Desastres e Calamidades 3...


Queridos amigos, bom dia.

Venho novamente aqui para tentar esclarecer alguns aspectos deste tema tão controvertido e que está causando tanta preocupação e sido tema de alguns emails que recebemos.

Muitas pessoas, inclusive pessoas que se dizem espíritas, tem falado de "fim do mundo", "2012", "profecias maias", "planeta X / nibiru", "terremotos", "tsunamis" e tantas outras coisas, mas pouco se tem observado, principalmente os espíritas, as informações da Espiritualidade Superior e a Codificação Espírita.

Este fenômeno da mídia em torno deste tema é natural e também muito bem compreensível: nós sentimos uma natural atração pelo que nos amedronta e damos maior destaque aos fatos ruins que aos bons. É uma das características que temos como seres humanos.


Isto posto, quero colocar aqui também uma opinião pessoal: Não estamos falando de "fim do mundo" estamos falando de fim de uma era - o que é bem diferente. O mundo(planeta) como nós conhecemos vem se desenvolvendo há bilhões de anos e vai continuar assim por outros tantos... as condições de clima e vida vem sofrendo alterações e continuarão sendo modificadas sempre... as formas de vida vem e vão de acordo com a necessidade reencarnatória ou com as consequencias de seus atos; por isso já tivemos tantas eras geológicas, biológicas, sociais e políticas.

Precisamos lembrar que Kardec já nos falava de tudo isso que está acontecendo quando nos orientou sobre as migrações planetárias e sobre a passagem da Terra de um mundo de "provas e expiações" para um mundo de "regeneração".

Todos que estudamos um pouco de Codificação Espírita sabemos que este processo já se iniciou e que, como aconteceu em Capela há cerca de 30 mil anos, está acontecendo na terra uma limpeza energética - os espíritos que não se encaixam mais no teor vibratório da Terra estão sendo gradativamente retirados dela (uma ótima indicação de leitura é "Os exilados de capela" ou "A caminho da Luz" - baixe aqui: www.biblioteca.radiobomespirito.com ou aqui http://www.bomespirito.com/search/label/Exilados).

Será que algum de nós já imaginou uma "limpeza" sem tirar a poeira? É exatamente isto que está acontecendo hoje: é necessário que hajam estes desastres e tragédias(aos nossos olhos) porque fazem parte da programação de regeneração da Terra.

Muitos destes espíritos que estão desencarnando hoje haviam passado vários anos em locais de maldade e sofrimento nas zonas espirituais inferiores e estão por graça divina recebendo uma última oportunidade de se "regenerarem" aqui na terra, para que "se quiserem" não necessitem ser retirados da psicosfera da Terra, e por seu próprio esforço e merecimento permaneçam entre os que ficarem.

Mas para os que forem exilados em outro orbe isto não representa um castigo - representa uma oportunidade de contribuirem positivamente para o desenvolvimento do orbe onde estiverem, pois lá será o local mais adequado para eles neste estágio de sua evolução.

Aos que permanecerem na Terra não estão reservados simplesmente glórias e descanso eterno não. As comoções físicas do globo irão gerar muito trabalho e serviço de reconstrução (lembram da Lei de Destruição - LE 728 a 741 ?). E aí se inicia realmente a regeneração do planeta: através de muito esforço dos remanescentes na reconstrução de uma nova sociedade com melhores valores.

Para nos orientar neste novo processo também estão encarnado espíritos muito evangelizados, alguns vindos de um sistema estelar chamado Alcione, que serão os líderes e orientadores desta "nova" humanidade.

Temos muito esforço pela frente - seja em nós mesmos para nos melhorarmos sempre mais ou em nossa sociedade para sermos exemplos e ferramentas de trabalho.

Acho muito semelhante á parábola do "festim de bodas", contada por Jesus, Muitos serão chamados mas poucos serão escolhidos; e estes que forem escolhidos terão sido pelo seu esforço e merecimento próprio no bem e no amor. Aos que não estiverem utilizando as vestes nupciais estará reservado outro local, mais primitivo que a Terra, onde permanecerão até evangelizarem-se mais. Esta é a "prisão" onde ficaremos até "que tenhamos pago o último ceitil".

Resumindo tudo que quero dizer neste post, é o seguinte: Tudo que está acontecendo hoje e mais tarde na Terra faz parte de uma programação espiritual muito antiga e é necessário para nossa evolução como seres eternos. Pelo nosso atual estágio não temos ainda a condição de encarar a morte como um fato natural e assim cresce o medo dentro de nós. O Medo permite que surja especulação em torno de temas relacionados a Destruição e morte, gerando assim esta pandemia de preocupações que vemos hoje.

Tomo a liberdade de reproduzir abaixo alguns textos de Kardec, constantes na Codificação Espírita.

A Gênese

Capítulo 11, pontos 36 e 37

"36.Em certas épocas, determinadas pela sabedoria divina, essas
emigrações e imigrações se operam por massas mais ou menos consideráveis,
em virtude das grandes revoluções que lhes ocasionam a partida simultânea em
quantidades enormes, logo substituídas por equivalentes quantidades de
encarnações. Os flagelos destruidores e os cataclismos devem, portanto,
considerar-se como ocasiões de chegadas e partidas coletivas, meios
providenciais de renovamento da população corporal do globo, de ela se
retemperar pela introdução de novos elementos espirituais mais depurados. Na
destruição, que por essas catástrofes se verifica, de grande número de corpos,
nada mais há do que rompimento de vestiduras; nenhum Espírito perece; eles
apenas mudam de planos; em vez de partirem isoladamente, partem em
bandos, essa a única diferença, visto que, ou por uma causa ou por outra,
fatalmente têm que partir, cedo ou tarde.
As renovações rápidas, quase instantâneas, que se produzem no
elemento espiritual da população, por efeito dos flagelos destruidores, apressam
o progresso social; sem as emigrações e imigrações que de tempos a tempos
lhe vêm dar violento impulso, só com extrema lentidão esse progresso se
realizaria.
É de notar-se que todas as grandes calamidades que dizimam as
populações são sempre seguidas de uma era de progresso de ordem física,
intelectual, ou moral e, por conseguinte, no estado social das nações que as
experimentam. É que elas têm por fim operar uma remodelação
na população espiritual, que é a população normal e ativa do globo.
37. - Essa transfusão, que se efetua entre a população encarnada e
desencarnada de um planeta, igualmente se efetua entre os mundos, quer
individualmente, nas condições normais, quer por massas, em circunstâncias
especiais. Há, pois, emigrações e imigrações coletivas de um mundo para outro,
donde resulta a introdução, na população de um deles, de elementos
inteiramente novos. Novas raças de Espíritos, vindo misturar-se às existentes,
constituem novas raças de homens. Ora, como os Espíritos nunca mais perdem
o que adquiriram, consigo trazem eles sempre a inteligência e a intuição dos
conhecimentos que possuem, o que faz que imprimam o caráter que lhes é
peculiar à raça corpórea que venham animar. Para isso, só necessitam de que
novos corpos sejam criados para serem por eles usados. Uma vez que a
espécie corporal existe, eles encontram sempre corpos prontos para os receber.
Não são mais, portanto, do que novos habitantes. Em chegando à Terra,
integram-lhe, a princípio, a população espiritual; depois, encarnam, como os
outros."

Capítulo 9, pontos 11, 13 e 14
"11. - As grandes comoções telúricas se têm produzido nas épocas em
que a crosta sólida da Terra, pela sua fraca espessura, quase nenhuma
resistência oferecia à efervescência das matérias em ignição no seu interior.
Tais comoções foram diminuindo, à proporção que aquela
crosta se consolidava. Numerosos vulcões já se acham extintos, outros os
terrenos de formação posterior soterraram.
Ainda, certamente, poderão produzir-se perturbações locais, por efeito de
erupções vulcânicas, da eclosão de alguns vulcões novos, de inundações
repentinas de algumas regiões; poderão do mar surgir ilhas e outras ser por ele
tragadas; mas, passou o tempo dos cataclismos gerais, como os que
assinalaram os grandes períodos geológicos. A Terra adquiriu uma estabilidade
que, sem ser absolutamente invariável, coloca doravante o gênero humano ao
abrigo de perturbações gerais, a menos que intervenham causas
desconhecidas, a ela estranhas e que de modo nenhum se possam prever.
13. - Deve-se igualmente lançar ao rol das hipóteses quiméricas a
possibilidade do encontro da Terra com outro planeta. A regularidade e a
invariabilidade das leis que presidem aos movimentos dos corpos celestes
tornam carente de toda probabilidade semelhante encontro.
A Terra, no entanto, terá um fim. Como? Isso ainda permanece no
domínio das conjeturas; mas, visto estar ela ainda longe da perfeição que pode
alcançar e da vetustez que lhe indicaria o declínio, seus habitantes atuais
pedem estar certos de que tal não se dará ao tempo deles. (Cap. VI, nos 48 e
seguintes.)
14. - Fisicamente, a Terra teve as convulsões da sua infância; entrou
agora num período de relativa estabilidade: na do progresso pacífico, que se
efetua pelo regular retorno dos mesmos fenômenos físicos e pelo concurso
inteligente do homem. Está, porém, ainda, em pleno trabalho de gestação do
progresso moral. Aí residirá a causa das suas maiores comoções. Até que a
Humanidade se haja avantajado suficientemente em perfeição, pela inteligência
e pela observância das leis divinas, as maiores perturbações ainda serão
causadas pelos homens, mais do que pela Natureza, isto é, serão antes morais
e sociais do que físicas.

O Livro dos espíritos

728. É lei da Natureza a destruição?
“Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais
destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos
seres vivos.”

732. Será idêntica, em todos os mundos, a necessidade de destruição?
“Guarda proporções com o estado mais ou menos material dos mundos. Cessa,
quando o físico e o moral se acham mais depurados. Muito diversas são as condições de
existência nos mundos mais adiantados do que o vosso.”

733. Entre os homens da Terra existirá sempre a necessidade da destruição?
“Essa necessidade se enfraquece no homem, à medida que o Espírito sobrepuja a
matéria. Assim é que,como podeis observar, o horror à destruição cresce com o desenvolvimento intelectual e moral.”

737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?
“Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma
necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso
ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são freqüentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.”

738. Para conseguir a melhora da Humanidade, não podia Deus empregar outros
meios que não os flagelos destruidores?
“Pode e os emprega todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir
pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios.
Necessário, portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a
sua fraqueza.”

738a) - Mas, nesses flagelos, tanto sucumbe o homem de bem como o perverso. Será
justo isso?
“Durante a vida, o homem tudo refere ao seu corpo; entretanto, de maneira diversa
pensa depois da morte. Ora, conforme temos dito, a vida do corpo bem pouca coisa é. Um século no vosso mundo não passa de um relâmpago na eternidade. Logo, nada são os
sofrimentos de alguns dias ou de alguns meses, de que tanto vos queixais. Representam um ensino que se vos dá e que vos servirá no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, formam o mundo real (85). Esses os filhos de Deus e o objeto de toda a Sua solicitude. Os corpos são meros disfarces com que eles aparecem no mundo. Por ocasião das grandes calamidades que dizimam os homens, o espetáculo é semelhante ao de um exército cujos soldados, durante a guerra, ficassem com seus uniformes estragados, rotos, ou perdidos. O general se preocupa mais com seus soldados do que com os uniformes deles.”

738b) - Mas, nem por isso as vítimas desses flagelos deixam de o ser
“Se considerásseis a vida qual ela é e quão pouca coisa representa com relação ao
infinito, menos importância lhe daríeis. Em outra vida, essas vítimas acharão ampla
compensação aos seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar.”
Venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de
morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo.
Se, pelo pensamento, pudéssemos elevar-nos de maneira a dominar a Humanidade e
abrangê-la em seu conjunto, esses tão terríveis flagelos não nos pareceriam mais do que passageiras tempestades no destino do mundo.

739. Têm os flagelos destruidores utilidade, do ponto de vista físico, não obstante
os males que ocasionam?
“Têm. Muitas vezes mudam as condições de uma região. Mas, o bem que deles
resulta só as gerações vindouras o experimentam.”

740. Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por poremno
a braços com as mais aflitivas necessidades?
“Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência,
de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo.”

Espero assim poder contribuir para esclarecer um pouco as dúvidas que porventura alguns de nós tenhamos.

Paz com todos.

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