Problemas com minha filha - Perguntas dos Amigos

Boa noite, estou aqui aflita com a situação de minha filha q. esta hoje morando em outra cidade, vivendo com 1 pessoa já foi preso por estelionato -ama ele muito.é minha filha única, amo-a demais,e esta situação me aflige muito, ela não quer estudar, não quer responsabilidade nem trabalho, faz as vezes figuração em tv (....), e até prostituição já fez , pois diz que isto é a vida que ela quer!!! sei q.o coração de minha filha é bom, inteligente, bonita, é uma menina(... anos), mas não sei o que fazer para que ela caia em si, brigamos muito por isto,as vezes me calo, p/não me afastar mais.o q.faço?



Prezada ____________, bom dia.

Percebo a aflição no teu coração de mãe, minha irmã, e entendo os motivos de tua preocupação para com a filha que tanto amas.

Infelizmente o caminho que a jovem hoje escolheu é o mesmo que muitos dos espíritos reencarnados por estes dias estão seguindo também: o caminho da sensualidade do prazer carnal e do imediatismo material.

Isto, nos dias de hoje, é um fator natural - embora entristecedor -  pois estamos vivendo os tempos das "grandes tribulações" profetizadas por Jesus; onde estão reencarnando para suas últimas oportunidades de transformação aqueles espíritos que estiveram renitentes no sofrimento e no erro por longos séculos.

É dada a estes espíritos a oportunidade de aceitar as verdades do evangelho e escolher o caminho da renuncia aos instintos primitivos e modificação íntima, de forma a permanecerem nesta Terra quando da mudança para planeta de regeneração.

Entretanto, como livre é o arbítrio de cada um de nós e Deus respeita nossas decisões pois sabe que fatalmente - no tempo de nossa escolha - retornaremos a seu aprisco Celestial, como cordeiros perdidos e desorientados em busca da proteção e do amparo pastor, muitos de nós adiamos as escolhas de libertação para o momento de agora, permanecendo no erro e no sofrimento por tempos maiores e ainda indeterminados.

Perceba, minha irmã, que a cada um é dada a oportunidade de ser orientado - pelos pais, amigos, orientadores religiosos e espirituais; porém que cada um acatará ou não as orientações recebidas, de conformidade com suas próprias tendencias, decisões e escolhas.

A despeito da responsabilidade dos pais, a qual nos esclarece a questão 208 de "o livro dos espíritos", e que nos leva a sempre desejarmos orientar e encaminhar os filhos para o caminho mais acertado, todos os pais esbarram, inevitavelmente, no livre arbítrio dos filhos.

Perceba que, embora jovens e imaturos na idade carnal, nossos filhos são espíritos seculares e que, muitas vezes, já passaram por tantas ou mais existências quanto nós. isto faz com que cada um traga em si uma carga psicológica e moral individual, a qual pode ser orientada e ajustada durante os 7 ou 8 primeiros anos de vida da criança, enquanto ainda está em ajuste o perispírito com o corpo físico e que até os 14 ou 15 anos pode ser influenciada pelos exemplos morais que os pais fornecerem.

A responsabilidade dos pais é identificar já na criança tendências ou inclinações ao erro e ir podando e orientando para que as mesmas sejam eliminadas ou diminuídas; assim como durante a infância e juventude guiar e orientar os passos do filho para um encaminhamento moral e religioso - conforme a escolha familiar - que busque formar no jovem um caráter equilibrado e harmonizado, pautado nos ensinamentos de Jesus.

Aos pais que falharem nesta orientação por descaso, descuido ou falta de carinho para com os filhos, a vida trará a recompensa necessária a cada um.

Entretanto para aqueles que se esforçarem no amor e na dedicação para com os filhos e mesmo assim os jovens não se deixarem lapidar, preponderando seus instintos primitivos e desejos desequilibrados sobre os ensinamentos morais e evangelizados, a vida não poderá imputar culpa ou demérito para os que tentaram de todo o coração. Como nos fala o texto contido na mensagem "a ingratidão dos filhos e os laços de famíla" do capítulo 14 - honrai vosso pai e vossa mãe - de "o evangelho segundo o espiritismo"; a qual vale a pena leitura completa e da qual transcrevo pequeno trecho abaixo:

"Desde pequenina, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz da sua
existência anterior. A estudá-los devem os pais aplicar-se. Todos os males se originam do
egoísmo e do orgulho. Espreitem, pois, os pais os menores indícios reveladores do gérmen de
tais vícios e cuidem de combatê-los, sem esperar que lancem raízes profundas. Façam como o
bom jardineiro, que corta os rebentos defeituosos à medida que os vê apontar na árvore. Se
deixarem se desenvolvam o egoísmo e o orgulho, não se espantem de serem mais tarde pagos
com a ingratidão. Quando os pais hão feito tudo o que devem pelo adiantamento moral de
seus filhos, se não alcançam êxito, não têm de que se inculpar a si mesmos e podem
conservar tranqüila a consciência. A amargura muito natural que então lhes advém da
improdutividade de seus esforços, Deus reserva grande e imensa consolação, na certeza de
que se trata apenas de um retardamento, que concedido lhes será concluir noutra existência a
obra agora começada e que um dia o filho ingrato os recompensará com seu amor."

Compreenda então, minha irmã, que muitas vezes estaremos paralisados em nossos esforços de amor e transformação dos entes queridos pois não podemos mudar ou alterar os valores do íntimo de cada um. E embora muitas vezes possamos proibir ou coibir fisicamente não podemos mudar os pensamentos e os desejos que estão no coração e na mente do nosso próximo.

Assim em casos deste aspecto é necessário dar espaço e vazão para que o ente querido experimente e goze os prazeres que acredita serem acertados à exaustão; até que um dia, cansado, abatido, doente ou magoado, retornará as nossas mãos amorosas e, agora, estará com condições de nos escutar e entender o que desejamos lhe explicar desde cedo: que tudo tem seu preço e as vezes é caro demais.

Estes nossos queridos entes desviados ainda tem os olhos voltados apenas para os prazeres materiais e não compreendem nem vislumbram os efeitos espirituais que suas ações tem.

Não aceitam ou acreditam no valor moral, no valor religioso, em Deus... e na maioria das vezes é necessária a intervenção da vida - de uma forma mais drástica e severa - para que, a exemplo de um pai que coloca o filho de castigo, possa ensinar ao desregrado que este caminho é errado.

Não pense com isso que digo para deixar pra lá e abandonar sua filha ao sabor do vendo; não é isto em absoluto; mas que esteja sempre presente e acompanhando seu caminhar - mesmo que no doloroso silencio do amor - aguardando o momento em que ela cambalear e cair para que você possa estender-lhe a mão carinhosamente e abraçar-lhe junto ao peito amoroso de mãe.

não deixe de orientar, de tentar esclarecer...sempre de acordo com o espaço que tiver. Pois muitas vezes uma palavra, um olhar ou uma prece valem mais do que um discurso.

Entretanto nunca deixe de amar. e lembre sempre, como nos ensinou Paulo o apóstolo, "O amor é paciente, o amor é bondoso... Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta..." e é assim que devemos amar os queridos filhos desviados de nosso coração.

Perdoa se não respondi como desejavas; espero ter sido de alguma ajuda.

Paz contigo e forças.




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