Epilepsia, enfermidade e espiritismo - Perguntas dos amigos...


Queridos amigos, bom dia.

Recebí recentemente através do nosso formulário "Entre em contato" uma mensagem de uma amiga que nos escreve o seguinte:
"...Boa tarde,
A alguns dias descobrimos por exame que minha sobrinha de 9 anos tem epilepsia, ficamos meio tristes e gostariamos que vcs pudessem nos orientar espiritualmente o que significa ter ou adquirir essa enfermidade..
Desde já muito obrigada
Muita Paz..."


Ao qual respondí como segue, para apreciação:


"Prezada ________________, boa tarde.

Notei uma certa apreensão em suas palavras e, antes de mais nada, quero lembrar que é necessário termos confiança na providência divina que nada faz sem um sentido e que sempre nos coloca em locais e situações onde precisamos para que aprendamos cada vez mais, nos melhorando através de inúmeras experiências - umas boas outras não tão boas - mas todas necessárias ao nosso aprimoramento.

Importante verificar que o acontecimento em questão representa um compromisso não somente para a jovem mas também para toda a família que, em casos de enfermidades, deve permanecer unida e acolher a pequena com carinho e compreensão, uma vez que muito jovem ainda pode não entender completamente a situação.

Demos graças a Jesus pelo disturbio ter sido descoberto ainda cedo, o que amplia as condições de acompanhamento e controle por parte dos médicos responsáveis. não deixe nunca de fazer um acompanhamento clínico sério, pois é uma das maneiras mais eficazes de materialmente evitar problemas futuros.

Embora já caracterizada como um disturbio neurológico que afeta o controle do corpo e a mobilidade em crises com periodicidade indefinida, muitos são os motivos que fisicamente podem despertar as crises e a enfermidade em sí. Desde luminosidade excessiva até pancadas na cabeça - como poderá verificar aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Epilepsia.

Do lado espiritual o processo também não é tão simples de ser diagnosticado, embora possa dizer, de minha opinião pessoal, que embora em vários casos de epilepsia possa estar presente uma participação obssessiva espiritual, nem sempre ocorre assim.

Por vezes o espírito do enfermo traz em sí, subconscientemente, culpas, medos, problemas comportamentais ou outros processos não resolvidos de existencias passadas e que, por algum motivo indefinido, vêm a tona na atual existencia e sua abrupta eclosão causa o processo epiléptico; esse choque é tão intenso que o espírito é desdobrado do corpo totalmente, ou quase totalmente, e, ao retornar, não traz consigo as recordações do acontecido para tentar esclarecer a quem fica observando e estudando. Nestes casos não existe a participação de um espírito obsessor para causar o processo.

Outras vezes estas culpas, medos ou problemas, que fazem parte de nosso inconsciente, são despertados quando sentimos (espiritualmente/perispiritualmente e inconscientemente) a presença fluídico-energética de um espírito que foi nosso desafeto/inimigo em existencias anteriores. A sensação desta presença ativa o "gatilho" em nossa mente/cérebro e acontece o processo epiléptico. Em casos assim existe a participação ativa, embora que inconsciente, de um espírito.

Em poucos processos podemos supor que exista a participação ativa e consciente de um obsessor, o qual necessitaria ter um conhecimento intelectual vasto para saber "como" ativar o processo; na minha opinião é difícil, mas não impossível.

Kardec nos esclarece a respeito das influencias externas nas questões 481 a 483 do LE; embora não seja especificamente sobre epilepsia, mas é sobre "convulsionários".

Muitas vezes ainda incompreendemos as leis do universo e achamos que existem injustiças quando se trata de problemas envolvendo crianças; esquecemos, na maioria das vezes, que aquele ser pequeno que abraçamos hoje já foi homem ou mulher, jovem ou idoso em encarnações anteiores, e que, nestas encarnações, certamente realizou atos bons e ruins - os quais formaram hoje os nossos compromissos e resgates.

Assim é importante percebermos que não se trata de um problema exclusivamente físico, embora tenha que existir biologicamente a predisposição para tal enfermidade; nem exclusivamente de um problema espiritual, embora por trás de toda enfermidade está um espírito endividado. Trata-se de um processo expiatório que deve ser tratado com carinho e respeito de forma a atender as necessidades físicas e espirituais do enfermo.

Físicas com tratamento adequado, acompanhamento clínico e medicamentos regulares.

Espirituais com um ecaminhamento religioso para a pessoa, orientações no sentido de respeitar as leis de Deus, buscar fazer a reforma íntima, fazer da oração uma companhia constante, tomar passes e água fluidificada para que melhorando-se o enfermo espiritualmente também influencie beneficamente quem possa estar prejudicando o seu espírito - ou pelo menos fique mais imune a influencias fluídicas/espirituais.

Espero haver respondido sua dúvida e ter sido de alguma ajuda.

Paz contigo e com os teus."

Um comentário:

Adm. Edinaldo Oliveira disse...

Vá urgente em um psiquiatra, inicialmente precisará ser receitada alguma medicação afim de tratar o problema.

Procure um psicólogo, deve também ajudar.

Uma matéria interessante:

Pacientes de epilepsia ganham direito à
medicamentos gratuitos:
http://www.jusbrasil.com.br/noticias/1609887/pacientes-de-epilepsia-ganham-direito-a-medicamentos-gratuitos

Boa sorte!

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