Um Espírito Amigo - Livro 5 - Mensagem 28

A lágrima corria solitária pela face da menina sofredora,  quando o vento, que a acalentava,  seca a pequena lágrima morredoura.    O vento que nada sabia do caso  não tinha o que mais fazer.  Seguia seu caminho e, ao acaso, fazia também a lágrima sofrer.    O que podemos fazer, meus filhos, se em nossas vidas temos muito o que crescer  e não conhecemos o caminho que devemos seguir?    Muitos seguimos por caminhos que nos levam a interferir na vida de outros  de maneira que achamos correta.   Pois, fazemos o que podemos, da melhor maneira,  mas, que para aqueles a quem pensávamos ter ajudado,  nossa presença foi de maior imposição para seu sofrimento.    Outras vezes, quando não interferimos por não podermos fazer nada,  terminamos ajudando ao que caminha conosco, pois que então ele pôde crescer.    Cada um traz consigo  sua cota de dor e de amor,  de realizações e de sofrimento.    Cabe a nós, tentarmos identificar o que pudermos fazer de benefício para o nosso irmão,   sem que assim interfiramos com o seu livre arbítrio.    Cada um vai levar a carga de suas decisões  e cada um falará com seus atos, suas imperfeições, as quais determinarão o que poderemos fazer, com quem e quando...    De conformidade com os merecimentos de um e de outro.    Estamos todos ligados em uma teia,  a lágrima que cai, o olho que chora e o vento que seca,  são parte indivisível de um processo único e eterno.

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