Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 30

As mãos lavadas no mundo

normalmente são sofrimento profundo.


As mãos lavadas da culpa

normalmente são apenas desculpa.


Desculpas do que não fizemos,

quando deveríamos fazer.


Desculpas para o que não dissemos,

quando deveríamos dizer.


As mãos lavadas do mundo

não cabem em nossa vida.


De trabalhadores do Cristo,

de trabalhadores da lida.


As nossas mãos calejadas

são o símbolo de amor.


Que com carinho e dedicação

eliminam de nós a dor.

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 29

Corria a carta ligeira, para levar a notícia ao que esperava um aviso

ou ao que desejava um alento.


Corria a carta e assim que chegou,

entregou o que esperava aquele que já estava em tormento.


A carta não tinha culpa, nem responsabilidade pelo seu conteúdo.

Apenas era mensageira das notícias que trazia.


Assim somos nós, meus filhos,

quando recebemos a incubência de dar aos outros,

a um amigo ou desconhecido, as notícias que ele precisa.


Muitas vezes boa, outras de sofrimento.

As que trazem em si liberdade, verdade e alento.


Continuamos o caminho do carteiro,

da carta e da notícia.

Para que mais tarde,

observando o nosso caminho,

possamos ter a certeza de ter realizado de nós o que esperavam.

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 28

Cara ou coroa,

girava a moeda no ar e caia na mão do dono,

sem que ele soubesse o resultado,

até abrir sua mão

e perceber o que havia sido feito.


Assim somos nós, meus filhos,

quando damos a nós mesmos

a opção de escolher o bem ou o mal,

a depender da situação que tenhamos em nossas mãos.


Muitas vezes,

se compostos de alegria e amor,

teremos o bem em nosso caminho.


Outras vezes,

se repletos de maldade,

é ela que iremos espelhar em nós.


Todos julgamos o destino

responsável pela escolha da cara ou coroa

que apresentamos ao mundo,

mas, ao final, a escolha é toda nossa.

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 26

Segue em frente e observa o que tens adiante.


Observa o melhor que tens para dar ao que vai contigo

e ao que vai avante,

dá o apoio e o sustento,

sem se preocupar com o que estás doando.


Pois que o teu caminho é de amor e de consolo,

de fraternidade e de apoio,

e não de observar ou registrar o que dás.

Pois o que tens, não é realmente teu;

mas, presente e graça do Pai.

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 27

O avesso do amor é o ódio.

O avesso da luz são as trevas.

O avesso da vida é a morte

e o avesso do tempo é o marasmo.


Todos passamos por situações diversas

que nos levam de um lado ao outro do entendimento.


Entretanto, sábio é o que pode reconhecer isso

trabalhando em si estas tendências.

Forte, o que vence o mal que alimenta dentro de si

e bom, o que divide o amor e a lição com o próximo.

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 25

Nasce a relva no campo verde

e em todo local se faz beleza.

Entretanto, a erva daninha que ali também cresce,

macula e mancha o esplendor da natureza.


Assim somos nós, meus filhos,

quando permitimos que nossos pensamentos e nossas ações,

sejam manchadas e maculadas por pensamentos e ações

menos dignos de nosso amor.


Tenhamos em nós o filtro do amor

e a retidão de identificar

quando estamos agindo contra os nossos ensinamentos

e o quanto estamos nos afastando de nosso caminho.


O retorno é sempre mais amargo

que a jornada de ida,

quando nos perdemos.

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 24

Qual gota de orvalho na folha verde,

temos o nosso destino fechado e fadado

ao caminho que escolhemos.


Temos o caminho mais amplo ou mais estreito,

de conforme com os desejos que temos.


Se desejamos paz e amor,

doar e dividir,

o caminho se abre longo e firme, a sorrir.


Mas se ficamos na angústia,

sem querer o que temos da vida,

o caminho se estreita

e somente podemos fingir

que temos o que gostamos.

Sem perceber que perdemos tanto,

quando ficamos com o que não é nosso.

Apegados ao que não é nosso

e perdendo o que não é nosso.

Em nome de um egoísmo

tão e unicamente nosso.

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 23

Dói olhar para trás e ver o que deixamos,

mesmo sabendo que não mais usaremos.


Dói olhar para trás e perceber o que largamos,

principalmente sabendo que para lá não voltaremos.


Dói perder o que se gosta,

quando não se deseja deixar.


Dói olhar para o futuro,

quando não se decide a trilhar.


Entretanto, com tempo e esclarecimento,

percebemos o erro que cometemos.


O Cristo, que a todos ampara,

mostra a todos o belo futuro que temos.

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 22

Observo hoje, sozinho, o quanto fiz por merecer,

o que dói em meu peito

e me faz só padecer.


Observo hoje, o ontem

e percebo onde errei.

Não sabia dividir.

Sempre quis, nunca dei.


Observo hoje, a mim

e não sei para onde vou.

Sei apenas que agora, não mais sozinho estou.


Observo hoje, o amanhã

e me esclareço sempre mais.

A dor e o desamor, estes não existem, nem voltam jamais.

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 21

Do ontem, nada lembro.

A não ser a vontade de poder tudo

e a tudo possuir.


Do ontem, que hoje esqueço,

nada tenho, nada trouxe.

A não ser a vontade de sempre evoluir.


Do ontem, que ficou para trás,

do hoje, que se abre em flor,

fica comigo a vontade

de aprender e doar o amor.

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 20

Assim como a borboleta deixa para trás a casca vazia,

também assim fazemos nós, meus irmãos,

quando atendemos os desígnios da reencarnação.


Assim como o tempo, que a tudo cura,

a reencarnação a tudo repara.

E nós, tristes e violentos no passado,

hoje somos alento para o maltratado.


Assim como a paz, que vive em meio a Jesus,

nós temos o caminho traçado e talhado em luz.


Assim como a estrada, que precisa ser seguida,

temos nós a vida que precisa ser vivida.


E assim como fizemos o mal antes,

hoje preenchemos o nosso coração de vida e esperança.


Pois frente ao Pai, que a tudo compreende,

somos todos eternas crianças.

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 19

Silêncio, era assim a noite escura.

Doloroso, era assim que estava eu.

Cansado, era como me apresentava.

Morto, foi como me encontrei.


Muito tempo se passou

até que encontraram o corpo.

Muito antes eu já tinha

percebido que estava morto.


A dor, não sentia mais.

O ódio, não incomodava.

O calor, já nem percebia,

mas a consciência me castigava.


Gritos de dor e de sofrimento,

era assim em meus ouvidos.

Percebia todos os lamentos,

os quais havia infligido.


Quanto tempo passei assim,

hoje ainda não sei dizer.

Caí em pranto por terra,

sem saber o que fazer.


Os anjos de Deus, com pena,

reuniram-se ante mim.

Me vieram ajudar

e eu não estava assim,

entendendo o que acontecia

nem sabendo onde ia.


Mas a dor era tão grande que não tive reação.

Foi a coisa mais acertada,

digo hoje meu irmão.


Sofrimento não tem mais,

mas tem muito arrependimento.

Há ainda culpa em mim

e grande é o meu lamento.


Mas sei que amanhã,

com a graça de Jesus,

estarei limpo e livre,

trabalhando pela luz.

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 18

Ali na terra, fica o corpo inerte,

que nos serve de instrumento

e que nos leva à tantos locais.


Ali na terra fica o corpo inerte,

que habitamos, mas agora,

não levantará jamais.


Nele tivemos bons momentos

e nele tivemos maus pedaços.


Nele tivemos pensamentos e

nele alimentamos muitos pecados.


Mas o eu, que vivo agora,

guardo em mim um coração

que sofre hoje, e chora,

pelo que fez ao irmão.


A transformação bendita

hoje ocorre em minha vida.


Vida imortal bendita,

bendita vida que é lida.

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 17

O espelho nos mostra nós mesmos,

mas apenas o que se vê externamente.


O espelho não nos mostra por inteiro,

e muitas vezes, o espelho mente.


Se sorrimos por fora,

por dentro podemos estar chorando.


Se tristes por fora,

nossa alma pode, por dentro,

estar cantando.


Não nos deixemos levar pelo que vemos externamente

ou pelo que os irmãos nos mostram.


Mas observemos o que cada um dá,

nos atos, pensamentos e reações que tem,

todos os dias.

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 16

Da crisálida sai a borboleta , que voa e esvoaça céu afora,

do casulo sai a mariposa, que anda e para em locais escuros...


Todos trazemos dentro de nós pequenos pedaços de borboleta

e pequenos pedaços de mariposa,

sendo atraídos pelo que nos agrada mais.


Onde estamos, meus filhos,

que nunca pensamos em como transformar nosso íntimo,

mas que em nossa maioria,

apenas pensamos em como melhorar nossos bens,

nossas posses e nossos anseios?


Estamos todos ligados, meus filhos,

e o perdão de um, leva à transformação do outro.

Não esqueçamos que quando cerramos uma oportunidade,

mais à frente, outras serão desfeitas

e muitos serão prejudicados,

pois não atendemos quem devíamos.


Pensemos nisso.

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 15

A rama verde cresce no muro, no chão e em todo lugar.

Porque ninguém disse a ela onde ela deveria ficar.


Se alguém tivesse falado onde ela ir ou onde crescer,

será que ela teria crescido tanto

e embelezado o lugar com um verde tão lindo?


Então, não deixemos que as coisas do mundo

nos impeçam de crescer,

de expandir ou de melhorar.


Pois que o caminho é nosso

e cabe apenas a nós seguirmos por ele,

escolhendo por onde vamos.


Pedras, arrodeemos ou passemos por cima;

charcos, tomemos da água a vida necessária;

ficaremos assim sem nos deter pelas coisas do mundo.


Olhos no futuro,

esperança no coração,

passos firmes

e o futuro em nossas mãos.

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 14

Se a dor chega,

agradece e segue!


Se algo deu errado,

agradece e segue!


Se não consegue acertar,

agradece e segue!


Se a marcha emperrar,

agradece e segue!


Agradece e segue sempre,

pois, parados e com mal agradecimento,

não se prospera, nem cresce,

nem trabalha, nem evolui.

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 13

Olhava para frente, o farol do carro em movimento,

e na sua frente um caminhão o impedia de ver adiante;

o impedia de iluminar adiante

e o farol não sabia o que fazer,

para executar a sua função

e ficava triste com o caminhão.


Assim somos nós, meus filhos,

quando observamos o que está à nossa frente, impedindo a nossa tarefa

ou atrapalhando nossa caminhada;

sem atentarmos que, mais adiante,

podemos nós ajudar o que caminha conosco

e que pensa que nos atrapalha.


O pequeno farol, mesmo ofuscado,

ilumina o caminho do caminhão que vai à sua frente,

ajudando quem o prejudica.


O que devemos nós, fazer, então?

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 12

Das pedras que estão no caminho,

que doem nos pés mas que protegem dos espinhos,

encontramos a ajuda inesperada

do caminho desconhecido da longa estrada.


Das dores que encontramos na jornada

e das tristezas que aliviamos enquanto viajamos,

vemos o que nos espera quando,

querendo ou sem querer, erramos.


O que é certo ou o que julgamos errado,

o que vemos adiante, atrás ou do nosso lado,

é exatamente o que precisamos

para aprender a amar.


Aprender que o caminho é a paz

e a jornada é eterna.

Que as dores são fugazes

mas que a felicidade nos espera.

Um Espírito Amigo - Livro 8 - Mensagem 11

Nos passos cambaleantes do meu irmão,

encontro a força

e a utilidade das minhas mãos.


Nos espinhos que ferem os pés doloridos,

encontro a oportunidade

de socorrer os feridos.


Na estrada longa e cansativa

que se vê avante,

está a oportunidade

de seguir mais adiante.


Nos passos que conheço,

mas que ainda não dei,

estão as dores e os lamentos

que somente eu sei.

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