Perguntas dos amigos...


Queridos amigos, bom dia.

Recebemos através do nosso formulário "Entre em contato" uma mensagem de uma amiga que nos relata uma série de fatos particulares envolvendo sua família, os quais não retratarei aqui por motivos éticos, mas que envolvem sérias dificuldades enfrentadas na relação a dois.

Coloco abaixo a resposta enviada a nossa amiga, com o objetivo de auxiliar pessoas que possam estar enfrendando situações similares:

"Prezada ________________, bom dia.

Embora perceba claramente, através do seu relato, o o drama que você está vivenciando, não me sinto no direito de emitir alguma opinião ou orientação sobre o assunto; pois trata-se de uma questão muito delicada que envolve diversos fatores que apenas você e os outros envolvidos tem condições de medir e julgar. Acaso fosse um esclarecimento dentro dos fatores tratados pelo meu blog (espíritas ou espiritualistas) eu teria condições de emitir uma opinião minha a este respeito, mas como se trata de um assunto tão pessoal, não julgo acertado emitir opinião.

Entretanto posso tentar esclarecer alguns pontos, à luz do espiritismo, e com isso talvez auxiliar na compreensão do processo como um todo. E, embora tenha percebido pelo seu relato que você é evangélica, acredito que possa ter a liberdade de falar como espírita, pois uma vez que você entrou em contato comigo, sabendo que sou espírita, é porque está aberta ao diálogo fraterno, correto?

A Doutrina Espírita nos esclarece que, durante a nossa vida encarnada, todos passamos por processos educativos das mais diversas formas. Eles variam deste os mais felizes até os mais infelizes e alguns deles são sociais, outros morais, financeiros, uns pessoais e alguns familiares, como se mostra o seu caso.

É importante que não compreendamos o que ocorre conosco como "castigo" de Deus, afinal Deus nos ama e não quer o nosso mal; entretanto, durante nossas diversas encarnações, muitos de nós juntamos alguns débitos para com a Lei de Deus, que é a Lei de Amor. Caso todos tivéssemos nos comportado da maneira como ensinou Jesus "amando uns aos outros" não teríamos hoje, todos nós, a carga tão pesada de nosso passado batendo à nossa porta.

"A cada um segundo suas obras", nos falou o Mestre, e por este motivo temos que arcar, hoje, com a responsabilidade do nosso ontem.

Este processo, que chamamos de "causa e efeito", nos coloca em situações diversas onde, muitas vezes, temos que nos encontrar com os nossos desafetos do passado em nosso presente - seja na forma de conhecidos, amigos, filhos, pais, esposos, etc. Por este motivo temos a certeza que muitas vezes não temos a família que desejamos, mas a que precisamos para aprender e evoluir em nossa caminhada. Já dizia Jesus que "nosso Pai que está nos céus sabe do que precisamos" e nem sempre o que precisamos é o que desejamos, compreende? É como quando corrigimos nossos filhos por erros que cometam - eles não desejam ser repreendidos ou postos de castigo, mas como pais é nosso dever mostrar os erros e corrigí-los da melhor maneira, então nós sabemos o que eles precisam para aprender e não errar mais; assim faz a vida conosco.

As vezes spodemos perguntar o que a vida quer que eu aprenda com tal sofrimento? E a pergunta pode ter inúmeras respostas; cada caso é um caso único e especial. Para uns a vida deseja maior compreensão, para outros mais paciência, para outros ensinar o perdão, outros ainda necessitam aprender o valor de determinados sentimentos; uns aprender a se controlar mais, outros a dividir e assim segue infinitamente para cada um uma necesidade diferente.

Porém, a sábia vida, ao juntar as pessoas que tem desavenças anteriores, não quer apenas ensinar a um dos lados; ela quer que todos aprendam o melhor possível - desde que estejam dispostos a isso.

Então tanto o que sofre como o que faz sofrer tem a chance de se melhorar e crescer espiritualmente. O que sofre através da resignação e trabalho no amor; o que faz sofrer através do ato de resistir a tentação de fazer o mal e lutar para transformar este sentimento mau em um sentimento bom. Infelizmente nem todos conseguem vencer estas limitações e acabam cedendo às influencias negativas e errando cada vez mais, acumulando erros para o seu futuro.

É importante esclarecer que mesmo que a outra parte erre isto não quer dizer que eu devo errar também - então a sua idéia de tirar a vida dele está completamente errada - O melhor exemplo que tivemos foi o próprio Jesus que, sendo puro e bom, sofreu todas humilhações e violências sem reclamar ou revidar; com amor e verdade; e ainda se apiedou dos que faziam mau a ele , pedindo ao Pai que os perdoasse.

Nestes casos, nos mostra o espiritismo, o melhor remédio é o amor e a resignação - nunca a violência!

O que você passa é, muito provavelmente, um caso de resgate em que retornou à vida com a programação de conseguir unir sua família e vencer este sentimento negativo que existe de seu esposo para você. Infelizmente, ao que parece, ele não conseguiu vencer os impulsos inferiores e estragou mais uma oportunidade de solucionar as pendencias dele em relação a Lei.

Entenda que, de acordo com a Doutrina Espírita, o melhor para você fazer é não sentir o mesmo tipo de sentimento para com ele, compreendendo que ele é uma pessoa doente e que precisa de auxílio e tratamento psiquiátrico/espiritual para solucionar esta situação em que vive. E, infelizmente, todo o processo deve ter a participação ativa dele; ou seja, não adianta ninguém tentar auxiliar a quem não quer receber auxílio, compreende?

No seu caso deve buscar uma vivência harmonica com seus filhos e tentar superar estes obstáculos que se apresentam em sua vida; procure apoio em Cristo e faça da oração sua companheira constante. Ore inclusive pelo seu ex-marido que deve estar passando por algum problema de influencia espiritual, o qual somente agrava o quadro obsessivo que ele apresenta.

Isto não quer dizer, entretanto, que você deva aceitar passivamente tudo que ele deseje fazer para te prejudicar; Jesus nos manda ser "mansos como as pombas, porém astutos como as serpentes" e também que em Mateus 18:15-17 nos fala "15 Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão;16 Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada.17 E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano"; assim compreenda que, além de você não estar só - pois pode contar com sua família e amigos - existem medidas legais que podem, e devem, ser tomadas para sua segurança e de seus filhos, sem que esteja indo contra a orientação religiosa. Existem leis que a protegem contra os abusos e as violências e medidas cautelares que podem vir a impedir estes tipos de agressões e danos morais que você venha a sofrer.

Compreenda que devemos "amar ao próximo como a nós mesmos" e isto quer dizer que também devemos nos amar a ponto de nos defendermos dentro de nossas possibilidades legais e morais. Isto não está contra o evangelho de Jesus - o que estaria contra o evangelho de Jesus é a vingança, o assassinato, a mentira, o ódio e o não-perdão/compreensão para com os que ainda tem mais ódio e sofrimento em seu coração do que nós mesmos.

Talvez não seja de fácil acesso para você, mas acho que será de grande utilidade se você puder ler do livro "O evangelho segundo o espiritismo" os seguintes capítulos: 05 - Bem aventurados os aflitos; 09 - Bem aventurados os que são brandos e pacíficos; 10 - Bem aventurados os que são misericordiosos e 11 - Amar ao próximo como a sí mesmo; Caso você não disponha de onde conseguir um exemplar o livro, e possa ler pela internet, tenho um site que dispõe de uma biblioteca espírita que você pode acessar no endereço: http://www.biblioteca.radiobomespirito.com

Não desista nunca de agir de acordo com a Lei de Deus e de seguir os ensinamentos de Jesus

Peço desculpas se não pude responder da maneira como você poderia desejar, e estou á disposição caso precise conversar sobre algo mais.

Paz contigo e família.

João Batista Sobrinho

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