Problemas em família e Trabalho espírita - Perguntas dos amigos...


Queridos amigos, bom dia.

Recebí através do nosso formulário "Entre em contato" as seguintes perguntas, às quais enviei as respostas que seguem abaixo:

"...João, parabéns pelo belo trabalho desenvolvido. Como vão indo a situação após as provas que vcs passaram com as chuvas? Que todos tenham sido atendidos nas suas necessidades.

Tentei postar, mas achei q o texto não daria... Desculpe

A doutrina chegou em minha vida no momento certo. Estou estudando e tentando melhorar a minha visão de mim e do mundo. Mas, como a caminhada é longa, terei muita estrada por percorrer. Mas estou feliz em saber que posso contar com esse nosso Deus maravilhoso e se vacilar um pouco, Ele me dará a oportunidade de recomeçar, como agora, que vou narrar pra vc.

Aqui em casa somos eu, esposa e filha. Quem me apresentou a doutrina foi a esposa e a filha já começa a seguir, embora tenha demorado um pouco, em função da indefinição de Primeira Comunhão, lembra desse seu comentário a um irmão?

Minha família carnal vive distante. Então, hoje a extensão da família engloba, sogra (que eu adoro... não ria, por favor !!!), cunhada e sobrinha... São _______anos de casamento e com o advento da doutrina, posso dizer que os últimos anos estão sendo mais felizes que no inicio.

A convivência é permeada por conflitos entre os membros presentes e distantes que fazem parte da família de minha esposa. É muito triste, ver que foram colocados no mesmo laço para os resgates devidos, mas não conseguem. Muita revolta, raiva e sentimentos indignos norteiam as mentes.

Mas, dentre esse membros minha cunhada é a fonte de maior preocupação, pois trouxe consigo todo um conjunto de situações que precisavam de regeneração, mas ao contrário, ela, infelizmente agrava ainda mais... Eu vivo há _______ anos ouvindo dos proprios familiares que ela tem inveja da irmã, do casamento, etc. Não tem amigos, companheiro. E a cada embate que a vida apresenta, torna-se descontrolada e que descontar em qualquer um. Minha sogra, já idosa, foi agredida física e moralmente, entre outras coisa que são omitidas por minha esposa. Já iniciou tratamento psicológico mas abandonou. E a cada crise faz chantagem emocional.

O episódio mais grave aconteceu no ___________ passado....
Aqui em casa realizamos o Evangelho no Lar aos ____________ e na semana anterior a reunião decorreu normalmente, com participação dela, pois é a forma que encontrei para pedir o auxílio da espiritualidade para ela. Na prece final, nitidamente veio na minha mente que fizesse essa reunião na casa dela, onde também mora minha sogra, que estava saindo do hospital.... seria uma agradecimento, uma harmonização do lar...

Assim marcado, chegou o __________. Pela manhã fui à vista fraterna na colônia de ___________ que tem na cidade. A noite fomos a casa de minha sogra. Chegando lá, eu confesso que não percebi o momento dela. Creio que faltou experiência de minha parte. Ela, minha esposa, sogra, e sobrinha conversando, começaram a se alterar. Bastou eu falar para ela parar de gritar com minha esposa que imediatamente pulou do sofá e ia agredir minha esposa. Coloquei entre as duas, quando ela me empurrou e começou a chutar. Para tentar conter, agarrei as mãos dela com força, mas a força dela é descomunal. Me chutava, empurrava, gritava. Um caos. Tive que usar palavras enérgicas com ela e a muito custo e depois de arranhado moral e fisicamente consegui dar por terminado o tumulto.

Demos um calmante e ela ficou no quarto chorando, como todos nós estávamos. Muito triste. Então, serenamos os ânimos e pedi ao auxilio da espiritualidade para acalmar. Mais calmos, fizemos o evangelho.... (Tópico: o verdadeiro cilício). Envolvemos a ela em oração e demos por encerrada a seção.

Ficamos fragilizados. Meu caso ainda mais e é por isso que peço sua compreensão, pois estou sentindo-me péssimo. Essa sensação me coloca em dúvida, pois na casa espírita realizo dois trabalhos. ________________ e ______________. Como então permiti que isso acontecesse? Que base estou me fundamentando nesses trabalhos, pois se na hora mais grave tive de usar violência? Será que tenho moral para trabalhar?

No meu intimo sinto que aprendi uma lição. Não quero isso para ninguém! A sensação que tenho é de que o trabalho tem de continuar. Se Emmanuel disse pra Chico, que se ele tinha um olho, podia trabalhar, não é um arranhão que deva me atrapalhar.! hehehe

Peço sua opinião meu amigo. Desculpe se fui extenso.
Abraço Fraterno...."



"Prezado _______________, bom dia.

A cidade está indo, as pessoas se recuperando bem, porém o comércio e a reconstrução estão deixando muito a desejar. Mas, em época de eleição não há de se estranhar, concorda? No mais continuamos com grande parte da população necessitando de apoio e outra parte sem perceber que a primeira exite - coisas do homem.

Quanto ao seu questionamento quero agradecer sua confiança e carinho para com minha opinião.

Acredito que, antes de mais nada, devemos sempre ter em mente que sermos espíritas e participarmos dos diversos trabalhos da casa, não nos isenta de enfrentarmos dificuldades ou problemas. Ao contrário, temos que ter sempre em mente o exemplo do Mestre Jesus - "ramo verde" por excelência - que enfrentou ele mesmo mais problemas que todos nós juntos - nos dando o exemplo prático que as dificuldades fazem parte de nosso processo evolutivo moral e intelectual.

Perceba também que, em nosso nível evolutivo, não temos ainda a capacidade de amor incondicional e compreensão infinita que o Mestre posui; tornando natural que, chegando uma situação extrema ou o limite pessoal de cada um, se tome uma atitude mais enérgica em vista de não piorar a situação ou de não acontecer nada mais grave. O nosso importante convívio com os sofredores - desencarnados ou encarnados - é a ferramenta que torna possível aprendermos e desenvolvermos cada vez mais estas capacidades.

GRandes e iluminados espíritos conseguiam tranquilizar uma pessoa apenas com um gesto ou um olhar, nós, ainda pequenos, estamos desenvolvendo nossas capacidades limitadas na escalada imensa de nossas encarnações - não é ato falho o que lhe ocorreu, é um acontecimeto normal de quem está em caminho com os que sofrem, e aprendendo sempre.

Perceba também que, pelo que me relata, posso perceber que nossa irmã - sua cunhada - vem sendo acompanhada por espíritos menos evangelizados de há muito tempo, os quais certamente possuem a habilidade de influencia-la muito facilmente, e provavelmente por este motivo ela se mostrou tão violenta e revoltada - era a resposta deles a sua "invasão" da área que eles tem sob controle.

Ela não passou, no final, de uma marionete a serviço dos menos felizes para desequilibrar o ambiente e as energias de todos os que estavam lá - muito embora talvez ela nem se dê conta disso, de tão comum que esta influencia deve estar em seus sentidos e sentimentos; provavelmente já se encontra em um nível onde ela pensa que as vontades e pensamentos dos obsessores são dela; - vamos encontrar um caso parecido na literatura de André Luiz em "Sexo e Destino".

Acredito, inclusive, que este "ataque" - que talvez a psicologia viesse a classificar como "neurose histérica" ou algo assim - apenas aconteceu porque você tomou a atitude de "encarar" o desafio sem antes preparar o terreno, se é que me entende. Os sofredores que se sentem senhores da casa não gostaram de sua atitude (evangelho no lar) e reagiram com o que sabiam que iria prejudicar o ato.

Acho mais conveniente, em casos como estes, utilizarmos antes de orações e vibrações pela pessoa e pelo local, realizadas em reuniões no centro ou em nossos lares, visando quebrar um pouco a sintonia entre eles e, quem sabe, facilitar o acesso. Também seria interessante tirá-la do local onde eles possam se sentir mais a vontade e levá-la para um evangelho em outro lar, ou reuniões no centro, ou uma igreja, onde for - desde que ela se sinta a vontade com a idéia de participar de algo religioso. Então, quando perceber que ela já se apresenta receptiva e mais resistente, trabalhe "in loco" - Lembre que este não é um caso urgente de depressão suicida ou subjugação, caso fosse tenho certeza que a espiritualdade haveria de auxiliar no processo e intuir o melhor a fazer, na urgência.

Em casos como este a participação/vontade daquele a quel desejamos auxiliar é o fator primordial em qualquer caso deste, em qualquer tentativa de auxílio, pois sem ela nada há que possamos fazer de efetivo.

Não se vence anos de influencias e cristalizações com algumas palavras e sem o auxílio de quem sofre diretamente o processo - muitas vezes com este auxílio mas sem força de vontade ainda é difícil...

Não desista de seu trabalho, não se julgue imperfeito, não se acredite sem merecimento ou capacidades - tudo faz parte de nosso aprendizado e principalmente de aprendermos com as quedas a levantar novamente, bem como com os nossos erros o caminho para o acerto.

Finalizo este "jornal" com a lembrança de Kardec - reconhece-se o verdadeiro espírita pelo esforço que faz em domar as suas más tendencias - este somos nós que, apesar de todas as limitações e defeitos, não desistimos de aprender e auxiliar os que podemos.

Paz contigo."

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