pela madrugada e foi chamar os seus voluntários para proceder à mudança.

Não conseguia saber porque, mas devia fazer aquilo. Era algo dentro dele que falava alto.

Um tanto cansados, mas respeitosos, concordaram os auxiliares em realizar a mudança do cenário para os fundos da sala, no lado oposto.

Quando a comemoração atingia o auge e a sala se encontrava repleta, um estrondo ensurdecedor se fez ouvir.

Todos se voltaram para o cantinho das histórias, de onde vinha o ruído, e viram aterrorizados um ônibus desgovernado adentrar à biblioteca derrubando prateleiras e livros, parando a poucos passos de onde eles se encontravam.

Foi então que vovô Raul entendeu que foi a Providência Divina, sempre solícita para com os Seus filhos, que lhe inspirou, com insistência, a idéia de realizar a mudança e, na sua intimidade, orou ao divino Pai, agradecendo.

* * *

Muitas vezes, os Espíritos benfeitores nos alertam, através da inspiração, das dificuldades e tropeços que podem ser evitados.

Todas as criaturas são desta forma auxiliadas, mas que nem todas se apercebem.

Existem mesmo as que levam tudo à conta de superstição e crendice, esquecidas de que Deus vela por todos, continuamente, providenciando o socorro devido nas mais diversas ocasiões.



Redação do Momento Espírita.
Em 29.01.2009.

Mensagens em imagens...



Caridade

Para melhor compreender Jesus - parte 4


7) Porque Jesus viveu?

Vamos encontrar no início do evangelho de João a afirmação “e o verbo se fez carne” que, mais que uma afirmação que Jesus se fez homem, é a síntese de seu papel no mundo.


O “verbo” de Deus – aquele que veio trazer a palavra e os conhecimentos divinos para a humanidade, a qual atingia naquele momento o nível intelectual e moral necessário para iniciar a caminhada rumo ao Pai.

Jesus, como responsável pela humanidade terrena, se fez presente entre nós para preparar as bases do que seria, mais tarde, a maior revolução moral jamais vista em toda história. Com os ensinamentos profundos e renovadores que trouxe ele mudou a face de Deus de um ser vingativo e emotivo para um pai amoroso e gentil.

Mesmo sendo incompreendido em sua época, o que é extremamente natural, Ele plantou a árvore que frutifica ainda hoje, milhares de anos depois, em nossos corações quando atingimos, internamente, o patamar evolutivo e de consciência para iniciar o nosso aprendizado pessoal.

Todo verbo é ação e Jesus não foi diferente, tudo que ele ensinava através de suas palavras era praticado por suas mãos e mostrado por seus sentimentos: a compreensão, o perdão, o amor e muito mais.

Jesus se fez homem entre nós para nos ensinar na prática como agir para buscarmos a vida futura. O choque de valores entre os da sociedade e os que ele pregava era tão grande que muitos estudiosos dizem que, até para os dias de hoje, ele está além de nossa capacidade moral e espiritual. E é verdade.

Mesmo nós que tentamos estudar os ensinamentos Dele nos surpreendemos com suas atitudes perante a violência, o preconceito, a traição e a morte; mostrando claramente o quanto ainda temos que caminhar.

Jesus nos exorta a seguir o seu caminho quando orienta “pega tua cruz e segue-me”, nos ensina a praticar o bem quando diz “ama o teu inimigo”, nos prepara para conseguir auxílio superior quando declara “orai e vigiai para não cairdes em tentação” e nos ensina que receberemos de nosso Pai, mas esclarece que para isso precisamos dar a nossa contribuição, “Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á”, mostrando o verbo sempre presente em nossas vidas.

8) Porque Jesus morreu?

Jesus representava uma mudança muito grande na vida social do povo judeu, acostumado a guerra e violência, vivendo uma religião de aparências, Jesus trouxe uma nova lei onde o mais forte não prejudica o mais fraco, dá suporte. Onde o ofendido não se vinga do ofensor, da a outra face. Onde os mais sábios não utilizam sua inteligência para governar, mas para ensinar. Onde o rei, que é o maior de todos, se torna o servidor de todos.

Esta nova visão estava ainda muito acima da capacidade de entendimento da maioria das pessoas daquela época, e por isso Jesus dizia: ouçam aqueles que tiverem ouvidos de ouvir. E que eram poucos, como ainda hoje, que realmente compreendiam e executavam os ensinamentos de Jesus.


A maioria, acostumada a violência e a brutalidade, sem discernimento sobre suas escolhas, foi manipulada, como ainda hoje acontece, pelos lideres religiosos da época, que temiam Jesus.

Temiam e tinham inveja, porque ele representava uma nova escolha, a consciência e libertação do individuo das mãos dos religiosos, liberdade esta que o espiritismo vem nos ensinar hoje, e que Jesus disse: dia virá em que Deus será adorado não no templo ou no monte garizin, mas em espírito e verdade.

Por representar esta liberdade e esperança para a população mais humilde, e a provável perda de poder dos religiosos, Jesus foi caçado e morto.

Muito embora houvesse a profecia, dizendo que Jesus deveria morrer, acaso os homens tivessem se modificado internamente com sua mensagem de amor, e utilizado seu direito de escolha, o livre arbítrio, Jesus poderia não ter sido caçado e morto, e hoje a terra provavelmente estaria em outro nível moral e intelectual.



Quem é o nosso próximo?


O PRÓXIMO É MEU IRMÃO

Quem é o nosso próximo? Eis uma interrogação que ainda permanece para muitos, apesar dos séculos transcorridos, desde as explicações do Mestre Jesus na Parábola do Samaritano.

Por falta desse entendimento, por vezes deixamos de atender a um ou outro, crendo não ser nossa responsabilidade.

Possivelmente, no século XX, uma das criaturas que melhor tenha entendido sobre a identidade do próximo tenha sido a religiosa Madre Teresa.

Erigindo o Lar das Missionárias da Caridade, passou a atender os pobres mais pobres, iniciando em Calcutá, na Índia.

Conta-se que, num cair de tarde, em Calcutá, quando as ruas repletas, o trânsito confuso e as luzes da cidade a todos atraíam a atenção, ela e mais duas companheiras se dirigiram a um beco isolado, entre escuras vielas.

Naquele local, o turbilhão dos sons das buzinas, dos escapamentos dos carros e o burburinho das pessoas não chegavam senão como apagado eco.

O que ali havia eram somente os gemidos surdos dos que foram esquecidos pela multidão.

As três mulheres se aproximam do local. Os odores vindos do beco não as espantam. Em nome da fraternidade, rumam sempre mais adentro.

Teresa percebe a figura de um enfermo. É um homem, carcomido pelo câncer. A doença lhe devorara quase metade do corpo. Por todos era considerado um caso perdido.

Teresa se aproxima e começa a lavá-lo. A reação do enfermo é de desdém. Ele pergunta: Como você consegue suportar o mau cheiro do meu corpo?

Ela não responde, apenas sorri, prosseguindo na sua tarefa, com extrema delicadeza, como se estivesse a banhar um recém-nato.

A senhora não é daqui, fala o doente outra vez. Ninguém por aqui age como a senhora.

Os minutos passam e o enfermo está agora limpo. Ante a dor que lhe agonia as carnes, numa típica expressão indiana, exclama: Glória a ti, mulher!

Não, responde Madre Teresa. Glória a você, que sofre com o Cristo.

Ele sorri. Ela também. Uma sensação de alívio se estampa na face do doente terminal. As Missionárias da Caridade o recolhem no lar que, para tais criaturas, edificaram em Calcutá.


Dois dias depois, entre atenções e preces, em um leito asseado, o moribundo despede-se da vida física.

O próximo é sempre aquele que tem a necessidade mais premente, no momento. Por vezes, é o próximo mais próximo, no próprio lar, na vizinhança, no ambiente de trabalho.

De outras, é alguém que aguarda o gesto de amparo do Samaritano que transite por onde ele se encontra.

Partir em busca da dor para acalmá-la é atitude de quem se assenhoreou das palavras do Evangelho e tendo-as abrigado na intimidade do ser, vive-as na essência.

Nem sempre os maiores necessitados são os que buscam socorro, desde que outros não o fazem por vergonha ou por não disporem de condições mínimas para a solicitação.

São os acamados que permanecem em seus casebres, os deficientes da fala que não conseguem se expressar, e tantos outros...

O próximo é o nosso irmão, ao nosso lado ou distante, desde que somos todos filhos do mesmo Pai.

Madre Teresa de Calcutá estendeu o seu trabalho de amor por quase todo o mundo.

A convite dos governantes de diferentes nações, ela abriu suas casas de caridade nos mais distantes países.

Assim, a meta das Missionárias da Caridade e de suas colaboradoras é buscar a dor onde se asile e atender o carente mais carente.



Redação do Momento Espírita, com base no artigo Vozes do Espírito, publicado no Boletim SEI nº 1549 de 06/12/1997.

O filho do sapateiro...



Abraham Lincoln, um dos maiores lideres da humanidade, quando tomou posse como presidente dos Estados Unidos, fez a classe dominante sofrer um choque. Imagine um filho de sapateiro assumir a presidência do maior país das Américas!

Convocado pela classe política, um senador lhe fez esta pergunta irônica:

– O senhor pretende administrar o país como se fosse uma grande sapataria, já que seu pai foi sapateiro? Ah, estou usando agora um sapato feito por ele!

Lincoln tranquilamente respondeu:

– É bom o senhor trazer a lembrança de meu pai neste momento, pois ele gostaria de estar aqui. E não era um simples sapateiro, era o melhor sapateiro dos Estados Unidos da América, e quem me comprova isso é o senhor, pois, depois de tanto tempo que morreu, ainda está usando um sapato que ele fez.

E complementou:

– Mas não apenas meu pai foi sapateiro, eu fui lenhador e, depois de um dia exaustivo de trabalho, ainda estudava direito por correspondência para poder ter o direito de ser presidente de vossa senhoria.

Concluindo, disse olhando para a platéia que o assistia:

– Orem por mim, para que eu seja tão bom presidente quanto meu pai foi tão bom sapateiro.

Eis aqui o conselho deixado por Lincoln:

"Nunca permita que alguém humilhe você. Tenha uma postura adquirida através de bons exemplos para que, toda vez que alguém tentar enlameá-lo, você continuar limpo. Faça o outro perceber que são as mãos dele que estão sujas. Quem atira lama, se suja primeiro".

As armas de morte...


EM COMBATE

Desde que recebi a solicitação de Crisolino, meu benfeitor espiritual, estou empenhado na abolição das armas de morte – dizia Dantas, num jantar íntimo. – Creio que a guerra desaparecerá do mundo, quando cada um de nós esteja disposto a expulsá-la do seu próprio círculo.

E falava entusiástico. Rememorava a estatística de muitas guerras. Salientava os programas bélicos de muitos povos. Detinha-se apaixonadamente em Napoleão, chamando-lhe “gênio carniceiro.”

Não se poupava. Onde aparecesse oportunidade, aí estava Dantas para a cruzada a que se propunha. Pedia movimentos renovadores, para que os canhões se fizessem arados.

Adquiriu boa máquina cinematográfica e exibia quadros curiosos. Revólveres provocando desastres. Sabres em mãos de legionários da antiguidade ao invadirem territórios pacíficos. Telas mostrando o efeito de bombardeios destruidores. Estudos sobre adagas e baionetas, trabucos e punhais.

E, diante dos pais, pedia sempre não dessem, aos pequeninos, brinquedos que simulassem armas de morte. Todavia, estimava as alegrias da mesa, depois das instruções. Alegava que uma boa conversação, após um assunto sério em conferência, consolidava impressões. E toca a devorar as viandas que aparecessem.com semelhante regime, Dantas, aos quarenta e dois anos de idade, sofria obesidade característica e era campeão de moléstias do estomago. Chamado, certa feita, o Dr. Neves Lima para examiná-lo, numa crise de gastralgia, admirou-se o médico da pressão alta.

- Dantas, se você não tiver cuidado, acaba estourando.

Ele, porém, zombou do facultativo e repetiu o que costumava dizer:

- Crisolino, o meu protetor espiritual, declarou que chegarei aos setenta, desde que me mantenha combatendo as armas da morte.

Aconteceu, porém, o esperado.

O Dr. Neves acordou, noite alta, por insistência do telefone. Da residência de Dantas chamavam-no. Encontrou o cliente em coma.

Depois de grande ceia, Dantas acusara súbito mal-estar. Recolhido ao leito, perdera a palavra e o controle dos movimentos. Prostração. Espasmo cerebral. Complicações sérias. O Dr. Neves faz o possível, durante quatro dias se quatro noites de vigilância e exaustão. Apesar de tudo, Dantas foi compelido a deixar o corpo físico. A família chorava. No plano Espiritual, Dantas acordou no regaço de Crisolino, que o amparava, paternalmente.

Informou-se quanto à libertação de que fora objeto. Mas, considerando os problemas que lhe requisitavam a presença no mundo, clamou desapontado para os ouvidos do guardião:

- Mas você não me prometeu setenta anos, se eu permanecesse em combate contra as armas de morte? E que fiz toda a minha existência senão isso?

Crisolino, porém, replicou sem vacilação:

- Sim, sim, mas você esqueceu de que o garfo também mata ...


Do livro: A Vida Escreve, pelo Espírito: Hilário Silva
Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

Mensagens em imagens...



Deus em nossas vidas

Programas de Rádio ...


Apresentamos aqui programas de rádio espíritas em mp3:

29/11 - campanha pela paz, expiações coletivas, ação e reação

27/12 - finais de ciclos, os verdadeiros valores, viver o presente

10/01 - sinais de deus, deus em nós, entrevista com Hugo Leonardo sobre o que é espiritismo, provas e expiações

17/01 - educação e instrução, força do nosso exemplo, bases do espiritismo

Palestras em MP3 ...



Para melhor compreender Jesus




O Reino dos céus e o mundo espiritual

Pernicioso Sentimento...


Conta-se que um monge eremita viajava através das aldeias, ensinando o bem.

Chegando a noite e estando nas montanhas, sentiu muito frio. Buscou um lugar para se abrigar. Um discípulo jovem ofereceu-lhe a própria caverna. Cedeu-lhe a cama pobre, onde uma pele de animal estava estendida.

O monge aceitou e repousou. No dia seguinte, quando o sol estava radiante e ele deveria prosseguir a sua peregrinação, desejou agradecer ao jovem pela hospitalidade.

Então, apontou o seu indicador para uma pequena pedra que estava próxima e ela se transformou em uma pepita de ouro.

Sem palavras, o velho procurou fazer que o rapaz entendesse que aquela era a sua doação, um agradecimento a ele. Contudo, o rapaz se manteve triste.

Então, o religioso pensou um pouco. Depois, num gesto inesperado, apontou uma enorme montanha e ela se transformou inteiramente em ouro.

O mensageiro, num gesto significativo, fez o rapaz entender que ele estava lhe dando aquela montanha de ouro em gratidão.

Porém, o jovem continuava triste. O velho não pôde se conter e perguntou:

Meu filho, afinal, o que você quer de mim? Estou lhe dando uma montanha inteira de ouro.

O rapaz apressado respondeu: Eu quero o vosso dedo.

A inveja é um sentimento destruidor e que nos impede de crescer.

Invejamos a cultura de alguém, mas não nos dispomos a permanecer horas e horas estudando, pesquisando. Simplesmente invejamos.

Invejamos a capacidade que alguns têm de falar em público com desenvoltura e graça. Contudo, não nos dispomos a exercitar a voz e a postura, na tentativa de sermos semelhantes a eles.

Invejamos aqueles que produzem textos bem elaborados, que merecem destaque em publicações especializadas. No entanto, não nos dispomos ao estudo da gramática, muito menos a longas leituras que melhoram o vocabulário e ensinam construção de frases e imagens poéticas.

Enfim, somos tão afoitos quanto o jovem da história que desejava o dedo do monge para dispor de todo o ouro do mundo, sem se dar conta de que era a mente que fazia as transformações.


Pensar é construir. Pensar é semear. Pensar é produzir.

Vejamos bem o que semeamos, o que produzimos, nas construções de nossas vidas, com as nossas ondas mentais.

No lugar da inveja, manifestemos a nossa vontade de lutar para crescer, com a certeza de que cada um de nós é inigualável. O que equivale a dizer que somos únicos e que ninguém poderá ser igual ao outro.

Cada um tem seus tesouros íntimos a explorar, descobrir e mostrar ao mundo.

Quando pensamos, projetamos o que somos. Pensemos melhor. Pensamento é vida.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. 2 do livro Rosângela, pelo Espírito Rosângela, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter e história tibetana extraída do livro Elucidações espíritas, entrevista 5, de Divaldo Pereira Franco, ed. S.E. Joanna de Angelis. Extraído do endereço: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2089&stat=0.

As 3 Peneiras...


Certa vez, uma mãe muito preocupada com a educação de sua filha a surpreendeu, junto a um grupo de amigas, comentando acerca de uma outra amiga ausente.


O comentário naturalmente era desagradável. A mãe, então, convidou todas as meninas a seguirem com ela para a cozinha. Ali tomou de três peneiras, uma vasilha e uma porção de farinha.

Despejou a farinha na primeira peneira, de furos grandes e facilmente a farinha passou para a segunda peneira que tinha furos um pouco menores.

Agitou um pouco e a farinha caiu na terceira peneira, de malhas mais finas. Chacoalhou outra vez e a farinha finalmente caiu dentro da tigela.

A mãe tomou, então, de uma tampa e com cuidado, cobriu o recipiente para que a farinha não se espalhasse, caso um vento forte se apresentasse.

As meninas acharam aquilo tudo muito estranho e ficaram olhando, sem entender nada.

A senhora sorriu e falou, dirigindo-se especialmente para a filha:

Vamos imaginar que a farinha represente o comentário que você ouviu de alguém a respeito da sua amiga. Antes de passá-lo adiante, vamos passá-lo pelas três peneiras. Você tem certeza de que o que lhe contaram é a pura verdade?

Bem, disse a garota, certeza mesmo eu não tenho, só ouvi alguns comentários.

Se você não tem certeza, falou a mãe, a informação vazou pelos furos grandes da peneira da verdade. Agora vamos passá-la pela segunda peneira, a da bondade.

Pense, minha filha, você gostaria que dissessem de você isto que você falava a respeito da sua amiga?

Claro que não, respondeu prontamente a garota.

Então a sua história acaba de passar pelos furos da segunda peneira. Agora caiu na terceira, que se chama necessidade. Você acha que é necessário, que é útil passar adiante esta história?

A menina pensou um pouco,coçou a cabeça e respondeu:

Pensando bem, acho que não há nenhuma necessidade.

Pois muito bem, completou a mãe, assim como a farinha passou pelas três peneiras e ficou guardada na vasilha tampada, protegida do vento, o comentário que você ouviu, depois de passar pela peneira da verdade, da bondade e da necessidade, deve ficar guardado dentro de você.


Assim procedendo, você impedirá que o vento da maledicência espalhe a calúnia e traga maiores sofrimentos para sua amiga.

* * *

Antes de tecermos qualquer comentário desabonador a respeito de quem quer que seja, reflitamos: será mesmo verdade o que nos disseram?

Gostaríamos que dissessem de nós o que pretendemos contar aos outros? Será verdadeiramente útil para alguém passar adiante o que ouvimos?

Se depois de passar pelas três peneiras, concluirmos que pode não ser verdadeira a informação, ou que, em se referindo à nossa pessoa, não gostaríamos de tal comentário, ou, finalmente, se o que sabemos nada trará de construtivo, de útil a outrem, calemos.

O mal não merece comentário em tempo algum. O mal cresce na Terra porque os bons se encarregam de alardeá-lo aos quatro ventos, à conta de escândalo.

A frase: Você já sabe?, repetida tantas vezes por nossa boca, deve começar a morrer dentro de nós, quando se trate de comentar a vida alheia.

Divulguemos o mau proceder somente quando, comprovado verdadeiro, a sua divulgação possa trazer benefício a terceiros, a título de prudência ou cuidados.

Caso contrário, sejamos sempre os promotores da boa palavra, que constrói, edifica, espalha luzes onde se expresse.

Redação do Momento Espírita, com base
no cap. 25 do livro A vida ensinou, de
Maria Ida Bachega Bolçone, ed. Eme.
Em 14.01.2009

O Perdão...


O perdão incondicional no mundo atual é muito raro. Além de não perdoar com facilidade as ofensas de parentes e amigos, encontramos impedimentos enormes para a sua prática no que se refere aos inimigos.

O orgulho é de tal ordem que basta um familiar cometer um deslize qualquer para ficarmos furiosos.

Em vez de desculpar a fragilidade moral do infeliz e procurar lhe dar apoio para suavizar as punhaladas do remorso, ficamos a atirar pedras. Pedras do desprezo, da indiferença, sem medir as consequências de tal atitude.

Conta o escritor John Lageman um fato contemporâneo. Ocorreu com um ex-presidiário, que sofreu na alma a incompreensão e o abandono dos seus familiares, durante todo o tempo em que esteve recluso numa penitenciária.

Os seus parentes o isolaram totalmente. Nenhum deles lhe escreveu sequer uma linha. Nunca foram visitá-lo na prisão durante a sua permanência lá.

Tudo aconteceu a partir do momento em que o ex-­presidiário, depois de conseguir a liberdade condicional, por bom comportamento, tomou o trem de retorno ao lar.

Por uma coincidência que somente a Providência Divina explica, um amigo do diretor da penitenciária se sentou ao seu lado.

Por ser uma pessoa sensível, identificou a inquietação e a ansiedade na fisionomia sofrida do companheiro de viagem e, com gentileza, lhe falou:

O amigo parece muito angustiado! Não gostaria de conversar um pouco? Talvez pudesse diminuir o desconforto.

O ex-detento deu um profundo suspiro e, constrangido, falou:

Realmente, estou muito tenso. Estou voltando ao lar. Escrevi para minha família e pedi que colocasse uma fita branca na macieira existente nas imediações da estação, caso tivesse me perdoado o ato vergonhoso.

Se não me quisessem de volta, não deveriam fazer nada. Então eu permanecerei no trem e rumarei para lugar incerto.

O novo amigo verificou como sofria aquele homem. Ele sofreu uma dupla penalidade: a da sociedade que o segregou e a da família que o abandonou.

Condoeu-se e se ofereceu para vigiar pela janela o aparecimento da árvore. A macieira que selaria o destino daquele homem.

Dez minutos depois, colocou a mão no braço do ex­-condenado e falou quase num sussurro:

Lá está ela!

E mais baixo ainda, disse:

Não existe uma fita branca na macieira!

Fez uma pausa, que parecia uma eternidade e falou novamente:

... A macieira está toda coberta de fitas brancas.


A terapia do perdão dissipou, naquele exato momento, toda a amargura que havia envenenado por tanto tempo uma vida humana.

O pobre homem reabilitado deixou que as lágrimas escorressem pelas faces, como a lavar todas as marcas da angústia que até então o atormentara.

* * *

A simbologia das fitas brancas do perdão incondicional deve ficar gravada em nossa mente. Deve nos lembrar sempre as palavras de Jesus:

Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.

Quem de nós não necessita de perdão? Quem já não errou, se equivocou, faliu?

A própria reencarnação é, para cada um de nós, o perdão incondicional de Deus, a nos oferecer uma nova chance para o resgate dos débitos e retomada do caminho, do aprendizado sem fim.


Redação do Momento Espírita, com
base em conto publicado na revista
Presença Espírita nº 155.Disponível
no CD Momento Espírita, v. 2, ed. Fep.
Em 21.01.2009.

Exemplo de vida...


DADI JANKI, A MENTE MAIS ESTÁVEL DO MUNDO


Uma ioguina indiana, Dadi Janki, de 86 anos, foi considerada pelo Instituto de Pesquisa Médica e Cientifica da Universidade do Texas, como a "mente mais estável do mundo", porque mesmo testada em situações tensas e perigosas, seu eletroencefalograma marcou a presença constante de ondas delta, as ondas mais positivas e lentas produzidas pela atividade cerebral. Ela recebeu da ONU o título, muito raro de ser concedido, de Guardiã do Planeta, por seu trabalho em prol de mentes mais livres e pacíficas.

Quando lhe perguntaram, em sua visita a São Paulo, a receita de uma mente tão tranqüila e sem pesos, ela respondeu:

"Muito amor no coração por todos e nenhum apego por ninguém, tentar não prejudicar pessoa alguma minimamente e eliminar da mente qualquer pensamento negativo, fazendo um exercício diário e ter a certeza de que não estamos aqui à-toa, mas para cumprir o destino da evolução. Que somos caminhantes, sem dependências ou estabilidades. Quem não percebe isso se torna escravo do desnecessário e polui a mente".

Em 1978, Dadi Janki foi submetida a um teste na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, quando então se tornou conhecida como "a mente mais estável do mundo" (suas ondas cerebrais não se alteram mesmo em situações extremas). "A maravilha é que, mesmo não entendendo inglês, consegui dar as respostas certas", diz. Hoje, aos 86 anos, 60 deles dedicados ao estudo espiritual e à prática da meditação, Dadi é só tranqüilidade e paz. Co-diretora mundial da Brahma Kumaris - universidade espiritual com sede na Índia e mais de 5 mil centros pelo mundo -, integrante do grupo Guardiões da Sabedoria e criadora da Fundação Janki de Pesquisas para Saúde Global, em Londres, ela nos recebeu vestindo branco por dentro e por fora, sem solenidades, sem as vaidades comuns à maioria das mulheres. Seu discurso encanta pela pureza e ensina que as mudanças possíveis ao mundo começam no coração de cada pessoa.

Por que tanta gente está buscando uma vida simples?

Vivemos com muitas demandas de consumo. Eu quero isto, eu quero aquilo, aquilo outro e assim por diante. E todo mundo tem muitas demandas e expectativas. Se vivemos ao sabor das demandas externas, tudo o que conseguimos ver em termos de reconhecimento da personalidade humana é o que aparece na superfície, o que é artificial. E vida simples significa vida real. Algumas pessoas pensam que a necessidade da vida é possuir coisas, quando, na verdade, o que realmente importa é possuir valores espirituais. Portanto, quando reafirmamos nossa vida em propósitos de paz, felicidade e amor, caminhamos para a felicidade verdadeira. A conquista de uma vida simples permite que a espiritualidade se desenvolva facilmente. E espiritualidade significa eu usar o meu tempo, o meu dinheiro e a minha energia no caminho do bem.

E de que maneira podemos seguir esse caminho na prática, levando em conta as dificuldades do dia-a-dia?

Existem três aspectos importantes para o entendimento do que proponho aqui, do que estamos levando adiante com o conhecimento. O primeiro passo é empreender a busca, porque quando faço isso reconheço os territórios internos, em termos de qualidade dos pensamentos, e entendo o que pode ser feito para mudar. Segundo, tenho de conhecer a Deus, ser capaz de ter um relacionamento com o divino, de maneira a estar pronto para receber de Deus o tesouro da paz. Terceiro, eu também preciso entender os movimentos de calma e de ação, assim como o curso e os efeitos de minhas ações. Se eu puder entender essas três coisas, então certamente terei paz verdadeira.

A senhora vive com pouco?

Posso viver muito bem com três conjuntos de roupas: uma para tudo, outra para alternar na lavagem, uma terceira guardada. Às vezes, quando visito alguém, as pessoas me chamam para mostrar o número de roupas que elas têm, a quantidade de sapatos, as jóias. Eu sinto compaixão por elas, porque seu intelecto certamente está disperso. Todos esses apelos externos nos distraem do real propósito da vida.

Essa desconexão com o real complica também nossos relacionamentos?

Sim, as demandas externas distanciam as pessoas do que entendemos como qualidade em um relacionamento. É o que deteriora a família, as amizades, e consagra o egoísmo no lugar da verdade. Quando, enfim, complicamos muito a vida, fica difícil tomarmos conta de nós mesmos e, mais ainda, não há como cuidar devidamente de nossos relacionamentos. Bem, eu posso mostrar, com a minha vida, de que maneira é possível alcançar a felicidade e, assim, os outros têm uma referência de como conseguir isso também. Com uma vida simples, posso dar atenção aos outros, cooperar com os outros, porque quando meu coração é honesto, ele se torna grande, generoso.

É possível manter-se centrado mesmo com o turbilhão de informações produzido por jornais, revistas e televisão?

Eu prefiro viver longe desse fluxo. Porque, se sabe, isso acaba virando um vício. As pessoas acreditam que, lendo jornais ou assistindo TV, estejam apenas buscando informações sobre o que acontece no mundo. Mas, na verdade, tudo isso produz uma grande quantidade de distrações. O cinema, da mesma forma, difunde muitos e muitos maus hábitos. Assim, fica muito difícil, por exemplo, manter uma vida mais contemplativa, pautada na prática da meditação. A natureza humana é muito suscetível. Somos freqüentemente afetados pelo mal. E quase sempre a influência do mal ocorre de maneira muito rápida. Se eu, de fato, quiser me tornar um ser humano em sua plenitude, se esse é meu propósito, devo procurar caminhos diferentes, que não me façam perder tempo e energia.

Idéias assim são sempre muito inspiradoras. Mas parece um tanto difícil conseguir isso.

A verdade é que há muitos males no mundo de hoje e creio que é mesmo hora de pararmos com isso. Eu tenho o alegre objetivo de, primeiro, fazer da minha vida uma boa vida e manter a mim mesma livre de todas as influências de negatividade do mundo. E há muitas pessoas criando uma vida boa como esta. Gente do mundo todo está reconhecendo que é por meio da espiritualidade que se pode alcançar uma vida plena.
Vivemos tempos um tanto incertos. Podemos acreditar num bom destino para a humanidade?
Sim, eu acredito que o futuro será bom. Há pessoas buscando uma vida sensata, uma vida simples, e elas servirão de inspiração para os outros, em favor do mundo. E tudo o que é exigido é uma transformação interna, de maneira que possamos ter bons sentimentos, sem nos colocarmos negativamente contra quem quer que seja. Basta que não tenhamos maus sentimentos, que exercitemos a aceitação dos outros, disseminando paz e felicidade.

É preciso tornar-se um iogue para incorporar essa atitude?

Não necessariamente. Todos aqueles que, através da observação contínua de si mesmos, e através da meditação, experienciam um relacionamento autêntico com Deus, podem se tornar as estrelas brilhantes que iluminam o mundo. Eu acredito que se todos seguirmos juntos assim, poderemos criar o céu aqui na Terra. Mas, primeiro, teremos de criar o céu em nossas mentes. Porque tudo o que acontece neste mundo começa antes no coração dos homens.

Fonte: Holosgaia

Presença de André Luiz...


MÉDIUNS

Médium que apenas vê é um espectador.

Médium que somente ouve é precioso registro de sons.

Médium que apenas fala é um disco importante.

Médium que somente escreve é máquina comum.

Médium que apenas medita é uma flor imóvel.

Médium que somente sonha é um visionário.

Médium que apenas ensina é valioso cabide de máximas religiosas e filosóficas.

Médium que somente crê é uma esperança imprecisa.

Médium que apenas indaga é um companheiro fascinado por mentiras brilhantes.

Médium que duvida de si mesmo é um barco sem bússola.

Entretanto, o médium que vê e socorre; que ouve e ajuda; que fala e serve; que escreve e materializa os princípios superiores; que medita e trabalha; que sonhe e edifica sob a inspiração do Alto; que ensina o bem e pratica-o; que crê e age de acordo com a própria fé; que indaga e valoriza o tempo com esforço sério nas aquisições de amor e sabedoria; que acolhe a dúvida construtiva por algumas horas e consagra a benção dos dias ao santo labor da caridade e da luz, nos serviços de elevação da Terra, será sempre instrumento primoroso do Cristo, em qualquer tempo e lugar, cooperando com ele, nosso Mestre e Senhor, na redenção do homem e na glorificação da Vida.


pelo Espírito André Luiz
Do livro: Cartas do Coração, Médium: Francisco Cândido Xavier.

Para melhor compreender Jesus - parte 3...


5) Porque fazer “milagres” ?
Os atos que Jesus realizava – curas, limpezas, multiplicação, retorno de mortos, expulsão de espíritos inferiores – e que pareciam impossíveis e sem explicação para as pessoas daquela e de várias outras épocas, hoje recebem através do espiritismo sua explicação lógica e racional; muito embora a quase totalidade de nós ainda seja incapaz de realizar atos, no mínimo, parecidos com aqueles.


Kardec nos esclarece que estes feitos são fruto da manipulação dos fluidos cósmicos e vitais, que estão em abundância no universo, e aos quais Jesus conhecia tão bem, pois foram os mesmos que ele recebeu para originar a Terra e a vida em nosso planeta.

Conhecedor primeiro de todas as Leis Divinas Jesus utilizava sua vontade (estudemos o livro dos médiuns) e forjava na realidade daqueles que auxiliava as alterações necessárias e merecidas. Muitas vezes agindo sobre o corpo físico, outras sobre o perispírito, e até mesmo sobre ambos.

Na sociedade da época – primitiva e materialista – esta foi a maneira que Jesus encontrou de se mostrar e provar “filho de Deus”, e então como enviado divino ser ouvido e atendido pela massa, podendo dar continuidade a seu mandato.

Inúmeras pessoas foram curadas e auxiliadas por Jesus que, como ele mesmo disse, não destruía a lei apenas utilizava capacidades de leis que não eram conhecidas na época, e muitas ainda não são hoje, mas que ele conhece por completo.

Necessário lembrar, porém, que o beneficiado deveria entrar com uma parta muito importante da cura: a fé. A crença e certeza que Ele poderia curá-lo, abrindo assim a brecha psíquica para interagir com a energia fluídica emanada de Jesus, e recebendo o benefício e a confirmação “tua fé te salvou”.

6) Porque Jesus perdoava os pecados?
É muito interessante verificar em várias passagens evangélicas que Jesus se utiliza da expressão “teus pecados estão perdoados”, quando maistarde veremos dentro da Doutrina Espírita a orientação que nós mesmos depuramos as nossas faltas através de resgates e reencarnações. Poderíamos então perguntar: Será que Jesus não sabia disso?


Com certeza Ele tem o conhecimento disso e muito mais, porém foi necessário a Ele adaptar sua linguagem á época em que viveu, onde as pessoas tinham a limitação intelectual e religiosa, necessitando de um referencial que os aliviasse de suas culpas, como acontece com tantas pessoas hoje.

No Mundo Invisível a reencarnação de Jesus foi planejada por milhares de anos e assim inúmeras pessoas reencarnaram de forma a auxiliá-lo no cumprimento de sua missão. Muitas delas já haviam cumprido os resgates referentes àquela reencarnação e não tinham mais o que sofrer no tocante ao mal que haviam praticado, por isso, os pecados já haviam sido perdoados, lavados com as reencarnações anteriores e sofrimento naquela.

Estas pessoas eram as que ele curava o corpo, porque a alma não tinha necessidades pendentes de resgates, as quais saíam de sua presença bem fisicamente, porém poderiam retornar a errar dali por diante, e assim cultivar novos resgates. Por este motivo Jesus as advertia: “não tornes a pecar, para que não te aconteça isso ou pior”.

Outras pessoas não podiam ser curadas do corpo, pois tinham a necessidade de expungir com o sofrimento físico males anteriores, e ele “não veio destruir a lei”. A estas Jesus oferecia o conforto de suas palavras e o esclarecimento do papel da dor em nossas vidas, curando-os da alma. E estes saíam de lá muito mais aliviados do que chegaram, mais leves e comprometidos com a vida futura, pois entendiam que o sofrimento é oportunidade de reparação frente ao erro que causamos.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...