Espaço de Humberto...


O PODER DO BEM

Armando Pires efetuava os últimos arranjos no carro, para conduzir seu amigo Jorge Bretas à estância de repouso que distava quarenta quilômetros.

Nesse justo momento, o diálogo entre eles, em torno da lei de causa e efeito, se detinha em curioso ápice.

- Mas você não acredita mesmo que a justiça possa ser modificada pela misericórdia?
- Não.

- Acaso, não admite que o destino, assim como é reparável a toda hora, é suscetível de ser renovado todos os dias?
- Não.

- Não crê que as ações do amor desfazem as cadeias do ódio?
- Não.

- Você não aceita a possibilidade de transformar os problemas de alguém que chora, dando a esse alguém uma parcela de alegria ou de esperança?
- Não.

- Não reconhece você que se um irmão em prova é intimado pelas leis do Universo ao sofrimento, para ressarcir as faltas que haja cometido em outras existências, nós, igualmente, somos levados a conhecer-lhe a dor, pelas mesmas Leis Divinas, de maneira a prestar-lhe o auxílio possível, em resgate das nossas?
- Não.

- Não tem você por certo o princípio de que o bem dissolve o mal, assim como o reequilíbrio extingue a perturbação? não concorda que um ato nobre redundará sempre na justiça, em favor de quem o pratica?
- Não.

- Porquê?
- Porque a justiça deve ser a justiça e cada qual de nós pagará pelos próprios erros.

- Céus! Mas você não aceita a idéia de que migalhas de amor são capazes de funcionar em lugar da dor, ante os Foros Celestes, assim como as pequenas prestações, na base da equidade e diligéncia, podem evitar que uma dívida venha a ser cobrada pela força de um tribunal?
- Não.

Em seguida, os dois se aboletaram no automóvel e o carro chispou.

Tarde chuvosa, cinzenta...

Alguns quilômetros, para além da arrancada, um buraco no asfalto, sobre alta rampa, e forte saudidela agitou os viajores.

Bretas lembrou, assustado:

Lance perigoso! Convém parar... Tapemos o buraco ou coloquemos aqui algum sinal de alarme, pelo menos alguns ramos de arvoredo que advirtam quem passe...

- Nada disso! – protestou Armando, decidido – a obrigação é da turma de conserva... Os outros motoristas que se danem. Não somos empregados de ninguém.

Atingidos o local de destino, Bretas recolheu-se ao hotel, agradecendo o obséquio, e Armando regressou pelo mesmo caminho.

Entretanto, justamente no ponto da rodovia onde o amigo desejara auxiliar outros motoristas com socorro oportuno, Pires, em grande velocidade, dentro da noite, encontrou a cova profundamente alargada pelo aguaceiro e o carro capotou, de modo espetacular, projetando-se barranco abaixo...

Depois do acidente, em companhia de alguns amigos fui visitá-lo num hospital de emergência... Achamo-lo de rosto enfaixado, sob a atenciosa assistência de abnegado ortopedista, que lhe engessava a perna esquerda em frangalhos.

Pires não falava, mas pensava... E pensava exatamente nos delicados meandros da lei de causa e efeito, chegando à conclusão de que o mal não precisa ser resgatado pelo mal, onde o bem chega antes...



Pelo Espírito “Irmão X”
Do Livro: Estante da Vida
Psicografia Francisco Cândido Xavier.

O jovem rico...



Narram os Evangelhos que um moço rico buscou o jovem Rabi da Galiléia, em certa tarde em que os acordes da natureza soavam belezas na paisagem.

O moço rico, cujo nome os evangelistas não registraram, vinha em busca de uma resposta para a sua indagação. Indagação que lhe corroía a alma, desde há muito.

Que devo fazer para herdar a vida eterna?


O Mestre falou-lhe dos mandamentos, mas o moço rico afirmou que esses, ele os seguia desde a sua mocidade. Voltou-se o Mestre para ele, fitou-o profundamente, com Seus olhos da cor do céu, e fez o convite: Vem, e segue-Me.

Sabemos, pela narrativa evangélica, que o moço rico voltou as costas para o meigo Nazareno e foi buscar as glórias efêmeras, nas corridas de bigas, com seus cavalos árabes, na tentativa de conquistar para as cores de Israel mais uma vitória.

O jovem rico tinha conhecimento das leis e as seguia. Temeu, no entanto, abandonar o que mais prezava: o aplauso das multidões e os louros das vitórias nas arrojadas corridas de bigas, em que era um ás.

* * *

Toda vez que a cena evangélica nos é reavivada na memória, lamentamos a escolha do moço rico.

No entanto, será que nós, ao menos seguimos os mandamentos?

O Decálogo prescreve: Não matar!

Diremos, possivelmente, que nunca matamos. Será mesmo? Será que nunca matamos as esperanças de alguém, falando afoitamente?

Será que não matamos os sentimentos, os ideais de alguém, a alegria, agindo de forma leviana e inconsequente?

O Decálogo ensina: Não roubar!

Afirmamos depressa que jamais tomamos algo que não nos pertencesse de forma legítima. Mas, será que nunca roubamos a felicidade, o equilíbrio de alguém, com nossas palavras ou com nossas atitudes?

Será que nunca roubamos a liberdade do nosso próximo, sua paz?

Nas normas recebidas por Moisés, no Monte Sinai, encontra-­se: Não dirás falso testemunho!

De imediato, diremos que jamais dissemos algo nesse sentido, de quem quer que seja.

Será que não medimos e apontamos as atitudes do próximo, será que não vemos e relacionamos, com prazer, erros e defeitos alheios?

Não nos comprazemos com as gafes de alguém ou não menosprezamos valores alheios?

Honrarás pai e mãe!

Será que honramos nossos pais com nosso carinho, respeito e atenção? Temos tido com eles paciência, em especial com aqueles de idade avançada?

Neste breve exame, com certeza, descobriremos muitas falhas em nós, demonstrando a nossa imaturidade espiritual e a nossa inconsequência.

Por isso mesmo, as lições devem ser repetidas para nós inúmeras vezes. Para que as incorporemos na intimidade e as coloquemos em prática.

É por essa mesma razão que Jesus prossegue de braços abertos, a nos convidar ao bem, através dos versos harmoniosos traduzidos nas páginas dos Evangelhos.

Amai-vos ... Sede perfeitos... Vinde a mim...

* * *

Ao homem compete sempre a opção do melhor caminho a seguir.

Contudo, será sempre responsável pelos seus atos, pois como se lê no Velho Testamento, no livro do Eclesiastes:

Há tempo de plantar e tempo de colher...

Há tempo de espalhar pedras, há tempo de recolher pedras...

Há tempo de chorar, há tempo de sorrir...



Redação do Momento Espírita com base no artigo Vem, segue-Me,
publicado na revista Reformador, de dezembro/1997, ed. Feb.
Em 17.02.2009.

Artigos de revistas...


Alô amigos.

Não sei se tiveram a oportunidade de ver a revista Istoé da semana passada que traz uma reportagem especial sobre as cartas do além. Muito boa a reportagem e vale a pena ser lida.


Clique no link abaixo e acesse o site da revista para ler na íntegra.
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2048/artigo125286-1.htm

Abraços

Mensagens em imagens...



O Evangelho de Jesus

Comentários Pessoais...


Meus amigos,

Aproxima-se novamente a hora do "orai e vigiai". Estamos às portas de mais uma festividade de carnaval e, como sempre, estamos todos temerosos pelas consequencias que advirão das atitudes tomadas nesta época.


É importante lembrar que a Doutrina Espírita não condena, nem é contra, nenhum tipo de festividade popular ou demonstração cultural de nenhum tipo. O que a Doutrina nos Adverte é para tomarmos cuidado com os excessos que tendemos a praticar e com as influencias das quais podemos ser vítimas nestes episódios.

Dançar, pular, brincar e se divertir não é contra os princípios da bondade e da fraternidade, pelo contrário, fazem muito bem ao espírito, servindo de tratamento contra a ansiedade e depressão. Isto, porém, quando respeitados os limites do próprio corpo, da moral e dos bons costumes, bem como os limites de respeito e compreensão.

Nestas épocas de Momo um dos maiores problemas que podemos encontrar é a idéia que "tudo está liberado"; esta idéia faz com que nós percamos o senso de certo e errado, nos colocando a mercê de companheiros espirituais que desejam, no mínimo, nos utilizar como ferramentas de sensações físicas, para nos vampirizar.

Sendo a Terra ainda um planeta de provas e expiações é natural que, nos tempos atuais, o mal esteja mais espalhado do que o bem, bem como que a maioria dos espíritos desencarnados, ou encarnados, ainda esteja mais propensa aos valores e sensações materiais.

Esta sintonia nos coloca, muito facilmente, a mercê das influências dos enfermos espirituais, enfermos que somos também, e, assim, inalamos substâncias tóxicas, bebebos álcool em demasia, praticamos sexo desenfreado, temos comportamentos eróticos e desregrados; tudo em nome de um prazer efêmero e passageiro.

A espiritualidade do bem, preocupada conosco, nos avisa e orienta para que evitemos determinados locais, festividades, grupos onde este tipo de atitude esteja sendo tomada, para que não possamos nós também sermos vítimas deste tipo de influência.

Muitos autores espirituais tem trazido informações que demonstram, principalmente nestas épocas, a quantidade de desencarnes violentos, intoxicações e comas por tóxicos, problemas de resgate cármicos e, mais adiante, abortos inconsequentes aumenta assustadoramente; o que faz com que os nossos bons amigos preparem uma verdadeira "campanha de guerra" para tentar nos auxiliar.

Utilizo aqui a palavra "tentar" porque por mais que os amigos se esforcem nada poderão fazer se nós não dermos a nossa colaboração. O nosso livre arbítrio é a ferramente principal que podemos utilizar para combater estas influencias maléficas sobre nós.

Assim, somos nós os verdadeiros responsáveis pela nossa ascensão ou queda, depende de como nos decidirmos por agir.

No intuito de auxiliar aos queridos amigos espirituais podemos nós, encarnados, enviar vibrações de amor e paz, conscientizar os amigos encarnados, orar dando forças para os desencanrados, bucar dar o exemplo em nós mesmos.


A escolha no bem não impede que tenhamos momentos de alegria, brincadeira e prazer; apenas coloca o senso de responsabildade para que busquemos formas sadias e corretas de nos divertirmos, em locais com boa ambiência, pessoas alegres e famílias felizes, evitando excessos e atitudes irrefletidas que poderão, nos séculos do porvir, trazer consequencias muito desastrosas.

Muita paz para todos.



Emmanuel conosco...

APROVEITA

“Se alguém diz: - eu amo a Deus, e aborrece a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama o seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” - (I JOÃO, 4:20).
A vida é processo de crescimento da alma aos encontro da Grandeza Divina.

Aproveita as lutas e dificuldades da senda para a expansão de ti mesmo, dilatando o teu círculo de relações e de ação.

Aprendamos para esclarecer.

Entesouremos para ajudar.

Engrandeçamos-nos para proteger.

Eduquemo-nos para servir.

Com o ato de fazer e dar alguma coisa, a alma se estende sempre mais além...

Guardando a bênção recebida para si somente, o espírito, muitas vezes, apenas se adorna, mas, espalhando a riqueza de que é portador, cresce constantemente.

Na prestação de serviço aos semelhantes, incorpora-se, naturalmente, ao coro das alegrias que provoca.

No ensinamento ao aprendiz, liga-se aos benefícios da lição.

Na criação da boas obras, no trabalho, na virtude ou na arte, vive no progresso, na santificação ou na beleza com que a experiência individual e coletiva se alarga e aperfeiçoa.

Na distribuição de pensamentos sadios e elevados, converte-se em fonte viva de graça e contentamento para todos.

No concurso espontâneo, dentro do ministério do bem, une-se à prosperidade comum.

Dá, pois, de ti mesmo, de tuas forças e recursos, agindo sem cessar, na instituição de valores novos, auxiliando os outros, a benefício de ti mesmo.

O mundo é caminho vasto de evolução e aprimoramento, onde transitam, ao teu lado, a ignorância e a fraqueza.

Aproveita a gloriosa oportunidade de expansão que a esfera física te confere e ajuda a quem passa, sem cogitar de pagamento de qualquer natureza.


O próximo é a nossa ponte de ligação com Deus.

Se buscas o Pai, ajuda ao teu irmão, amparando-vos reciprocamente, porque, segundo a palavra iluminada do evangelista, “se alguém diz: - eu amo a Deus, e aborrece o semelhante, é mentiroso, pois quem não ama o companheiro com quem convive, como pode amar a Deus, a quem ainda não conhece?”



Do livro: Fonte Viva - Pelo Espírito Emmanuel, Psicografia Francisco Cândido Xavier.

Aviso Importante...


Queridos amigos,

Trago hoje um assunto de UTILIDADE PÚBLICA que precisam de nossa
atenção e respeito.

O Instituto do Câncer de Mama está com uma importante campanha.


O Site do câncer de mama está com problemas pois não tem
o número de acessos e cliques necessários para alcançar
a cota que lhes permite oferecer UMA mamografia gratuita diariamente a mulheres de baixa renda.

Demora menos de um segundo, ir ao site e clicar na tecla cor-de-rosa que diz 'Campanha da Mamografia Digital Gratuita'.


Não custa nada e é por meio do número diário de pessoas
que clicam, que os patrocinadores oferecem a mamografia
em troca de publicidade.

Repassem aos amigos e assim estaremos ajudando a salvar
este site tão importante.

Este gesto fará uma enorme diferença.

Clique aqui para fazer a visita e clique no botão da campanha:
http://www.cancerdemama.com.br

Veja como fazer seu auto-teste, ou como ensinar sua parceira a fazê-lo
(clique para ampliar a imagem)


Muita Paz.

Castelo de Areia...


Num dia de verão, estava na praia, observando duas crianças brincando na areia.

Elas trabalhavam muito, construindo um castelo de areia, com torres, passarelas e passagens internas.


Quando estavam quase acabando, veio uma onda e destruiu tudo, reduzindo o castelo à um monte de areia e espuma.

Achei que as crianças cairiam no choro, depois de tanto esforço e cuidado, mas tive uma surpresa.

Em vez de chorar, correram para a praia, fugindo da água. Sorrindo, de mãos dadas e começaram a construir outro castelo...

Compreendi que havia recebido uma importante lição:

Gastamos muito tempo de nossas vidas construindo alguma coisa.

E mais cedo ou mais tarde, uma onda poderá vir e destruir o que levamos tanto tempo para construir.

Mas quando isso acontecer, somente aquele que tem as mãos de alguém para segurar, será capaz de dar uma reviravolta!!!

Tudo é feito de areia...

Só o que permanece é o nosso relacionamento com as outras pessoas.

Autor Desconhecido

Espaço de Humberto...


O BENDITO AGUILHÃO

Atendendo a certas interrogações de Simão Pedro, no singelo agrupamento apostólico de Cafarnaum, Jesus explicava solícito:

- Destina-se a Boa-Nova, sobretudo, à vitória da fraternidade.
Nosso Pai espera que os povos do mundo se aproximem uns dos outros e que a maldade seja esquecida para sempre.
Não é justo combatam as criaturas reciprocamente, a pretexto de exercerem domínio indébito sobre os patrimônios da vida, dos quais somos todos simples usufrutuários.
Operemos, assim, contra a inveja que ateia o incêndio da cobiça, contra a vaidade que improvisa a loucura e contra o egoísmo que isola as almas entre si....
Naturalmente, a grande transformação não surgirá do inesperado.
Santifiquemos o verbo que antecipa a realização.
No pensamento bem conduzido e na prece fervorosa, receberemos as energias imprescindíveis à ação que nos cabe desenvolver.
A paciência no ensino garantirá êxito à sementeira, a esperança fiel alcançará o Reino divino, e a nossa palavra, aliada ao amor que auxilia, estabelecerá o império da infinita Bondade sobre o mundo inteiro.
Há sombras e moléstias por toda a parte, como se a existência na Terra fosse uma corrente de águas viciadas. É imperioso reconhecer, porém, que, se regenerarmos a fonte, aparece adequada solução ao grande problema.
Restaurado o espírito, em suas linhas de pureza, sublimam-se-lhe as manifestações.

Em face da pausa natural que se fizera, espontânea, na exposição do Mestre, Pedro interferiu, perguntando:

- Senhor, as tuas afirmativas são sempre imagens da verdade. Compreendo que o ensino da Bom-Nova estenderá a felicidade sobre toda a Terra... No entanto, não concordas que as enfermidades são terríveis flagelos para a criatura? E se curássemos todas as doenças? Se proporcionássemos duradouro alívio a quantos padecem aflições do corpo? Não acreditas que, assim instalaríamos bases mais seguras ao Reino de Deus?

E Filipe, ajuntou algo tímido?

- Grande realidade!... Não é fácil concentrar idéias no Alto, quando o sofrimento físico nos incomoda.
É quase impossível meditar nos problemas da alma, se a carne permanece abatida de achaques...
Outros companheiros se exprimiram, apoiando o plano de proteção integral aos sofredores.

Jesus deixou que a serenidade reinasse de novo, e, louvando a piedade, comunicou aos amigos que, no dia imediato, a título de experiência, todos os enfermos seriam curados, antes da pregação.

Com efeito, no outro dia, desde manhãzinha, o Médico Celeste, acolitado pelos apóstolos, impôs suas milagrosas mãos sobre os doentes de todos os matizes.

No curso de algumas horas, foram libertados mais de cem prisioneiros da sarna, do cancro, do reumatismo, da paralisia, da cegueira, da obsessão...

Os enfermos penetravam o gabinete improvisado ao ar livre, com manifesta expressão de abatimento, e voltavam jubilosos.

Tão logo reapareciam, de olhar fulgurante, restituídos à alegria, à tranqüilidade e ao movimento, formulava Pedro o convite fraterno para o banquete da verdade e luz.

O Mestre, em breves instantes, falaria com respeito à beleza da Eternidade e à glória do Infinito; demonstraria o amor e a sabedoria do Pai e descortinaria horizontes divinos da renovação, desvendando segredos do Céu para que o povo traçasse luminoso caminho de elevação e aperfeiçoamento na Terra.

Os alegres beneficiados, contudo, se afastavam céleres, entre frases apressadas de agradecimento e desculpa. Declaravam-se alguns ansiosamente esperados no ambiente doméstico e outros se afirmavam interessados em retomar certas ocupações vulgares, com urgência.

Com a cura da última feridenta, a vasta margem do lago contava apenas com a presença do Senhor e dos doze aprendizes.

Desagradável silêncio baixou sobre a reduzida assembléia.

O pescador de Cafarnaum endereçou significativo olhar de tristeza e desapontamento ao Mestre, mas o Cristo falou compassivo:

- Pedro, estuda a experiência e aguarda a lição. Aliviemos a dor, mas não nos esqueçamos de que o sofrimento é criação do próprio homem, ajudando-o a esclarecer-se para a vida mais alta.

E sorrindo, expressivamente, rematou:

- A carne enfermiça é remédio salvador para o espírito envenenado. Sem o bendito aguilhão da enfermidade corporal é quase impossível tanger o rebanho humano do lodaçal da Terra para as culminâncias do Paraíso.


Pelo Espírito Irmão X.
Do livro: Contos e Apólogos, Médium: Francisco Cândido Xavier.

Os dois mares...


Narra o escritor Bruce Barton que, na Palestina, existem dois mares bem distintos.

O primeiro deles é fresco e cheio de peixes. Possui margens adornadas com bonitas plantas e muitas árvores as rodeiam, debruçando seus galhos em suas águas, enquanto deitam as raízes nas águas saudáveis para se dessedentarem.

Suas praias são acolhedoras e as crianças brincam felizes e tranquilas.

Esse mar de borbulhantes águas é constituído pelo rio Jordão. Ao redor dele, tudo é felicidade.

As aves constroem os seus ninhos, enchendo com seus cantos a paisagem de paz e de risos. Os homens edificam suas casas nas redondezas para usufruírem dessa classe de vida.


Mas, o rio Jordão prossegue para além, em direção ao sul, em direção a outro mar.

Ali tudo parece tristeza. Não há canto de pássaros, nem risos de crianças. Não há traços de vida, nem murmúrio de folhas.

Os viajantes escolhem outras rotas, desviando-se desse mar de águas não buscadas por homens, nem cavalgaduras, nem ave alguma.

Se ambos os mares recebem as águas do mesmo rio, o generoso Jordão, por que haverá entre ambos tanta diferença?

Num, tudo canta a vida, noutro parece pairar a morte.

Não é o rio Jordão o culpado, nem causa é o solo sobre o qual estão, ou os campos que os rodeiam.

A diferença está em que o Mar da Galiléia recebe o rio, mas não detém as suas águas, permitindo que toda gota que entre, também saia, adiante.

Nele, o dar e receber são iguais.

O outro é um mar avarento. Guarda com zelo todas as gotas que nele ingressam. A gota chega e ali fica. Nele não há nenhum impulso generoso.

O Mar da Galiléia dá de forma incessante e vive de maneira abundante.

O outro nada dá e é chamado de Mar Morto.

* * *

Tecendo um paralelo entre o coração humano e os dois mares descritos, podemos logo reconhecer se temos uma alma generosa igual ao Mar da Galiléia ou avarenta e ciosa qual o Mar Morto.

Os que estamos habituados a distribuir os dons e talentos que a Divindade nos concede, somos os seres agraciados com a alegria de viver, farto círculo de amigos, flores de carinho e folhagens de ternura.

Se nos habituamos a viver sós, sem nada repartir, dividir ou partilhar, estamos semeando solidão à nossa volta, tristeza e desamparo, porque a vida é qual imensa seara que retribui a sementeira, de acordo com os grãos cultivados.


O Mar da Galiléia também é conhecido, no Antigo Testamento, como o Mar de Kinneret ou Lago de Tiberíades.

Às margens do Mar da Galiléia é que se estendiam as cidades de Magdala, Cafarnaum, Tiberíades e Betsaida, onde os Evangelhos registram a atuação de Jesus, quando de Seu ministério entre os homens.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. Parábola
dos dois mares, de Bruce Barton, do livro Um presente
especial, de Roger Patrón Luján, ed. Aquariana

Perguntas dos amigos...


Queridos amigos, bom dia.

Recebí recentemente de um parceiro nosso, Palmares Espírita, o seguinte comentário, bastante inteligente e compatível com o nosso querido Ramon, a respeito de nossa série "para melhor compreender Jesus":

"Olá, amigo João!

Tenho acompanhado atentamente esta série de artigos. E você não imagina que hoje pela manhã, enquanto caminhava para o trabalho, estava refletindo exatamente sobre esse tema: por que Jesus precisou ser assassinado daquela forma? A responsta veio no vento: pela dureza e incredulidade de nossos corações, como ele próprio havia dito tantas vezes. Mas a complementação da resposta veio através deste seu artigo: de fato, se ele não resurgisse de modo tão marcante, todos os seus ensinamentos provavelmente ficariam sem conseqüências, como aconteceu a diversos outros mensageiros da paz.

Estes seus artigos certamente serão reunidos em um novo livro, não é verdade. E será um trabalho muito útil para ajudar a compreender os detalhes e sutilezas de cada fato narrado nos evangelhos sobre a vida da mais divina personagem da história da humanidade.

Seu comentário a respeito de João haver sido o único evangelista a testemunhar pessoalmente os acontecimentos finais da vida de Jesus me fez lembrar de outras passagens que nem sequer deveriam ter sido narradas, por não haverem sido presenciadas por nenhum de seus discípulos.

As tentações no deserto e o diálogo com a samaritana no poço de Jacó são algumas delas, mas sem dúvida a mais impressionante é a prece final de Jesus no Horto das Oliveiras, onde claramente é narrado que os dois únicos discípulos que o acompanhavam dormiram ao pé do monte, havendo sido advertidos diversas vezes por Jesus sobre a necessidade de vigília e oração. Logo em seguida, Jesus é detido e levado à presença das autoridades, sem que tenha havido tempo dele mesmo narrar suas palavras finais pronunciadas na oração derradeira.

Como então foram narradas com riqueza de detalhes por mais de um evangelista, se nenhuma testemunha houve deste momento terminal?

Claro que nada disso retira ou diminui a beleza daquelas palavras, muito coerentes e dignas de Jesus, especialmente quando coloca a vontade de Deus acima da sua própria.

No entanto, esta expressa ausência de testemunhas, coloca em dúvida precisamente um de seus raros momentos de fragilidade e de dúvida, quando pede a Deus que retirasse dele aquele cálice. Este pedido, além de estar em dasacordo com a plena consciência que ele tinha de sua missão, também parace incompatível com a firmeza e sobriedade com que ele recebeu o séquito de Judas que o veio buscar para prendê-lo.

A idéia de que até mesmo Jesus tenha experimentado sentimentos puramente humanos, como a dúvida e o medo, certamente nos é muito simpática e favorável, pois o coloca mais próximo de nossa realidade. Mas não podemos deixar de considerar também a possibilidade de que esse trecho da narrativa esteja eivado da imaginação dos narradores, que teriam dramatizado a passagem com palavras que consideraram mais adequadas à tensão daquele momento de aflição.

Certamente estes são detalhes cosméticos ante a grandeza de sua doutrina. Mas confesso que não resisti ao exercício de reflexão.

Aquele abraço!"


Ao qual não pude deixar de responder, e segue a resposta para todos poderem acompanhar:

"Grande Ramon,

Antes de tudo desculpe a demora na resposta, mas estive um pouco ocupado nestes últimos dias.

Ao meu simples entender um dos grandes problemas da humanidade nestes últimos séculos vem sendo o fato de se acreditar na "infalibilidade" da Bíblia.

Não desmerecendo este maravilhoso livro que, diga-se de passagem, é a única fonte histórica de referência que temos ao Mestre e seus ensinamentos, mas, nós humanos, temos que discernir entre o "fato" e o "maravilhoso".

Não é de se estranhar que apenas agora, quase 2000 anos depois que o Mestre se foi e quando a humanidade alcança níveis intelectuais muito avançados, tenha podido surgir e se espalhar uma doutrina tão esclarecedora quanto a Espírita.

É necessário que o homem, no caminho de sua evolução, se intelectualize primeiro para então evoluir moralmente. Pois sem o intelecto (pensamento) desenvolvido ele não poderá utilizar suas faculdades para raciocinar entre o certo e errado.

Digo isto porque é patente, para todos vermos, os séculos que passamos dentro de uma visão limitada e arbitrária do que é sagrado e verdadeiro nos ensinamentos evangélicos.

Estivemos, nestes últimos séculos, nas mãos de uns poucos poderosos que direcionaram a fé cristã para onde lhes aprouvia, sem se importar com o verdadeiro sentido das palavras e com a coerência que devia tanger as atividades religiosas, principalmente cristãs.

Sem dúvida um grande número de passagens bíblicas podem, e devem, ser analisadas para que tenhamos uma maior compreensão do imenso papel que Jesus representou e representa em nossas vidas.

Nos primeiros séculos, principalmente, quando ainda era muito tangível a presença do Mestre, com certeza foram preenchidas "lacunas" encontradas nas passagens evangélicas pela "sabedoria popular"; vale a pena lembrar que o primeiro relato escrito veio de Mateus quase trinta anos após o desencarne de Jesus. Então esta tradição oral foi sendo, muito provavelmente, ajustada e completada com o que as pessoas acharam que Jesus teria dito; muito embora, observando com a ótica da análise, seja possível percebermos "medos" e atitudes tipicamente humanas, que não seriam compatíveis com um espírito da iluminação de Jesus, mas que, no contexto geral, não prejudicam a mensagem.

Gosto sempre de lembrar que, dos quatro evangelistas, apenas Mateus e João conheceram diretamente Jesus, enquanto Marcos e Lucas ouviram os relatos de muitos seguidores do Cristo e absorveram uma "sabedoria popular" repleta de situações fantasiadas a respeito de Sua origem, vida, morte e etc (estão aí os evangelhos apócrifos, por exemplo, que contém desde textos maravilhosos até os ridiculamente inventados).

Hoje, graças a evolução das leis humanas e da tolerância religiosa, podemos comentar estas passagens, indicando possíveis falhas e incoerências nos textos bíblicos, sem termos medo de sofrer a morte pela fogueira, tão comum nos séculos passados.

Muito embora estas análises da Bíblia, pelo menos no meu caso, não diminuam minha fé em Cristo ou em seus ensinamentos. Ao contrário disto, me auxilia a "separar o joio do trigo" e a fortalecer a fé em Deus, no Cristo e na caridade, com a utilização do raciocínio e consciência, lembrando o que nos ensina Kardec:

"Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade", sem medo de questionar os dogmas ou mistérios porque sabe que tudo tem sua explicação e que a verdade está sendo descortinada a pouco e pouco para todos aqueles que a busquem."


Muita Paz


Mensagens em imagens...



A Verdade

Para melhor compreender Jesus - parte 5


9) “Porque me abandonaste”?


Muitas pessoas dizem que, apesar de tudo, Jesus haveria fraquejado em sua missão. Que ele haveria, em seus últimos momentos, duvidado da bondade e presença de deus, gritando do alto da cruz: “Eli, Eli, lamá sabactâni" (Mt 27: 46), (Mc, 15-34) - Senhor, Senhor, porque me abandonaste?

Do ponto de vista geral e, de acordo com as tradições evangélicas, isto é normalmente aceito. Porém, os melhores teóricos religiosos, hoje admitem duas correntes de pensamento, a saber:

A primeira diz que estas palavras teriam sido ditas por Dimas, o bom ladrão, que poucos minutos antes havia tido a confirmação de Jesus que, um dia, estaria com ele no paraíso.

É de se esperar que Dimas, ante esta esperança, ficasse terrivelmente desesperado ao ver o corpo físico do cristo, o qual havia sido muito mais supliciado que Dimas, perecer diante de seus olhos, sem levá-lo junto.

É, também de se crer, que de acordo com a crença judaica, Dimas também aguardasse que Jesus espetacularmente se libertasse da cruz e rendesse a salvação aos que nele acreditavam.

Para seu desespero, ele acompanhou de perto o desencarnar de seu corpo, e como último alento entre a esperança e a desolação grita: senhor, senhor, porque me abandonaste?

A segunda corrente propõe que o cristo, conhecedor de todas as profecias a seu respeito, apos verificar que todos os detalhes estavam cumpridos, emitiu a famosa frase: “está tudo consumado”. (Jo 19:30)

O que correspondia dizer que todas as profecias sobre a vinda do messias estariam cumpridas naquele momento; porém o evangelista Mateus (mt 27:46) apresenta que ele teria falado a frase: deus meu, deus meu, porque me desamparaste?

O que equivaleria dizer que Jesus teria perdido a crença em Deus e que estaria renegando o seu destino.

Ora, de acordo com as escrituras, inclusive com o próprio evangelho de Mateus, Jesus sabia tudo que iria acontecer, chegando inclusive a brigar com Pedro quando este teve a oportunidade de dizer que ele não deixasse o mal lhe acontecer (a Jesus).

Lembrando os evangelhos veremos que todos os discípulos se afastaram de Jesus na hora da morte, MENOS JOÃO. Ele foi o único que permaneceu a seu lado até o momento final e, por conseqüência, o único que escutou e presenciou todos os acontecimentos no ato de sua crucificação. Os outros discípulos apenas relataram o que ouviram falar de bocas de terceiros, uma vez que nenhum estava lá; desta forma, o relato de João se torna o mais verossímil dentre todos. E neste relato não encontramos o chamado a Deus perguntando porque o abandonou.

Porém, mesmo que tenha havido este chamado, no momento indicado Jesus estava verificando todos os cumprimentos à profecia que o trazia como messias do povo Judeu, e assim, esta corrente diz que ele estaria citando o salmo 22, que inicia exatamente com esta frase: "deus meu, deus meu, porque me desamparaste?" E traz versos mostrando fatos como: "7 Todos os que me vêem zombam de mim, arreganham os beiços e meneiam a cabeça, dizendo:
8 Confiou no Senhor; que ele o livre"; "um ajuntamento de malfeitores me cerca; transpassaram-me as mãos e os pés.
17 Posso contar todos os meus ossos. ";”18 Repartem entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançam sortes";

Que descrevem com exatidão os últimos momentos de Jesus, e por isso ele teria dito: "Está tudo consumado"; pois tudo que havia sido predito para sua morte em salmos houvera acontecido; e, provavelmente, para que o povo soubesse disso, ele iniciou a recitar o salmo, mas, sem forças e fôlego devido aos maus tratos recebidos, não teve condições físicas de terminar, gerando então este mal entendido que ele teria perdido a confiança em deus.

Jesus em nenhum momento teve falta de confiança em deus, e em todos os momentos se mostrou consciente dos acontecimentos como iriam acontecer. Ele, espírito puro que desceu ao nosso orbe, escolheu passar por este sofrimento por amor a nós. Para nos dar o exemplo que o amor e a verdade podem vencer os maiores desafios.

E não duvidemos disso.

10) Porque retornar dos mortos?


Toda a mensagem de Jesus é pautada no mundo futuro, na glória do mundo de “seu Pai”, onde os que sofrem, os que choram, os que tem fome, todos encontrarão alívio e consolação para suas dores.

A despeito dos milhares de milagres que tenha realizado ou da consolação que tenha levado ao coração dos homens, estes mesmos homens se voltaram contra Ele, ainda que induzidos pelos fariseus e sacerdotes.

Os próprios apóstolos que andavam com o Cristo o abandonaram na hora do calvário, exceto João e Maria de Magdala que permaneceram com ele até o final, acompanhando Maria de Nazaré.

Naquela tarde escura toda a esperança que o Cristo representava, toda a consolação e a certeza que Ele era realmente o Messias caíram por terra, a medida que o povo assistia o suplício e a morte de Jesus na cruz.

Aquela morte representava, para os fariseus e sacerdotes, o fim dos problemas causados por Jesus e do desvirtuamento que ele levava ao povo, ensinando coisas que afrontavam os costumes hebreus.

Para os discípulos era um golpe ainda mais forte, pois a certeza que tinham que aquele homem era o messias prometido, e que eles fizeram a escolha certa, se transformara em desespero e em decepção. O que fariam a partir dali?

Eis que repentinamente chega uma mulher, Maria de Magdala, com a notícia que havia falado com o Mestre e que ele dissera para eles se reunirem, que logo estaria com eles. E assim o fez.

Eis que reacende a chama da esperança na vida futura, em vencer os problemas, em esquecer das dores e das doenças. Jesus está ali, na frente deles, VIVO, ele venceu a morte; deixou pra trás o maior medo de todos nós.

Provou para todos que tudo que havia dito era verdade, que era realmente o grande vencedor; mesmo com os poderosos querendo enganar a população, pagando para que os soldados mentissem.

Após um convívio de 40 dias entre seus amados ele declara que é hora de partir, mas deixa uma última missão para aqueles que o seguem: pede que eles divulguem a “boa nova” – A notícia que a morte não existe.

Então, o espiritismo vem comprovando através dos anos a verdade que Jesus nos apresentou; tentando relembrar a todos nós os ensinamentos que podem nos auxiliar a encontrar o caminho da verdade e da vida.

Advertência...


(sobre a doação de órgãos)

Existem jóias raras na literatura mundial, por vezes até de autor considerado anônimo. Há alguns dias, em uma obra, colhemos a seguinte advertência, exatamente nesses moldes de que falamos:


Um dia chegará em que, num determinado momento, um médico comprovará que meu cérebro deixou de funcionar e que, definitivamente, minha vida neste mundo chegou ao seu fim.

Quando tal coisa acontecer, não digas que me encontro em meu leito de morte.

Estarei em meu leito de vida e cuida para que esse corpo seja doado para contribuir de forma que outros seres humanos tenham uma vida melhor.

Dá meus olhos ao desgraçado que jamais tenha contemplado o amanhecer, que não tenha visto o rosto de uma criança ou, nos olhos de uma mulher, a luz do amor.

Dá meu coração a alguma pessoa cujo coração só lhe tenha valido intermináveis dias de sofrimento.

Meu sangue, dá-o ao adolescente resgatado de seu automóvel em ruínas, a fim de que possa viver até poder ver seus netos brincando ao seu lado.

Dá meus rins ao enfermo, que deve recorrer a uma máquina para viver de uma semana à outra.

Para que um garoto paralítico possa andar, toma toda a totalidade de meus ossos, todos os meus músculos, as fibras e os nervos todos de meu corpo.

Mexe em todos os recantos de meu cérebro. Se for necessário, toma minhas células e faze com que se desenvolvam, de modo que, algum dia, um garoto sem fala consiga gritar com entusiasmo ao assistir a um gol, e uma garotinha surda possa ouvir o repicar da chuva contra o vidro da janela.

O que sobrar do meu corpo, entrega-o ao fogo e lança as cinzas, ao vento, para contribuir com o crescimento das flores.

Se algo tiveres que enterrar, que sejam os meus erros, minhas fraquezas e todas as minhas agressões contra o meu próximo.

Se acaso quiseres recordar-me, faze-o com uma boa obra e dizendo alguma palavra bondosa ao que tenha necessidade de ti.


* * *

As palavras de advertência desse anônimo nos convidam a meditar no tesouro que possuímos, que é nosso corpo físico.

Tantos esquecemos de render graças a Deus por essa maquinaria maravilhosa, tanto quanto nos olvidamos de lhe providenciar, após a morte física, o devido destino.

Tantas são as campanhas em prol da doação de córneas, de rins e vamos protelando sempre para mais tarde a decisão de prescrever nossa doação.

Sem nos esquecermos de que, enquanto ainda dispondo do corpo de carne, podemos nos tornar regulares doadores do valioso líquido, que representa a vida e se chama sangue.

Meditemos se não estamos sendo demasiado egoístas em não disponibilizar esse tesouro para que outros vivam e vivam de forma abundante.

* * *

A retirada das córneas, após a morte, de forma alguma deforma ou mutila o cadáver. Essa é a preocupação de alguns possíveis doadores, que não desejam agredir a família.

Os rins podem ser retirados do cadáver até seis horas após ter ocorrido a morte.

Para o Espírito do doador não ocorre mutilação, ao contrário, tais atitudes revelam desprendimento e grandeza d'alma.



Redação do Momento Espírita com base no texto
Em minha lembrança, de autoria anônima.
Em 05.02.2009.

Mensagens em imagens...


A Ignorância

Sempre com Deus...


Lembra-te de Deus para que saibas agradecer os talentos da vida.

Se te encontras cansado, pensa Nele, o Eterno Pai que jamais descansa. Como nos ensinou o próprio Jesus, o Pai trabalha constantemente.

Se te encontras triste, eleva a Deus os teus sentimentos, meditando na alegria solar com que, todas as manhãs, a Infinita Bondade do Pai dissolve as trevas, anunciando um dia novo de oportunidades.

Se estás doente pensa em como Deus, na Sua compaixão e equilíbrio, reajusta os quadros da natureza. Pensa em como, após a tempestade, que arranca árvores centenárias e destrói montanhas, tudo se asserena.

Se te sentes incompreendido, ainda assim volta-te para Deus. Ele, o Eterno Doador de todas as bênçãos, quantas vezes é incompreendido pelas criaturas que criou e sustenta. Mesmo assim, a Sua paciência inesgotável não desanima, aguardando que nos decidamos por abandonar nossas imperfeições.

Se te sentes humilhado, entrega a Deus as dores da tua sensibilidade ferida ou do orgulho menosprezado, refletindo no anonimato com que Ele esconde a Sua imensa grandeza, servindo-nos todos os dias.

Se te sentes sozinho, busca a companhia sublime de Deus na pessoa daqueles que seguem na retaguarda, cambaleantes de sofrimento.

Os mais solitários que tu mesmo, que se encontram em provações mais difíceis que as tuas. Procura aqueles que a miséria encara todas as horas e necessitam da tua ajuda para matar a fome, a sede, acalmar a dor.

Sai de ti mesmo e procura-os. Eles se encontram nas favelas, nas praças, nos hospitais, nos asilos, nas prisões. Talvez, ao teu lado, nos familiares que te esperam um gesto de carinho, uma palavra amiga, um pouco de atenção.

Se estás aflito, confia a Deus as tuas ansiedades. Fala-Lhe de tudo aquilo que te vai na intimidade e Nele, que é o Amor, todas as tuas tormentas haverão de se acalmar.

Enfim, seja qual for a dificuldade, recorda o Todo Misericordioso que não nos esquece.

Na oração haverás de encontrar a força a fim de te ergueres e superares os problemas, pequenos ou grandes que te estejam a supliciar.

Na oração, que é rota de luz, não haverá de te faltar o ânimo para enfrentar mais este dia, com coragem, bom ânimo e alegria, porque, afinal de contas, dia como este nunca houve e nem haverá igual.



Na vida, auxilia quanto puderes. Faze o bem sem olhar a quem.

Imagina que és o lavrador e o teu próximo é o campo. Tu plantas e o outro produz. Tu és o celeiro, o outro é o cliente.

Se desejas seguir para Deus, pensa que entre Deus e tu mesmo, o próximo é a ponte.

O Criador atende às criaturas através das criaturas.

Por isso mesmo, é preciso viver e servir.


Redação do Momento Espírita com base nos cap. 13 e 19 do
livro O Espírito da verdade, por diversos Espíritos,
psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, ed. Feb

Comunicabilidade com os Espíritos...


Seja qual for a idéia que se faça dos Espíritos, crê neles aquele que admite a existência de um princípio inteligente no universo, além da matéria. Reconhecendo a existência da alma, se pode admitir também sua sobrevivência à morte do corpo físico e sua individualidade. Se não possuísse consciência própria seria inerte e de nada valeria a sua existência. Baseado nesses postulados, entende-se que cada ser humano é um Espírito revestido de corpo material que, ao morrer, muda de estado por ficar livre da matéria, mas mantém seu caráter e suas idéias.

Nesse caso, por que um Espírito livre do corpo não poderia comunicar-se com um Espírito cativo à matéria como o homem livre se comunica com outro aprisionado?

Se enquanto encarnado, o ser humano influencia e é influenciado pelas pessoas com quem convive, nada o impede que depois da morte mantenha esse tipo de intercâmbio. Afinal, depois de morto o corpo, a alma sobrevive mantendo, inclusive, os vínculos com amigos e familiares que permaneçam na Terra.

A comunicação entre encarnados e desencarnados constitui um dos princípios básicos da Doutrina Espírita, chamado Comunicabilidade dos Espíritos, que explica todas as nuances desta relação entre os dois mundos.


Mediunidade

Quase todos os homens podem sentir os Espíritos por meio de uma faculdade orgânica outorgada por Deus que, no Espiritismo, recebe o nome de mediunidade. A influência de desencarnados na vida dos encarnados ocorre em diversos graus de intensidade. As pessoas que se comunicam mais facilmente com os Espíritos são as mais conhecidas como médiuns, embora essa palavra seja adequada para definir qualquer pessoa que sinta mais ou menos intensamente os desencarnados. Há vários tipos de mediunidade - de psicografia, de audição e vidência, são as mais conhecidas.

Quantos aos desencarnados, são vários os objetivos que os levam a se comunicarem: Alguns desejam acalmar os parentes encarnados; outros pedem preces; os mais puros transmitem ensinamentos para fortalecer os homens no caminho do bem; já os que ainda não compreenderam a mensagem de Jesus pedem ajuda ou tentam influenciar negativamente os homens, como o fazem os serem humanos maldosos na Terra. Deus permite a comunicação dos bons para instruir e a dos maus para que as pessoas provem a sua fé e seu discernimento.

A mediunidade é, portanto, apenas aptidão que serve de instrumento mais ou menos dúctil aos Espíritos. Isso não implica necessariamente relações habituais com os Espíritos superiores. Até porque essa faculdade é concedida tanto à pessoas com maior evolução quanto àquelas capazes de a usarem mal, assim como qualquer outra disposição orgânica da qual o homem pode ser dotado como a faculdade de ver, de ouvir, de falar. E nenhuma faculdade dessas há de que o homem, por efeito do seu livre arbítrio, não possa abusar. Se Deus não houvesse concedido, por exemplo, a palavra senão aos incapazes de proferirem coisas más, maior seria o número de mudos do que dos que falam.

Sendo assim, Deus outorgou faculdades ao homem - entre elas a mediunidade - para facilitar seu progresso. E lhe dá a liberdade de usá-Ias, mas não deixa de punir o que delas abusa.

KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Capítulo 24-item 12, capítulo 28 itens 8-9.
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Capítulo 1 e 14.
FEB. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita - programa fundamental 1.

O Perispírito...


Como será o tecido sutil da espiritual roupagem que o homem envergará, sem o corpo de carne, além da morte?

Tão arrojada é a tentativa de transmitir informes sobre a questão aos companheiros encarnados, quão difícil se faria esclarecer à lagarta com respeito ao que será ela depois de vencer a inércia da crisálida.

Colado ao chão ou à folhagem, arrastando-se, pesadamente, o inseto não desconfia que transporta consigo os germes das próprias asas.

O perispírito é, ainda, corpo organização que, representando o molde fundamental da existência para o homem, subsiste, além do sepulcro, de conformidade com o seu peso específico.

Formado por substâncias químicas que transcendem a série estequiogenética conhecida até agora pela ciência terrena, é aparelhagem de matéria rarefeita, alterando-se, de acordo com o padrão vibratório do campo interno.

Organismo delicado, extremo poder plástico, modifica-se sob o comando do pensamento. É necessário, porém, acentuar que o poder apenas existe onde prevaleçam a agilidade e a habilitação que só a experiência consegue conferir.

Nas mentes primitivas, ignorantes e ociosas, semelhante vestidura se caracteriza pela feição pastosa, verdadeira continuação do corpo físico, ainda animalizado ou enfermiço.

O progresso mental é o grande doador de renovação ao equipamento do espírito em qualquer plano de evolução.

Note-se, contudo, que não nos reportamos aqui ao aperfeiçoamento interior.

O crescimento intelectual, com intensa capacidade de ação, pode pertencer a inteligências perversas.

Daí a razão de encontrarmos, em grande número, compactas falanges de entidades libertas dos laços fisiológicos, operando nos círculos da perturbação e da crueldade, com admiráveis recursos de modificação nos aspectos em que se exprimem.

Não adquiriram, ainda, a verticalidade do Amor que se eleva ao santuários divinos, na conquista da própria sublimação, mas já se iniciaram na horizontalidade da Ciência com que influenciam aqueles que, de algum modo, ainda lhes partilham a posição espiritual.

Os “anjos caídos” não passam de grandes gênios intelectualizados com estreita capacidade de sentir.

Apaixonados, guardam a faculdade de alterar a expressão que lhes é própria, fascinando e vampirizando nos reinos inferiores da natureza.

Entretanto, nada foge à transformação e tudo se ajusta, dentro do Universo, para o geral aproveitamento da vida.

A ignorância dormente é acordada e aguilhoada pela ignorância desperta.

A bondade incipiente é estimulada pela bondade maior.

O perispírito, quanto à forma somática, obedece a leis de gravidade, no plano a que se afina.

Nossos impulsos, emoções, paixões e virtudes nele se expressam fielmente. Por isso mesmo, durante séculos e séculos no demoraremos nas esferas da luta carnal ou nas regiões que lhes são fronteiriças, purificando a nossa indumentária e embelezando-a, a fim de preparar, segundo o ensinamento de Jesus, a nossa veste nupcial para o banquete do serviço divino.

Pelo espírito Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Livro: Roteiro

50 dicas para um casamento feliz...


Oi amigos,

Visitando o blog de um querido amigo - compromisso precioso - encontrei o texto abaixo e achei ótimo para o nosso dia-a-dia. Leiam, meditem e aproveitem...

Muita paz...



1.Surpreender o cônjuge com mais freqüência.

2.Retirar a televisão do quarto ou, pelo menos, não ligá-la quando estiverem na cama.

3.Lembrar de tomar banho a dois (e não reclamar, dizendo que está perdendo tempo ao compartilhar).


4.Aprender a fazer jantares à luz de vela.


5.Instituir “o beijo de boa-noite”.


6.Aprender a beijar o marido, antes de beijar o gato, quando entrar em casa.


7.Tentar pensar mais no cônjuge do que em você mesmo.


8.Ser honesto com o cônjuge.


9.Amar mais o cônjuge, com defeito e tudo!


10.Parar de importunar o cônjuge quando ele(a) quiser ficar sozinho.


11.Comunicar os sentimentos com mais freqüência.


12.Ler um livro cristão sobre casamento e procurar aplicar algum conselho dado pelo autor.


13.Demonstrar mais afeição e se divertir pra valer com o cônjuge!


14.Passar mais tempo juntos: só os dois!


15.Falar “eu te amo” com mais constância.


16.Ler a Bíblia juntos.


17.Fazer um grande e sério esforço de sempre lembrar de ouvir.


18.Perceber quando está na hora de recuar no meio de uma briga.


19.Encontrar tempo um para o outro, não importa a situação.


20.Falar e ouvir de coração.


21.Dar as mãos quando tentaem resolver algo difícil.


22.Relacionar-se com alguém que possa ajudar-lhe com conselhos que sirvam
para fortalecer o casamento.


23.Perguntar uma vez por mês: “Querido/a, o que eu posso fazer para melhorar nosso casamento?”


24.Nunca dormir zangada(o).


25.Lembrar que as férias são um ótimo período para agradecermos por tudo que temos e não para se lamuriar pelo que poderiam ter.


26.Não provocar o cônjuge com joguinhos sentimentais ou ironias.

27.Mostrar a ele o seu melhor lado, não o pior.


28.Aprender a dar e saber receber apropriadamente.


29.Não ligar para os pequenos pontos negativos e, ao invés disto, concentrar-se
nos positivos.


30.Aprender a elogiar.


31.Começar a trabalhar as habilidades anti-stress para que possa relaxar a mente e o corpo e, assim, tornar um ser humano normal, ao invés de uma pessoa tão impaciente, rabugenta e deprimente o tempo todo.


32.Fortalecer a relação com o cônjuge, passando com ele mais tempo e com qualidade.


33.Comunicar com as pessoas importantes da vida, elogiando, demonstrando o apreço, mostrando os problemas. Afinal de contas, ninguém lê a nossa mente.


34.Beijar o marido/esposa todos os dias, toda vez que ele/ela sair de casa. Nunca sabemos quando Deus vai chamar alguém.


35.Passar, pelo menos, uma noite sem televisão com meu cônjuge.


36.Beijar o/a marido/esposa todas as noites, quando ele/ela chegar em casa. É uma ótima maneira de começar a noite, sem importar como tenha sido o dia dele/dela.


37.Agendar, sem falhas, pelo menos uma saída com o esposo/esposa por mês. Pode ser só os dois ou com amigos, mas sem as crianças, contanto que estejam juntos.


38.Pensar em alguma coisa, todos os dias, que a faça grata por ter seu/sua marido/esposa.


39.Passar mais tempo de qualidade com o/a marido/esposa, mesmo que seja só compartilhar uma noite tranqüila em casa, com um delicioso jantar, música suave ou um bom filme.


40.Lembrar dos bons momentos que tiveram juntos e tentar criar mais momentos desses.


41.Usar mais palavras simpáticas, quando falar com meu/minha marido/esposa.


42.Não ficar furiosa/o com seu/sua marido/esposa quando ele/ela não fizer
alguma coisa que queira, quando não tiver falado explicitamente sobre o assunto com ele antes.


43.Dizer “por favor” e “obrigada” ao cônjuge, pelo menos, 1 vez por dia.


44.Motivar o marido ou a esposa a aprender a cozinhar, mesmo que isto signifique que eu vá comer espaguete ensopado e frango esturricado.


45.Tomar a iniciativa na cama com mais freqüência.


46.Tentar orar todos os dias com meu cônjuge.


47.Tentar não remoer coisas velhas nas brigas novas.


48.Tentar não criticar a bagunça do armário dele/dela.


49.Sentar juntinho do meu cônjuge nos cultos de nossa igreja.


50.Surpreender seu cônjuge com um presente que não seja no dia dos namorados, aniversário ou de comemoração de data do casamento



Mensagens em imagens...



Volta às aulas...

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