Comentários Pessoais...

A coragem de dizer "NÃO" aos filhos

Meus queridos amigos, Excelente dia a todos!!!

Recebí uma mensagem hoje que me tocou muito, nao pelas suas palavras ou pela sua sensibilidade, mas pelo seu conteúdo; porque coincide com alguns de meus pensamentos e definições de vida, para mim e minha família. (vou disponibilizá-la ao final do comentário)

Muitos de nós, PAIS, não percebemos a importância que somos atribuídos quando recebemos a dádiva de criar um filho, neto, enteado, etc...

Essa importância vai muito além da responsabilidade de criar uma pessoa dentro de padrões sócio culturais admissíveis, preparada para viver e conviver em sociedade, com capacidades de expressão e desenvolvimentos suficientes para que possa suprir o seu sustento.


Nós estamos preparando cidadãos para o mundo. Estamos gerando e instruindo hoje o futuro de nosso planeta. Será que já pensamos nisso?

Fico muito entristecido ao constatar o número imenso de pessoas que relegam a educação dos seus filhos a pessoas que trabalham em suas residências, a tutores externos, e, muitas vezes, não se importam em conhecer as qualidades morais destas pessoas.

Nós, os pais, temos um grande defeito. Confundimos Educação com Instrução; e uma coisa é totalmente diferente da outra. Colocamos o nosso filho na melhor escola que podemos, ou deixamos isso para o governo, e esperamos que a escola vá educar a criança.

O papel da escola NÃO é educar. A escola deve instruir, preparar a criança/jovem intelectualmente para que entre na vida adulta preparado para compreender o mundo e escolher o seu papel nele. A escola não educa os nossos filhos.

Educação se aprende em casa. Não é na escola que eles devem aprender a respeitar os pais, os mais velhos, a conviver em fraternidade, a serem bons, cordiais, a não agir com violência e outras qualidades que desejamos em nossos filhos. Este tipo de educação é doméstica; e deve ser dada desde os primeiros anos da criança, pois não existe aquilo que pensam muitos quando dizem "ela é muito pequena, não vai entender estas coisas"; ao contrário, a Doutrina Espírita nos orienta que "nossos filhos são Espíritos" e que como tal sentem e entendem todas as nossas colocações desde o útero. Precisamos, pois, utilizar este conhecimento em benefício destes pequenos "gigantes" espirituais.

Porém, infelizmente, hoje estamos nos esquecendo disso e jogando nas mãos de outras pessoas o que nós devemos fazer. Na questão 208 e seguintes de "O Livro dos Espíritos" Kardec nos orienta a respeito disso.

A nossa sociedade parece ter mudado, e a meu ver para pior. Hoje os pais não desejam mais educar os seus filhos através de orientações seguras e corretas, pois, devido a escolha que fizeram antes de ganhar mais e ter mais, passam cada vez menos tempo com seus filhos e familiares. Resultado: temos uma massa de pais frustrados porque não acompanham o crescimento e desenvolvimento de seus rebentos e que por isso tentam compensar a sua ausência com presentes e permissões cada vez maiores; e por outro lado criamos uma nova raça de crianças sem respeito e sem educação que não obedecem aos seus pais, avós, tios e familiares e que não conhecem o valor de serem gentis, simpáticas e amigáveis.

Estas pessoas, somente tarde demais na maioria dos casos, vai perceber que o que as crianças realmente desejavam era que elas estivessem com elas para brincar, conversar, passear e viver; mesmo que fosse sem o carrinho importado, a roupa de marca, o tenis da moda, etc.

Ao meu ver (e de mais um bocado de gente, graças a Deus) este tipo de comportamento traz dois grandes erros primordiais:


1) a omissão por parte dos pais que, não entendendo a real necessidade da criança, dá de tudo ao filho, sem lhe dar o que ela realmente necessita: Educação. Estes Pais(avós, tios, etc) TÊM que entender que é saudável dizer NÃO aos filhos no momento oportuno; É CORRETO negar à criança algo que sabemos que não será bom para ela; É NECESSÁRIO impor limites que demonstrem que tudo tem sua hora e seu local; sem que para isso seja necessário utilizar de violência. É preciso que a criança tenha pelos pais o sentimento de confiança e respeito que somente poderá ser alcançado sem a sombra do medo, da mentira e da falta de atenção.

2) as crianças que são criadas podendo tudo(porque ninguém impõe limites ao reizinho), tendo tudo(porque cada desejo dele é uma ordem), ditando ordens(porque ninguém ousa questionar suas ações ou corrigir os seus erros) virão fatalmente a se tornar jovens e adultos sem limites, que, na maioria das vezes, não compreenderão porque a "vida" não atende cada um dos seus gostos, como a sua família fazia, e então entrarão em conflitos internos(consigo mesmo) e externos(com a sociedade), que poderão dar início a um processo auto-destrutivo em que o jovem/adulto buscará nas ações violentas, viciosas e até furtivas o objeto de seu desejo, acarretando em erros imensos que trarão repercussões familiares/sociais indesejadas e, muitas vezes, irrecuperáveis nesta encarnação.


Estes pais, no futuro, certamente olharão para trás e dirão "Onde eu errei? Dei de tudo para este menino é olha só o que aconteceu!" - Não percebendo que exatamente este foi o ponto onde o erro estava.

No Evangelho de Jesus temos uma passagem muito bonita que é a da "mulher adúltera", quando ela é acusada pela sociedade e Jesus pede que atire a primeira pedra o que estiver livre de erros, como não havia nenhum, todos vão embora e ele pergunta: "mulher onde estão teus acusadores? Ninguém te condenou? Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais". Lembram?

Muitas pessoas dizem, ao analisar esta passagem, que o mestre foi permissivo com esta mulher, porque perdoou os pecados dela; o que é uma clara falta de entendimento do evangelho, pois a expressão é bem clara: "não te condeno" - e não "eu te perdôo".

Perdoar neste sentido seria passar a mão por cima dos erros daquela mulher e deixar para lá as consequências.

Mas as consequências virão, inevitavelmente - fato que Jesus sabia - ele porém ADVERTE: Não peques mais; corresponde dizer que reconhece seus erros (porque senão ele não utilizaria "mais", se utilizou é porque diz implicitamente que ela pecou antes).

Jesus não foi permissivo, ele foi compreensivo. É assim que o amor dos pais pelos filhos deve ser sempre compreensivo, jamais permissivo.

Amor permissivo é aquele que permite tudo porque não controla, que não corrige porque não se importa, que não orienta porque não busca o melhor.

Amor compreensivo está sempre pronto a perdoar os erros, mas exige a correção do mesmo; orienta àquele que erra na direção certa e aponta os defeitos com compreensão que todos os temos também, porque na verdade deseja o melhor para quem ama e sabe que o melhor é seguir o caminho correto

O amor compreensivo tem a coragem de dizer NÃO porque sabe que este "não" educa e prepara para a vida.

Assim deve ser o nosso amor para com os nossos filhos, pois, somente assim, poderemos hoje criar os cidadãos do amanhã e termos confiança que o amanhã estará em boas mãos.

Muita paz a todos.


(Obrigado a Deus pela orientação que recebí de meus queridos Paizinho e Mãezinha, pois influenciaram grandemente com sua honestidade, retidão e coragem para o crescimento do meu caráter; e Obrigado também pela esposa espetacular que orienta junto comigo o filho maravilhoso que nos foi dado de presente, dentro de nossas pequenas qualidades mas imensa dedicação)

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Nestes links abaixo está a mensagem que recebí juntamente com outro texto que acho muito interessante. Vale a pena copiar e ler.

http://www.archive.org/download/PaisMaus/PaisMaus.doc
http://www.archive.org/download/PaisMaus/ADifcilArteDeDizerNoAosFilhos.doc




A Videira e os Frutos...



Pouco antes de ser preso e crucificado, Jesus deu variadas instruções aos discípulos.

Em uma delas, afirmou-Se como a videira verdadeira e apresentou Deus como o lavrador.

Disse que todo ramo que estivesse Nele e não produzisse frutos seria arrancado pelo Senhor da Vida.

Mas, que todo ramo produtivo seria limpado por Deus, a fim de que produzisse mais ainda.

Esses curtos enunciados ensejam vastas reflexões.

O cristão deve ser o sal da Terra e a luz do Mundo.

Ele precisa ser um fator de progresso e transformação nos ambientes em que se movimenta.

É indigno afirmar-se cristão e viver de forma corrupta.

Segundo as palavras do Cristo, quem está Nele precisa produzir frutos.

A oportunidade da reencarnação é valiosa.

O número dos Espíritos desencarnados é muito superior ao dos encarnados.

Cada existência é objeto de minuciosa preparação.

O Espírito analisa sua consciência, identifica suas necessidades de aprendizado e os equívocos que precisa reparar, a fim de conquistar a paz.

Auxiliado por seres mais sábios, faz um projeto de trabalho, aperfeiçoamento e superação.

Com o aval de seus mestres, pleiteia a oportunidade do renascimento, sob a promessa de fazer o seu melhor.

Assim, a vida na Terra não representa um piquenique ou um largo desfrutar de sensações.

É preciso utilizar ao máximo os recursos de que se dispõe.

As oportunidades de encarnações são disputadas e longamente reclamadas.

Contudo, ainda mais difícil é conseguir o renascimento em condições equilibradas.

Família bem formada, saúde, acesso à educação e cultura são verdadeiros tesouros.

Na maioria das vezes, representam acréscimo de misericórdia, haja vista o status de devedores da ampla maioria dos Espíritos.

Nessas condições, a bondade Divina permite que equívocos do pretérito sejam reparados na forma de trabalho ativo no bem.

Tendo isto em mente, reflita sobre a forma como você tem utilizado os recursos com que a vida o brindou.

O mundo é melhor por que você está nele?

Você é rigorosamente honesto no cumprimento de seus deveres?

Sua vida é um exemplo de retidão para os que o rodeiam?

A bondade e a pureza marcam seus atos e palavras?

Você se preocupa com o coletivo e procura ser útil ao semelhante?

Ou apenas vive um dia depois do outro, permitindo-se tudo o que a cultura mundana reputa como normal?

Lembre-se de que é preciso dar frutos para merecer a graça de redimir-se no trabalho do bem.

Caso contrário, a vida tratará de remanejar as bênçãos da saúde, do trabalho e do equilíbrio em favor de outros mais dispostos e fiéis.

A seiva que você não dissemina secará ao seu derredor.

Conforme a imagem evangélica, a oportunidade será arrancada de suas mãos.

Pense nisso!



Redação do Momento Espírita.

Sabedoria em gotas...


169

Faça um balanço de sua vida.
Tenho sido um bom esposo; um bom pai, um bom amigo, um bom chefe?
Tenho procurado encontrar Deus? Tenho cuidado, como devia, da minha saúde e a dos que estão a minha volta?
Tenho sido alegre?
Se você se julgar em falta, procure corrigir-se. Desperte agora a intenção de mudar. Você pode fazer isso. Use a força que tem dentro do seu coração: o amor. Ele é capaz de tudo.

Tirar uns momentos para refletir é providência que muda o curso da vida.

LOPES, Lourival. Gotas de Esperança. 17. ed. Brasília: Otimismo. 2005.

Jejum e Oração...



Jesus havia descido do Monte onde há pouco, Pedro, Thiago e João haviam presenciado o fenômeno da transfiguração.

Quando chegaram à multidão, aproximou-se-Lhe um homem, pondo-se de joelhos diante Dele, e dizendo:

Senhor, tem misericórdia de meu filho, que é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes na água.

E trouxe-o a Teus discípulos, e não puderam curá-lo.

Eis que Jesus lhe respondeu:

Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei Eu convosco, e até quando vos sofrerei? Trazei-Mo aqui.

Narra então o evangelista Mateus, que Jesus repreendeu o Espírito mau que estava com ele e o Espírito o abandonou.

Os discípulos se aproximaram de Jesus, curiosos, e, em particular, lhe perguntaram:

Por que não pudemos nós expulsar o Espírito mau?

Ao que o Mestre lhes redarguiu:

Por causa de vossa pouca fé. Porque, em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: passa daqui para acolá, e há de passar. E nada vos será impossível.

Finaliza Jesus a lição, afirmando:

Mas esta casta de demônios não é expulsa senão pela oração e pelo jejum.

* * *

Necessário serenar a alma e as idéias preconcebidas, e refletir profundamente sobre a proposta de jejum e oração oferecida pelo Rabi.

Será que Jesus, ao propor o ato de jejuar, referia-se a deixar de se alimentar regularmente?

Pois é assim que muitos entendem até os dias de hoje. Por isso, faz-se mister que nos debrucemos sobre a temática a partir deste ponto.

A proposição do Mestre ia muito além da dieta alimentar.

Ele trazia a idéia da abstinência moral, de abster-se de tudo aquilo que nos conduz aos excessos.

Fala Ele, assim, de um jejum do comportamento doentio. Este é o único caminho para a libertação das influências deletérias dos obsessores espirituais.

A oração é primordial, pois nos liga ao Criador, nos purifica os pensamentos e eleva a sintonia mental.

Junto dela, a mudança de comportamento, de direção nos propósitos de vida é fundamental.

Os Espíritos infelizes se ligam a nós através da sintonia com nossas misérias íntimas.

Se deixarmos de cultivar tais misérias, se alterarmos a faixa mental, não haverá mais compatibilidade nesse plug psíquico.

A privação das ações negativas, dos desejos malsãos deve ser o jejum para a alma que deseja se libertar de qualquer influência espiritual inferior.

A fé raciocinada e a ação no bem nos protegem de tudo.

Não há o que temer, quando as mãos estão perfumadas pelas flores do bem que deixamos pelo caminho.

Não há o que temer, quando o coração está aquecido pela certeza de que as leis de Deus são perfeitas, e que a presença Divina é constante em nossas vidas.

Perante qualquer dificuldade que venhamos a enfrentar, lembremos da lição do jejum e da oração. Lembremos deste medicamento poderoso de que todos nós dispomos.


Redação do Momento Espírita.
Em 26.03.2009

Sermão do Monte - Visão Moderna...


E, respondendo ao companheiro que lhe havia solicitado a tradução do Sermão do Monte, em linguagem moderna, o velhinho deteve-se no capítulo cinco do Apostolo Mateus, com voz cheia e vibrante:

- Bem-aventurados os pobres de ambições escuras, de sonhos vãos, de projetos vazios e de ilusões desvairadas, que vivem construindo o bem com o pouco que possuem, ajudando em silêncio, sem a mania da glorificação pessoal, atentos à vontade do Senhor e distraídos das exigências da personalidade, porque viverão sem novos débitos, no rumo do Céu que lhes abrirá as portas de ouro, segundo os ditames sublimes da evolução.

Bem-aventurados os mansos, os delicados e os gentis sem reclamação e sem gritaria, suportando a maledicência e o sarcasmo, sem ódio, compreendendo nos adversários e nas circunstâncias que os ferem, abençoados aguilhões do socorro divino, a impeli-los para diante, na jornada redentora, porque realmente serão consolados.

Bem-aventurados os mansos, os delicados e os gentis que sabem viver sem provocar antipatias e descontentamentos, mantendo os pontos de vista que lhes são peculiares, conferindo, porém, ao próximo, o mesmo direito de pensar, opinar e experimentar de que sentem detentores, porque, respeitando cada pessoa e cada coisa em seu lugar, tempo e condição, equilibram o corpo e a alma, no seio da harmonia, herdando longa permanência e valiosas lições na Terra.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça. Aguardando o pronunciamento do Senhor, através dos acontecimentos inelutáveis da vida, sem querelas nos tribunais e sem papelórios perturbadores que somente aprofundam as chagas da aflição e aniquilam o tempo, trabalhando e aprendendo sempre com os ensinamentos vivos do mundo, porque, efetivamente, um dia, serão fartos.

Bem-aventurados os misericordiosos, que se compadecem dos justos e dos injustos, dos ricos e dos pobres, dos bons e dos maus, entendendo que não existem criaturas sem problemas, sempre dispostos à obra de auxilio fraterno a todos, porque no dia de visitação da luta e da dificuldade receberão o apoio e a colaboração de que necessitem.

Bem-aventurados os limpos de coração que projetam a claridade de seus intentos puros sobre todas as situações e sobre todas as coisas, porque encontrarão a “parte melhor” da vida, em todos os lugares, conseguindo penetrar a grandeza dos propósitos divinos.

Bem-aventurados os pacificadores que toleram sem mágoa os pequenos sacrifícios de cada dia, em favor da felicidade de todos, que nunca atiçam o incêndio da discórdia com a lenha da injuria ou da rebelião, porque serão considerados filhos obedientes de Deus.

Bem-aventurados os que sofrem a perseguição ou a incompreensão, por amor à solidariedade, à ordem, ao progresso e a paz, reconhecendo, acima da epiderme sensível, os sagrados interesses da Humanidade, servindo sem cessar ao engrandecimento do espírito comum, porque, assim, se habilitam à transferência justa para as atividades do Plano Superior.

Bem-aventurados todos os que forem dilacerados e contundidos pela mentira e pela calúnia, por amor ao ministério santificante do Cristo, fustigados diariamente pela reação das trevas, mas agindo valorosos com paciência, firmeza e bondade pela vitória do Senhor, porque se candidatam, desse modo, à coroa triunfante dos profetas celestiais e do próprio Mestre que não encontrou, entre os homens, senão a cruz pesada, antes da gloriosa ressurreição.

A essa altura, o iluminado pregador passeou o olhar percuciente e límpido sobre o nosso grupo e, finda a ligeira pausa, fixou nos lábios amplo e belo sorriso, rematando serenamente:

- Rejubilem-se, cada vez mais, quantos estiverem nessas condições, porque, hoje e amanhã, são bem-aventurados na Terra e nos Céus...

Em seguida, retomou o passo leve para a frente, deixando-nos na estranha quietude e na indagação imanifesta de quem se dispõe a pensar.



pelo Espírito Irmão X
Do livro: Relicário de Luz
Médium: Francisco Cândido Xavier

Histórias do Chico...



Há muitos anos Chico possuía um cachorro, que não sei ao certo se nasceu deficiente ou se foi atropelado.
Esse animal lhe dava um trabalho muito grande.
Madrugada, quando regressava do Centro Espírita, tinha que limpar todo o seu quarto.
Comprava, com seu diminuto ordenado, uma coberta que não chegava a durar um mês.
Assim foi durante muito tempo. Certo dia, quando ele chegou o cachorro estava morrendo.
-Parecia que ele estava me esperando. Olhou-me demoradamente de uma maneira muito terna, fez um gesto com a cauda e morreu. Enterramo-lo no fundo do quintal, não sem antes derramar muitas lágrimas.
Passaram-se alguns meses e uma de suas irmãs lhe disse:
-Chico, você se lembra daquele cachorro aleijado?
-Sim, como poderia esquecê-lo?
-Olha, vou lhe contar uma coisa. Ele não morreu naturalmente não.
Dona Fulana tinha pena de você chegar de madrugada e ter tanto trabalho e, querendo aliviá-lo, deu a ele um veneno.
-Ah! Meu Deus, não me diga uma coisa dessas.
-É verdade, Chico.
Ele não sentiu raiva pela pessoa (naquele coração não há lugar para isso), mas uma tristeza invadiu-lhe a alma e uma sombra começou a envolver-lhe o coração.
Passados alguns dias o espírito Emmanuel lhe disse: -Essa mágoa que você asila no coração está atrapalhando o trabalho dos Bons Espíritos. Você precisa se livrar dela.
-Não consigo esquecer, disse-lhe o Chico.
-Mas é preciso.
-Como fazer?
-Você precisa dar uma grande alegria a ela.
-Eu, dar uma alegria a ela? O ofendido fui eu.
-A receita não é minha. É do Nosso Senhor Jesus Cristo. “Fazei bem aos que vos aborrecem”. Leia o Evangelho.
Obediente e resignado, Chico procurou descobrir o que a pessoa gostaria de ter e ainda não tinha.
Era uma máquina de costura.
Chico comprou, então, uma máquina de costura para pagar em longas prestações.
Quando foi visitá-la, a pessoa estava tão feliz, tão feliz e quando viu o Chico chegando, correu para ele e lhe deu um abraço com tanto amor que uma luz se desprendeu dela e envolveu o Chico da cabeça aos pés. Quando ela o soltou do abraço, a sombra havia desaparecido.
Eis aí uma receita para quem comete a imprudência de carregar a mágoa no coração.

Retirado do livro Chico, de Francisco
Adelino da Silveira - Editora Cultura Espírita União

Mensagens em imagens...



Esperança

Sabedoria em gotas...


167

Senhor!
Quando eu estiver errado, corrige-me.
Quando eu estiver indeciso, orienta-me.
Quando eu estiver inquieto, acalma-me.
Quando me sentir desesperado, sustenta-me.
Quando eu quiser Te falar; escuta-me.
Mas, Senhor; o que mais quero mesmo é que,
quando eu quiser Te seguir;
ACEITA-ME.

LOPES, Lourival. Gotas de Esperança. 17. ed. Brasília: Otimismo. 2005.

Sonhos vivos...


A semente no celeiro é sonho vivo; transportada, à lavoura, transforma-se em árvore que produz. Sem isso murcharia no silêncio.

O minério no solo é sonho vivo; conduzido à atividade é matéria prima. Sem isso, por tempo indeterminado, estaria na condição de mero calhau.

O plano de uma construção é sonho vivo; concretizado, porém, é obra de utilidade inapreciável. Sem isso seria mera figuração entregue à poeira.

A escola de pé é um sonho vivo; movimentada pelos obreiros da instrução é oficina de luz. Sem isso não passaria de promessas distantes.

O livro na cabeça do escritor é sonho vivo; carregado ao campo das letras é usina de sugestão. Sem isso desapareceria por visão mental entrevista de longe.

A convicção espírita é também sonho vivo; mas trazida à realidade prática é tarefa para edificação do mundo melhor. Sem isso não passará de clarão escondido.

É por essa razão que todos podemos crer e aprender, discutir e apregoar, consolados, entretanto, no terreno da verdadeira ascensão do espírito nada conseguiremos sem trabalhar.



Espírito Albino Teixeira
Do livro: Ideal Espírita
Psicografia Francisco C. Xavier

O negócio da doação...



O professor chaves, pioneiro da Doutrina espírita, em Uberaba, Minas, foi procurado por prestigioso amigo do campo social, que lhe falou sem rebuços:

- Chaves, agora desejo doar duzentos contos para obras espíritas; entretanto, como você não desconhece, tenho aspirações políticas desde muito tempo.
O distinto educador, sumamente conhecido por sua virtuosa austeridade, guardava silêncio.

E o outro prosseguia:
- Já auxiliei construções espíritas numerosas, mas tudo sem resultado. Tenho apenas recebido ingratidões e mais ingratidões. É uma lástima. Em toda parte, mentiras e mentiras. Queria, desse modo...

Como a reticência se prolongasse, Chaves perguntou:
- Queria o que, meu amigo?

- Desejava a sua palavra empenhada, o apoio de seu prestígio diante dos espíritas, para que me garantissem o voto.

- Nada posso fazer – disse o professor, peremptório.

- Que é isso? – falou o amigo, com ar de censura - você prometeu receber-me e atender ao meu problema.

- Pensei que o senhor estivesse tratando de caridade, mas o que francamente procura é a realização de um negócio – disse Chaves, imperturbável.

- Que idéia! – falou o visitante, desencantado. – Entrego duzentos contos, duzentos contos de réis... Que é caridade, então?

Humilde e simples, o professor explicou:
- Caridade é o amor de Deus no coração humano. E esse amor, meu amigo, conforme nos ensina o Espiritismo, não tem preço. Onde é que o senhor já viu alguém pagar a luz do sol, a bênção do ar, o tesouro do verdadeiro amor ou o espetáculo do céu estrelado?...

- Mas Chaves, disse o outro -, isso é muita filosofia... O que eu desejo é fazer uma dádiva...
Para vocês, espíritas, o que vem a ser uma dádiva?

E o educador respondeu sereno:
- Dádiva é o bem que a gente faz sem esperar recompensa de coisa alguma.

O político, nervoso, despediu-se e procurou distração num bilhar. E inquirido por alguns correligionários quanto aos resultados da entrevista, deu primorosa tacada e falou que o professor João Augusto Chaves não passava de um louco.



pelo Espírito Hilário Silva - Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

José, o pai de Jesus...


Queridos amigos, Hoje 19 de Março, dia dedicado a memória de José, ou são José como desejam os católicos, pretendí falar um pouco sobre este homem tão importante e ao mesmo tempo tão esquecido no evangelho.

Estava disposto a escrever algo de mim mesmo mas, em minhas pequenas pesquisas, encontrei um texto, do qual reproduzo partes abaixo, que expressa de uma forma muito coerente e completa a real importância de José para o Cristianismo.

Para quem quiser lê-lo na íntegra sua fonte é: Espiritismo Cristão, um blog bem interessante.

Muita paz para todos.

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José, o Pai de Jesus

..." Recordei-me de José, Pai terreno de Jesus! Ele foi um operário! O dia do operário é um dia de lembrança do Pai de Jesus!
Jesus teve um Pai terreno!

José era casado com Maria! Eram uma família constituída legalmente!
A família era comum, semelhante às outras de seu tempo e de seu lugar.
José foi um Pai em todos os sentidos.

Era um Pai juridicamente falando, pois registrou Jesus como filho seu: Yeshua ben Youssef !
Foi um Pai Espiritual, pois aceitou a ordem expressa do Missionário que lhe apareceu em estado de transe sonambúlico.
Foi um Pai davídico, pois transmitiu a Jesus a genes do Rei David, do ponto de vista legal e quiçá físico também, pois Jesus não poderia ser denominado Filho de David através de uma farsa.
Foi um Pai Provedor, pois enquanto Jesus esteve sob a sua guarda e proteção, nutriu, cuidou, protegeu, arriscou-se, sofreu, sacrificou-se...

Foi um Pai Educador, ensinou a cumpri os deveres religiosos, ensinou a profissão!
Foi um Pai carinhoso, pois Jesus que chamou a Deus na oração Abbah, que quer dizer Papai, usou esta expressão pois acostumara-se em casa a chamar José de Abbah, Papai!

A sua primeira grande decisão foi a de aceitar Maria como esposa mesmo sabendo ele que não havia tido nenhum envolvimento conjugal com a mesma. Essa foi a decisão mais grave da vida de José. Para isso ele veio! Reconhece, através de um estado semiconsciente que é o estado sonambúlico, que deveria aceitar conviver com ela e que a criança seria seu filho! Mesmo tencionando abandonar Maria em segredo, o que faria recair sobre ele as pesadas críticas que caem sempre ao pai que abandona a sua geração. Todavia o seu sonho lhe revelou através de um Mensageiro Divino, que deveria aceitar a Maria como esposa. Aceitou, cuidou dela com tanto desvelo que empreendeu com a sua esposa a longa e penosa viagem de Nazaré na Galiléia, para Belém na Judéia.



Apresenta Jesus ao Templo no oitavo dia.
Circuncida Jesus no 40º dia.
Vai anualmente a Jerusalém.
Foi numa dessas viagens, aos doze anos, quando participou da cerimônia do Bar Mitzvah, que o tornava um Filho da Lei, que ele perde-se de seus Pais. Já era adulto, não retornou para casa na caravana das mulheres como era o habitual. Não foi com a caravana do seu pai. Ficara em Jerusalém e após 3 dias seus pais o encontram no Templo, onde respondia a uma sabatina realizada pelos doutores que se admiraram de um jovem conhecer com tal profundidade a Torá. E quando finalmente o encontraram e o admoestaram: "Por que fizeste isso conosco?" ele responde: "Por que me procuráveis? Acaso não sabiam que eu deveria me ocupara dos negócios de meu Pai?"

José também é aquele Pai que leva a sua família para o Exílio, por causa da perseguição implacável de Herodes. A terra do Egito trazia impressões profundamente negativas na alma do povo judeu. Foi lá que o seu povo permaneceu 4 séculos em servidão. Mas José obedeceu novamente às ordens de seu mensageiro espiritual. Deixou o seu ambiente e foi adaptar-se à terra estranha. Estranha na lingua, nos costumes, na comida, na religião, nas relações sociais. Viveu José um período que não se pode avaliar quanto. Como deve ter sofrido a ausência de sua terra! Como dever ter amargado a depressão dos exilados em terra estrangeira!
Recorda-nos Gonçalves Dias em sua Canção do Exílio:

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
...
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.


E José vivia a cada dia almejando retornar à sua terra não para ver as Palmeiras, mas as Oliveiras.
E não para escutar a sabiá, mas o rouxinol !
Jesus foi educado nas Tradições judaicas, aprendeu a profissão de carpinteiro e foi operário como o seu Pai.
José era medium mesmo antes da primeira manifestação aqui relatada, quando do aviso do espírito de luz, quanto à gravidez de Maria. Se ele já não estivesse a conviver com essa dupla realidade e com o fenômeno do sonambulismo, não aceitaria uma coisa tão grave logo na primeira vez.
Outro aspecto importante é o Silêncio de José. Não é um mutismo! Que é o silêncio do que se nega a falar. Não é um absenteísmo, que é o silêncio dos que calam-se para não se comprometer como Pilatos.

É o silêncio do trabalhador! É o silêncio do operário, que usa as mãos e não a boca!

É o silêncio do Pai que apenas olha para o filho e este sabe o que o Pai quer.

É o silêncio dos que têm Vida Interior. É o silêncio de quem ora! É o silêncio de quem espera...


Por último, por ter sido o guardião de Jesus e de Maria e por Ter instituído o primeiro núcleo familiar cristão no planeta, é José o Pai da Igreja Doméstica ou Culto Cristão No Lar.

E é homenageando a José que pedimos que todos fundem em suas casas os cultos cristãos, objetivando equilíbrio espiritual e psíquico para toda a família e quiçá além dela".

O esforço que compensa...


O esforço constitui uma realidade sempre presente na vida humana.

Sempre que se trata de realizar alguma conquista, ele se faz necessário.

Qualquer que seja a área da atividade, realizações não surgem do nada.


Os atletas que encantam por suas habilidades têm um histórico de treinos exaustivos.

O sucesso no vestibular pressupõe intensa preparação.

Na faculdade, a obtenção do sonhado diploma exige dedicação e renúncias.

A conquista de uma boa situação profissional também requer muito esforço e persistência.

Quem deseja adquirir bens de valor, e não dispõe da quantia necessária, igualmente se dispõe a ingentes sacrifícios.

Muitos multiplicam horas extras, trabalham nos finais de semana ou mantêm dois ou três empregos para melhorar a própria situação financeira.

Mas ninguém considera tais sobrecargas como um mal ou um castigo.

As lutas e renúncias envolvidas na conquista do que se almeja são encaradas de forma positiva, por mais desgastantes que se apresentem.

Entende-se que conquistas relevantes pressupõem algum esforço.

É preciso sair da zona de conforto e fazer algumas renúncias para ver os próprios projetos realizados.

Trata-se da tranquila aceitação de um aspecto da lei do mérito que rege o Universo.

Apenas convém ampliar o alcance dessa aceitação.

Urge compreender que o esforço também constitui combustível imprescindível em termos de evolução espiritual.

Sem esforço, o ser permanece como sempre foi.

Para seguir adiante, é preciso empenho.

As conquistas materiais são respeitáveis e correspondem a aspectos importantes da vida humana.

Na luta por títulos acadêmicos, boa situação profissional ou mesmo por bens, a inteligência e a vontade se desenvolvem.

Contudo, por importante que seja o que se logrou obter em termos humanos e materiais, isso inevitavelmente ficará para trás.

Tudo o que é material é passageiro e precário.

Ninguém logrará levar seus títulos e posses no retorno à Pátria espiritual.

Mas os tesouros espirituais, esses jamais se perdem.


Bondade, pureza, amor ao trabalho, honestidade, humildade, paciência e capacidade de perdoar são conquistas imperecíveis.

Quem conseguir incorporá-las em seu ser jamais deixará de possuí-las.

O homem virtuoso leva em seu íntimo um tesouro de paz para onde quer que vá.

Por certo é necessário esforçar-se para ser digno e bondoso, notadamente em um mundo ainda marcado pela corrupção.

Entretanto, esse esforço realmente compensa.

Afinal, ele viabiliza deixar para trás as experiências dolorosas inerentes aos estágios mais primários da evolução.

Pense nisso!


Redação do Momento Espírita.
Em 18.03.2009.

Sabedoria em gotas...


Desejos

Acontece com freqüência de um desejo
que acalentamos não se realizar.

E talvez isso se dê porque não sabemos o
que realmente queremos ou queremos
o que realmente não conhecemos.

Tais desencontros resultam da nossa
falta de conhecimento sobre nós mesmos,
sobre o que o nosso espírito precisa de verdade.

Não temos ainda sabedoria para
separar o joio do trigo, o bem do mal.

Não possuímos clareza para discernir o que
nos diz respeito e o que não nos diz respeito.

Mas, se um desejo nosso não é realizado, isso
não significa que nenhum outro se concretizará.

Siga adiante e confie na vida.

Lourival Lopes
Extraído de "Toques de Luz".

Palavras de Joanna de Ângelis...


BOM ÂNIMO

Hoje experimentas maior soma de aflições. Observaste a grande mote dos sofredores: mães desnutridas apertando contra o seio sem vitalidade filhos, misérrimos, desfalecidos, quase mortos; mutilados que exibiam as deformidades à indiferença dos passantes na via pública; aleijões que se ultrajavam a si mesmos ante o desprezo a que se entregavam nos "pontos" de mendicância em que se demoram; ébrios contumazes promovendo desordens lamentáveis; enfermos de vária classificação desfilando as misérias visíveis num festival de dor; jovens perturbados pela revolução dos novos conceitos e vigentes padrões éticos; órfãos...

Pareceu-te mais tristonha a paisagem humana, e consideras mentalmente os dramas íntimos que vergastam o homem, na atual conjuntura social, moral e evolutiva do Planeta.

Examinas as próprias dificuldades e um crepúsculo de sombras lentamente envolve o sol das tuas alegrias e esperanças.

Não te desalentes, porém.

O corpo é oportunidade iluminativa mesmo para aqueles que te parecem esquecidos e que supões descendo os degraus da infelicidade na direção do próprio aniquilamento.

Nascer e morrer são acidentes biológicos sob o comando de sábias leis que transcendem à compreensão comum.

Há, no entanto, acompanhando todos os caminhantes da forma carnal, amorosos Benfeitores interessados na libertação deles. Não os vendo, os teus olhos se enganam na apreciação; não os ouvindo, a tua acústica somente registra lamentos; não os sentindo, as parcas percepções de que dispões não anotam suas mãos quais asas de caridade a envolvê-los e sustentá-los.

Perdido em meandros, o rio silencioso e perseverante se destina ao mar.

Agitada e submissa nas mãos do oleiro, a argila alcança o vaso precioso.

Sofrido o Espírito nas malhas da lei redentora, atinge a paz.

Ante a sombra espessa da noite não esqueças o Sol fulgurante mais além. E aspirando o sutil aroma de preciosa flor não olvides a lama que lhe sustenta as raízes...

Viver no corpo é também resgatar.

O Espírito eterno, evoluindo nas etapas sucessivas da vestimenta carnal, se despe e se reveste dos tecidos orgânicos para aprender e sublimar.

Numa jornada prepara o sentimento, noutra aprimora a emoção, noutra mais aperfeiçoa a inteligência...

Nascer ou renascer simplesmente não basta.

O labor, interrompido, pois, prosseguirá agora ou depois.

Não cultives, portanto, o pessimismo, nem te abatam as dores.

Cada um se encontra no lugar certo, à hora própria e nas circunstâncias que lhe são melhores para a evolução. Não há ocorrência ocasional ou improvisada na Legislação Divina.

Quando retornou curado para agradecer a Jesus da morféia de que fora libertado, o samaritano que formava o grupo dos dez leprosos, conforme a narração evangélica, fez-nos precioso legado: o do reconhecimento.

Quando o centurião afirmou ao Senhor que uma simples ordem Sua faria curado o seu servo, ofertou-nos sublime herança: a fé sem limites.

Quando a hemorroíssa, vencendo todos os obstáculos, tocou o Rabi, deixou-nos precioso ensino: a coragem da confiança.

Identificado ao espírito do Cristo, não te deixes consumir pelo desespero ou pela melancolia, sob revolta injustificada ou indiferença cruel. Persevera, antes, no exame da verdade e insiste no ideal de libertação interior, ajudando e prosseguindo, além, porque se hoje a angústia e o sofrimento te maceram, em resgate que não pode transferir, amanhã rutilará no corpo ou depois dele o sol sublime da felicidade em maravilhoso amanhecer de perene paz.

"Tem ânimo filhos: perdoados são os teus pecados." - Mateus: 9-2.

"Deus não dá prova superior às forças daquele que a pede; só permite as que podem ser cumpridas. Se tal não sucede, não é que falte possibilidade: falta a vontade". - Cap. XIV, Item 9.



pelo Espírito Joanna de Ângelis
Do livro: Florações Evangélicas
Médium: Divaldo Pereira Franco.

Onde encontrar Deus ...



Certo dia, um homem do povo desejou tornar-se santo. Ansiava encontrar Deus.

Adentrou o quarto onde repousava a esposa e o filhinho, olhou-os uma derradeira vez e partiu.

Ao cerrar a porta, uma voz íntima lhe disse: Não partas! É aqui que está Deus.

Mas o homem não escutou.

Vagou por caminhos desconhecidos e buscou a Divindade em diversos templos.

Na sua jornada, passou por lugares onde o incêndio devorara gulosamente as casas, e muitos seres suplicavam auxílio.

Estou aqui. Por que te afastas de mim? - clamou a voz na consciência.

Contudo, o homem a sufocou.

Buscou o templo real, construído com milhões e milhões de moedas de ouro. Contemplou o rei e sua corte, genuflexos em ricas almofadas. Vibrou com a beleza e a arte do suntuoso local.

Entretanto, por mais permanecesse ali, não sentia a alegria do convívio superior em sua alma. Sua busca não havia chegado ao fim.

Retornou às estradas poeirentas. Então, numa dobra do percurso, encontrou um homem sentado na relva. Ao seu redor se reuniam muitas pessoas como abelhas em torno de uma flor.

O homem inquieto observou o outro com vagar. Durante horas, aquele ser ouviu a dor alheia, enxugou olhos lacrimejantes, limpou feridas, abraçou crianças, socorreu a fome da alma.

Vez ou outra, ante um quadro de maior aflição, retirava de um saco de viagem moedas, roupas ou medicamentos.

Durante todo o tempo, falava da paz que é conquista, da paz que é proporcionada pela doação ao outro, pelo dever retamente cumprido.

A uma mulher que lhe confessou os dissabores no lar, ante o marido indiferente, ele recomendou maior dedicação no retorno ao lar.

À outra que lhe confessava, envergonhada, os erros cometidos, no tocante à fidelidade, recordou as palavras do Sábio da Galiléia: Vai e não tornes a errar.

Finalmente, o homem inquieto se aproximou do outro, chamando-o santo, e indagou-lhe de como poderia encontrar Deus.

Afinal, já se haviam dobrado os anos e ele nada conseguira, senão o acréscimo da angústia e da insatisfação!

Não sou santo - respondeu o outro. Apenas alguém que encontrou um Modelo e Guia e O segue. Falo do maior dos Mestres, Jesus.

Seu ensino é de amor. Por isso, retorna ao teu lar, atende a tua esposa, educa teu filho. Socorre teu irmão.

Porque Deus se encontra no lavrador que rasga a terra dura e semeia. Deus está no operário que quebra pedras, abrindo veredas novas aos viandantes. Deus está em todos, nos dias de sol ou de chuva.

Deus está onde está o homem, produto do Seu amor.

O homem ansioso voltou sobre os próprios passos, adentrou o lar, reencontrou e abraçou os seus deveres.

Foi então que a voz tornou a se fazer ouvir: Estou aqui.Por que não me atendes?

Dessa vez, ele escutou e permitiu-se plenificar de felicidade. Sua busca chegara ao fim.

* * *

Suportando o fardo das provações e dissabores, padecendo injustiças e aflições superlativas que te desanimam, pensa que estás, mesmo assim, perto de Deus.

Se seguires sem receio, alcançarás a meta da felicidade, sempre perto de Deus.



Redação do Momento Espírita,
com base, para o pensamento final, do verbete Deus do
livro Repositório de sabedoria, v.1, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 17.03.2009

Programas de Rádio ...


14/03 - Aborto(caso da menina violentada pelo padrasto em Pernambuco), Planejamento familiar, O Bom samaritano nos dias de Hoje

Os dez ensinamentos...


Queridos amigos,

Ontem tivemos a oportunidade de ter em nossa casa espírita o amigo Rubinho, de Caruaru, que nos trouxe uma apresentação brilhante sobre o Decálogo da Serenidade (um texto que reproduzimos abaixo) de autoria do Papa João XXIII, à luz dos ensinamentos de Jesus e Kardec.

Rubinho, além de um grande amigo, é detentor de uma sabedoria ímpar, o que torna suas apresentações de uma profundidade incrível. Sem muita demora, segue abaixo o link para a palestra.

Muita paz para todos.



"Os 10 Ensinamentos"


E a seguir reproduzimos o texto original de João XXIII:

DECÁLOGO DA SERENIDADE
de Ângelo Joseph Roncalli (Papa João XXIII)


I - Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, exclusivamente neste dia, sem querer resolver todos os problemas da minha vida de uma só vez.

II - Hoje, apenas hoje, procurarei ter o máximo cuidado na minha convivência, cortês nas minhas maneiras, a ninguém criticarei, nem pretenderei melhorar ou corrigir à força ninguém, senão a mim mesmo.

III - Hoje, apenas hoje, serei feliz. Na certeza de que fui criado para a felicidade, não só no outro mundo, mas também já neste.

IV - Hoje, apenas hoje, adaptar-me-ei às circunstâncias, sem pretender que sejam todas as circunstâncias a se adaptarem aos meus desejos.

V - Hoje, apenas hoje, dedicarei 10 minutos do meu tempo a uma boa leitura, recordando que assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, a boa leitura é necessária para a vida da alma.

VI - Hoje, apenas hoje, farei uma boa acção, e não direi a ninguém.

VII - Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custe fazer, e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.

VIII - Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado, talvez não o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrevê-lo-ei, e fugirei de dois males, a pressa e a indecisão.

IX - Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente, embora as circunstâncias mostrem o contrário, que a Providência de Deus se ocupa de mim, como se não existisse mais ninguém no mundo.

X - Hoje, apenas hoje, não terei nenhum temor, de modo especial não terei medo de gozar o que é belo, e de crer na bondade.


Ao Levantar-se...


Agradeça a Deus a bênção da vida, pela manhã.


Se você não tem o hábito de orar, formule pensamentos de serenidade e otimismo, por alguns momentos, antes de retomar as próprias atividades.

Levante-se com calma.

Hoje será um excelente dia! - afirme ao espelho, sem medo, sorrindo.

As palavras positivas têm maior poder do que imaginamos, e são capazes de transformar tudo, dentro, e depois fora.

Se deve acordar alguém, use bondade e gentileza, reconhecendo que gritaria ou brincadeiras de mau gosto, não auxiliam em tempo algum.

A primeira impressão que se tem ao acordar, é determinante para os momentos futuros.

Quem gosta de acordar com susto, com ruídos incômodos, com tensão injustificada?

Guarde para com tudo e para com todos, a disposição de cooperar para o bem.

Antes de sair para a execução de suas tarefas, lembre-se de que é preciso abençoar a vida, para que a vida o abençoe.

Considere o ato de levantar-se como uma conquista diária: mais uma oportunidade! Mais um dia! Em frente!

Se a derrota já está no Espírito que não deseja sair da cama, dificilmente encontrará a tão sonhada vitória lá fora, no mundo.

Se a má vontade já o absorve nos primeiros segundos de vigília, como conseguir sorrir mais tarde?

Mesmo contra o mau humor crônico de alguns, você pode lutar, pode enfrentá-lo, modificá-lo. Basta uma atitude mental decidida, no sentido contrário.

Compare o seu levantar-se diário ao nascer do sol, e espelhe-se nele, com seus raios fulgurantes irradiando luz e calor para todos os cantos.

Espalhe a alvorada do coração para os que estão à sua volta também, pelo menos com um alegre: Bom dia!

Ninguém resiste a um Bom dia recitado com vontade, com carinho, pois junto dele vêm as boas vibrações, os fluidos universais modificados para o bem, alcançando a alma feito lenitivo poderoso.

Ninguém resiste a um abraço forte bem cedo, dizendo, sem palavras: Como é bom acordar e ver você ao meu lado!

Não há quem resista a uma gentileza logo cedo: um café da manhã preparado com desvelo; um bilhete amoroso; uma flor ao lado da xícara de café...

Não há quem resista a um sorriso, um carinho no rosto ao acordar, pois quando o amor alvorece tudo se transforma. Tudo que era noite vira manhã.

Assim, ao levantar-se, erga também o coração, na direção do Amor Sublime, do Criador da Vida, e agradeça por mais um dia, único, indispensável e fascinante.

Abrir os olhos... Puxar o ar com vontade... Vontade de quem quer viver.

Os pulmões se enchem de manhã, os olhos de sol, e num bocejo profundo expiramos... E lá se vai a noite de nossa alma aprendiz.

Não é mais um dia, não... É o único que temos... Pois o tempo é sempre presente (passado e futuro são invenções da memória e da esperança).

Abrir os olhos... Puxar o ar com vontade... Vontade de quem quer viver, de quem quer "bem viver".



Redação do Momento Espírita com base no cap. 1, do livro Sinal verde, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Cec

Sabedoria em gotas...


A vida segue exuberante


Não é difícil encontrar pessoas que, pela

tristeza que carregam vivem “por obrigação”.

Na verdade, elas quase não “vivem”, apenas “suportam”

a vida, convivendo com o desalento e esperando o “fim”,

Ao lado delas, porém, sem que percebam, a vida segue

exuberante, ensinando, elevando os que se alegram com ela.

Chegou pra nós a hora de ter boa disposição de

espírito e de buscar a alegria que em tudo existe.

Siga adiante.

Lourival Lopes
Extraído de "Toques de Luz".

Mensagens em imagens...



Jesus Cristo - o Caminho

Meu dia...


"Meu dia-a-dia tem muitas vezes o mesmo decurso.

Levanto sempre no mesmo horário.

Executo o mesmo trabalho.

E este nem sempre é interessante.

Mas quando digo sim à medianidade de meu dia-a-dia, ele se torna para mim um campo importante de exercício espiritual.

Pois nele exercito a fidelidade: a fidelidade a mim, às pessoas e a Deus.

Ali exercito a abnegação.

Nesse trabalho eu me dedico às pessoas para as quais aqui estou.

Então meu dia-a-dia não fica vazio, mas é um lugar em que exercito e torno realidade o meu amor.

Terei então também encontros que me trazem alegria.

E, de repente, o vazio se torna cheio, o banal se transforma em santificado e a rotina é quebrada pelas surpresas divinas nas quais irrompe em meu dia-a-dia o indispensável amor de Deus."

Anselm Grün
O livro das respostas

Emmanuel conosco...



ONTEM NO HOJE

Amigo,

Não rogues prodígios à memória cerebral, a fim de que penetres o domínio do passado, de modo a conhecer a bagagem das próprias dívidas.
Recordar pormenores das defecções e deserções a que empenhávamos ontem os melhores recursos da vida, seria encarcerar-nos hoje em feridas e sombras, sem capacidade de esperança e de movimento.

Ainda assim, nas linhas do olvido temporário em que a Misericórdia do Senhor te situa, valorizando-te a oportunidade de recapitular e redimir, pagar e reaprender, podes refletir no pretérito, baseando ilações e raciocínios nas circunstâncias que te rodeiam.

O berço é marco de reinício.

O templo doméstico é oficina salvadora em que retomamos o trabalho interrompido e as lutas que nos cercam falam sem palavras da natureza de nossos erros e compromissos.

A enfermidade no corpo físico referir-se-á a ruinosos excessos que precisamos retificar, e a inibição da inteligência, na dificuldade e no pauperismo, é lembrança do abuso intelectual que nos reclama o serviço da corrigenda.

A aflição na equipe familiar reporta-se aos sacrifícios edificantes que devemos aos desafetos antigos, e os impedimentos no trabalho profissional recordam nossa desídia e relaxamento de outrora, solicitando-nos tolerância e fidelidade na obrigação a cumprir.

A dor prolongada é advertência contra nossa distrações sistemáticas e a incompreensão social, quase sempre, é o caminho em que se nos regenerará por intermédio de lágrimas sucessivas, a consciência culpada.

Na tela das circunstâncias de agora, é possível auscultar as causas de nossas amarguras e expiações, no presente, bastando que o nosso espírito se incline com humildade ao entendimento da Lei.

Recordemos o Evangelho do Cristo quando nos diz que “o amor cobre a multidão de nossas faltas” e, servindo aos outros, na lavoura do progresso e de aperfeiçoamento incessante, baniremos hoje as trevas de ontem para que o nosso amanhã fulgure, sublime, em sublime vitória de paz e luz.

EMMANUEL
(Do livro "Escrínio de Luz". FCXavier)

Especial dia da Mulher...


Programa de Rádio

Fonte de Luz dia 07/03/09
Especial sobre a Mulher



Palestra Espírita

Analisando a Mulher e apresentanto breve
preambulo sobre três das marias do Evangelho:
Maria de Betânia, Maria de Magdala e Maria de Nazaré.


Uma lista para se viver...


O hábito mais destrutivo... Preocupação

A maior alegria... Dar

A maior perda... Perda do respeito próprio

O trabalho mais satisfatório... Ajudar aos outros

O traço mais feio da personalidade... Egoísmo

A espécie mais em extinção... Líderes dedicados

Nosso maior recurso natural... Nossa juventude

O maior estímulo... Encorajamento

O maior problema para superar... O Medo

A pílula para dormir mais eficiente... Paz de Espírito

A mais danosa doença do fracasso... Desculpas

A força mais poderosa na vida... O Amor

O pária mais perigoso... Um Fofoqueiro

O mais incrível computador do mundo... O Cérebro

A pior coisa para ficar sem... A Esperança

A arma mais mortal... A Língua

As duas palavras mais cheias de poder: "Eu posso"

O maior bem... Fé

A emoção mais inútil... Auto-piedade

O enfeite mais bonito... O Sorriso!

A possessão mais valiosa... Integridade

O canal de comunicação mais poderoso... ORAÇÃO

O espírito mais contagiante... O Entusiasmo

A coisa mais importante na vida...DEUS

Autor Desconhecido
(recebí por e-mail)

Presença de André Luiz...


EM MOMENTOS DIFÍCEIS

Quando você se observe à beira da impaciência, capaz de arrojar-lhe o coração ao espinheiro da angústia, conte as vantagens de que dispõe, de modo a imunizar-se contra o assalto das trevas.

Desentendimento em família...
Recorde aqueles que desejariam encontrar alguém, até mesmo para simples discussão, na soledade crônica em que se identificam.

Amigos que se afastam...
Reflita na provação daqueles que nunca os tiveram.

Agressões...
Pense no cérebro equilibrado de que você está munido para agir em apoio aos companheiros doentes da alma.

Criaturas queridas em problemas graves do sentimento...
Medite na sua tranqüilidade e segurança, pelas quais, por enquanto, consegue permanecer livre de obsessões.

Tarefas em sobrecarga, compelindo você a desânimo e cansaço...
Gaste alguns momentos, examinando a luta dos irmãos sem qualquer possibilidade de emprego na garantia da própria sustentação.

Aborrecimentos...
Avalie a importância de algumas frases de reconforto que você pode levar a companheiros enfermos ou compreensivelmente abatidos pelo sofrimento que os subjuga.

Lar em desajuste...
Um olhar para os irmãos que caminham sem teto.

Some as bênçãos de sua vida e vacine-se contra o desespero, porque o desespero é um vulcão de fogo e sombra, cuja extensão nos domínios do desequilíbrio e da morte ninguém pode calcular.



Pelo Espírito André Luiz
Do livro Aulas da Vida.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Espaço de Humberto...


A SURPRESA DO CRENTE

O devoto feliz experimentava a doce comoção do espetáculo celeste. Mais que a perspectiva do plano divino, porém, via, extasiado, o Senhor à frente dele.

Chorava, ébrio de júbilo. Sim, era o Mestre que se erguia, ali, inundando-lhe o espírito de alegria e de luz.

Sentia-se compensado de todos os tormentos da vida humana. Esquecera espinhos e pedras, dificuldades e dores.

Não vivia, agora, o instante supremo da realização? Não esperara, impacientemente, aquele minuto divino? Suspirara, muitos anos, por repousar na bem-aventurança. Recolhera-se em si próprio, no mundo, aguardando aquela hora de imortalidade e beleza. Fugira aos homens, renunciara aos mais singelos prazeres, distanciara-se das contradições da existência terrestre, afastara-se de todos os companheiros de humanidade, que se mantinham possuídos pela ilusão ou pelo mal. Assombrado com as perturbações sociais de seu tempo e receoso de complicar-se, no domínio das responsabilidades, asilara-se no místico santuário da adoração e aguardara o Senhor que resplandecia glorificado, ali diante dos seus olhos.

Jesus aproximou-se e saudou-o.

Oh! semelhante manifestação de carinho embriagava-o de ventura. Sentia-se mais poderoso e mais feliz que todos os príncipes do mundo, reunidos!...

O Divino Mestre sorriu e perguntou-lhe:

– Dize-me, discípulo querido, onde puseste os ensinamentos que te dei?

O crente levou a destra ao tórax opresso de alegria e respondeu:

– No coração.

– Onde guardaste – tornou o Amigo Sublime – minhas continuadas bênçãos de paz e misericórdia?

– No coração – retrucou o interpelado.

– E as luzes que acendi, em torno de teus passos?

– Tenho-as no coração – repetiu o devoto, possuído de intenso júbilo.

O Mestre silenciou por instantes e indagou novamente:

– E os dons que te ministrei?

– Permanecem comigo – informou o aprendiz –, no recôndito da alma.

Silenciou o Cristo e, depois de longo intervalo, inquiriu, ainda:

– Ouve! onde arquivaste a fé, as dádivas, as oportunidades de santificação, as esperanças e os bens infinitos que te foram entregues em meu nome?

Reafirmou o discípulo, reverente e humilde:

– Depositei-os no coração, Senhor!...

A essa altura, interrompeu-se o diálogo comovente. Jesus calou-se num véu de melancolia sublime, que lhe transparecia do rosto.

O devoto perdeu a expressão de beatitude inicial e, reparando que o Mestre se mantinha em silêncio, indagou:

– Benfeitor Divino, poderei doravante abrigar-me na paz inalterável de tua graça? Já que fiz o depósito sagrado de tuas bênçãos em meu coração, gozarei o descanso eterno em teu jardim de infinito amor?

O Mestre meneou tristemente a cabeça e redargüiu:

– Ainda não!... O trabalho é a única ferramenta que pode construir o palácio do repouso legítimo. Por enquanto, serias aqui um poço admirável e valioso pelo conteúdo, mas incomunicável e inútil... Volta, pois, à Terra! Convive com os bons e os maus, justos e injustos, ignorantes e sábios, ricos e pobres, distribuindo os bens que represaste! Regressa, meu amigo, regressa ao mundo de onde vieste e passa todos os tesouros que guardaste no santuário do coração para a oficina de tuas mãos!...

Nesse momento, o devoto, em lágrimas, notou que o Senhor se lhe subtraía ao olhar angustiado.

Antes, porém, observou que o Cristo, embora estivesse totalmente nimbado de intensa luz, trazia nas mãos formosas e compassivas os profundos sinais dos cravos da cruz.


Pelo Espírito Irmão X
Do livro: Pontos e Contos
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Quantidade x Qualidade de vida...


Queridos amigos,

recebí recentemente este texto abaixo do blog de um amigo, edinaldojunior.blogspot.com, do qual sou assinante, que traz informações sobre administração, tecnologia, mercado financeiro e outras coisas. Além de ser um blog muito interessante de ler, mostra neste artigo abaixo que os "workaholics" estão começando a repensar a sua quantidade de vida pela qualidade de vida.

Cada vez mais pessoas estão buscando conhecer suas reais necessidades e não viver sob a sombra de um consumismo ditado por uma sociedade descontrolada, o sentido de Liberdade está adquirindo um novo e verdadeiro sentido, como nos falava a revista veja da última semana do ano de 2008 em sua reportagem de capa.

Leiamos abaixo e meditemos se não tem lógica e coerencia as colocações dos autores.

Muita Paz.


Blog::edinaldojunior.blogspot.com
"Capítlo 9 - Operar nos mercados como meio de vida"

Embora o título do post pareça iniciar um assunto sobre mercado capital, nada técnico será exposto aqui.

Este capítulo, bem como seu título, foram extraído do livro "Aprenda a operar no mercado de ações", do autor e doutor Alexander Elder - Operador profissional, especialista em análise técnica e psiquiatra praticante.
Irei extrair o que achei interessante deste capítulo, o qual pode ser lido na sua íntegra na página 261 do referido livro.


"...As pessoas falam muito em seus sonhos de liberdade, mas muita gente fica assustada com a liberdade. Se eu parar de ganhar dinheiro por qualquer razão, não importa qual seja, nenhuma empresa cuidará de mim. Esse é um pensamento assustador para quase todo mundo. Não admira que tanta gente tenha ficado acostumada com a segurança de nossas gaiolas organizacionais.

Mas os animais em cativeiro desenvolvem todos os tipos de comportamentos neuróticos. Neurose comum é depedência em relação ao ciclo ganha-e-gasta. Aprendemos desde a infância que nosso lugar na sociedade é definido pelo que consumismos. Quem dirige um automóvel de US$50 mil é melhor e mais bem-sucedido que quem dirige um carro popular de US$15 mil, embora o vizinho que dirija um utilitário esportivo de US$120 mil também seja um ganhador ainda mais especial.
...Passamos a vida toda fazendo força para acompanhar os Silvas, e aqueles desgraçados nunca sossegam o facho. Estão sempre melhorando de vida e a gente tem que correr atrás.
A liberdade começa em nossas mentes, não em nossas contas bancárias. Para libertar-se, o ponto de partida é conscientizar-se de seus gastos. Você talvez conclua que precisa de muito menos do que supõe, trazendo a liberdade para muito mais perto de você."

O autor deste livro ainda cita um analista de Wall Street, Joe Dominguez, que poupou dinheiro suficiente para aposentar-se aos 31 anos.

Citações de Joe Dominguez em seu livro Your Money ou Your Life:

"Não estamos ganhando a vida, estamos ganhando a morte. Pense no trabalhador americano típico. O despertador toca às 6h45 e nosso homem ou mulher se levanta e começa a correr. Toma banho, veste o uniforme profissional - ternos ou taileurs para alguns, aventais para outros, brancos para os profissionais de saúde, jeans ou camisas de flanela para trabalhadores da construção civil. Café da manhã, se tiver tempo. Maleta executiva ou marmita, conforme o caso, e carro próprio ou transporte coletivo, naquele suplício diário chamado hora do hush. Jornada de trabalho das nove às cinco. Lidar com o chefe. Relacionar-se com os colegas de trabalho que vieram do inferno para atazanar a sua vida. Tratar com fornecedores. Enfrentar fregueses, clientes e pacientes. Fingir que está ocupado. Ocultar erros. Sorrir ao receber missões impossíveis. Suspirar de alívio quando a guilhotina conhecida como "restruturação" ou "enxugamento" - ou simplesmente programada de demissão voluntária - atinge outras cabeças e poupa a sua. Desvencilhar-se da carga de trabalho adicional. Olhar para o relógio. Discutir com sua consciência, mas concordar com o chefe. Sorrir de novo. Cinco horas. De volta ao carro ou ao transporte coletivo e de volta à estrada para enfrentar novamente o engarrafamento. Casa. Bancar o humano com cara-metade, filhos ou simplesmente co-locatários. Comer. Ver televisão. Finalmente dormir. Oito horas de fuga abençoada.

E chamam isso de ganhar a vida? Pense um pouco? Quantas pessoas você conhece que estão mais vivas no fim do que no início do dia de trabalho?...Será que não estamos nos matando - nossa saúde, nossos relacionamentos, nosso senso de alegria e de admiração - por nosso emprego? Estamos sacrificando a vida por dinheiro - mas acontece tão aos poucos que mal nos damos conta da realidade.
...Você tem o suficiente para a sobrevicência, o bastante para o seu conforto e até para alguns luxos, sem excessos que não o sobrecarreguem inutilmente. Basta uma situação segura, que lhe proporcione liberdade. Nada mais que autoconfiança e flexibilidade."

Conscientize-se de suas despesas. Use dinheiro em vez de plástico, sempre que possível.

Até a próxima,



Mensagens em imagens...



Parceria com Deus
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Parabéns pelo seu dia Mulher!

Muita Paz

Comentários Pessoais...


Queridos Amigos,

Recentemente o estado de Pernambuco foi abalado por esta notícia que transcrevo abaixo:

"Arcebispo excomunga médicos e parentes de menina que fez aborto depois de ser estuprada

Publicada em 05/03/2009 às 04h10m
Jornal da Globo

RECIFE - O arcebispo de Olinda e Recife excomungou nesta quarta-feira a mãe, os médicos e outros envolvidos no aborto legal feito por uma menina de 9 anos . O padrastro confessou que abusava da menina desde os 6 anos. Ao justificar sua ação, dom José Cardoso Sobrinho disse que, aos olhos da Igreja, o aborto foi um crime e que a lei dos homens não está acima das leis de Deus.

A menina está em uma maternidade pública do Recife. Assim que foi internada, na noite de terça-feira, começou a receber doses de um medicamento para interromper a gravidez de gêmeos. No fim da manhã de quarta, o aborto se consumou.

- Se a gravidez continuasse, o dano seria pior, podendo levar a uma gravidez de alto risco. O risco existiria até de morte ou de uma sequela definitiva de não poder mais engravidar - explica o médico Olímpio Moraes..

Mas, para a equipe médica, não foi uma decisão simples. A realização do aborto passou a contar com oposição declarada do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, um integrante da ala conservadora da Igreja.

- A lei de Deus está acima de qualquer lei humana. Então, quando uma lei humana, quer dizer, uma lei promulgada pelos legisladores humanos, é contrária à lei de Deus, essa lei humana não tem nenhum valor -, acredita.

Os médicos decidiram que a saúde da criança era mais importante e seguiram o que determina a lei dos homens.

- Há duas indicações legais no abortamento previsto em lei, que é o estupro e o risco de vida. Ela está incluída nos dois e, como médico, a gente não pode deixar que uma menina de 9 anos seja submetida a sofrimento e até pagar com a própria vida - rebate o médico.

A reação de arcebispo foi imediata. Assim que soube que o aborto havia sido consumado, dom José Cardoso Sobrinho disse que a Igreja Católica considera que houve um crime e um ato inaceitável para a doutrina. E decidiu: todas as pessoas que participaram do aborto, com exceção da criança, estão excomungadas da Igreja.

- Para incorrer nessa penalidade eclesiástica, é preciso maioridade. A Igreja, então, é muito benévola, quer dizer, sobretudo, com as pessoas de menor. Agora os adultos, quem aprovou, quem realizou esse abordo, incorreu na excomunhão. A Igreja não costuma comunicar isso. Agora, a gente espera que essa pessoa, em momentos de reflexão, não espere a hora da morte para se arrepender - afirma.
Entidades de defesa da mulher, da criança e do adolescente não concordam com a decisão do arcebispo.

- Há organizações que não levam em consideração a vida dessa menina em um momento como esse e fazem um enorme desserviço em criar uma polêmica em torno de um caso que está garantido por lei e que há uma decisão da responsável pela menor no sentido de encaminhar dessa forma como está sendo encaminhado - afirma a educadora do SOS Corpo Carla Batista.

O teólogo e ex-professor da PUC de São Paulo João Batistiole comentou a excomunhão dos envolvidos no aborto legal.

- É uma posição dura, difícil de entender, uma posição institucional. A Igreja perde um pouco da credibilidade perante seus fieis - avalia."


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Em um forum que participo veio levada esta questão à baila e me coloquei da seguinte maneira:

"Prezada _____________ e outros, bom dia.

Sou de Pernambuco e tenho acompanhado na mídia este caso , ao qual defino como , no mínimo, hediondo.

Não somente a criança de nove anos, mas também sua irmã (deficiente mental) de 14 anos vinham sendo constantemente submetidas ao exercício sexual com o padrasto nestes últimos anos; a mãe, declara (com uma certa indiferença até) que não desconfiava de nada.

Não é um caso raro, visto que acontece muito frequentemente pelo Brasil afora, mas nem por isso deixa de ser um agravante a nossa condição social/humana, que demonstra claramente que tipos de espíritos habitam ainda a Terra (nós inclusive, porque se já conseguimos sair deste estágio brutal ainda temos outros "erros" em nosso íntimo que levarão algum tempo para conseguirmos vencê-los).

Neste caso específico ainda existe o agravante da menina ter engravidado de gêmeos e, neste caso, depois de comprovado o fato (pego em flagrante) e determinado as punições cabíveis pela lei dos homens, vem a tão discutida questão do abortamento.

De acordo com a Lei humana o aborto realizado na garota (com o consentimento da mãe por escrito) é legal e garantido.

Na nossa condição de Cristãos TEMOS que optar pela negativa do abortamento, visto que defendemos a vida, e ao meu ver, esta foi a posição da Igreja Católica, a qual foi coerente com a sua doutrina (cega ou não), utilizando a única "arma" que possui para intimidar os que praticam este tipo de ato.

Ortodoxismos, intransigências e hipocrisias aparte, acho sinceramente que o que faltou para a igreja foi o esclarecimento e embasamento real para justificar a sua decisão, ficando esta na base do "é a lei de Deus e com a lei de Deus não se brinca".

Nós, os espíritas, temos hoje a consciência que, na sua base, tudo não passa de um resgate entre os envolvidos, que, aparentemente, infelizmente não escolheram o melhor caminho para sanar suas diferenças. Havendo então o delito.

A questão do abortamento em sí vem magistralmente explanada por kardec nas perguntas 355 até 360 do Livro dos Espíritos, das quais destaco abaixo:

359. Dado o caso que o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe
dela, haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar a segunda?
“Preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe.”


No caso citado, a escolha pelo abortamento, embora em desacordo com a Lei divina de amor a vida, foi, ao meu ver, a mais acertada pelo motivo de a criança já estar tendo dificuldades de saúde por motivo da gravidez.

Embora niguém possa indicar com certeza como terminaria a gravidez (porque se fosse até o final ela talvez pudesse até ser bem sucedida), mas a medicina e a justiça fizaram o que acharam mais coerente para preservar a vida e a saúde da criança, em tempo hábil e de acordo com os ensinamentos dos espíritos.

Muita Paz para todos"

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E em uma conversa com um amigo Protestante ele trouxe também a visão da igreja ir contra o que prega e se utilizar da lei "faça o que digo e não faça o que faço" exposto no texto que me enviou por email, o qual transcrevo abaixo:

"João, esta é minha opinião, leia a matéria antes:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u529691.shtml

“Por causa do Senhor sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei; como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal, e honrar os que praticam o bem”. (I Pedro 2:13-14)

É fácil assumir as consequências quando não há responsabilidade ou autoridade acima para repreender, no entanto é incompreensível então a igreja não reconhecer a autoridade de Cristo para se submeter a ela.

Não pelo fato da excomunhão, pois por entender que é um grupo social, apesar de ferir questões de fé e credibilidade dos fiéis, a igreja pode aceitar ou não qualquer um como seu membro, mas não afirmar que se uma pessoa se submeteu às leis dos homens automaticamente está indo de encontro à lei de Deus.
Incoerente e confuso, não?

Creio que o problema é a falta de foco, pois quando a igreja deveria estar focada no ensinamento de Deus, está mais arraigada na doutrina que homens criaram, e o fato de preservar a vida da menina não seria tão quão importante preservar a vida dos gêmeos? O detalhe é que além de ter preservado a vida (não dos filhos, mas da mãe), ainda os médicos seguiram a lei dos homens, apenas uma escolha tinha de ser feita, e foi a mais sensata, inclusive dentro de qualquer entendimento à luz de Cristo, pois a menina não merece sofrer e arriscar sua vida por uma consequência de um pecado cometido contra Deus e contra a sociedade por outro indivíduo."


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Mesmo sem querer julgar ou condenar a ninguém fica, como falou o querido amigo, muito difícil compreender uma instituição que utiliza de valores dúbios e duplos para julgar a sí e aos seus fieis.

Não é de se estranhar que, por conta esta falta de coerência apresentada pela Igreja Católica, estejam se distanciando dela cada vez mais fieis. Quer seja na Europa - onde muitas Igrejas estão fechando, Na América - Onde o protestantismo impera, ou no Brasil - onde ela cai vertiginosamente 7% ao ano, segundo dados do IBGE.

De acordo com estes mesmos dados o Espiritismo é a segunda religião em crescimento no país, crescento 4% ao ano e ficando apenas atrás das igrejas protestantes, que crescem 8% ao ano.

Este abandono de crenças arcaicas e sem respostas exibe um sentimento que pode ser cada vez mais sentido em plena sociedade: a necessidade de explicação e esclarecimento tanto quanto de salvação.

Busquemos conhecer a nosa base, o evangelho de Jesus, praticar seus ensinamentos em nossas vidas, e "tudo mais nos será dado por acréscimo de misericórdia."

Muita paz.

Emmanuel conosco...


"QUANDO


QUANDO, nas horas de íntimo desgosto,
o desalento te invadir a alma
e as lágrimas te aflorarem aos olhos
Busca-Me: eu sou Aquele que sabe sufocar-te o pranto
e estancar-te as lágrimas;

QUANDO te julgares incompreendido pelos que te circundam
e vires que em torno a indiferença recrudesce,
acerca-te de Mim: eu sou a LUZ,
sob cujos raios se aclaram a pureza de tuas intenções
e a nobreza de teus sentimentos;

QUANDO se te extinguir o ânimo, as vicissitudes da vida,
e te achares na eminência de desfalecer,
chama-Me: eu sou a FORÇA, capaz de remover-te as pedras dos caminhos
e sobrepor-te às adversidades do mundo;

QUANDO, inclementes, te açoitarem os vendavais da sorte
e já não souberes onde reclinar a cabeça,
corre para junto de Mim: eu sou o REFÚGIO,
em cujo seio encontrarás guarida para o teu corpo
e tranqüilidade para o teu espírito;

QUANDO te faltar a calma, nos momentos de maior aflição,
e te julgares incapaz de conservar a serenidade de espírito,
invoca-Me:eu sou a PACIÊNCIA, que te faz vencer os transes mais dolorosos
e triunfar nas situações mais difíceis;

QUANDO te abateres nos paroxismos da dor
e tiveres a alma ulcerada pelos abrolhos dos caminhos,
grita por Mim: eu sou o BÁLSAMO, que te cicatriza as chagas
e te minora os padecimentos;
QUANDO o mundo te iludir com suas promessas falazes
e perceberes que já ninguém pode inspirar-te confiança,
vem a Mim: eu sou a SINCERIDADE,
que sabe corresponder à fraqueza de tuas atitudes e à exelcitude de teus ideais;

QUANDO a tristeza e a melancolia te povoarem o coração
e tudo te causar aborrecimento,
clama por Mim: eu sou a ALEGRIA,que te insufla um alento novo
e te faz conhecer os encantos de teu mundo interior;

QUANDO, um a um, te fenecerem os ideais mais belos
e te sentires no auge do desespero,
apela para Mim: eu sou a ESPERANÇA,
que te robustece a fé e acalenta os sonhos;

QUANDO a impiedade se recusar a relevar-te as faltas
e experimentares a dureza do coração humano,
procura-Me: eu sou o PERDÃO,
que te eleva o ânimo e promove a reabilitação de teu espírito;

QUANDO duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções,
e o ceticismo te avassalar a alma,
recorre a Mim: eu sou a CRENÇA,
que te inunda de luz o entendimento
e te reabilita para a conquista da felicidade;

QUANDO já não aprovares a sublimidade de uma afeição sincera
e te desiludires do sentimento de seu semelhante,
aproxima-te de Mim: eu sou a RENÚNCIA,
que te ensina a olvidar a ingratidão dos homens
e a esquecer a incompreensão do mundo;

QUANDO, enfim, quiseres saber quem Sou,
pergunta ao riacho que murmura e ao pássaro que canta,
à flor que desabrocha e à estrela que cintila,
ao moço que espera e ao velho que recorda.
Eu sou a dinâmica da vida e a harmonia da natureza;

Chamo-me AMOR, o remédio
para todos os males que te atormentam o Espírito.
Estende-me, pois, a tua mão... alma filha de minha alma que eu te
conduzirei, numa sequência de êxtases e deslumbramentos, às serenas
mansões do infinito, sob a luz brilhante da eternidade.

Deus"

Autor Desconhecido
(Recebí por email)

Emmanuel conosco...


LAMA E CORPO


Não nos esqueçamos de que o corpo na Terra é o filtro vivo de nossa alma.

Nossos pensamentos expressar-se-ão, segundo o que sentimos, tanto quanto nossos atos serão exteriorizados conforme pensamos.

Todos os processos emocionais do coração atingem o cérebro, de onde se irradiam para o campo das manifestações e das formas.

Sensações e atitudes mais íntimas se nos mostram, invariavelmente, na vida de relação.

A gula produz a deformidade física.

O orgulho estabelece a irritação sistemática.

A vaidade conduz à perturbação.

A cólera dá origem a graves desequilíbrios.

O ciúme leva ao ridículo.

A maldade se transforma em delito.

O desânimo alimenta o caruncho da inutilidade.

A ignorância faz a penúria.

A tristeza improdutiva cria moléstias fantasmas.

Os hábitos indesejáveis trazem a antipatia em torno de quantos a eles se afeiçoam.

A paixão, não raro, conduz à morte.

Cada sentimento emite raios e forças intangíveis que lhe serão característicos.

Cultivemos a bondade, a compreensão e a alegria, porquanto nelas possuímos o manancial das energias de soerguimento e elevação da alma para Deus, nosso Pai e Misericordioso Senhor.

Nem corpo inteiramente mergulhado na Terra, nem espírito integralmente absorvido na contemplação do firmamento.

A árvore produz para o mundo, sustentando a vida, de raízes imersas no solo e de copa florida a espraiar-se em pleno Céu.

Aprendamos com a natureza.

A situação ideal será sempre a do equilíbrio com a vigilância concentrada por dentro.

Por isso mesmo, há muitos séculos, já nos afirmava a profecia: - “Guardai com carinho e cuidado o coração porque realmente dele é que procedem as correntes da vida”.


Pelo Espírito Emmanuel
Do livro: Neste Instante
Médium: Francisco cândido Xavier.

Sabedoria em gotas...


153

Você faz o destino.

Muitos imputam tudo ao destino: o ganho na loteria, a doença, o acidente, o desemprego, a pobreza...

Não é correto pensar assim. A vida sempre nos responde na medida em que pensamos e agimos.

Você mesmo é quem constrói o seu destino, reflexo de suas próprias ações. Um destino de paz e felicidade se edifica através de ações do bem. O de tristeza e dor, por meio de omissões comprometedoras, de pensamentos e atos lesivos aos outros.

O destino se escreve na alma an­tes de chegar às situações da vida.


LOPES, Lourival. Gotas de Esperança. 17. ed. Brasília: Otimismo. 2005.

Emmanuel conosco...


ÊXITOS E INSUCESSOS

“Sei viver em penúria e sei também viver em abundância.”
Paulo. (Filipenses, cap. 4, v. 12)

Em cada comunidade social, existem pessoas numerosas, demasiadamente preocupadas quanto aos sucessos particularistas, afirmando-se ansiosas pelo ensejo de evidência. São justamente as que menos se fixam nas posições de destaque, quando convidadas aos postos mais altos do mundo, estragando, desastradamente, as oportunidades de elevação que a vida lhes confere.
Quase sempre, os que aprenderam a suportar a pobreza é que sabem administrar, com mais propriedade, os recursos materiais.
Por esta razão, um tesouro amontoado para quem não trabalhou em sua posse é, muitas vezes, causa de crime, separatividade e perturbação.
Pais trabalhadores e honestos formarão nos filhos a mentalidade do esforço próprio e da cooperação afetiva, ao passo que os progenitores egoístas e descuidados favorecerão nos descendentes a inutilidade e a preguiça.
Paulo de Tarso, na lição à igreja de Filipos, refere-se ao precioso imperativo do caminho no que se reporta ao equilíbrio, demonstrando a necessidade do discípulo, quanto à valorização da pobreza e da fortuna, da escassez e da abundancia.
O êxito e o insucesso são duas taças guardando elementos diversos que, contudo, se adaptam às mesmas finalidades sublimes. A ignorância humana, entretanto, encontra no primeiro o licor da embriaguez e no segundo identifica o fel para a desesperação. Nisto reside o erro profundo, porque o sábio extrairá da alegria e da dor, da fartura ou da escassez, o conteúdo divino.

EMMANUEL
(Do livro Pão Nosso, 56, FCXavier, FEB)

E se a morte chegasse agora?



Se você soubesse que hoje iria morrer – o que faria?

Esta pergunta foi feita a um homem, no século XIII. Era um homem iluminado.

Nascido em berço de ouro, conheceu as delícias da abastança. Filho de rico mercador, trajava-se com os melhores tecidos da época.

Sua adolescência e juventude foram impregnadas das futilidades daqueles dias, em meio a expressivo número de amigos.

Assim transcorria sua vida, quando um chamado se deu a esse jovem.

Então, ele se despiu dos trajos da vaidade e se transformou no Irmão Francisco, o Irmão dos Pobres.

Sua alma se encheu de poesia e ele passou a compor versos para as coisas pequeninas, mas muito importantes, da natureza.

Chamou irmãos à água, ao vento, ao sol, aos animais. Sua alma exalava o odor da alegria que lhe repletava a intimidade.

Muitos amigos o seguiram, abraçando os lemas da obediência, pobreza e castidade. Amigos na opulência, amigos na virtude.

Certo dia, enquanto arrancava do jardim as ervas daninhas, Frei Leão, que o observava, lhe perguntou:

Irmão Francisco, se você soubesse que morreria hoje, o que faria?

Francisco descansou o ancinho, por um instante. Seus olhos, apagados para as coisas do mundo passageiro, pareceram contemplar paisagens interiores de beleza.

Suspirou, pareceu mergulhar o olhar para o mais profundo de si e respondeu, sereno:

Eu? Eu continuaria a capinar o meu jardim.

E retomou a tarefa, no mesmo ritmo e tranquilidade.

Quantos de nós teríamos condições de agir dessa forma? A morte nos apavora a quase todos.

Tanto a tememos que existem os que sequer pronunciamos a palavra, porque pensamos atraí-la.

Outros, nem comparecemos ao enterro de colegas, amigos, porque dizemos que aquilo nos deprime, quando não nos atemoriza.

Algo como se ela nos visse e se recordasse de nos vir apanhar.

E andamos pela vida como se nunca fôssemos morrer. Mas, de todas as certezas que o mundo das formas transitórias nos oferece, nenhuma maior que esta: tudo que nasce, morre um dia.

Assim, embora a queiramos distante, essa megera ameaçadora que chega sempre em momentos impróprios, ela vem e arrebata os nossos amores, os desafetos, nós mesmos.

Por isso, importante que vivamos cada dia com toda a intensidade, como se nos fosse o derradeiro.

Não no sentido de angústia, temor, mas de sabedoria. Viver cada amanhecer, cada entardecer e cada hora, usufruindo o máximo de aprendizado, de alegria, de produção.

Usar cada dia para o trabalho honrado, que nos confira dignidade. Estar com a família, com os amigos.

Sorrir, abraçar, amar.

Realizar o melhor em tudo que façamos, em tudo que nos seja conferido a elaborar. Deixar um rastro de luz por onde passemos.

Façamos isso e, então, se a morte nos surpreender no dobrar dos minutos, seguiremos em paz, com a consciência de Espíritos que vivemos na Terra doando o melhor e, agora, adentraremos a Espiritualidade, para o reencontro com os amores que nos antecederam.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita
Em 27.02.2009.


Programas de Rádio ...


28/02 - Esclarecimentos sobre mediunidade e reuniões mediúnicas

Mensagens em imagens...



Nossa vida pautada no evangelho

Presença de André Luiz...


DOENÇAS IMAGINÁRIAS

Somos defrontados com freqüência por aflitivo problema cuja solução reside em nós.

A ele debitamos longas fileiras de irmãos nossos que não apenas infelicitam o lar onde são chamados à sustentação do equilíbrio, mas igualmente enxameiam nos consultórios médicos e nas casas de saúde, tomando o lugar de necessitados autênticos.

Referimo-nos às criaturas menos vigilantes, sempre inclinada ao exagero de quaisquer sintomas ou impressões e que se tornam doentes imaginários, vítimas que se fazem de si mesmas nos domínios das moléstias-fantasmas.

Experimentam, às vezes, leve intoxicação, superável sem maiores esforços, e, dramatizando em demasia pequeninos desajustes orgânicos, encharcam-se de drogas, respeitáveis quando necessárias,mas que funcionam a maneira de cargas elétricas inoportunas, sempre que impropriamente aplicadas.

Atingido esse ponto, semelhantes devotos da fantasia e do medo destrutivo caem fisicamente em processos de desgastes,cujas as conseqüência ninguém pode prever, ou entram, modo imperceptíveis para eles, nas calamidades sutis da obsessão oculta, pelas quais desencarnados menos felizes lhes dilapidam as forças.

Depois disso, instalada a alteração do corpo ou da mente, é natural que o desequilíbrio real apareça e se consolide, trazendo até mesmo a desencarnação precoce, em agravo de responsabilidade daqueles que se entibiam diante da vida, sem coragem para trabalhar, sofrer e lutar.

Precatemo-nos contra esse perigo absolutamente dispensável.

Se uma dor aparece, auscultemos nossa conduta, verificando se não demos causa à benéfica advertência da Natureza.

Se surge a depressão nervosa, examinemos o teor das emoções a que estejamos entregando as energias do pensamento, de modo a saber se o cansaço não se resume a um aviso salutar da própria alma,para que venhamos a clarear a existência e o rumo.

Antes de lançar qualquer pedido angustiado de socorro, aprendamos a socorrer-nos através da auto-análise,criteriosa e consciente.

Ainda que não seja por nós, façamos isso pelos outros, aqueles outros que nos amam e que perdem, inconseqüentemente, recurso e tempo valiosos, sofrendo em vão com a leviandade e a fraqueza de que fornecemos testemunhos.

Nós que nos esmeramos no trabalho desobssessivo, em Doutrina Espírita, consagremos a possível atenção a esse assunto, combatendo as doenças-fantasmas que são capazes de transformar-nos em focos de padecimentos injustificáveis a que nos conduzimos por fatores lamentáveis de auto-obsessão.

ANDRÉ LUIZ
(Do livro "Estude e Viva", FCXavier e Waldo Vieira)

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