Emmanuel conosco...


Mãos em serviço


“E Jesus, estendendo as mãos, tocou-o, dizendo:
“quero sê limpo”...
(MATEUS, 8:3)



Mãos estendidas!. . . .

Quando estiveres meditando e orando, recorda que todas as grandes idéias se derramaram, através dos braços, para concretizarem as boas obras.

Cidades que honram a civilização, indústrias que sustentam o povo, casa que alberga a família, gleba que produz, são garantidas pelo esforço das mãos.

Médicos despedem largo tempo em estudo para a conquista do título que lhes confere o direito de orientar o doente; no entanto, vivem estendendo as mãos no amparo aos enfermos.

Educadores mergulham vários lustros na corrente das letras, adquirindo a ciências de manejá-las; contudo, gastam longo trecho da existência, estendendo as mãos no trabalho da escrita.

Cada reencarnação de nosso espírito, exige braços abertos do regaço maternal que nos acolhe.

Toda refeição, para surgir, pede braços em movimento.

Cultivemos a reflexão para que se nos aclare o ideal, sem largar o trabalho que no-lo realiza.


Jesus, embora pudesse representar-se por milhões de mensageiros, escolheu vir ele próprio até nós, colocando mãos no serviço, de preferência em direção aos menos felizes.

Pensemos nele, o Senhor. E toda vez que nos sentirmos cansados, suspirando por repouso indébito, lembremo-nos de que as mãos do Cristo, após socorrer-nos e levantar-nos, longe de encontrarem apoio repousante, foram cravadas no lenho do sacrifício, do qual, conquanto escarnecidas e espancadas, ainda se despediram de nós, entre a palavra do perdão e a serenidade da bênção.

EMMANUEL
Do livro Palavras de vida eterna,Ed. CEC
psicografado por Francisco Cândido Xavier

Perguntas dos amigos...


Queridos amigos, bom dia.

Recebemos hoje através do nosso formulário "Entre em contato" a pergunta mostrada logo abaixo, infelizmente a amiga que enviou não colocou o seu email corretamente, para que pudéssemos entrar em contato direto com ela, por isso estou postando aqui na esperança que ela ao acessar novamente o www.bomespirito.com veja a sua resposta.

"Eu sou espirita,gostaria de saber como ,fazer em um desencarnar de um trabalhador do centro espirita, que faço? O católico tem uma missa! E o espirita tem o quê"?

Prezada Amiga,

É realmente muito pertinente sua questão porque na grande maioria dos casos as pessoas realmente ficam com esta dúvida.

Diferente da religião católica os Espíritas não utilizam estes sacramentos e rituais como: Confissão dos pecados, Extrema unção, Missa para encomendar a alma, Missa de 7º dia, 30 dias e etc; embora respeitemos as crenças e decisões das outras religiões em relação aos seus dogmas e práticas.

A Doutrina Espírita por entender que não precisamos de "intermediário" para chegar a Jesus e também que cada um de nós é responsável pelo seu estado mais feliz, ou menos feliz, nos orienta que, ao desencarnar, cada espírito se encontrará em um estado que apresentará sintonia com os seus comportamentos e companhias em vida, permanecendo assim pelo tempo que necessitar.

Na maioria das vezes temos amigos espirituais nos aguardando para receber e orientar do outro lado, embora passemos por algum tempo de desorientação, que pode ser maior ou menor; mas isto tudo já no plano espiritual.

No plano material a situação é outra. Mesmo que estejamos convictos que o amigo que partiu esteja bem e em uma situação de amparo espiritual, todos ficamos com o sentimento da perda em nossos corações, principalmente os familiares e os mais íntimos.

Por estarmos em um país onde a grande maioria é católica e, provavelmente, uma parte da família do desencarnado será de outra religião que não a Espírita, acredito que deva ser levada em conta a adoção do velório, dando às pessoas que necesitem, uma última chance de olhar para o corpo do desencarnado; alguns espíritos dizem inclusive que espíritos em resgate muitas vezes participam de seu próprio velório.

O enterro é tradicional na lei brasileira e, em alguns estados, pode-se optar pela cremação; estes dois atos são necessários inclusive para descartar os despojos materiais que logo entrarão em decomposição.

Chega então a parte mais sensível do acompanhamento do desencarne, quando o corpo já está enterrado e se preparam os rituais de passagem/lembrança para o desencarnado.

Como eu disse antes, muitos dos familiares do desencarnado podem ser de outra religião, provavelmente católicos, neste caso é normal que realizem missas e outros rituais para auxiliar o espírito do desencarnado a ir para o céu.

Como um espírita deve se portar nesta situação? Vou reponder por mim: sempre que me convidam para ir a uma missa eu compareço e participo com todo respeito que é devido a situação; embora não faça os rituais, cânticos, senta-levanta, etc. Fico sentado e faço minhas orações em benefício do desencarnado. A mesma coisa faço também em enterros. Embora não goste de enterros, fui a dois(minha avó e meu avô) e respeitei as pessoas que alí estavam com suas crenças diferentes da minha e suas atitudes de tristeza e desespero (é inclusive uma boa oportunidade para praticar o consolo para os que precisam).

É necessário lembrar sempre que os sentimentos que apresentamos aqui na carne, em relação aos que partiram antes de nós, sempre chegam até eles. E se forem de desespero, dor, tristeza intensa ou depressão, os nossos queridos sentirão tudo isso; se forem, ao contrário, sentimentos de amor, bondade, boas lembrancas, eles se sentirão mais fortes e revigorados a seguirem o seu caminho.

Ficar triste com a partida de um ente querido é normal, o que devemos evitar é ficar chamando o tempo todo pelo desencarnado ("fulano, me ajude"; "fulano, como vou vencer este problema"; "fulano, fale com jesus para me ajudar", etc), porque este procedimento prejudica MUITO a paz e a tranquilidade do espírito nosso amigo, que se desespera porque não pode nos auxiliar.

Como espíritas, esclarecidos pelos postulados da Doutrina, devemos evitar este tipo de comportamento e informar os outros também. Muitas vezes, mesmo em pessoas com religiões diferentes, existe um respeito e aceitação às informações que vem dos espíritas, porque as pessoas consideram que nós estamos "mais próximos" dos que se foram do que elas próprias.

Algumas vezes poderão chegar para você e dizer "eu queria falar com fulano, como posso fazer"? ou então "mas já faz tanto tempo que ele morreu, será que não vai mandar um recado"? E a estas pessoas devemos explicar que tudo no mundo espiritual segue um procedimento organizado e que muitas vezes os espíritos não podem ou não devem se comunicar com os encarnados naquele momento porque seria pior para ambos.

Por fim, no centro espírita não temos missa ou culto especial para os que desecarnam, porém podemos ter um minuto para uma prece em favor do espírito desencarnado; fazer vibrações de paz e amor nas reuniões mediúnicas da casa; lembrarmos dele(a) em nossas orações diárias e contribuir assim, com nossas orações, para o seu desenvolvimento no mundo espiritual, como nos orienta o Livro dos Espíritos; lembrando sempre que não é a quantidade de orações que vai fazer a diferença e sim a qualidade do sentimento de amor que eu coloque em minhas palavras.

Espero ter auxiliado a sua dúvida e quero lembrar que as opiniões acima são pessoais minhas, não posso falar pela Doutrina Espírita, porque não tenho moral para isso; mas acredito que estejam coerentes com o que pregamos.

Muita Paz.

Sabedoria em gotas...


204

Cale a palavra que ofende.


Se você pensa que vai atingir somente o outro, está enganado. Você será o maior atingido.

Detenha-a. A palavra ofensora fere primeiramente a você antes de partir na direção do outro.

Há uma "energia" ligando você à outra pessoa. Essa energia vem de Deus e chama-se amor. Você não pode usar dessa "energia" para o mal.

Os seus pensamentos "manipulam" essa "energia", dosam-na, expandem-na. Só os bons surtem resultados. Os maus isolam-na, refluem-na, não se combinam com ela.

Deus nos criou para nos ligarmos amorosamente uns aos outros.

LOPES, Lourival. Gotas de Esperança. 17. ed. Brasília: Otimismo. 2005.

Suportar o inevitável...



Eu poderia suportar todos os males que a vida me impusesse, menos uma coisa: a cegueira. Isso jamais eu poderia aguentar.

Estas foram palavras do famoso novelista e dramaturgo americano, Booth Tarkington, vencedor do prêmio Pulitzer.

Cada um de nós poderia então questionar: dos males, das provas da vida, qual seria aquela ou aquelas que não suportaríamos?

Todos temos limites e medos é certo. Então, até quando, ou, até o quê podemos, cada um de nós, suportar?

O Sr Tarkington viveu uma experiência muito especial neste sentido.

Um dia, quando já estava com seus sessenta e poucos anos, olhou o tapete que cobria o assoalho.

As cores estavam confusas, opacas. Não podia distinguir o desenho.

Foi a um especialista. Soube então da trágica verdade: estava perdendo a vista. Um olho já estava quase inutilizado; o outro seguia o mesmo caminho.

Acontecera-lhe o que ele mais temia.

E como foi que Tarkington reagiu diante do pior dos desastres? Será que pensou: Aí está! Eis o fim de minha vida...

Não, absolutamente. Para sua própria surpresa, sentiu-se quase alegre. Lançou mão até mesmo do seu senso de humor.

Pequenas manchas flutuantes perturbavam-lhe a visão, passavam-lhe pelos olhos e impediam-no de ver.

Contudo, quando a maior delas passava pelos olhos, costumava dizer:Olá! Lá está o vovô de novo! Para onde será que vai nesta bela manhã?

De que modo poderia o destino dominar tal Espírito? A resposta é: não poderia de maneira nenhuma.

Quando a cegueira total o envolveu, ele comentou: Verifiquei que podia suportar a perda de meus olhos exatamente como o homem pode suportar qualquer outra coisa.

Se perdesse todos os meus cinco sentidos, sei que poderia viver dentro da minha mente, pois é através do cérebro que vemos, e é nele que também vivemos, quer saibamos disso ou não.

Na esperança de recuperar a vista, submeteu-se, nos anos seguintes, a mais de doze operações, delicadas, incômodas.

Revoltou-se, por acaso, contra isso? Não. Sabia que isso precisava ser feito. Compreendia que não lhe era possível escapar de tal contingência. Aceitava tudo com extrema dignidade.

Recusou o quarto particular que lhe reservaram no hospital e foi para uma enfermaria comum, onde pudesse estar em companhia de outras pessoas que também sofriam reveses.

Quando teve que se submeter às repetidas operações, procurava se lembrar do quanto era afortunado:

É maravilhoso! É maravilhoso ver-se como a ciência pode agora realizar operações numa coisa tão delicada quanto os olhos humanos!

Muitos outros, passando por tudo que ele passou, teriam se transformado em trapos humanos e desistido de tudo, porém, Tarkington mostrou que é possível, que é sempre possível suportar o inevitável.

* * *

Suportar o inevitável significa ter resignação, esta aceitação do coração ao que a vida nos impõe pelas leis naturais do Universo.

Sabendo que Deus é soberanamente justo e bom, e que Suas Leis são perfeitas, não há o que temer.

Os fardos que carregamos sempre são proporcionais à nossa capacidade de suportá-los.

Os fardos sempre nos fazem mais fortes, mais esclarecidos e maduros, quando suportados com resignação e coragem.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 9 do livro Como evitar preocupações e começar a viver, de Dale Carneggie. ed. Companhia Editora Nacional.
Em 25.05.2009.

Mensagens em imagens...



Felicidade

Espaço de Humberto...


EM LOUVOR DO LIVRO


Estranha você, meu irmão, que os Espíritos desencarnados façam coro com os intelectuais de nosso tempo, devotando-se à organização de livros que concorram no mercado das idéias e das letras e acrescenta:

- "Não precisamos de novos livros e sim de mãos e pés, consagrados à caridade positiva, a fim de que os famintos e os doentes, os desabrigados e os infelizes tenham alimento e remédio, casa e consolo."

Francamente, não somos contrários ao seu programa.

Acreditamos, com o Apóstolo, que a fé sem obras é um cadáver bem adornado; entretanto, admitimos que você não é justo para com a sementeira da educação.

Que seria do mundo sem a bênção do livro? Existiria, acaso, qualquer civilização sem ele?

Veículo do pensamento, confia-nos a luz espiritual dos grandes orientadores do passado.

Graças a ele, Hermes e Moisés, Sócrates e Platão acham-se vivos na Terra, com a mesma sabedoria e com a mesma sublimidade do momento remoto em que passaram entre os homens.

Reporta-se você, muitas vezes, ao necessário movimento da piedade cristã; contudo, que seria do Cristianismo sem o Evangelho registrado em caracteres de forma?

Realmente, o nosso Divino Mestre, segundo recorda a sua palavra conselheiral, não escreveu qualquer pergaminho destinado à posteridade; no entanto, não parece haver desconhecido o valor do ensinamento repetido e multiplicado. Não foi o próprio Jesus que recomendou, certa vez, aos aprendizes:

“Ide e pregai o Evangelho a todas as nações”?

Diz você, com veemência e austeridade:

- “Cristo não necessita de propaganda. Cristianismo é caridade”.

Que a Boa Nova é amor santificante, em ação, não duvidamos; mas, ao que se nos afigura, Jesus não subestimou a propaganda, quando esteve pessoalmente entre nós. Se efetivamente multiplicou os pães e os peixes no monte, se curou leprosos e cegos, obsediados e paralíticos, em nenhuma circunstância menosprezaram a pregação do Reino de Deus. Depois da Ressurreição, quando os trabalhos da caridade já funcionavam harmoniosamente em Jerusalém, ei-lo que volta das Esferas Celestiais, em pessoa. Para encher novos cestos de saborosa vianda ou para transformar a água em vinho, satisfazendo aos caprichos do povo? Não. Regressava o Senhor, a fim de chamar Paulo de Tarso, nominalmente, para atender à extensão dos serviços evangélicos, comprometidos pelo acúmulo das obras de alimentação e assistência hospitalar.

E diga-se, com franqueza, com toda a reverência aos demais componentes do colégio apostólico, que a Boa Nova não encontraria mais digno agente de publicidade que aquele sincero e intransigente Doutor da Lei, convocado por Jesus, às portas de Damasco, para a distribuição ativa dos princípios salvadores.

É pelo concurso do livro que o Senhor e seus continuadores diretos se comunicam com os discípulos contemporâneos.

Através dos serviços gráficos, recebemos as interpretações renovadoras do ensinamento cristão para todos os climas culturais da atualidade. E não fosse a cooperação do livro, que seria da religião, da ciência, da filosofia, da política, da técnica industrial, da arte e da socialização?

O posto da caridade que alimenta e agasalha é, indubitavelmente, sublime; mas sem a colaboração direta e eficiente da escola que educa e aperfeiçoa, pode converter-se em tutela da ociosidade e do vício.

A sua imagem das mãos e dos pés, imprescindíveis à materialização do socorro fraterno, traz-me à lembrança a necessidade de lâmpadas numerosas para as sombras da noite. Quando a treva se estende, é imperioso que as acendamos; mas, se não houver usina que as sustente, de que nos valeria a elevada expressão em que se alinham?

Quando a dor alonga os tentáculos da aflição sobre a vida, de que nos serviriam milhões de mãos e pés, sem equilíbrio, sem orientação adequada, sem ideal edificante ou sem estímulo ao bem?

Decididamente, você dispõe do amplo direito de proteger a benemerência pública, onde, como e quando você quiser; entretanto, meu amigo, para ser caridoso também conosco, não menoscabe o livro como instrumento de educação.


pelo Espírito Irmão X,
Do Livro: Irmãos Unidos,
Médium: Francisco Cândido Xavier

Presença de André Luiz...


LEMBRANÇAS ÚTEIS

Não viva pedindo orientação espiritual, indefinidamente. Se você já possui duas semanas de conhecimento cristão, sabe, à saciedade, o que fazer.

Não gaste suas energias, tentando consertar os outros de qualquer modo. Quando consertamos a nós mesmos, reconhecemos que o mundo está administrado pela Sabedoria Divina e que a obrigação de cooperar invariavelmente para o bem é nosso dever primordial.

Não acuse os Espíritos desencarnados sofredores, pelos seus fracassos na luta. Repare o ritmo da própria vida, examine a receita e a despesa, suas ações e reações, seus modos e atitudes, seus compromissos e determinações, e reconhecerá que você tem exatamente o que semeia.

Não recorra sistematicamente aos amigos espirituais quanto a comezinhos deveres que lhe competem no caminho comum. Eles são igualmente ocupados, enfrentam problemas maiores que os seus, detêm responsabilidades mais graves e imediatas, e você, nas lutas vulgares da Terra, não teria coragem de pedir ao professor generoso e benevolente que desempenhasse funções de ama-seca.

Não espere a morte para solucionar as questões da vida, nem alegue enfermidade ou velhice para desistir de aprender, porque estamos excessivamente distantes do Céu. A sepultura não é uma cigana, cheia de promessas miraculosas, e sim uma porta mais larga de acesso à nossa própria consciência.

Pelo Espírito André Luiz,
Do Livro: Agenda Cristã,
Médium: Francisco Cândido Xavier

Programas de Rádio ...



Entrevista com João Batista Sobrinho
no programa Falando Sério - dia 18/05/09

Temas abordados:
O que é espíritismo; Umbanda e espiritismo - diferenças e similaridades;
Reencarnação e justiça divina; Jesus para o espiritismo; A melhor religião
entre outros.



Programa Fonte de Luz:
16/05/09 - Crença em Deus, Auxílio espiritual, Julgamentos dos religiosos, Reforma íntima,

Espaço de Humberto...


O ESCRIBA ENGANADO


Achava-se o Mestre em casa de Pedro, contudo, em localidades diversas, em derredor do grande lago, propalava-se-lhe a Boa Nova. Comentavam-se-lhes as preleções qual se fora ele um príncipe desconhecido, chamado à restauração nacionalista.

Se aparecia em público, era apontado como revolucionário em vias de levantar a bandeira de antigas reivindicações e, quando no santuário doméstico, recebia visitas corteses e indagadoras. Não surgiam, no entanto, tão somente os que vinham consultá-lo acerca de princípios libertários, mas também os que, inflados de superioridade, vinham discutir os problemas da fé.

Foi assim que o escriba Datan se acercou familiarmente dele, sobraçando rolos volumosos e guardando ares de mistério na palavra sigilosa e malevolente.

Fez solene preliminar, explicando os motivos de sua vinda.

Estudara muitíssimo. Conhecia o drama de Israel, desde os primórdios.

Possuía velhos escritos, referentes às perseguições mais remotas. Arquivara, cuidadoso, preciosas tradições ocultas que relatavam os sofrimentos da raça na Assíria e no Egito. Encontrava-se em ligação com vários remanescentes de sacerdotes hebreus de outros séculos. Discutia, douto e perspicaz, sobre o passado de Moisés e Aarão, na pátria dos faraós, e recolhera conhecimentos novos, com respeito à Terra da Promissão.

Em virtude da inteligência inata com que sabia tratar os problemas do revelacionismo, declarava-se disposto a colaborar no restabelecimento da verdade.

Pretendia contribuir, não só com o verbo inflamado, mas também com a bolsa no banimento sumário de todos os exploradores do Templo.

Depois de pormenorizada exposição que o Senhor ouviu em silêncio, aduziu o escriba entusiasta:

- Mestre, não será indiscutível a necessidade de reforma da fé?

- Sim... - confirmou Jesus, sem comentários. Datan, extremamente loquaz, prosseguiu:

- Venho trazer-te, pois, a minha solidariedade sem condições. Dói-me contemplar a Casa Divina ocupada por ladrões e cambistas sem consciência. Sou cultivador da Lei, rigorista e intransigente. Tenho o Levítico de cor, para evitar o contacto de pessoas e alimentos imundos. Cumpro as minhas obrigações e não suporto a presença de quantos dilapidam o altar, sob pretexto de protegê-lo.

Fixou expressão colérica no olhar de raposa ferida, baixou o tom de voz, à maneira de denunciador comum, e anunciou sussurrante:

- Tenho comigo a relação de todos os lagartos e corvos que insultam o santuário de Deus. Ser-te-ei devotado colaborador para confundi-los e exterminá-los. Meus pergaminhos são brasas vivas da verdade. Conheço os que roubam do povo miserável a benefício dos próprios romanos que, nos dominam. O Templo está cheio de rapinagem. Há feras em forma humana que ali devoram as riquezas do Senhor, lendo textos sagrados. São criaturas melosas e escarninhas, untuosas e traidoras...

O Cristo ouvia sem qualquer palavra que lhe demonstrasse o desagrado e, ébrio de maledicência, o visitante desdobrou um dos rolos, fixou alguns apontamentos e acrescentou:

- Vejamos pequena galeria de criminosos que, de imediato, precisamos conter.

O rabino Jocanan vive cercado de discípulos, administrando lições, mas é proprietário de muitos palácios, conseguidos à custa de viúvas misérrimas; é um homem asqueroso pela sovinice a que se confia.

O rabino Jafé, desde muito, é um explorador de mulheres desventuradas; do átrio da casa de Deus para dentro é uma ovelha, mas do átrio para fora é um lobo, insaciável.

Nasson, o sacerdote, vale-se da elevada posição que desfruta para vender, a preços infames, touros e cabras destinados aos sacrifícios, por intermédio de terceiros que lhe enriquecem as arcas; já possui três casas grandes, cheias de escravos, em Cesaréia, com vastos rebanhos de carneiros.

Agiel, um dos guardas do sagrado candeeiro, enverga túnica respeitável durante o dia e é salteador, durante a noite; sei quantas pessoas foram por ele assaltadas no último ano sabático.

Nenrod, o zelador do Santo dos Santos, tem sete assassínios nas costas; formula preces comoventes no lugar divino, mas é malfeitor contumaz, evadido da Síria.

Manassés, o explicador dos Salmos de David, vende pombos a preços asfixiantes, criando constrangimento às mulheres imundas que buscam a purificação, de maneira a explorar-lhes a boa-fé.

Gad, o fiscal de carnes impuras, tem a casa repleta de utilidades do santuário, que cede modicamente, enchendo-se-lhe os cofres de ouro e prata.

Efraim, o levita, que se insinua presentemente na casa do Sumo Sacerdote, é político sagaz; a humildade fingida lhe encobre os tenebrosos planos de dominação.

Reparando, porém, que Jesus se mantinha mudo, o interlocutor interrompeu-se, fixou-o com desapontamento, e concluiu:

- Senhor, aceita-me no ministério. Estou pronto. Informaram-me de que te dispões a fundar um novo reino e uma nova ordem... Auxiliar-te-ei a massacrar os impostores, renovaremos a crença de nosso povo...

Mas Jesus, sorrindo agora, compassivo e triste, retrucou muito calmo:

- Datan, equivocas-te, naturalmente, qual acontece a muitos outros. A Boa Nova é de salvação. Não procuro delatores, nem carrascos, sempre valiosos nos tribunais. Estamos buscando simplesmente homens e mulheres que desejam amar o próximo e ajudá-lo, em nome de nosso Pai, a fim de que nos façamos melhores uns para com os outros.

O Mestre, sereno e persuasivo, ia continuar, mas o escriba eloqüente, tão profundo no conhecimento das vidas alheias, enrolou os pergaminhos, apressado, franziu os lábios amarelos de cólera inútil e atravessou a soleira da porta sem olhar para trás.

Pelo Espírito Irmão X.
Do livro: Contos e Apólogos,
Médium: Francisco Cândido Xavier

Nossa Hora...


Nossa hora


Era um dia como outro qualquer. As malas do casal já estavam prontas desde o dia anterior.

Despediram-se do único filho e saíram em viagem para participar das festividades do casamento de uma sobrinha, que residia em Estado vizinho.

Tão logo se distanciaram do lar, a esposa pediu ao marido que retornasse, pois gostaria de despedir-se do filho. O marido a fez lembrar que já o haviam feito, mas ela insistiu.

Aquela mãe sentia que não voltaria a rever o filho amado, nem iria estreitá-lo num abraço apertado na presente existência. Sentia que aquela viagem era definitiva. De alguma forma ela pressentia isso.

O marido, um tanto contrariado, atendeu ao pedido da esposa e voltou. O filho, ao vê-los, pensou que se haviam esquecido de algo.

Mas a mãe logo o envolveu num suave abraço maternal, como a dizer-lhe adeus. Como quem se despede sem saber quando voltariam a reencontrar-se novamente.

Seguiram viagem, participaram das festividades, reviram os parentes, e por fim, o retorno.

Antes porém, a esposa pediu ao marido que fizesse uma prece, ao que ele respondeu que já havia orado, que o fato de não abraçarem a mesma religião não o fazia menos crente em Deus.

Ao longo da viagem, por várias vezes estiveram na iminência de um acidente, mas conseguiram sair ilesos.

No entanto, quando a ordem vem do Alto, nada, nem ninguém pode impedir.

Mais um perigo, e dessa vez foi impossível evitar... A esposa ficou entre as ferragens do veículo, e o marido sofreu apenas pequenos arranhões.

Aquela mãe e esposa pressentia que já era hora de fechar a mala e retornar à pátria espiritual.

Alguns meses depois de sua partida, um médium espírita, amigo da família, que a conhecera ainda no corpo, trouxe a notícia de que a havia visto no mundo espiritual, que ela estava bem, feliz por ter deixado na Terra dois homens: o marido e o filho.

Feliz não por tê-los deixado, mas por tê-los deixado bem. O filho já moço e o marido bem orientado. Cumprira a sua missão de esposa e mãe.

* * *

Fatos como esse acontecem diariamente. Uns voltam à pátria espiritual pelas portas do túmulo e outros tantos chegam pelas portas do berço.

Mas a questão é se estamos preparados, ou se preparamos os nossos entes caros para quando chegar a nossa hora. Que ela chegará, não nos resta dúvida, mas quando chegará não sabemos.

É importante que vivamos sempre em harmonia com nossos afetos, para que o remorso não nos dilacere a alma, depois da partida.

É preciso que deixemos as nossas coisas sempre em ordem, não esperando a morte, mas com previdência, para que em chegando a nossa hora, não deixemos os nossos em situações difíceis.

Será que nós, que temos filhos, temos procurado edificar suas vidas de forma que quando não tiverem mais a nossa presença saibam tomar decisões acertadas?

Ou será que os mantemos em total dependência nossa?

Pensemos nessas e noutras questões, e sejamos de fato previdentes. Deixemos a nossa mala sempre arrumada para quando chegar a nossa hora, a fim de que evitemos dissabores mais tarde.

* * *

A preocupação com os afetos que ficaram é uma das causas de sofrimento para o Espírito desencarnado.

A maioria dos que partem diariamente nunca se preocupou em deixar em dia seus negócios, papéis e as relações de afeto. Por isso sofrem quando se dão conta de que é tarde demais.

Muitos dariam tudo que lhes fosse possível, pela oportunidade de algumas palavras com os entes caros, com intuito de alertá-los para a realidade que a todos nos aguarda após a aduana do túmulo.

Acontece como na Parábola de Lázaro e o Rico, narrada nos Evangelhos. O rico, deparando-se com a realidade após a morte, queria voltar para falar aos familiares para que mudassem o rumo de suas vidas.

Mas o Espírito de Abraão disse-lhe que ele tivera tempo para isso, e que seus familiares tinham os Profetas, que os ouvissem portanto.

Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita.
Em 18.05.2009.

Maus ricos...



No Evangelho de Lucas encontramos a seguinte parábola proposta por Jesus:

Havia um homem rico, que vestia púrpura e linho e se tratava magnificamente todos os dias.

Havia também um pobre, chamado Lázaro, deitado à sua porta, todo coberto de úlceras - que muito estimaria poder mitigar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico; mas ninguém lhas dava e os cães lhe vinham lamber as chagas.

Ora, aconteceu que esse pobre morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão. O rico também morreu e teve por sepulcro o inferno.

Quando se achava nos tormentos, levantou os olhos e via de longe Abraão e Lázaro em seu seio - e, exclamando, disse estas palavras:

“Pai Abraão, tem piedade de mim e manda-me Lázaro, a fim de que molhe a ponta do dedo na água para me refrescar a língua, pois sofro horrível tormento nestas chamas.”

Mas Abraão lhe respondeu: “Meu filho, lembra-te de que recebeste em vida teus bens e de que Lázaro só teve males; por isso, ele agora está na consolação e tu nos tormentos.”

Disse o rico: “Eu então te suplico, pai Abraão, que o mandes à casa de meu pai, onde tenho cinco irmãos, a dar-lhes testemunho destas coisas, a fim de que não venham também eles para este lugar de tormento.”

Abraão lhe retrucou: “Eles têm Moisés e os profetas; que os escutem.”

“Não, meu pai Abraão”, disse o rico, se algum dos mortos for ter com eles, farão penitência.”

Respondeu-lhe Abraão: “Se eles não ouvem a Moisés, nem aos profetas, também não acreditarão, ainda mesmo que algum dos mortos ressuscite.”

* * *

Jesus aponta com rigidez, as consequências de uma vida egoísta.

Não condena a riqueza, mas sim a atitude daqueles ricos do mundo que não sabem da responsabilidade que têm, no uso e administração de seus bens.

Esse mau rico foi condenado aos tormentos de seu inferno íntimo - da consciência culpada que queima feito fogo.

Esse rico que se vestia de púrpura e que todos os dias se regalava esplendidamente, é o símbolo daqueles que querem tratar da vida do corpo e se esquecem da vida da alma.

São os que buscam a felicidade no comer, no beber e no vestir. São os egoístas que vivem unicamente para si.

e muitos lázaros se arrastam ao seu redor...

Não só clamando em seus portões por migalhas de suas mesas fartas, mas por vezes dentro de seus lares, na figura daqueles que carecem de atenção e de amor.

Triste fim terão esses ricos do mundo, se não despertarem a tempo...

* * *

A riqueza não constitui obstáculo absoluto à salvação dos que a possuem.

Certas palavras de Jesus, interpretadas segundo a letra e não segundo o Espírito, podem trazer errôneo entendimento.

Se assim fosse, Deus, que a concede, teria posto nas mãos de alguns um instrumento de perdição, sem apelação nenhuma, ideia que repugna à razão.

Sem dúvida, pelos arrastamentos a que dá causa, pelas tentações que gera e pela fascinação que exerce, a riqueza constitui uma prova muito arriscada, mais perigosa do que a miséria.

É o supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual. é o laço mais forte que prende o homem à Terra e lhe desvia do Céu os pensamentos.

Mas, do fato de a riqueza tornar difícil a jornada, não se segue que a torne impossível e não possa vir a ser um meio de salvação para o que dela sabe servir-se, como certos venenos podem restituir a saúde, se empregados a propósito e com discernimento.

Redação do Momento Espírita com base no cap. Parábola do rico e Lázaro,
do livro Parábolas e ensinos de Jesus, de Cairbar Schutel, ed. O clarim e
no item 7 do cap. XVI do livro O evangelho segundo o espiritismo,
de Allan Kardec, ed. Feb. Em 13.05.2009.

Emmanuel conosco...


ALÉM DO CORPO FÍSICO


Depois da morte do corpo:

- A frase amiga que houvermos proferido no estímulo ao bem será um trecho harmonioso do cântico de nossa felicidade.

- A opinião caridosa que formulamos acerca dos outros converter-se-à em recurso de benignidade da Justiça Divina, no exame de nossos erros.

- O pensamento de fraternidade e compreensão com que nos recordamos do próximo transformar-se-á em fator de nosso equilíbrio.

- O gesto de auxílio aos irmãos de nosso caminho oferecer-nos-à farta colheita de alegria.

Mas, igualmente, além do túmulo:

- A maledicência que partiu de nossa boca será espinheiro a provocar-nos dilacerações de ordem mental.

- A nossa indiferença para com as amarguras do próximo nos aparecerá por geada desoladora.

- A nossa preguiça surgirá por gerador de inércia.

- A nossa possível crueldade exibirá, na tela de nossas consciências, a constante repetição dos quadros deploráveis de nossos delitos e de nossas vítimas, compelindo-nos à demora em escuras paisagens purgatoriais.

A morte é o retrato da vida.

A verdade revelará na chapa do teu próprio destino as imagens que estiveres criando, sustentando e movimentando no campo da existência.

Se desejas alegria e tranqüilidade, além das fronteiras de cinza do sepulcro, semeia, enquanto é tempo, a luz e a sabedoria que pretendes recolher, nas sendas da ascensão espiritual.


Hoje - plantação, segundo a nossa vontade.

Amanhã - seara, conforme a Lei.

Se agora cultivamos a treva, decerto encontraremos, depois, a resposta respectiva.

Se, porém, semearmos o amor e a simpatia onde nos encontrarmos, indiscutivelmente, mais tarde, penetraremos a luz e a beleza da imortalidade vitoriosa.

EMMANUEL
Do livro "Plantão de Paz"
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Novidades ...


Queridos amigos,

É com muita alegria que implementamos mais uma novidade em nosso espaço na internet.

Visando facilitar o acesso dos amigos e a divulgação da Doutrina Espírita
a partir de hoje o nosso blog tem um novo endereço:


O mesmo querido blog, porém mais prático, fácil e rápido de acessar.

Agradeço a todos vocês pelo seu carinho e apreço para com este pequeno espaço
de grande divulgação. Ele é nosso e esta conquista também.

Muita Paz para todos


João Batista Sobrinho


www.bomespirito.com
Não esqueçam de visitar, nem de divulgar.


Obs: Para os que tiverem registrados em seu micro o endereço antigo não se preocupem, pois ele continua sendo válido.

Reflexos ...



Impressões negativas?
Não precisas dizê-las.

Anotando defeitos.
Procura as qualidades.

Com motivos de queixa, não reclames.
Espera.

Críticas sem proveito.
Destacam-te o perfil.

Encontramos nos outros, o que temos em nós.
Só vemos o que temos, - Isso é da Lei de Deus.



pelo Espírito Emmanuel
Do livro: Caminhos
Médium: Francisco Cândido Xavier

Feliz dia das Mães ...


Queridos amigos, bom dia.


Existem muitas discussões sobre qual seria a mais antiga profissão, o que não denigre nenhuma delas, mas, na minha humilde opinião, acredito que ser mãe é a mais antiga das profissões.

Desde que o mundo é mundo e que o ser humano existe a Mãe está presente. Protegendo, orientando, cuidando, curando, alimentando, e tantas outras coisas mais.


É fato que:se o homem forma a sociedade à sua imagem (ainda machista), é a mulher que forma os homens (sem se importar com os preconceitos que ela mesma venha a sofrer).

Nos lares recebemos as bases de família, amor, respeito, educação e cidadania de nossas mães, que se esforçam para que sejamos, mais tarde, cidadãos de uma sociedade melhor com a nossa participação.

A mãe representa para nós, principalmente nos dias de hoje, o esteio de sabedoria e bondade repleto de orientação segura (que nem sempre seguimos, não é?), e também um porto seguro para onde poderemo ir quando nossos atos e decisões estiverem errados (normalmente porque não escutamos a elas).


Deus, em sua grandeza e sabedoria, nos deu o maior presente de nossas vidas desde quando nascemos, o amor de uma pessoa que não nos deixa nunca.


Por isso mesmo, agradeço a Deus pelas mães que ele colocou em minha vida: A minha e a do meu filho, que são pessoas maravilhosas e especiais, que cuidaram e ainda cuidam de nós (as duas) como se fóssemos crianças (pense numa coisa boa).


Muita Paz a todos, e em especial a estas pessoas tão maravilhosas que fazem os nossos momentos mais sublimes.



Deus e a Ciência...


Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências

O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos.

Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:
- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?
- Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?
Respondeu o jovem:
- Mas é claro que está ! Creio que o senhor deveria estudar a Historia Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião.

Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.
- É mesmo? Disse o senhor.
- E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?

- Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência .

O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.

Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo sentindo-se pior que uma ameba. No cartão estava escrito:


Professor Doutor Louis Pasteur,
Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Cientificas
da Universidade Nacional da França.
“Um pouco de ciências nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima“.

Fato verdadeiro, integrante da biografia ocorrido em 1892.

Mensagens em imagens...




Deus castiga? ...



Acontece inúmeras vezes. A pessoa passa a ter dificuldades de variada ordem e se torna infeliz.

No âmbito familiar, os desentendimentos se tornam rotina. No ambiente de trabalho, um certo marasmo toma conta das ações e a pessoa não se sente mais estimulada a realizar o melhor.

Por causa disso, sucedem-se as chamadas de atenção dos superiores, as reclamações de clientes e a insatisfação íntima.

Acrescente-se a isso pequenas desavenças com um ou outro amigo, que deságuam em ruptura de relacionamentos de anos.

Então, a pessoa enumera todas as dificuldades, grandes e pequenas, e acredita que Deus a está castigando.

E não faltam os que fazem coro a essa afirmativa, dizendo-a verdadeira.

Deus castiga porque a pessoa foi desonesta em algum momento. Deus castiga porque a pessoa O desagradou, não Lhe prestando as homenagens devidas.

Deus castiga porque a pessoa não está vinculada a essa ou aquela denominação religiosa, para fazer o bem.

Deus castiga...
* * *

Que forma pequena de conceituarmos Deus! Deus, que é nosso Pai, soberanamente justo e bom, viveria a dar castigos aos filhos que Ele criou, por amor?

Deus, de quem Jesus afirmou que veste a erva do campo, que hoje se apresenta verde e amanhã já secou e é lançada ao fogo...

Deus, de quem Jesus nos cientificou que providencia o alimento para as aves que voam pelos céus, porque elas não semeiam...

Terá acaso Deus maior cuidado com a erva, os animais do que com os seres humanos?

Observamos que, no mundo, o homem tem graduações para o atendimento prioritário, onde o ser humano é mais importante do que o animal, por sua condição de ser moral, imortal.

Também observamos que, em casos de grandes comoções e necessidades, o homem salvaguarda os seres mais frágeis: idosos, crianças, mulheres.

Ora, será Deus menos sábio que nós mesmos?

Pensemos nisso. E abandonemos de vez essa ideia de que Deus castiga.

Se Deus regesse o Universo, ao sabor de paixões como as que temos nós, os humanos, viveríamos o caos.

Em certa manhã, Ele poderia estar de mau humor e, porque um número determinado de pessoas de um planeta O desagradasse, resolveria por eliminar aquele globo do conjunto universal.

Por ter preferências por uns seres em detrimento de outros, concederia bênçãos inúmeras àqueles, deixando de atender a esses, que não Lhe mereceriam melhor atenção.

Deus é soberanamente justo e bom. Tenhamos isso em mente.

Infinito em Suas qualidades, estende Seu amor a toda Sua criação, a quem sustenta com esse mesmo amor.

E, se as dores, os problemas e dificuldades se acumularem, verifiquemos até onde nós mesmos criamos todos esses entraves.

E, sempre, nos reportemos ao Pai amoroso e bom, suplicando nos auxilie a resolver os problemas, a modificarmos a nossa maneira de ser, a nos tornarmos criaturas melhores.

Com certeza, a pouco e pouco, veremos se diluírem, como névoa da manhã, o que hoje catalogamos como insolúvel, extremamente doloroso ou amargo.

Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita.
Em 06.05.2009.

Palestras em MP3 ...




Tua Fé te Salvou

proferida na cidade de Caruaru
no Centro Espírita Chico Xavier

Emmanuel conosco...


MIGALHA E MULTIDÃO

"E tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu aos discípulos,
e os discípulos à multidão." - (Mateus, 14:19.)



Ante o quadro da legião de famintos, qualquer homem experimentaria invencível desânimo, considerando a migalha de cinco pães e dois peixes.
Mas Jesus emprega o imenso poder da bondade e consegue alimentar a todos, sobejamente.
Observemos, contudo, que para isso toma os discípulos por intermediários.
O ensinamento do Mestre, nesse passo do Evangelho, é altamente simbólico.
Quem identifica a aluvião de males criados por nós mesmos, pelos desvios da vontade, na sucessão de nossas existências sobre a Terra, custa a crer na migalha de bem que possuímos em nós próprios.
Aqui, corrói a enfermidade, além, surge o fracasso, acolá, manifestam-se expressões múltiplas do crime. Como atender às necessidades complexas?
Muitos aprendizes recuam ante a extensão da tarefa.
Entretanto, se o servidor fiel caminha para o Senhor, a migalha de suas luzes é imediatamente suprida pelo milagre da multiplicação, de vez que Jesus, considerando a oferta espontânea, abençoar-lhe-á o patrimônio pequenino, permitindo-lhe nutrir verdadeiras multidões de necessitados.
A massa de nossas imperfeições ainda é inaquilatável.
Em toda parte, há moléstias, deficiências, ruínas ...
É imprescindível, no entanto, não duvidar de nossas possibilidades mínimas no bem.
Nossas migalhas de boa-vontade na disposição de servir santamente, quando conduzidas ao Cristo, valem mais que toda a multidão de males do mundo.

EMMANUEL
(Do livro "Vinha de Luz", Francisco Cândido Xavier, FEB)

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