Industrialização de Eventos Espíritas "Grandiosos" - Observações...


Queridos amigos, bom dia!

Recebi também outro email de um amigo que solicitou a opinião sobre este outro artigo na internet, que trata sobre a industrialização dos eventos espíritas (pode ser encontrado aqui: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2010/03/industrializacao-de-eventos-espiritas.html )

Nosso amigo solicitou que eu fizesse comentasse sobre o texto em questão e, colocou em seu email a seguinte observação:

"...Caro João Batista, muita paz.
Gostaria que você comentasse essa iniciativa, saliento, que concordo plenamente e, que lamento o que estão fazendo com a nossa Doutrina.
Concordo plenamente com o exposto. Esta orientação deve ser seguida sob pena de discriminar os nossos irmãos que não podem e não devem sacrificar seus compromissos para pagar a entrada de um mega evento espírita.
No meu caso, com o valor do ingresso que corresponde a R$ 20,00 ou 30,00, eu prefiro fazer uma doação de uma cesta básica para uma pessoa necessitada ou até mesmo comprar um par de tênis para uma criança filha de pais desempregados, para ir para a escola.
Definitivamente, eu não vou a um mega evento espírita.
Eu quero deixar claro que não sou contra quem realiza ou quem participa desses eventos, cujos objetos é a divulgação da doutrina espírita e levantar recursos para ajudar as instituições que os promovem..."


Segue abaixo o comentário efetuado para apreciação de todos:

"Amigo ____________, bom dia.

Peço desculpas pela demora em reponder seu email, mas tenho andado ocupado com alguns afazeres e isso tem diminuido o meu tempo útil para o blog.

Este tema que você coloca, como também muitos de nossos confrades pelo Brasil afora, é atual, pertinente e, sem dúvida, passível de uma observação mais profunda.

De minha opinião particular acredito que, embora concordando com a afirmação que os ensinamentos do espiritismo devem ser aplicados gratuitamente e o mais amplamente possível, não sei se o mesmo proceda para os eventos (mega ou não).

Explico minha colocação: Nós, os espíritas, sempre desejamos aprender mais e contar com pessoas mais capacitadas para nos trazerem informações que achamos relevantes, mesmo que estas pessoas - que normalmente são "famosas" - estejam bastante ocupadas atendendo a compromissos marcados em centros diversos no país e no mundo. Normalmente queremos ver estas pessoas porque, em nossa maioria, não achamos que as colocações de "joão" ou "valter" são boas o bastante para atender nossas expectativas e "precisamos" escutar as colocações e orientações destes trabalhadores "famosos".

Para trazer estes famosos para o centro, ou para a cidade, normalmente é necessário marcar com meses de antecedência e se predispor a sua agenda (sempre lotada); quando ele tem disponibilidade para vir não vem só, o que demanda que tenha quase sempre um acompanhante.

Todo este processo de viagem, estada, alimentação e etc, etc,etc.. gera um custo que tem que ser coberto. Quase sempre as casas espíritas não tem em casa recursos financeiros suficientes e aí o que acontece? As pessoas que desejam o show do "famoso" terão que pagar o ingresso na bilheteria, e, normalmente, as filas são imensas.

Em outras palavras: o que está ocorrendo é a compra e venda de um espetáculo. E neste caso eu acho mais que justo que os fãs paguem para ver seu "ídolo"; uma vez que, conscientemente ou não, eles estão contribuindo para isso. Dá pra entender onde quero chegar?

Se outras pessoas não conseguem adquirir o "bem" desejado normalmente ficam chateados e reclamam pelo processo.

Sei que posso parecer injusto com muitas pessoas, mas acho que tudo é basicamente isso - compra e venda.

No meu caso, por exemplo, não sofro deste modismo quanto aos "famosos" e pra não dizer que nunca fui a um destes espetáculos fui a um. Para mim não preciso estar presente assistindo quem fala, quando o importante é o que é falado - para isso temos um veículo espetacular: a internet.

Percebo também que o que se fala nestes eventos com famosos é discutido todos os dias por "gente humilde" e as vezes com bem mais profundidade; o Evangelho de Jesus é riquíssimo, a codificação é espetacular, os livros psicografados são uma fonte de saber inesgotável. E nós não utilizamos para nos instruirmos... ainda somos aqueles que precisamos de um "pastor", "padre" ou "palestrante" que nos diga o que fazer, como fazer, aonde ir, o que ler, etc.

Por este motivo, eu acho justo que se pague por esta "opção"...

Jesus não cobrava nada pelos seus ensinamentos, seus apóstolos diretos também não... Porém passados alguns anos os seguidores começaram a cobrar por orientações, perdões, indulgencias, liturgias, missas, cultos, etc... então é um fator histório e comportamental do homem "pagar" pela orientação espiritual que necessita. Enquanto não vencermos este desafio continuaremos tendo quem cobre e quem pague, e na lei do comércio é justo que se pague.

Eu, por exemplo, sempre que dou palestra em outras cidades ou em outros estados nunca cobrei nada por isso, e das vezes que ofereceram para custear não aceitei... porém alguns trabalhadores há que são muito solicitados e apresentam por isso muitos compromissos; dedicam seu tempo integralmente a divulgação espírita e, por isso mesmo, acho até impossível que eles tenham condições de bancar suas viagens todas; por este motivo também acho justo que sejam custeados as despesas dessa pessoa.

Peço perdão por não estar em pleno acordo com sua colocação, mas acho este um processo natural, levando em consideração nosso estágio e desejos como seres humanos e os desejos e anseios daqueles que buscam este "objeto de desejo".

Paz contigo e com os amigos da ___________."

3 comentários:

Sandra disse...

Desculpe-me, por não concordar com 1º comentário.
Pois na verdade, as pessoas que participam desses eventos, tem suas despesas, das quais não podemos fugir.
No meu modo de ver as coisas, não estão sendo cobrados os ensinamentos espiritas, e que na realidade, todos nós temos a capacidade de adquirir, é só estudar muito, e podemos chegar em um nível elevado de conhecimentos, mas caso, queira ouvir os que ja chegaram a este nível, é justo ter um custo.
Considerando-se que, não estamos pagando o conhecimento e sim os deslocamentos.
Comentei,e se fui abusada, desculpe-me.
Obrigada.

vbjoao2@gmail.com disse...

Prezada Sandra, bom dia.

Não há nada de errado em dizermos o que pensamos; graças a Deus não vivemos mais em uma ditadura e temos este direito. :-)

Vai perceber pelo minha resposta ao amigo que me enviou o texto que eu também acho que é licito pagar pelos eventos, já pelo conhecimento é outra coisa...

Sempre vale a pena Lembrar Jesus "dai de graça o que de graça recebeste".

Paz contigo.

André Ariovaldo disse...

Allan Kardec passou pelos mesmos problemas e criticava muito a hipocrisia desses companheiros como Jorge Hessen que se dizem defensores do Espiritismo mas são falsos e perturbados. Kardec afirma na Revista Espírita que sofria os mesmos problemas por parte de mentalidades estúpidas que julgam que o Espiritismo deve ser barato.

Ninguém cobra por eventos para por dinheiro no bolso. O custo é para bancar o próprio evento e o que sobra vai para ajudar as instituições que promoveram o mesmo.

Pergunto mesmo ao amigo acima quantas vezes ele comprou um par de sapatos a uma criança carente? Quantas vezes NA VIDA ele desembolsou 30,00 para comprar uma cesta básica? Duvido muito.

Pergunto agora: quantas vezes desembolsou 300,00 em besteira? em coisas que estão no porão da tua casa, sem utilidade? gastos banais, muito maiores que 30,00.

Se tivesse desembolsado 30,00 sempre que um evento desses ocorresse, com certeza não falaria com tanta estupidez, pois teria aprendido algo de util na vida.

Pessoas assim não merecem crédito; Jorge Hessem e todos aqueles que pensam igual, deveriam arrumar o que fazer. São pessoas que não fedem e não cheiram; que nunca, digo NUNCA realizaram NADA grande na vida (excessão das @#$ que fazem diariamente). Vão arrumar o que fazer e deixem que pessoas decentes desenvolvam seus trabalhos em paz.

Esses seminários, simpósios, palestras etc. que são pagos, são pagos por pessoas que querem pagar e que saem de lá felizes, satisfeitas.

Jesus diz: DAI DE GRAÇA o que DE GRAÇA recebeis.

Esses eventos tem um custo e esse custo deve sair de algum lugar.
Nada mais justo cobrar.

Hipocrisia demais isso ...

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