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Reencarnação

A genialidade e a reencarnação...


Conta-se que um jovem médico procurou o notável compositor Mozart e lhe perguntou como deveria proceder para escrever uma sinfonia.

O grande músico lhe respondeu que ele era muito jovem para pensar em escrever sinfonias e lhe sugeriu que tentasse antes escrever baladas.

Indignado com a observação, o rapaz retrucou: Como pode me dizer que sou jovem, se o senhor escreveu sinfonias com apenas dez anos!


Realmente, concluiu Mozart, eu as escrevi com aquela idade, mas não perguntei a ninguém como fazê-lo.

A resposta do alegre músico austríaco nos conduz a destacar o prodígio que são algumas crianças.

O famoso Rembrandt já era pintor antes de aprender a ler. Miquelângelo, a quem devemos a maravilha das pinturas da Capela Sistina, no Vaticano, foi considerado um artista completo, aos oitos anos, por seu mestre.

O célebre escritor francês Victor Hugo revelou-se literariamente aos treze anos.

Crianças outras demonstraram bem cedo sua genialidade, qual seja a de dominar várias línguas, como o alemão, francês, latim, grego e hebraico; compor, pintar; escrever poemas ou outras peças literárias.

Os Espíritos nos explicam com clareza que tais fenômenos de prodígio são devidos ao progresso anterior da alma, a uma lembrança do passado, entendendo-se como passado as vidas anteriores do Espírito.

Equivale pois a dizer que nada do que se aprenda é perdido, em tempo algum.

Plenamente concorde com a Lei do Progresso, tais fatos nos levam a reflexões em torno dos talentos de que somos portadores, convidando-nos a atentar para o que possamos ter trazido de vidas passadas.

Descortina-se a razão pois que renascemos não somente para resgatar débitos, acertar problemas do ontem mas também para amadurecer avanços iniciados em outras encarnações.

Aqueles que mais sabem, que trazem melhores mensagens de vida e maiores experiências, são convidados a trabalhar em prol da vida mais bela e elevada.

É desta forma que benfeitores da Humanidade retornam vez ou outra ao cenário da Terra, revestidos de uma roupagem carnal diferente, para atender seus irmãos.

Quem haja se evidenciado nas artes e tenha brindado o mundo com produções belíssimas, pode retornar para se dedicar ao bem do próximo, exercitando a sensibilidade de outra forma.

Quem tenha se esmerado na Ciência, pode retornar servindo à comunidade em outro campo, totalmente diverso, sem perder jamais, em momento algum, o que aprendeu, exercitou, lecionou.

Isto também explica a facilidade de algumas pessoas para determinadas áreas do saber, das artes, da indústria, do comércio, das relações humanas.

Parafraseando Lavoisier: Nada se perde... tudo se transforma. E diríamos: para melhor.

O fenômeno do Espírito retornar à carne, em outro corpo especialmente preparado para ele, se chama reencarnação.

A reencarnação constitui excelente oportunidade de aperfeiçoamento, concedida por Deus, para o Espírito.

Assim, vale a pena aproveitar cada minuto da presente existência, fazendo o melhor que estiver ao nosso alcance.



Redação do Momento Espírita, com base no artigo Crianças-prodígio, publicado no informativo SEI, nº 1576 de 13/06/1998.

Perguntas dos amigos...



Queridos amigos, bom dia.

Recebemos hoje através do nosso formulário "Entre em contato" a pergunta mostrada logo abaixo:

"Necessito desta informação p/ fazer comentarios na reunião de amanhã (estudos bíblicos), na Casa da Prece Alberto...MG: Mateus cap.24 vers. 29 a 31, pela otica espirita"?

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Para facilitar a nossa compreensão transcrevo abaixo os verículos do capítulo citado:

"29 E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.
30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.
31 E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus."


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Prezada _____________, bom dia.

Desculpe não responder o seu questionamento em tempo hábil, mas somente hoje estive com acesso à internet e pude verificar o seu email. De qualquer forma segue abaixo um breve comentário sobre a passagem que você nos indica.

Não somente estes versículos, mas todo o capítulo 24 de Mateus nos fala de um dos sermões que Jesus haveria deixado para a posteridade; este texto foi chamado de "sermão profético" pois que nos traz previsões e profecias para o futuro da humanidade e dos seguidores do Cristo.


É de se entender que a linguagem utilizada por Jesus para transmitir esta mensagem é a linguagem adequada para um povo ainda primitivo e simplista, que tinha como imediatas as "recompensas" ou "punições" de um Deus ao qual temia; por este motivo Jesus deixa sua mensagem pautada em simbolos fortes e expressivos, marcantes pelo medo que poderão incutir no coração daqueles que os escutam, estratégia esta que era completamente plausível e em concordância com a sociedade da época.

Talvez hoje o Mestre, caso estivesse encarnado entre nós, trouxesse a mesma mensagem utilizando-se de palavras mais brandas, que despertassem mais a consciencia do que o sentimento de medo, como forma de evitar atitudes erradas, mas este não é o caso agora.

Sem sombra de dúvida que Jesus falava sobre um momento que ele sabia que viria e sobre o qual queria nos deixar esclarecidos: o da transição planetária; ou seja: o momento em que os espíritos menos compatíveis com o nível espiritual da terra serão levados a orbes em que suas energias estarão mais integradas com a natureza do planeta.

Sabemos que a terra está passando por uma depuração e que o seu nível emergético/espiritual está sendo gradualmente depurado; estão aportando em nosso orbe espíritos mais adiantados que vem nos auxiliar a obter mais esclarecimentos e nos melhorarmos; bem como também estão sendo enviados à orbes mais primitivos os espíritos que ainda estão em estágios menos evoluídos; visando efetuar uma "limpeza" na aura energética do planeta.

Algumas religiões e culturas, antigas e atuais, se referem a este evento como algo cataclísmico, outras como um final de período, outras ainda como uma passagem por uma época de luz, e outros chegam até a dizer aproximadamente o número de espíritos que irão desencarnar e os que irão permanecer na terra.

Muitos tem como certa a passagem de um grande astro(planeta, estrela ou cometa) que irá modificar de forma radical o modo como vivemos na terra, significando uma transformação no homem. Vários atribuem a este evento terremotos, maremotos, inundações, fome, pragas e diversas outras calamidades que têm como objetivo o desencarne daqueles que deverão ser "expurgados" do planeta.

Porém em todas elas temos uma coisa em comum: um chamado para darmos mais valor às coisas do espírito enquanto temos tempo ainda.

Desta forma, se fizermos uma analogia com as palavras contidas no sermão profético veremos que é exatamente o que Jesus nos diz, porém de uma forma que está adaptada ao modo de ver e entender dos Hebreus daquela época.

As simbologias tipo: a ceifa do joio e do trigo, os falsos profetas, o sinal no céu, a escuridão do sol e da lua, os anjos vindo ajuntar os escolhidos e vários outros; são modos figurativos de representar a separação dos espíritos evangelizados daqueles ainda em maldade, as pessoas que se aproveitam dos ensinamentos de Jesus para criar sofismas e enganar multidões para o seu próprio proveito, o final do tempo dos ensinamentos evangélicos representando a luz em nossas vida, os escolhidos são os que "escolhem" seguir verdadeiramente ao Cristo e Seus preceitos, respectivamente.

A Doutrina Espírita, como representante das palavras e ensinamentos de Jesus, nos traz, através de seus livros e ensinamentos, as ferramentas para que possamos construir a escada que nos levará para acima destas situações de sofrimento; fazendo uma analogia com o mesmo capítulo 24, para acima dos montes e dos telhados.

Allan Kardec nos fala deste período, em "O Evangelho Segundo o Eespíritismo" capítulo 1 ponto 10, quando nos diz que "A revolução que se apresenta é antes moral do que material"; ou seja: ele coloca a modificação planetária mais como uma mudança no coração dos homens que no seio do planeta; e, plenamente de acordo com os ensinamentos de Jesus, nos traz através do Espiritismo o conhecimento e os ensinamentos para que busquemos nos melhorar cada vez mais.

Esta melhora que tentamos implementar em nós mesmos é a resposta para os medos que temos da morte e das formas como ela possa vir a acontecer. A morte é uma ocorrência natural da vida, tudo que está vivo na carne um dia morre na carne; O espiritismo nos ensina que devemos nos preocupar, realmente, com o que levamos em nosso íntimo para o além desta vida. Pois é neste mundo espiritual que encontraremos a verdadeira paz ou o verdadeiro sofrimento; de acordo com o que tenhamos em nosso coração.

Desta forma, não devemos interpretar as palavras do Mestre pela letra e sim pelo espírito; lembrando as palavras do Apóstolo Paulo "pois a letra mata e o espírito vivifica"; Se buscarmos literalmente no sermão profético, bem como no apocalipse ou outros textos, não encontraremos a verdade, além daquela que pode ser distorcida pelos homens em todos os tempos; mas se buscarmos o verdadeiro sentido dos ensinamentos de Jesus, aquele que serve para todos os povos de todos os tempos, estaremos seguindo a moral cristã do respeito e do amor a Deus e ao Próximo; e isto certamente só nos trará o bem.

Espero ter sido de alguma ajuda.

Muita paz para você.

João Batista Sobrinho

Nossa religiosidade de cada dia...



Você acredita em Deus? Seja esse Deus chamado de Alá, Jeová, Eloin, Força Superior, ou simplesmente Deus, você acredita?

Provavelmente você respondeu sim. Afinal, não há registros de povos onde a crença em Deus não fizesse parte de sua cultura.

Cremos em Deus e no Seu amor, bondade e sabedoria infinitas. Cremos na Sua justiça que vela por tudo e por todos. Cremos seja Ele Pai, a cuidar de cada um de nós, Seus filhos. Tudo isso é Deus para nós.

Agora, você já se perguntou o que espera Deus de nós nessa vida? O que o Pai deseja de Seus filhos, quando nos envia para a matrícula nesta escola chamada Terra? Quais as Suas expectativas?

Ao ser indagado qual o maior mandamento, qual a maior Lei de Deus a ser seguida, Jesus nos explica que é a lei de amor. Amar a Deus sobre todas as coisas, e amar-se para conseguir amar ao próximo como a si mesmo.

E para conseguir vivenciar as Leis de Deus, cada um de nós busca um caminho, um que considera especial para si, um roteiro que consiga explicar melhor Deus e Suas leis, a fim de viver de maneira mais feliz e tranquila.

Esse caminho que escolhemos é a nossa religião.

Como cada um de nós possui diferentes valores na alma, um nível de consciência próprio, uma maturidade emocional específica, é natural que cada um de nós escolha uma forma de ver Deus e entender Suas leis de uma maneira particular.

Por isso a diversidade de religiões, pois vemos a mesma coisa, as Leis de Deus, sob aspectos diferentes. Porém, mesmo diferentes em suas sínteses, toda doutrina que promova o bem, que leve o homem ao bem, é digna de respeito.

Afinal, a religião em si não é um fim, mas é um meio para chegarmos até Deus. O objetivo maior não é viver a religião, mas caminhar através dela para chegar a Deus.

E você já percebeu que nem todo mundo precisa da religião para chegar a Deus, para desenvolver sua religiosidade?

Existem inúmeras pessoas que não professam nenhuma religião e, no entanto, têm uma conduta e valores de alto conceito moral. Elas vivem Deus, sem precisar caminhar por uma religião.

Outros, no entanto, abraçando essa ou aquela religião, carregam na alma pouca religiosidade. Dizem-se partidários desse ou daquele segmento religioso, mas vivenciam quase nada do que sua religião propõe. Será isso que Deus espera de nós?

A religião, de forma alguma, serve para nos fazermos pessoas hipócritas. Muito menos para ser o ópio do povo, como asseverou certa vez um pensador.

A religião deve ser o religar de cada um de nós com Deus. Ela vai construindo, em nossa intimidade, a presença de Deus, nos apontando o melhor caminho para dias futuros mais felizes.

* * *

Não seremos melhores ou piores por professarmos essa ou aquela religião, mas sim pelo que fizermos do nosso caminhar, do nosso viver, do nosso pensar e agir.

Se a nossa religião nos oferece um bom direcionamento para sermos pessoas de bem, aproveitemos a chance.

No entanto, de forma alguma nos iludamos que a nossa religião é a melhor por si só. Ela será a melhor dependendo do que fizermos dela e com ela em nosso dia a dia.

Redação do Momento Espírita.
Em 22.06.2009

Perguntas dos amigos...


Queridos amigos, bom dia.

Recebemos hoje através do nosso formulário "Entre em contato" a pergunta mostrada logo abaixo:

"Porque existem partos em que morrem a mãe e o bebê"?


"Prezada ____________, bom dia.

Esta sua pergunta, muito oportuna por sinal, é realizada em uma frequência maior do que se imagina, pois muitos são os casos deste tipo, ou parecidos, pelo mundo afora, e muito poucas pessoas tem a compreensão do que está realmente acontecendo e se sentem impotentes e culpadas, em certa forma, pelo acontecido.

Para complicar mais ainda a situação a maioria das religiões não tem a argumentação coerente para auxiliar ou explicar o acontecido, aos parentes que permanecem encarnados, e utilizam como fuga a famosa frase "foi da vontade de Deus"; colocando sobre o nosso Pai, que é amor e bondade, a culpa sobre todas as coisas ruins que acontecem em nossas vidas, e assim ele assume, aos olhos de quem recebe esta explicação, a figura de um pai carrancudo e vingativo, que deseja o mau aos seus filhos porque eles foram mal comportados. E isto é uma tremenda inverdade.

Na pergunta 258-a de "O Livro dos Espíritos" vamos encontrar a afirmação que "Nada ocorre sem a permissão de Deus" porém logo abaixo nos esclarece que "Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem"; equivale dizer, em outras palavras, que somos senhores de nosso destino, e que em todos os casos de nossas vidas a "mão" de Deus está agindo e atenta às nossas necessidades através de seus bons espíritos que nos orientam, porém que devemos compreender que existem resgates e ressarcimentos que são devidos à vida, através da lei de causa e efeito.

Neste caso específico que você aborda é muito difícil darmos uma explicação única e verdadeira, pois cada caso é um caso diferente e que tem causas e implicações as mais diversas.

Algumas coisas que podemos afirmar sem medo de estarmos enganados é: que se trata de um resgate advindo de vidas passadas dos envolvidos (mãe, filho, pai e família); que existe o acompanhamento de ambos por parte dos espíritos amigos; que esta "libertação" da carne representa o fim de um degrau na escalada, libertando ambos para buscarem sua evolução novamente; que os sentimentos tristes e negativos quanto à morte são advindos do nosso instinto de preservação e do desejo que os queridos não se vão(o que as vezes é até egoismo); porém verificando as perguntas 400, 858 e 936 do LE poderemos ter uma visão mais abrangente sobre a morte do corpo e a liberdade do espírito.

Podemos ainda cogitar em nossa imaginação fatos que possam ter gerado este desencarne duplo, como por exemplo:
- o encerramento da programação dos dois na terra, quando a mãe teria encarnano visando doar a vida a um espírito ao qual havia, em outra existencia, tirado;
- a mãe já estava programada para desencarnar de parto, e neste caso foi voluntária para receber em seu ventre um espírito que necessitava deixar algum problema perispiritual no corpo de carne e não havia de viver mais do que o necessário para tanto; retornando ao mundo espiritual com o perispírito recuperado e pronto para outra encarnação, além de com uma gratidão imensa pos aquela que possibilitou a sua recuperação;
- tenha havido um fato gerador de uma depressão na mãe e ela tenha se entregado ao desânimo e ao desgosto sem vontade de viver, afetando sua existencia e a do feto;
- devido a problemas fluídicos (falta de afinidade entre os espíritos - mãe e filho), ou talvez por sentimento de vingança do reencarnante, os fluídos da mãe podem ter sido negativamente afetados durante a gravidez, prejudicando seu organismo, que tenha levado ambos à morte do corpo físico;
- havia uma necessidade dos parentes que permanecem encarnados aprenderem a lidar e resistir a solidão e a tristeza; por este motivo dois espíritos com uma programação relativamente curta se ofereceram como voluntários para serem instrumentos de educação, nesta situação;

Enfim, existem inúmeros motivos que possam ser levados em consideração neste caso; mas o mais importante é que nós tenhamos a certeza que tudo que nos acontece, inclusive o mal que ocorre hoje, é para o nosso bem; como poderemos perceber mais adiante com o tempo.

Nas perguntas do LE 346 até 356 você poderá ter alguma idéia mais apropriada sobre o retorno à vida carnal e os fatos de desecarne de fetos e bebês; isto poderá te auxiliar também a compreender melhor este fato.

o que precisamos ter sempre em mente é que: o Deus que é amor e bondade também é justiça e harmonia; por este motivo criou leis que regem o universo e que nos colocam à frente de escolhas inescapáveis. As escolhas felizes nos trazem alegrias e recompensas imensas, as escolhas menos felizes nos levam a caminhos de onde o retorno é árduo e longo; mas, conscientes da bondade divina que não nos condena eternemente e que nos dá tantas chances quantas precisemos, temos a certeza de sempre podermos retornar ao convívio dos bons amigos e familiares de outrora, compensando nossas faltas e aprendendo cada vez mais.

Espero ter sido de alguma ajuda nesta questão, e qualquer coisa entre em contato.

Muita Paz"


Sabedoria em gotas...


216

Há os que o ferem, sem motivo. Mas, estão doentes... Perdoe. O nervosismo e a afronta são claros sinais de descontrole. E descontrole é doença.

Não revide. Seja senhor de si. Domine as emoções.

Ame e esqueça. O "agressor" é seu irmão. E um filho de Deus, tal como você.

Relevando a falta dele, você foge à sintonia com o ódio. Nada sofre.


É mais valioso o amor que exige esforço.

Lourival Lopes.
Gotas de Esperança. 17.
Ed. Brasília: Otimismo. 2005.

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As palavras de amor

Presença de André Luiz...


PODIA SER

A velhinha que vimos, vergada ao peso do sofrimento, não é aquela benfeitora que nos ofertou o berço na Terra, no entanto, podia ser.

O trabalhador abatido que passou esmagado de angustia, não é aquele amigo respeitável que nos serviu de pai no mundo, mas, em verdade, podia ser.

A criança desditosa, que renteou conosco na via pública, não é nosso filhinho, contudo, podia ser.

O mendigo cansado de abandono, relegado à incerteza da rua, não é pessoa de nossa casa, entretanto, podia ser.

O doente caído em desamparo e cujo martírio orgânico nos inclina a pensar nas desventura dos que vagam sem teto, não é nosso parente consaguíneo, todavia, podia ser.

Diante dos que choram e sofrem coloquemo-nos, de imediato, em lugar deles, e saberemos compreender que toda migalha de bondade e alegria é talento de luz.

Caridade é bênção de Deus em movimento constante.

Hoje é a nossa hora de dar, amanhã será o nosso dia de receber.


pelo Espírito André Luiz
Do livro: Marcas do Caminho
Médium: Francisco Cândido Xavier

Palestras em MP3 ...




Influencias Espirituais

Palestra proferida no Grupo Espírita Obreiros da Caridade
Palmares - PE

Programas de Rádio ...




Programa Fonte de Luz:
13/06/09 - Medo da morte, morte de entes queridos, o que nos aguarda do outro lado?

Aos Eternos Namorados...

Queridos, o texto não é meu; apenas lí e achei espetacular. Lí em um blog de um amigo querido e resolví dividir com vocês nesta data especial.

Peguei daqui:
www.compromissoprecioso.com

"Segue uma historinha antiga que circula na internet, mas sempre gostei muito dela e repasso a quem já a viu, para relembrar e para quem ainda não a leu.


Meus avós já estavam casados há mais de cinqüenta anos e continuavam jogando um jogo que haviam iniciado quando começaram a namorar. A regra do jogo era que um tinha que escrever a palavra "NEOQEAV" num lugar inesperado para o outro encontrar e assim quem a encontrasse deveria escrevê-la em outro lugar e assim sucessivamente.

Eles se revezavam deixando "NEOQEAV" escrita por toda a casa, e assim que um a encontrava era sua vez de escondê-la em outro local para o outro achar, escreviam "NEOQEAV" com os dedos no açúcar dentro do açucareiro ou no pote de farinha para que o próximo que fosse cozinhar a achasse.Escreviam na janela embaçada pelo sereno que dava para o pátio onde minha avó nos dava pudim que ela fazia com tanto carinho.

"NEOQEAV" era escrita no vapor deixado no espelho depois de um banho quente, onde a palavra iria reaparecer depois do próximo banho.Uma vez, minha avó até desenrolou um rolo inteiro de papel higiênico para deixar "NEOQEAV" na última folha e enrolou tudo de novo. Não havia limites para onde "NEOQEAV" pudesse surgir. Pedacinhos de papel com "NEOQEAV" rabiscado apareciam grudados no volante do carro que eles dividiam.Os bilhetes eram enfiados dentro dos sapatos e deixados debaixo dos travesseiros.

"NEOQEAV" era escrita com os dedos na poeira sobre as prateleiras e nas cinzas da lareira. Esta misteriosa palavra tanto fazia parte da casa de meus avós quanto da mobília.Levou bastante tempo para eu passar a entender e gostar completamente deste jogo que eles jogavam.

Meu ceticismo nunca me deixou acreditar em um único e verdadeiro amor, que possa ser realmente puro e duradouro.Porém, eu nunca duvidei do amor entre meus avós.Este amor era profundo. Era mais do que um jogo de diversão, era um modo de vida. Seu relacionamento era baseado em devoção e uma afeição apaixonada, igual as quais nem todo mundo tem a sorte de experimentar.

O vovô e a vovó ficavam de mãos dadas sempre que podiam. Roubavam beijos um do outro sempre que se batiam um contra outro naquela cozinha tão pequena... eles conseguiam terminar a frase incompleta do outro e todo dia resolviam juntos as palavras cruzadas do jornal.

Minha avó cochichava para mim dizendo o quanto meu avô era bonito, como ele havia se tornado um velho bonito e charmoso e se gabava de dizer que sabia como pegar os namorados mais bonitos. Antes de cada refeição eles davam graças a Deus e bênçãos aos presentes por sermosuma família maravilhosa, para continuarmos sempre unidos e com boa sorte; mas uma nuvem escura surgiu na vida de meus avós: minha avó tinha câncer de mama.

A doença tinha primeiro aparecido dez anos antes, como sempre, vovô estava com ela a cada momento. Ele a confortava no quarto amarelo deles, que ele havia pintado dessa cor para que ela ficasse sempre rodeada da luz do sol, mesmo quando ela não tivesse forças para sair. O câncer agora estava de novo atacando seu corpo.

Com a ajuda de uma bengala e a mão firme do meu avô, eles iam à igreja todo domingo e minha avó foi ficando cada vez mais fraca, até que, finalmente, ela não mais podia sair de casa. Por algum tempo, meu avô resolveu ir à igreja sozinho, orando a Deus para zelar por sua esposa.Então, o que todos nós temíamos aconteceu.... Vovó partiu!!!

"NEOQEAV" foi gravada em amarelo nas fitas cor-de-rosa dos buquês de flores do funeral da vovó. Quando os amigos começaram a ir embora, minhas tias, tios, primos e outras pessoas da família se juntaram e ficaram ao redor da vovó pela última vez. Vovô ficou bem junto do caixão da vovó e, num suspiro bem profundo, começou a cantar para ela.


Através de suas lágrimas e pesar, a música surgiu como uma canção de ninar que vinha bem de dentro de seu ser.Me sentindo muito triste, nunca vou me esquecer daquele momento, porque eu sabia que mesmo sem ainda poder entender completamente a profundeza daquele amor, eu tinha tido o privilégio de testemunhar a beleza sem igual que aquilo representava.

Aposto que a esta altura você deve estar se perguntando:- Mas o que NEOQEAV significa?... não está?
- NEOQEAV = Nunca Esqueça O Quanto Eu Amo Você"

Comentários Pessoais...


Queridos amigos, bom dia.

Gostaria de falar hoje sobre um assunto que me amanheceu na cabeça e que, na maioria das vezes, não percebemos como um problema até ser tarde demais:
o Alcoolismo na visão espírita.

A OMS caracteriza hoje o alcoolismo como uma doença social, pois além de atingir uma faixa percentual da ordem de 50% como fator causador de mortes, acidentes, assassínios e etc, é uma doença silenciosa que invade o lar e destrói as famílias de dentro para fora. Afetando o que há de mais precioso entre os familiares: o Amor e o respeito que devem reinar no lar.

Por definição o Alcoolismo é "o consumo consistente e excessivo e/ou preocupação com bebidas alcoólicas ao ponto que este comportamento interfira com a vida pessoal, familiar, social ou profissional da pessoa" (http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcoolismo).

Alguns de nós podem, certamente, perguntar:o que o Espiritismo tem a ver com a questão do consumo do Álcool? É uma pergunta pertinente e sempre é interessante lembrar que A Doutrina Espírita não condena o consumo ou utilização de nenhum produto, bem como nenhum comportamento; deixando a escolha ao livre arbítrio de cada um, que será responsável pela colheita do que houver plantado, através da lei inescapável(se é que existe esta palavra) da causa e efeito.

E Doutrina, embora não condene, avalia as consequencias que nossos atos podem vir a ter e mostra os possíveis resultados do caminho que estamos tomando; servindo assim como guia de esclarecimento e orientação, o qual escolhemos, ou não, seguir.

É muito importante perceber que, embora muitas pessoas consumam a bebida alcoólica durante suas vidas, nem todas terão a incidencia do alcoolismo ou sofrerão a impulsão pelo consumo diário, o qual o vício acarreta.

Percebemos, assim, que o alcoolismo, embora se caracterize por sinais físicos, seja no consumo ou na abstinência, pode ser caracterizado também como uma necessidade moral, um hábito que está diretamente ligado às necessidades psico-físicas do ser humano.

Embora a maioria dos alcoólicos não reconheça o seu problema (o que deve ser fator predominante no seu tratamento, de acordo com os 12 passos do Alcoólicos Anônimos)existem sinais que são característicos e que ficam evidentes, são eles:

• Tremor leve (principalmente nas mãos)

• Odor de álcool (no suor e no hálito)

• Sudorese constante (parecendo fraqueza no organismo)

• Aumento do fígado

• Falta de apetite (ou apetite apenas acompanhado de álcool)

• Pressão arterial lábil (sugestivo de síndrome de abstinência de álcool)

• Esquecimento de fatos que foram realizados sob efeito do álcool ("não me lembro como cheguei em casa")

• Constante diarréia (devido ao alto teor de líquido alcoolizado no intestino e pouca alimentação)

• “Síndrome da higiene bucal” (mascarando o odor de álcool); entre outros.

A medicina indica que a presença de algum destes sinais, esporadicamente, no comportamento das pessoas não significa obrigatóriamente que ele(a) esteja com problemas alcoólicos; porém que a presença CONSTANTE de três ou mais destes sintomas é um forte indicativo de que está sofrendo de viciação alcoólica.

É neste momento que o conhecimento Espiritual pode ser de grande auxílio para o Alcoólico e para seus familiares.

Sabemos que somos todos rodeados por uma "núvem de testemunhas", como nos disse o apóstolo Paulo, e que estas testemunhas nem sempre estão interessadas no nosso bem estar e no nosso saudável desenvolvimento; pois, nos esclarece a Doutrina Espírita, que atraímos para nós aqueles espíritos com quem temos sintonia vibratória, ou sintonia de pensamentos e sentimentos.

Muitas vezes a pessoa que sofre de Alcoolismo é acompanhada de outras pessoas, desencarnadas, que sentem no encarnado o teor vibratório do álcool - por conta do constante consumo - e percebe que pode ter alí um suprimento de energias alcoolizadas e, uma vez que não pode mais tomar o líquido, absorve as energias do encarnado, em um processo que chamamos de vampirização. Podemos ler sobre este processo na obra "sexo e destino" do espírito André Luiz.

Embora se tenha a impressão que este fato está sempre ligado a uma vingança do passado, é necessário esclarecer que nem todo vampirizador é mau; muitos há que não tem a devida consciência do que fazem, se ligando de forma automática e instintiva ao encarnado; e neste processo, embora sem querer, fazem mal ao que está servindo de fonte de energia alcoolizada.

Outros casos existem em que o alcoolizado é, mesmo no estado de embriaguês, orientado por um espírito que o auxilia (tivemos em nossa casa espírita um caso assim: a pessoa sem beber não ia ao centro, quando bebia ia, assistia a reunião sem atrapalhar, e dizia que tinha alguém com ele o tempo todo); Assim percebemos que mesmo em casos de queda nos vícios não perdemos o amor que quem nos orienta.

Muitas pessoas,quando comento este fato, perguntam: E vocês deixam entrar na casa espírita pessoas embriagadas? e eu pacientemente respondo: o rémedio não é para os sãos; são os doentes que precisam mais do que todos. Jesus, quando em sua caminhada terrestre, andava com bêbados, prostitutas, doentes, viciados, enfim: todo o tipo de necessitados que suas mãos amorosas e palavras miraculosas pudessem auxiliar.

As pessoas que apresentam tal enfermidade são normalmente estereotipados e jogados à margem da sociedade, não percebem o mal que estão praticando contra sí mesmos, e muitas vezes afirmam: não estou fazendo mal a ninguém.

Esquecem alguns aspectos que é necessário lembrar que estas pessoas:
- se prejudicam fisicamente:
pois o organismo sobre constantes ataques da ação do álcool e vai se prejudicando cada vez mais, aparecem aí os sintomas como: tremores nas mãos, inchaços, diarréias, esquecimentos alcoólicos, etc;

- se prejudicam moralmente:
pois muitas das pessoas que convivem com ela passam a evitar sua companhia e, não raramente, comentar com outros conhecidos, de maneira negativa e reprovadora, sobre seu comportamento;

- se prejudicam profissionalmente:
pois passam a ser vistos como pessoas irresponsáveis, incapazes, sem respeito próprio, etc. E muitas vezes as pessoas que o cercam estão apenas mostrando um verniz de amizade e por trás tem diversos preconceitos e comentários.

- se prejudicam familiarmente:
pois afastam as pessoas mais importantes de suas vidas através de comportamentos muitas vezes violentos, irresponsáveis, desrespeitosos, desatenciosos ou levianos; eliminando lentamente e dolorosamente os sentimentos positivos de amor e carinho que sua família tem por elas.

- se prejudicam espiritualmente:
pois assumem maiores compromissos para vencer em uma próxima encarnação, além de conseguirem companheiros espirituais em grande sofrimento, quais elas próprias, quando não vingativos e perversos.

A propensão ao consumo desregrado de bebida, ou de qualquer outra droga, antes de um vício, defeito ou fraqueza, como muitos caracterizam por aí, é uma enfermidade da alma. É uma característica negativa que trazemos para tentar vencer nesta escola que é a vida, e muitas vezes somente podemos vencer com o auxílio daqueles que a providencia colocou em nosso caminho: família, amigos, médicos, etc.

Nós, os espíritas, com base no conhecimento das leis espirituais que nos são esclarecidos e, mais ainda, com base no evangelho de Jesus, temos o dever, ou melhor, a obrigação de compreender e de auxiliar no que nos for possível; quer seja com a presença, com encorajamento, com orientação, com medicamentos, com um leito para o repouso, etc.

Porém, mais que tudo, é imprescindível que, para serem auxiliadas, estas pessoas estejam conscientes do passo que darão. É necessário reconhecerem o problema e procurarem auxílio especializado (psicólogos, médicos e até clínicas de desintoxicação); nós, seus amigos e familiares, estejamos sempre presentes e municiados de amor e compreensão para com os defeitos destas pessoas durante estes momentos; porque estarão passando por dores e sofrimentos intensos, tanto fisicamente quanto espiritualmente.


Não é fácil se livrar de um vício; ele se entranha em nosso espírito e muitas vezes necessitamos de auxílio externo para vencê-lo (quem achar que é fácil que deixe de fumar, de ser erótico, de falar da vida alheia, etc).

Este auxílio está sempre disponível para nós através da oração. Muitos não se julgam merecedores de serem auxiliados, principalmente quando portadores de problemas morais, mas Jesus não nos desampara nunca. Ele está apenas esperando a nossa vontade e que o busquemos para que se cumpra Sua promessa:


"Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma"
(Mateus, 11:28-30)

Muita paz para todos.


Palestras em MP3 ...



O Homem de Assis
Palestra sobre Francisco de Assis
à Luz da Doutrina Espírita

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Influencias Espirituais a Luz do Evangelho de Jesus

Palestra proferida no Núcleo de Estudos Espíritas Violeta Griz
Em Palmares - PE

Perguntas dos amigos...


Queridos amigos, bom dia.

Recebemos hoje através do nosso formulário "Entre em contato" a pergunta mostrada logo abaixo:

"o que os espiritas acham da doação de orgãos"?


Prezada ____________, bom dia!

Esta questão é de muita atualidade e de bastante repercursão não somente no meio espírita como também em grande parte da sociedade brasileira.

Do meu ponto de vista nós brasileiros temos, a princípio, um grande entrave socio/cultural em aceitar a doação de órgãos; que remonta do medo de qualquer pessoa que esteja na cama de um hospital possa ser sacirifcada, por pessoas inescrupulosas em busca de dinheiro fácil, e ter seus órgãos retirados para atender a alguns que tenham recursos e ofereçam pagar por este tipo de mercado negro.

O governo e os órgãos competentes estão trabalhando em prol da eliminação deste tipo de procedimento, que infelizmente existe ainda, e buscando também uma moralização e conscientização da sociedade como um todo. Mas este não é o ponto da nossa conversa.

O meio espírita apresenta diversas opiniões a este respeito. Até porque este assunto não é tratado por Kardec na Codificação Espírita, então desta forma não existe uma OPINIÃO ESPÍRITA(referente a assuntos expostos nas obras básicas como: aborto, eutanásia, etc), mas sim uma OPINIÃO DE ESPÍRITA(pessoas que estudaram as obras básicas ou trabalharam com espíritos nas obras complementares).

Acho muito prudentes e coerentes com a posição de Kardec as afirmações de espíritos como Emmanuel, André Luiz, Joanna de Ângelis, Bezerra e outros. Por isso mesmo trago abaixo a transcrição de dois trechos onde podemos conhecer a opinião de dois destes espíritos sobre o assunto:

Pergunta: O que a Doutrina Espírita pode falar a respeito de doação de órgãos, sabendo-se que o desligamento total do espírito pode às vezes ocorrer em até 24 horas e que, para a medicina, o tempo é muito importante para a eficácia dos transplantes? O Espiritismo é contra ou a favor dos transplantes?
Emmanuel - O benefício daqueles que necessitam consiste numa das maiores recompensas para o espírito. Desse modo, a Doutrina Espírita vê com bons olhos a doação de órgãos.
Mesmo que a separação entre o espírito e o corpo não se tenha completado, a Espiritualidade dispõe de recursos para impedir impressões penosas e sofrimentos aos doadores. A doação de órgãos não é contrária às Leis da Natureza, porque beneficia, além disso, é uma oportunidade para que se desenvolvam os conhecimentos científicos, colocando-os a serviço de vários necessitados. -
“Plantão De Respostas “ – Francisco Cândido Xavier


"(...) Verdadeira bênção, o transplante de órgãos concede oportunidade de prosseguimento da existência física, na condição de moratória, através da qual o Espírito continua o périplo orgânico. Afinal, a vida no corpo é meio para a plenitude — que é a vida em si mesma, estuante e real" -
Joanna de ângelis - Dias Gloriosos - Divaldo Pereira Franco


Podemos assim partir do princípio que gandes vultos do espiritismo não tem opinião contrária ao transplante de órgãos, sendo inclusive abertamente a favor; temos ainda a assertiva de dizer que, uma vez que tudo somente acontece com a permissão de Deus e foi ele que deu ao homem a capacidade intelectual e tecnológica de realizar tais feitos na medicina, o transplante de órgãos nada mais é do que uma consequência do avanço natural da humanidade; assim com podemos também colocar neste parâmetro a eletricidade, os meios de comunicação, a criação de vacinas etc.

Um dos grandes argumento que os opositores do transplante utilizam é o fato que muitas vezes os espíritos que desencarnam não aceitam este desencarne e que ficam próximos ao corpo tentando retornar a ele; assim com a retirada dos órgãos, e o transplante dos mesmos, estes espíritos entrariam em profundo sofrimento no mundo espiritual ou se revoltariam e iniciariam uma obsessão sobre o receptor.

No meu ponto de vista este fato apresenta um sofisma. Uma distorção de uma verdade.

Lembremos que após o rompimento dos laços que ligam o espírito ao corpo o mesmo não pode retornar a este de nenhuma maneira, e que, após algumas horas, todo aquele organismo estará entrando em decomposição(que é uma lei natural da matéria) o que leva a família a tomar medidas como enterro ou cremação. Neste caso, mesmo sem a retirada dos órgãos, o espírito estará sofrendo igualmente pois poderá acompanhar todo o processo, inclusive a decomposição do corpo (se for o caso).

Este sofrimento no mundo espiritual apenas se apresentaria para pessoas ainda muito ligadas ao mundo material, ao corpo, às posses físicas etc. O que indica que, de qualquer forma, este espírito passaria um período maior ou menor de sofrimento enquanto não de desfizesse destes laços(que são puramente psicológicos) e recebesse auxílio dos socorristas. Sabemos, pela vasta literatura espírita, que muitos espíritos são adormecidos ou socorridos imediatamente após o desencarne e não tomam nenhum conhecimento do que ocorreu com seu corpo; mais uma vez a lei natural da CAUSA e EFEITO vale acima de tudo, nos mostrando que apenas passará por sofrimento aquele que estiver em sintonia com os valores mais baixos e materiais, e neste caso o transplante não vai influir em nada para piorar a situação.

No tocante a Obsessão em torno do receptor é, para mim, mais um caso onde a lei de CAUSA e EFEITO imperará suprema. Pois, a própria Doutrina nos esclarece isso, sabemos que somente haverá obsessão espiritual se o obsessor e obsidiado estiverem em sintonia espiritual. Ou seja, por mais que o espírito tente prejudicar alguém encarnado, apenas conseguirá se encontrar na pessoa algum sentimento de recíproca verdadeiro, sintonizando com aquele sentimento negativo e se utilizando de sua interferencia para prejudicar o receptor. Caso não exista sintonia, não haverá influência negativa.

Muitas vezes atribui-se a rejeição à interferencia do espírito do doador, o que pode ser realmente verdadeiro; mas esquece-se de dizer também que pode ser efeito de uma progamação cármica na vida do receptor, onde não está em sua programação a "cura" de determinado mal; pelo menos por aquela vez.



Outro fator de importante relevancia é o fato dos receptores e suas famílias, na maioria das vezes, sentem uma gratidão profunda pelo desencarnado e oram por ele; o que vai melhorar sua situação no mundo espiritual. Sem contar que, mesmo inconscientemente ele está realizando um ato de caridade, permitindo que alguém sobreviva com o seu sacrifício.

Espero ter auxiliado na sua dúvida. No mais, estamos aqui para qualquer coisa.

Muita Paz.

João Batista Sobrinho

Comentários Pessoais...


Queridos amigos, bom dia!

Ontem na reunião mediúnica de nossa Casa Espírita um amigo espiritual nos deixou, após falar alguns minutos sobre a necessidade de agirmos em benefício do nosso próximo, estas simples porém profundas palavras:

"Olhem para o céu e verão as estrelas
mas olhem para o chão e verão seu irmão."


Como sou muito criterioso comigo mesmo iniciei fazendo uma auto-análise em certos aspectos:
Estou buscando auxiliar o meu próximo?
Estou dando a mão aos que necessitam?
O que estou fazendo com o meu excesso?
Minhas preocupações estão sendo no "EU" ou no "NÓS"?
O que posso fazer para auxiliar mais?
Estou fazendo tudo que posso para ajudar o que necessita?

E, não tenho vergonha de dizer, a resposta de muitas destas perguntas foi negativa. Mostrando que tenho MUITO a fazer e a me esforçar para poder dizer que levo benefício a alguém.

Normalmente somente achamos que precisa de nosso apoio aquele que é indigente na rua, que não tem comida, casa, roupa etc. Porque é mais fácil nos livrarmos da "consciencia de auxílio" quando damos um prato de comida, uma roupa, uma cesta básica, etc. Esta é a CARIDADE MATERIAL; que não é sem sentido, pelo contrário é por demais importante; uma vez que vivemos em um mundo que apresenta extremos de riqueza e probreza e onde, na maioria das vezes, quem tem mais não quer doar a quem tem menos.

Mas existem situações onde as pessoas que necessitam nem sempre demonstram que estão precisadas de apoio; onde, como disse um amigo espiritual certa vez, "estão caídos mas não estão no chão". É o momento de utilizarmos a nossa percepção e notarmos a carência e fragilidade daqueles que nos cercam e que muitas vezes são orgulhosos demais para admitir ou mostrar sua necessidade. Sentimentos depressivos, revoltas sem sentido, pensamentos negativos, profunda apatia, animação extrema; são sempre sintomas que algo não vai bem em nosso mundo íntimo. São gritos de nosso inconsciente pedindo auxílio. É, então, a hora da caridade moral: um ombro amigo, calar a palavra que fere, escutar a ofensa sem responder, compreender o erro alheio, perdoar, conversar longamente, escutar o desabafo, orar pelo que necessita; entre tantas outras coisas que podemos fazer par auxiliar o que sofre internamente.

O trabalho pelos necessitados nem sempre é o trabalho de arrecadar alimentos, abrigar, doar roupas ou dinheiro; muitas vezes é trabalho também a presença e o carinho que dispensamos aos que necessitam.

É oportuno lembrar também que, não raramente, os que necessitam estão mais perto que imaginamos. Muitas vezes em nossa própria família, nossa casa, nosso trabalho...

O importante, meus amigos, é que busquemos fazer algo. O marasmo e a inatividade em nossas vidas, principalmente quando temos condições de realizar o bem para o próximo, serão as grandes culpas que carregaremos no mundo espiritual, quando lembrarmos quantas oportunidades tivemos e quão poucas aproveitamos.

Nos mostram os amigos espirituais através de tantos livros maravilhosos que o sentimento de culpa, quando no mundo espiritual, dói muito mais que qualquer outra ferida que tenhamos enquanto na carne.

Pensemos em tudo o que temos e quantas pessoas nunca terão e façamos o possível para auxiliar a quem possamos, do modo que possamos. Esta é a nossa missão na terra.

Nos esforcemos para não falhar.

(desculpem se fui grosseiro, mas as vezes é necessário)

Muita Paz.


Programas de Rádio ...



Programa Fonte de Luz:
30/05/09 - Lei do Trabalho, necessidade do trabalho

Escute estes e outros programas online em:
http://www.radiobomespirito.com/programa.html

O trabalho como benção da vida...



Você já reparou quantas vezes reclamamos do trabalho? Se vamos falar de trabalho, sempre o associamos à dificuldade, ao desprazer, a algo difícil e penoso de se fazer.

Será mesmo o trabalho algo tão ruim, como se fosse um castigo a se cumprir?

A origem da palavra trabalho remonta à Roma antiga, quando essa palavra era associada a um instrumento de tortura, o tripalium.

Vem daí a conotação do trabalho com sofrimento. Mas será essa mesma a função do trabalho?

Se observarmos a natureza, será fácil verificar que não há quem não trabalhe. Seja o joão-de-barro construindo o ninho para acolher sua companheira e a futura prole; ou a lagarta, tecendo o casulo que guarda a beleza da borboleta em gérmen; ou ainda a abelha colhendo o pólen para fabricar seu doce alimento.

Tudo em a natureza trabalha. Não poderia ser diferente com o homem.

Para os animais, o trabalho é sinônimo de sobrevivência. Trabalha a ave, o inseto, o grande e o pequeno, todos trabalham, como lei de sobrevivência, lei do instinto que os faz buscar o alimento, construir o abrigo, proteger a prole.

E para que serve o trabalho para nós?

Longe da conotação latina de tortura, devemos entender o trabalho como ferramenta que a Divindade nos oferece como processo de aprendizado.

Sendo o trabalho toda ocupação útil a que nos vinculamos, serve como exercício do desenvolvimento de nossas capacidades intelectuais, morais ou emocionais.

Dessa forma, trabalha a dona de casa, ao buscar o asseio do lar, ao confeccionar a comida saborosa para nutrir a família.

Trabalham o pedreiro e o engenheiro na construção do edifício, trabalha o voluntário, doando seu tempo em nome do amor ao próximo.

De uma ou de outra forma, é o trabalho a ferramenta bendita que a Divindade nos oferece para o progresso pessoal.

O ócio, o tempo descomprometido, servem como oportunidades para que os desajustes de nossa intimidade ganhem corpo, ao longo das horas vazias.

Ao contrário, a hora preenchida pela ocupação útil é oportunidade de aprendizado, de interiorizar novas capacidades, nos mais variados campos de nossa intimidade.

Jesus nos lembrava que Ele trabalhava sem cessar, assim como o Pai Celeste igualmente trabalha.

Assim, nunca reclamemos do trabalho que a vida nos ofereça. Ao contrário, a cada dia, agradeçamos a Deus o trabalho bendito e honesto, que nos será passaporte para dias mais felizes, nessa e na outra vida.

O descanso é necessidade natural do organismo, e direito de todos nós, após a jornada de trabalho, a fim de refazer ânimos e recuperar as energias.

Mas jamais nos permitamos o descanso em excesso, fazendo como aqueles que se iludem com os objetivos da vida, imaginando-se em um parque de diversões.

Tenhamos em mente que nascemos todos em bendita oficina de trabalho, que é a Terra, a fim de forjar nossos caracteres e valores.

E, ao início e fim de cada jornada de trabalho, agradeçamos a ocupação útil, remunerada ou voluntária, dentro ou fora do lar, lembrando de todos aqueles que adorariam poder estar em nosso lugar.


Redação do Momento Espírita.

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